domingo, 1 de novembro de 2009

Mais festa na aldeia

Depois de participar do Festival Yawanawá no Rio Gregório, tive também alegria de participar da semana cultural na comunidade Caxinawá Igarapé do Caucho no Rio Murú. A festas dos Caxis foi organizada para comemorar os 20 anos de demarcação da reserva. Na programação das comemorações foi realizado intenso debate sobre a luta contra a discriminação, e as perseguições enfrentada para alcançar a conquista da terra.

A festa serviu também para comemorar a chegada do programa LUZ PARA TODOS na comunidade. No final do evento foi aprovado realização do festival Caxinauwá que será organizado por todos as aldeias Caxinauwa de Tarauacá.
Cantor anima a festa cantando em Caxinauwá
Exposição de produtos artesanais Caxinauwá
Cacique Naço discursa para os presentes a festa
Uma recepção de com muita satisfação e emoção
Alegria, alegria...
O Líder sindical e amigo Hipólito participou da festa simbolizando a aliança dos povos da floresta
Ritmos e cores
Estirão do remanso, Rio Murú

Toda frente com Jaciara já!


O comício da frente popular neste sábado em Feijó revelou duas questões importantes . A primeira se refere a uma situação desfavorável ao sucesso da batalha. A divisão interna na frente e no próprio PT, partido da candidata. A segunda foi positiva animadora. A candidata jaciara estreou com suavidade e brilhantismo, supreedendo todos os presentes.

Participaram do comício, o ex-governador Jorge Viana, o senador Tião Viana, o vice-governador César Messias representando o governador Binho Marques, o prefeito cassado juarez Leitão, o Ex-prefeito Francimar Fernandes e outras Lideranças da Frente. também participei do comício representando O PC do B.

A impressão que tive foi que a frente tem condições reais de vencer as eleições, no entanto não será fácil, é preciso resolver já, todas as divergências para colocar em campo todos com Jaciara. No momento, embora o candidato oponente esteja melhor posicionado na disputa, a população de Feijó começa a rejeitar uma aventura com Dindim na prefeitura. Muitas pessoas fazem referencia a situação de desmando e abandono que vive a cidade de Tarauacá. Os feijoenses temem um retrocesso politico


Ladrão de gado?

A justiça precisa investigar a compatibilidade entre a renda e os bens adquirido pelo dubler de prefeito Vando Torquarto.
Nesta fazenda de "sua" propriedade no município de Feijó o Boi aumenta no pasto como cogumelo após a chuva.

sábado, 31 de outubro de 2009

Foto do dia

Ontem a tarde no estirão das 18 praias-Rio Murú

O mais querido...

O presidente mais popular


Para quem gosta de números de pesquisa,e, enquanto não sai a pesquisa oficial.

O PT encomendou uma pesquisa nacional no mês passado para saber quem foram os melhores presidentes do Brasil de Getúlio Vargas para cá (os generais da ditadura e Fernando Collor ficaram de fora das opções apresentadas aos entrevistados).

Deu Lula na cabeça, com 51% das preferências. Seguiram-se Juscelino Kubitschek, com 13%; Getúlio Vargas e FHC, com 11% e José Sarney, com 6%. Itamar Franco obteve 1% e 7% responderam que “não sei”.A nota foi enviada pelo leitor Marcos Amorim, e é da coluna do Lauro Jardim

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A ousadia do crime

Na manhã de Sexta Feira, a população de Feijó que estava no Banco do Brasil, foi surpreendida por uma quadrilha de assaltante que fortemente armados causaram o terror. Roubaram uma quantia ainda naum estimada, e fizeram Dois Reféns, houve confronto entre a policia e os assaltantes tiros rajadas de metralhadora. De acordo com as testemunhas eram cerca de Seis homens Fortemente armados conduzidos por um veiculo L 200 Roubado. os assaltantes já surpreenderam com tiros nas vidraças do banco e renderam a todos, levaram o dinheiro e seis reféns entre eles um agente de vigilância e o Gerente, com mais um carro seguiram a rota de fuga pela BR 364, no decorrer do km 80 abandonaram um dos carros e mais um refém foi deixado pra traz,

O helicóptero do governo do Estado e equipes da Companhia de Operações Especiais (COE) de Rio Branco foram deslocados para a BR-364, já que os bandidos fugiram em direção a Sena Madureira, testemunhas afirmam que os mesmo já seguiram fuga por agua, no rio Purus.

Em Feijó, a população está apreensiva e teme pelo pior. Há informações de que os assaltantes teriam vindo de Cruzeiro do Sul passaram por Tarauacá e foram a Feijó.
Infraero informou pouso de Avião no Km 80 da Br-364. Assaltantes podem ter fugidos com auxilio de aeronave. As ultimas noticias são que a quadrilha liberou todos os reféns encendiou os caros e desapareceu. O comentário que rolava hoje a tarde em Tarauacá era que os bandidos haviam planejado fazer o assalto em Tarauacá, mas descobriram que por aqui já havia um quadrilha assaltando nossa cidade e não quizeram entrar na competição

A tarde,o INFRAERO comunicou à Delegacia local Sena Madureira e Feijo sobre um pouso de uma aeronave nas proximidades do Km 80, da Br-364, sentido Feijo à Sena Madureira. As suspeitas é de que os assaltantes tenham obtido apoio na fulga. Leia +no Blog da UJS de Feijó

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Raízes,frutos e flores no Rio Gregório

No inicio deste mês estive visitando agricultores, seringueiros e os índios yawanawas do Rio Gregorio. Voltei encantado com a região, ousei dizer que lá pode ser o melhor lugar do mundo para se viver. Lá, apesar da ausência do poder público, não existem fome e violência, a população têm alimentação em abundância qualidade de vida e vive em harmonia com a natureza.

Esta semana voltei novamente, desta vez para participar do festival dos índios Yawanawás. É a quarta vez que participo de uma festa espertacular que Tarauacá pouco conhece. É sem dúvida a mais importante festa tradicional e cultural do estado do Acre.

Cada ano que passa o festival desperta mais curiosidade e atenção do Brasil e da comunidade internacional. Durante as ultimas duas semana as águas do Rio Gregório foi um Bazeiro só. Não faltou barco subindo e descendo transportando os visitante alimentação e estrutura para a realização do evento. Vieram turistas e delegações de Rio Branco, Rio de Janeiro, São Paulo,México ,Colombia,Estados Unidos, Espanha e outros países .

Segundo secretário de esporte e turismo do governo do Acre Casiano Marques ,o governo apoiou o evento mas não desembolsou dinheiro, todas as despesa de uma semana de festival com a participação de aproximadamente 700 pessoas, foram pagas pelas as delegações visitantes que compraram previamente pacotes de turismo para visitar o festival.

Para o Cacique Yawanawá Biraci Brasil o Festival é uma festa consagrada que cada ano ganha mais força e respeito dos visitantes e consolida a grandiosidade da história do seu povo.

Ilhas de mel, são rios de mel,remansos e correnteza

Paz e harmonia entre Rio e Floresta

Fores do taxizeiro

Celebração: Cacique serve o cálice da luz aos visitantes
Curumim quer se cacique
Cores e câmeras
Hiaxarru filha do cacique Biraci

Dada, Monge das Filipinas e consultor da rede Globo sobre cultura Indiana

Instrumento usado para avisar que a festa vai começar
Um papo com a empresária Norte americana Clara Martinez e o publicitário espanhol Gabriel Martinez

Começou a festa!

Vereador Manuel Monteiro encantado com o direito de ser cacique por um dia

Repórter record presente


Escultor deixou Brasilia para morar na aldeia e ganhar dinheiro produzindo e vendendo seus produtos de artes

uma anta e um assento confortável


Francisca diz que cada Yawanawá tem que produzir pelos menos 10 filhos para povoar toda a reserva

Geila trabalha da confecção dos seus trajes para a festa

O pajé Ya com uma toca do partido comunista da União soviética

A brincadeira da caça e do caçador


Cai nos meus braços,aperta os laços, desfaz os nós

A professora Midia Matos, agora Nora do Cacique, quer ficar na aldeia

Aldaiso é o coreografo da festa

beleza e vaidade das mulheres Yawanawás

As Crianças fazem a festa ficar mais bela


Txai é fortaleza que não cai.
Mesmo se um dia a gente sai,
fica no peito essa dor.

Txai, este pedaço em meu ser.
Tua presença vai bater
e vamos ser um só.

Lá onde tudo é e apareceu
como a beleza que o sol te deu
é tarde longe também sou eu.

Txai, a tua seta viajou,
chamou o tempo e parou
dentro de todos nós.

Já vai ia levando o meu amor
para molhar teus olhos
e fazer tudo bem,
te desejar como o vento,
porque a tarde cai.

Txai é quando sou o teu igual,
dou o que tenho de melhor
e guardo teu sinal.

Lá onde a saudade vem contar
tantas lembranças numa só,
todas metadesm, todos inteiros,
todos se chamam txai.

Txai, tudo se chama nuvem,
tudo se chama rio,
tudo que vai nascer.

Txai, onde achei coragem
de ser metade todo teu,
outra metade eu
porque a tarde cai
e dona lua vai chegar
com sua noite longa,
ser para sempre txai

(Milton Nascimento)

Caro Batista,
que belas imagens.
Um dia espero poder partilhar dessa mesma alegria de participar dessa belíssima festa dos povos indígenas.
Um forte abraço e continue com esse carinho e atenção aos povos da floresta!

Isac Melo

Vida longa Companheiro!


Lula comemorou nesta terça, dia 27 no Palácio da Alvorada, seu aniversário de 64 anos de idade. As homenagens atravessaram todo o dia. Ao sair para o trabalho, o Presidente ouviu a música “Amigo” (”Você meu amigo de fé, meu irmão camarada…”), e o hino do Corinthians – tocados pela Banda do Batalhão da Guarda Presidencial. Logo mais, haverá uma confraternização com os funcionários do gabinete, é que conta o r7.

O momento não poderia ser melhor para Lula. No penúltimo dos seus 8 anos de governo, angaria o apoio de cerca de 80% da população – marca inédita. “Nunca antes na história deste país” – como gosta de repetir Lula, um Presidente chegou ao fim do desgastante exercício da gestão pública ostentando tais índices.


sábado, 24 de outubro de 2009

MÚSICA DO DIA

Estelionato eleitoral: A dupla que enganouTarauacá

A dupla Vando e Marilete estão diariamente colocando a imagem de Tarauacá nas páginas dos Jornais da forma mais negativa e vergonhosa. Estão apequenado a grandeza do nosso município, não apresentam nada que possa orgulhar os Tarauacaenses, é só escândalo, descaso com o dinheiro público e desrespeito a população. veja matéria de hoje do Jornal A Tribuna


Após receber denúncia de irregularidades em contratos do município de Tarauacá bancados com recursos públicos federais, o Tribunal de Contas da União (TCU) fará uma tomada de investigação para apurar os fatos.

Na denúncia conta que, em convênio firmado entre o município e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para aquisição de maquinário, há diferença no valor de R$ 75.323,31, não ressarcida aos cofres públicos.

Em outro convênio firmado com o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para proporcionar melhorias de infraestrutura no setor produtivo, o TCU detectou indícios de desvio de finalidade e ausência de processo licitatório.

O prefeito de Tarauacá, Erisvaldo Torquato do Nascimento, deverá apresentar defesa ou devolver aos cofres públicos, no prazo de 15 dias, o valor histórico de R$ 474.017,84, não atualizado.

A denúncia foi levada ao órgão pelo promotor de justiça Marco Aurélio Ribeiro, a pedido do então vereador do município Orlando Bezerra da Silva. Cabe recurso da decisão. O relator do processo foi o ministro Valmir Campelo.

A prefeitura de Tarauacá, neste mês, foi muito citada também na sessão de prestação de contas do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na última vez que a prefeitura entrou em pauta, na semana passada, os conselheiros condenaram o prefeito Erisvaldo Torquato a devolver R$ 1,43 mil ao Tesouro Nacional. (Ana Paula Batalha)


Fonte: A TRIBUNA

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MÚSICA DO DIA

PCdoB: Comitê Central debate caminho brasileiro para o socialismo

A última reunião o Comitê Central antes da plenária final do 12° Congresso do Partido Comunista do Brasil teve início, nesta sexta-feira (23), com o debate da proposta de um Programa Socialista para o Brasil, cuja versão final foi apresentada por Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, para ser submetida à deliberação pela direção comunista.
Estava pautado também o debate e a aprovação do projeto de Resolução Política ao 12º Congresso do PCdoB sobre a Situação Conjuntural do Brasil, o projeto de Resolução Política sobre a Situação Internacional, o Balanço do Trabalho de Direção do PCdoB 2005-2009, a proposta de Regimento Interno do 12º Congresso, além da apresentação do balanço da mobilização partidária ao 12º Congresso.

Na apresentação do Projeto de Programa Socialista para o Brasil, abrindo os trabalhos, Renato Rabelo ressaltou o esforço de síntese feito para produzir um documento mais enxuto, preciso e, por isso, que possa conquistar um maior número de leitores e, ao mesmo tempo, apresentar as teses ali defendidas com mais nitidez e clareza.

Ele chamou a atenção para alguns pontos. Primeiro, ressaltou que, ao tratar do Brasil, o Projeto enfrenta algumas opiniões negativistas sobre a história e a construção de nosso país, que existem mesmo no campo progressista.

Lembrou os dois ciclos de avanço civilizatório já vividos pelo país - o primeiro incluindo a formação do povo, da Nação e do Estado, e o segundo marcado pelo nacional desenvolvimentismo inaugurado pela revolução de 1930, com o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores, e com o progresso educacional e cultural. Mas cujos resultados são avaliados negativamente por análises controversas que ressaltam os problemas - entre eles a escravidão e o massacre das lutas pela liberdade - e esquecem o resultado positivo e grandioso da formação de um povo novo e uno, com uma cultura nova e uma civilização própria.

O segundo ciclo esgotou-se, lembra Renato. E a eleição de Luis Inácio Lula da Silva, em 2002, abriu uma nova etapa em nossa história, abrindo a perspectiva de um terceiro ciclo, um novo horizonte em cujo limiar o país se encontra.

Essa perspectiva resulta do desenvolvimento político do país e aponta para o início da transição para uma nova sociedade, a sociedade socialista. Mas isto ainda não basta, advertiu Renato. O projeto de Programa Socialista precisa apontar a transição, o caminho a ser trilhado para que se alcance este objetivo estratégico. Este caminho é o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, que o projeto de Programa Socialista denomina, muito corretamente, de "caminho brasileiro para o socialismo". E que precisa também ser apresentado de forma concreta, contemplando por exemplo as formas de financiar o desenvolvimento, parte que foi acrescida ao texto proposto à aprovação do Comitê Central.

Questões controversas

O debate travado no Partido sobre o projeto de Programa Socialista mostrou um amplo apoio às idéias ali apresentadas, destacou Renato. E ele destacou algumas teses que tiveram ampla repercussão. Uma delas é a da correlação entre o terceiro salto civilizacional e a transição para o socialismo. É um programa que "se encaixa no processo histórico brasileiro" e dá "concretude ao projeto estratégico" brasileiro, que é a conquista de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e que, nestas condições, "está no nível da política atual". Não é portanto uma proposta abstrata. Outra tese de ampla aceitação foi a centralidade da questão nacional uma vez que um projeto dessa natureza não se desenvolve fora do contexto nacional. Sua característica é essencialmente antiimperialista e ele envolve toda a nação, exceto a parcela aliada aos interesses imperialistas. Além disso cresceu a ideia da busca de um socialismo brasileiro, consagrando a idéia de que não há um caminho único para a nova sociedade, e indicando a necessidade de construção desse caminho próprio, nacional.

Mas há também um conjunto de outras questões que Renato Rabelo considerou como controversas entre os comunistas. Uma delas é a tese do povo uno, novo e singular. Há povo negro, como muitos defendem? Não, pensa ele: há povo brasileiro, resultado de um processo histórico secular que amalgamou origens humanas americanas, africanas, européias e, mais tarde, asiáticas; há também micro etnias indígenas.

O essencial, pensa ele, é o reconhecimento de que os brasileiros formam um povo novo e uno. É preciso reconhecer que há tensões no meio do povo e que é preciso avançar em sua resolução pois não pode "haver nação forte com povo de deserdados".

Programa revolucionário e classista

Além disso há um questionamento do caráter revolucionário e classista do programa. Renato não tem dúvida a respeito: o programa é revolucionário e classista. Ele ressalta a questão da transição, que é o objetivo estratégico maior. E o ponto de partido para alcançá-la é a conquista do poder político estatal pelos trabalhadores da cidade e do campo, aliados às massas populares urbanas e rurais, às camadas médias, à intelectualidade progressista, aos empresários pequenos e médios e àqueles que se dedicam à produção e defendem a soberania da Nação. O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento precisa representar um avanço em relação ao que já foi alcançado desde a posse de Lula, em 2003. Ele é o caminho, a transição, processo que não será feito com reformas parciais, mas reformas profundas que levam a rupturas. É um processo de acumulação de forças, que se faz com rupturas profundas. ele envolve a superação da fase rentista sendo, assim, uma forma de valorizar o trabalho e a renda dos trabalhadores ao apontar para a superação da defasagem hoje existente entre a renda do trabalho e a renda do capital. O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, lembrou Renato, tem essência anti-imperialista, antilatifundiária e antioligarquia financeira e seu objetivo é superar a fase neoliberal e a culminância do capital rentista e parasitário.

Outro tema lembrado por Renato Rabelo, e que ainda causa divergências entre os comunistas diz respeito à definição de proletariado. O que interessa, diz ele, é o conteúdo das formulações e, nesse sentido, lembrou que toda classe tem diferenciações em seu interior - e a classe trabalhadora também tem, da mesma forma, por exemplo, que a burguesia está dividida em frações de classe.

Ele se referiu também à questão ambiental. Não se pode destruir o planeta, ressaltou. Entretanto, a partir desta constatação, os países ricos - cujo desenvolvimento foi responsável por graves agressões contra o meio ambiente - lembrando que, hoje, eles tentam impor a mesma divisão internacional do trabalho que os beneficie e coloca no centro da economia e do poder mundial, e que representa uma enorme desvantagem para os países pobres.

Finalmente, Renato Rabelo enfrentou o argumento que adverte para o risco de "eurocomunismo" representado pelas mudanças que o Partido vive nos dias atuais. O eurocomunismo, disse, colocou a questão e a luta institucional em primeiro plano, sendo uma experiência européia que levou à liquidação do partido. Mas, ressaltou, os riscos de liquidação existem pela direita e pela esquerda. Se houve o eurocomunismo, houve também a experiência do Partido do Trabalho da Albânia, que também fracassou. No caso brasileiro, disse, o erro que cometemos não foi o de enfatizar a questão institucional, mas o contrário.

Cometemos o erro de, durante 15 anos, participar apenas parcialmente da batalha eleitoral, indicando poucos candidatos somente nas eleições proporcionais, e praticamente escondendo a legenda do Partido. E a participação comunista em governos e parlamentos é ainda pequena. A audácia de nossos tempos visa ganhar o tempo perdido, disse. Além disso, lembrou que o Partido defende uma reforma política com ênfase nos partidos e em seus programas e não nos candidatos, que é a única maneira de fortalecer as agremiações. Ressaltou, além disso, que o partido não atua apenas na esfera institucional, mas em três frente, de forma articulada: as frentes institucional, social e na luta de idéias.

De São Paulo,
José Carlos Ruy