terça-feira, 1 de junho de 2010

Unidade na luta por um novo projeto de desenvolvimento nacional

Não foi um jogo do Corinthians, mas o Pacaembu lotou nesta terça-feira (1º de junho) durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), convocada pelas cinco principais centrais sindicais do país (CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB). Cerca de 30 mil militantes compareceram ao evento unitário, que destacou a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania, democracia e valorização do trabalho.

A unidade da classe trabalhadora caracterizou a reunião dos sindicalistas e foi exaltada nos discursos dos dirigentes das centrais. “Estamos demonstrando que os trabalhadores têm a sabedoria de deixar de lado suas divergências e realizar um evento como este em que unimos nossas forças para defender os interesses maiores da classe trabalhadora”, salientou o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos. “Nosso trabalho não se encerra aqui”, salientou. “Este é o início de uma grande jornada de luta”.

Novo Brasil

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (o Paulinho da Força) foi no mesmo diapasão. “Temos que saudar a unidade, pois foi a unidade que impediu a retirada de direitos trabalhistas e fez nossa luta avançar. Barramos a Emenda 3 e com as marchas unitárias em Brasília conquistamos a política de valorização do salário mínimo, que muito contribuiu para tirar o Brasil da crise”, afirmou Paulinho. “Esta conferência tem um objetivo muito claro, que é o de entregar aos candidatos à Presidência uma pauta com 293 itens de um modelo de Brasil que queremos. Temos aqui representantes de 5 mil sindicatos”, acrescentou.

Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), declarou que após a Conclat “o movimento sindical será outro. Já temos as bases para criar um novo Brasil, unindo todo nosso povo, os partidos e as organizações progressistas. Nossa responsabilidade é grande e os desafios não são pequenos. 0 maior deles é elevar o protagonismo da classe trabalhadora na luta política nacional”.

Desafios

“As bandeiras que nos unem são muito maiores do que as questões que, no varejo, provocam divergências no nosso meio”, enfatizou o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Antonio Neto. “Caminhando juntos”, continuou, “vamos conquistar muito mais. Este será um ano de grande embate”, disse, numa referência às eleições de outubro. “Ou continuamos a avançar ou amargaremos um grande retrocesso. Vamos marchar juntos, unidos e organizados por um Brasil melhor”.

“A unidade garantiu conquistas e vitórias importantes”, reiterou Artur Henrique, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores). “Podemos citar a política de valorização do salário mínimo, a ratificação da Convenção 151 da OIT [que assegura o direito de organização, negociação e greve ao funcionalismo], o reajuste da tabela do Imposto de Renda, entre outras conquistas da unidade. Temos ainda grandes desafios, como a alta rotatividade da mão de obra, a redução da jornada sem redução de salários, o reajuste das aposentadorias e pensões. Mas, nosso principal desafio é não permitir o retrocesso neoliberal. Temos de continuar no caminho da mobilização e da luta para emplacar a agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com democracia, soberania e valorização do trabalho”.

De São Paulo,
Umberto Martins

Vida e poesia

Namorado: Ter ou nao ter, é uma questão (Carlos Drummond de Andrade)
CRÔNICA DE ARTHUR DA TÁVOLA, NARRADA POR ANTÔNIO LEAL

Música do dia

Brasil defende ação enérgica da ONU sobre Israel

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Luta e festa!

Neste domingo o PC do B de Tarauacá reuniu seus filiados e militantes da região corcovado e Esperança, para discutir as tarefas partidária e realizar uma confraternização vermelha. O lugar escolhido o encontro não poderia ser outro: O projeto Esperança, palco de memoráveis lutas travadas em defesa da democratização da posse da terra.





Um Indio e um operário na presidencia, faz qualquer reacionário babar como cão com raiva

O candidato Zé Serra, depois de atacar politica de integração do merconsul ( cooperação económica dos nossos países vizinhos), Resolveu atacar Bolívia. Azar dele, sorte do Brasil e do mundo. A era Bush, carniceiro da humanidade, e de FHC vendilhão que, quando presidente do Brasil vivia agachado para agradar o império chegou ao fim.

A América Mudou e o mundo começa seguir o mesmo curso. Um presidente Índio na Bolívia e Um operário presidente do Brasil faz qualquer reacionário babar como cães raivosos.
Leia abaixo o editorial da revista carta maior



A direita achou um candidato à presidência do Brasil.


O candidato do conservadorismo brasileiro já é identificado por 45% dos eleitores do país como aquele que mais defende os interesses dos ricos. Dilma, em contrapartida, é reconhecida por 37% como a que mais defende os pobres. 51% dos eleitores simpatizamtes do PSDB de Serra se declaram de extrema direita, de direita ou de centro-direita. O candidato da coalizão demotucana é apontado por 27% como o mais antipático dos concorrentes à Presidencia da República --opinião, ao que parece endossada por seus pares, que se recusam a ocupar a vice numa chapa liderada pelo arestoso pupilo das classes endinheiradas

Algum assessor com um mínimo de lucidez e informação bem que poderia avisá-lo das mudanças que estão em curso no mundo. Mas se o ex-governador de São Paulo decidiu abraçar por inteiro a agenda da direita no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos, faz sentido ele lutar pela restauração da velha ordem. Pode-se dizer, então, que, enfim, a direita achou um candidato à presidência do Brasil.

Editorial - Carta Maior

“A questão”, ponderou Alice, “é saber se o senhor pode fazer as palavras dizerem tantas coisas diferentes”.

“A questão”, replicou Humpty Dumpty, “é saber quem é que manda. É só isso”.
Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas (cap.6).

As declarações do ex-governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, acusando o governo boliviano de ser “cúmplice de traficantes”, além de levianas e irresponsáveis, podem acabar se voltando contra o próprio autor. Pela lógica da argumentação de Serra, não seria possível a exportação de cocaína a partir da Bolívia sem a conivência e/ou participação das autoridades daquele país. Bem, se é assim, alguém poderia dizer também que Serra é cúmplice do PCC (Primeiro Comando da Capital), da violência e do tráfico de drogas em São Paulo. “Você acha que toda violência e tráfico de drogas em São Paulo seria possível se o governo de lá não fosse cúmplice?” – poderia perguntar alguém, parafraseando Serra.

Neste mesmo contexto, cabe lembrar ainda as declarações do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, preso em 2007 no Brasil, que, em um depoimento à Justiça Federal em São Paulo, disse: “Para acabar com o tráfico de drogas em São Paulo, basta fechar o Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos)”. As denúncias de um traficante valem o que ele vale. Neste caso valeram, ao menos, o interesse da Justiça Federal em investigar a possibilidade de ligação entre o tráfico de drogas e a corrupção policial, possibilidade esta que parece não habitar o horizonte de Serra. O pré-candidato foi governador de São Paulo, mas afirma não ter nada a ver com isso. A culpa é da Bolívia.

Há método na aparente loucura do pré-candidato do PSDB. O fato de ter repetido as acusações levianas contra o governo de um país vizinho – e amigo, sim – do Brasil mostra que Serra acredita que pode ganhar votos com elas. Trata-se de um comportamento que revela traços interessantes da personalidade do pré-candidato e da estratégia de sua candidatura. Em primeiro lugar, mostra uma curiosa seletividade geográfica: em sua diatribe contra governos latino-americanos, Serra esqueceu de acusar a Colômbia como “cúmplice do narcotráfico”. Esquecimento, na verdade, que expõe mais ainda o caráter leviano da estratégia. Trata-se, simplesmente, de atacar governos considerados “amigos” do governo brasileiro.

Em segundo lugar, mostra uma postura irresponsável do pré-candidato, tomando a palavra aí em seu sentido literal, a saber, aquele que não responde por seus atos. Antes de apontar o dedo acusador para o governo de um país vizinho, Serra poderia visitar algumas ruas localizadas no centro velho de São Paulo que foram tomadas por traficantes e dependentes de drogas. Serra já ouviu falar da Cracolândia? Junto com a administração Kassab, um governo amigo como gosta de dizer, fez alguma coisa para resolver o problema? Imagine, Sr. Serra, 200 pessoas sob o efeito do crack gritando sob a sua janela, numa madrugada interminável ... Surreal? Na Cracolância é normal. E isso ocorre na sua cidade, não na Bolívia. Ocorre na capital do Estado onde o senhor foi eleito para governar e trabalhar para resolver, entre outros, esse tipo de problema. Mas é mais fácil, claro, acusar outro país pelo problema, ainda mais se esse outro país for governado por um índio.

E aí aparece o terceiro e mais perverso traço da estratégia de Serra: um racismo mal dissimulado. Quem decide apostar na estratégia do vale-tudo para ganhar um voto não hesita em dialogar com toda sorte de preconceito existente em nossa sociedade. Acusar o governo de Evo Morales de ser cúmplice do tráfico, além de ignorar criminosamente os esforços feitos atualmente pelo governo boliviano para combater o tráfico, aposta na força do preconceito contra Evo Morales, que já se manifestou várias vezes na imprensa brasileira por ocasião das disputas envolvendo o gás boliviano. Apostando neste imaginário perverso, acusar um índio boliviano de ser cúmplice do tráfico de drogas parece ser “mais negócio” do que acusar um branco de classe média que sabe usar boas gravatas. Alguém com Álvaro Uribe, por exemplo...

E, em quarto, mas não menos importante lugar, as declarações do pré-candidato tucano indicam um retrocesso de proporções gigantescas na política externa brasileira, caso fosse eleito presidente da República. Mais uma vez aqui, há método na loucura tucana. Não é por acaso que essas declarações surgem no exato momento em que o Brasil desponta como um ator de peso na política global, defendendo o caminho do diálogo e da negociação ao invés da via das armas, da destruição e da morte. Como assinala José Luís Fiori em artigo publicado nesta página:

A mensagem foi clara: o Brasil quer ser uma potencia global e usará sua influência para ajudar a moldar o mundo, além de suas fronteiras. E o sucesso do Acordo já consagrou uma nova posição de autonomia do Brasil, com relação aos Estados Unidos, Inglaterra e França (...) O jornal O Globo foi quem acertou em cheio, ao prever - com perfeita lucidez - na véspera do Acordo, que o sucesso da mediação do presidente Lula com o Irã projetaria o Brasil, definitivamente, no cenário mundial. O que de fato aconteceu, estabelecendo uma descontinuidade definitiva com relação à política externa do governo FHC, que foi, ao mesmo tempo, provinciana e deslumbrada, e submissa aos juízos e decisões estratégicas das grandes potências.

As últimas linhas do texto de Fiori resumem o que está por trás da estratégia de Serra de chamar o Mercosul de “farsa”, de acusar o governo da Bolívia de cumplicidade com o tráfico, de criticar a iniciativa do governo brasileiro em ajudar a evitar uma nova guerra no Oriente Médio. Curiosa e tristemente, essa estratégia, entre outros lamentáveis problemas, sofre de um atraso histórico dramático. Para azar de Serra e sorte do Brasil e do mundo, a doutrina Bush chegou ao fim. No dia 27 de maio, o governo dos EUA anunciou sua nova doutrina de segurança nacional que abandonou o conceito de “guerra preventiva” como elemento definidor da estratégia da política externa norte-americana. Algum assessor com um mínimo de lucidez e informação bem que poderia avisar ao pré-candidato tucano das
mudanças que estão em curso no mundo, especialmente do final da era Bush. Mas se ele decidiu abraçar por inteiro a agenda da direita no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos, faz sentido lutar pela restauração da velha ordem. Pode-se dizer, então, que, enfim, a direita achou um candidato à presidência do Brasil.

Rebelo muda o Código Florestal

Rebelo: um comunista mais sensato que os xiitas da CNA

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) é o relator do projeto que muda o Código Florestal.

Segundo entrevista que Rebelo deu ao Globo, no domingo, pág. 12, (clique aqui e leia matéria) se o Brasil seguir o atual Código, 90% das propriedades; 75% do arroz; 80% da banana do Vale do Ribeira de São Paulo; o gado do Pantanal; boa parte do café de Minas e do Espírito Santo, a maçã de Santa Catarina e a uva do Rio Grande do Sul – tudo isso é ilegal.

Como sair dessa encrenca ?

“Não há necessidade de alterar profundamente a lei. Podemos garantir 20% de cobertura florestal na Mata Atlântica, 35% do Cerrado e 80% da Amazônia, permitindo que cada estado cumpra a obrigação de acordo com a sua ocupação territorial, estrutura agrária e condições de seu bioma, ” diz Rebelo.

O bom senso de Rebelo vai colocar, lado a lado, os xiitas do ambientalismo e seu êmulo, a xiita do outro lado, a senadora Katia Abreu.

Rebelo faz mais pela agricultura brasileira do que 200 discursos da Senadora.


Paulo Henrique Amorim

Bye bye Serra

Serra é o candidato mais antipático, e dos ricos - revela o Datafolha


O jornal Folha de São Paulo desengavetou, com bastante atraso em relação à divulgação da pesquisa, algumas das respostas às perguntas qualitativas da pesquisa (em notícia discreta e acessível apenas para assinantes).

Nota-se uma preocupação do grupo Folha em afastar as atenções do Ministério Público e da Polícia Federal para os indícios apontados pelo nosso blog, quando fez questão de incluir em seu texto uma justificativa, dizendo que "O Datafolha realiza esse estudo há mais de 20 anos."

Espertamente, o Datafolha diz isso sobre a tendência esquerda-direita do eleitorado, mas nada diz sob seu súbito interesse em saber se candidatos são mais simpáticos ou antipáticos, e outras perguntas qualitativas que, normalmente, só interessam para tomada de decisão de partidos em campanha eleitoral.

Serra é líder isolado em antipatia, e Dilma a mais simpática

De qualquer forma, nossa denúncia na blogosfera já surtiu um resultado: coincidência ou não, o jornal demo-tucano viu-se na obrigação de publicar (ainda que muito discretamente) que José Serra é o candidato mais antipático e defensor dos mais ricos, enquanto Dilma é reconhecida como a mais simpática e defensora dos mais pobres.

Na pergunta do Datafolha: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas é mais antipático ou antipática?" - deu Serra na cabeça, como o mais antipático:

Serra: 27% das respostas
Dilma: 23%
Marina: 11%

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas é mais mais simpático ou simpática?" - Dilma é a mais simpática para a maioria dos pesquisados:

Dilma: 29%
Serra: 28%
Marina: 19%

Serra é reconhecido como defensor dos ricos e Dilma dos pobres

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas mais defenderá os ricos?" - deu Serra na cabeça, novamente:

Serra: 45%
Dilma: 15%
Marina: 3%

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas mais defenderá os pobres?" - Dilma foi reconhecida como maior defensora dos interesses dos mais pobres:

Dilma: 37%
Serra: 21%
Marina: 18%

Vídeo montra comportamento antipático de Serra diante de reclamação contra pedágios abusivos

Um vídeo, já conhecido, demonstra o típico comportamento antipático do demo-tucano, quando ainda estava governador de São Paulo. Serra nega atenção às reivindicações de produtores do interior paulista contra o elevado custo dos pedágios, que impactam no frete de seus produtos.


sábado, 29 de maio de 2010

Mais investimento do governo estadual em Tarauacá

O vice Governador César Messias esteve neste sábado, 29 de maio, em Tarauacá para anunciar novos investimentos no município de Tarauacá. Deputados Federais Gladson Cameli e Perpétua Almeida, Deputado Estadual e Presidente da Assembléia Legislativa Edvaldo Magalhães e O Líder do governo na Aleac Deputado Estadual Moisés Diniz acompanharam o Vice Governador.

A solenidade aconteceu no Clube da Maçonaria e foi transmitida ao vivo pela Rádio Comunitária Nova Era Fm.

Os investimentos anunciados são os seguintes:

INFRA-ESTRUTURA URBANA (SEPLAN) - Apoio a Pavimentação de Ruas em Tijolos Maciços no valor de R$ 300.000,00 - Prefeitura Municipal.

INFRA-ESTRUTURA URBANA (SEHAB) - Programa Estadual de Habitação de Interesse Social: Apoio a construção de 60 Unidades Habitacionais e apoio a entrega de 90 kits habitacionais no valor de R$ 1.848.000,00 (em processo de licitação);

SAÚDE (PLANO VIDA 2010) no valor de 81.319,20.

ÁREA SOCIAL (SEDSS) - Programa de Inclusão sócio Produtivo:
CAET (Fortaleza, Taquari e São Paulo) no valor de R$ 717.595,80;
ASPERTA no valor de R$ 228.714,89;
RESEX DO ALTO TARAUACÁ no valor de R$ 228.714,89;

AMFEG (Associação do rio Gregório) - R$ 345,417,62
COOPYAWA (Cooperativa Agroextrativista Yawanawá) no valor de R$ 383.836,32

EDUCAÇÃO (SEE) - PROACRE - Sub-Projetos Escolares - Zona Rural: 29 escolas municipais e 15 escolas estaduais beneficiando 3.920 alunos em 124 salas de aulas, no valor de R$ 1.384.369,06.

INFRA ESTRUTURA RURAL (DERACRE) - Execução do Programa de Recuperação e Conservação de Ramais no valor de R$ 292.769,45. Leia mais aqui

sucessão presidencial




Tucanos estavam ontem, pela manhã, algo desanimados. Souberam que pesquisa do Vox Populi, encomendada por um partido, mostra Dilma cinco pontos à frente de Serra. -Notinha da Sonia Racy - publicada hoje no Estadão

Até o jornal tucano pergunta para Serra;Cadê o discurso?

Claro que a vaga de vice é um problema para a campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Mas encontrar o discurso parece ser um problema ainda maior.

Lula abraça Evo Morales e faz piada: "Vamos fazer inveja no Serra"

No III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, Rio de Janeiro, o presidente Lula abraçou o boliviano Evo Morales e fez piada, para os fotógrafos, com o pré-candidato demo-tucano:

—Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra — disse Lula, rindo bastante.

Evo atendeu ao presidente Lula, também rindo, mas evitou fazer declarações políticas, se limitando a dar palpite sobre a Copa do Mundo:

— O Brasil será campeão.

Candidata da continuidade


Por que Dilma cresce nas pesquisas? O êxito do governo Lula explica


Mauricio Dias

A sucessão presidencial parece ter sido invadida por curiosos fenômenos sazonais. No verão, o noticiário foi aquecido por uma certeza, difundida pela oposição, de que Lula não teria condições de transferir votos para Dilma. Agora, em pleno outono, quando as mentiras despencam como folhas de árvores, a oposição “denuncia” a influência de Lula no crescimento da candidatura de Dilma Rousseff, a partir do programa de televisão do PT, no qual o presidente foi âncora.

Essa é a tese favorita da oposição e nela o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, se agarrou para dizer que, após o próximo programa do PSDB na televisão, a candidatura de Serra voltará a crescer. “O mês de maio foi de Dilma, o mês de junho será nosso”, diz Guerra.

É mais um sinal do desnorteado comportamento de vaivém da oposição. Um lero-lero que esconde a inconsequência e a fragilidade do discurso do candidato tucano, que ora morde, ora assopra o governo.

As provas desmentem a versão de que a alavanca de crescimento da candidatura de Dilma, neste momento, foi a televisão. Essa versão embute a tentativa de desqualificar a petista e de contornar fatos que os opositores dificilmente conseguirão arredar do debate eleitoral: os resultados econômicos e sociais da administração e Lula. O que faz Dilma -realmente crescer é ser cada vez mais conhecida como candidata da continuidade.

As pesquisas dos institutos Vox Populi e Sensus, nessa sequência, foram as primeiras a detectar o avanço da petista: Dilma 37%, Serra 34% (Vox) e Dilma 37%, Serra 37,8% (Sensus). No entanto, como as duas sondagens fizeram o campo entre os dias 8 e 13 e 10 e 14, respectivamente, não tiveram impacto do programa do PT que foi ao ar na noite de 15 de maio. Isso abala o argumento de que a televisão foi determinante no crescimento de Dilma e teria provocado essa rápida variação das intenções de voto. Será?

Como se forma a opinião dos eleitores? São muitas as variáveis de influência. Certamente, a televisão, um veículo de comunicação de massa que define a pauta de assuntos de grande parte da população, tem peso. Mas há sérias dúvidas de que essa máquina que, segundo o ensaísta italiano Giovanni Sartori, “destrói mais saber do que transmite”, seja capaz de formar juízos sólidos.

Em outubro de 2009, o sociólogo Antonio Lavareda coordenou uma pesquisa nacional do Ipesp sobre Fontes de Informação Política e recolheu resultados interessantes com indícios sobre a influência da televisão e do rádio. Embora a maioria não goste (48%), há um número substancial de eleitores (27%) que “gosta muito” ou “gosta”.

Ao lado dessa pequena surpresa surge uma resposta que não surpreende ninguém. Perguntada se confia nas coisas ditas nas Propagandas Políticas, a maioria maciça (83%) responde que não. As propagandas políticas na televisão não são eficazes se não são verdadeiras ou, pelo menos, se não correspondem a tendências sociais. O eleitor sabe que os políticos, no Brasil e em todos os lugares, são assim: oferecem o paraíso para se eleger, mas não entregam depois de eleitos.

Mas um bom administrador, seja qual for, pode eleger o sucessor. Essa é a questão.

(Foto: Agência Brasil)