quarta-feira, 9 de junho de 2010

Busca de Serra por vice vira piada

Ocupações e ocupações...

Os índios da Aldeia 27 acabam de ocuparam na manhã de hoje a sede do Deracre em Tarauacá e exigem do Governo Estadual, o seguinte:

1) Que o Governo nomeie um diretor do Deracre em Tarauacá e que o órgão não seja mais administrado pelo atual diretor que reside em Feijó. Segundo o líder do movimento Cacique Assis Kaxinawá quase todas as vezes que se procura o atual diretor ele está em Feijó.
Cacique Assis. É coordenador de Assuntos indigenas da prefeitura. Leia mais no

DEM: Museu da indecencia


Deputado condenado a 21 anos de prisão por pedofilia

A galeria de "notáveis" do ex-DEMos, que já contava com gente como Hildebrando Pascoal, José Roberto Arruda, e outros, tem um novo nome de peso.

O ex-deputado estadual do Pará, Luiz Afonso Sefer (ex-DEMos), foi condenado a 21 anos de prisão por abusar sexualmente de uma menina de apenas nove anos.

Eleito em 2006 pelo DEMos (ainda com o nome de PFL), Luiz Sefer havia renunciado em 2009, devido ao processo na justiça estadual, às apurações na CPI da pedofilia do Senado e da própria Assembléia Legislativa.

Tudo bem que crimes da vida privada não é responsabilidade de partido, e o caso é bem diferente do esquema do mensalão do DEM, mas não deixa de ser constrangedor para o partido que concedeu legenda para disputar as eleições.

Experiência e preparo para missão


Edvaldo Magalhães prega a unidade política acreana no Senado

NELSON LIANO JR.

Mais um pré-candidato ao Senado foi sabatinado ontem, no quadro Boca no Microfone, na GAZETA FM. Edvaldo Magalhães (PCdoB) respondeu as perguntas dos jornalistas Eliane Sinhsique e Nelson Liano Jr., com a colaboração dos ouvintes, sobre as suas motivações para concorrer a uma vaga de senador. Hoje será a vez do pré-candidato Jorge Viana (PT) participar do quadro, entre às 15h e 16h, na 93,3 FM.

Motivação da pré-candidatura - Edvaldo Magalhães falou dos motivos que o levaram a aceitar a disputa como representante acreano no Senado da República. “O Senado é a casa que unifica o Brasil. O Acre se comparado a São Paulo pela sua representatividade a deputado federal fica pequeno porque só temos 8 e São Paulo mais de 70 deputados. O Acre fica do tamanho de São Paulo na representação do Senado porque todos os estados têm três senadores. Estamos precisando conquistar algo que já foi quase possível aqui no Acre e se perdeu numa única oportunidade que é ter uma bancada unificada de senadores para defender o desenvolvimento do Estado. Se é verdade que podemos ser do tamanho de São Paulo precisamos ter uma bancada unificada na defesa dos interesses da população”, avaliou.


Qualificação - Quanto à sua experiência política Edvaldo, destacou: “sou professor e filho de professora, mas a minha maior formação foi na academia da política. Ganhei experiência quando o Jorge Viana assumiu o Governo e fui o líder dele na Aleac durante 8 anos. Passei esse tempo dialogando, o que me transformou numa das pessoas mais próximas do ex-governador. Mas também me ensinou a mediar permanentemente no plenário da Aleac os conflitos, conduzir as reivindicações da sociedade e dos seus trabalhadores abrindo um canal de diálogo entre as ruas e as instituições públicas. Nos mais recentes 4 anos fui presidente da Aleac com uma ação política para construir as maiorias a partir do diálogo entre os setores vivos da sociedade. O parlamento acreano me credencia a participar dos debates do Senado que é uma Casa de mediação política. É lá que se resolvem as grandes questões do Brasil. Quem vai estar ali precisa de competência política para mediação e isso não se aprende da noite para o dia. É preciso vivenciar conflitos para esse conhecimento”, apregoou. LEIA MAIS AQUI


terça-feira, 8 de junho de 2010

A volta das correrias


Os povos indígenas de Tarauacá estão vivendo um momento muito dificil. Administração corrupta de Tarauacá realiza uma perseguição implacável e covarde que lembra o tempo das correrias organizadas no século passado pelos seringalistas que reuniam bandos de homens armados para promover criminosos massacres contra indios.

Deixo uma poesia de Milton aos povos indigenas de Tarauacá , especialmente da aldeia do Caucho, que enfrentam massacre com mais altivez.

Txai
Milton Nascimento


Composição: Milton Nascimento e Lô Borges

Txai é fortaleza que não cai.
Mesmo se um dia a gente sai,
fica no peito essa dor.

Txai, este pedaço em meu ser.
Tua presença vai bater
e vamos ser um só.

Lá onde tudo é e apareceu
como a beleza que o sol te deu
é tarde longe também sou eu.

Txai, a tua seta viajou,
chamou o tempo e parou
dentro de todos nós.

Já vai ia levando o meu amor
para molhar teus olhos
e fazer tudo bem,
te desejar como o vento,
porque a tarde cai.

Txai é quando sou o teu igual,
dou o que tenho de melhor
e guardo teu sinal.

Lá onde a saudade vem contar
tantas lembranças numa só,
todas metadesm, todos inteiros,
todos se chamam txai.

Txai, tudo se chama nuvem,
tudo se chama rio,
tudo que vai nascer.

Txai, onde achei coragem
de ser metade todo teu,
outra metade eu
porque a tarde cai
e dona lua vai chegar
com sua noite longa,
ser para sempre txai.



Leia mais aqui


O PIB é um PIBÃO.

Brasil cresce como uma China. Chora, Serra, chora

Ao comparar o crescimento do primeiro trimestre de 2009 com o de 2010, o Brasil só perde para a China. (
Clique aqui e confira)

Na comparação do primeiro trimestre de 2010 com o quarto trimestre de 2009 o Brasil é o primeiro.

Não adianta dizer que depois do pico vem o vale. Não adianta dizer que a economia vai se desacelerar. Não adianta chorar. Bye-bye Serra 2010.


Paulo Henrique Amorim

PIG (*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Assim o Brasil Avança!

Lula assina decreto proibindo nepotismo, como foi o caso da filha de FHC

O presidente Lula assinou decreto que proíbe o nepotismo no âmbito da administração pública federal, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira.

Fica proibido empregar parentes (cônjuge, companheiro ou parente em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, até o terceiro grau) nos órgãos da Presidência da República, nem nos ministérios, autarquias, fundações, empresas públicas e estatais.

Parentes não poderão ocupar cargo em comissão ou de confiança, salvo quando forem concursados, assegurando o princípio da isonomia entre os concorrentes.

A Controladoria-Geral da União será o órgão responsável por notificar os casos de nepotismo às autoridades competentes, mas cada órgão também têm responsabilidade de zelar pelo cumprimento do decreto.

O decreto evita a repetição de casos como do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB/SP), que empregou sua filha, Luciana Cardoso, como secretária particular da presidência da República, em seus 8 anos de mandato.

Quando FHC deixou a presidência, no fim de 2002, alojou sua filha no gabinete do senador Heráclito Fortes (DEMos/PI), de forma que os cofres públicos continuassem pagando a ela um polpudo salário. Somente, em 2009, quando tornou-se um escândalo nacional a notícia de que ela era funcionária fantasma, o senador demo-tucano a exonerou.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Um bom domingo

Neste domingo aconteceu em Tarauacá, a conferencia da União da Juventude socialista, inauguração do Galpão cultural do Bairro da Cohab, eleição e comemoração de 15 anos de fundação da associação do Socó. Como um corpo só ocupa um lugar, não estive em todos os eventos, participei pela manha da conferencia da UJS e ao meio dia fui ao Socó.
Além da beleza do Rio, vi a arte de viver sem apoio e investimentos públicos. Na comunidade do Socó os moradores fazem fila para pagar a mensalidade da associação, é a forma que encontraram para comprar um barcos e viabilizar o transporte da produção.
Consciência dos pés descalços: Fila para pagar a mensalidade da associação

Conferencia da UJS
Daniel Zen, Acioly e Perpetua. A obra está pronta!

O Governo do Estado do Acre entregou ao povo o Galpão da Cultura de Tarauacá do Bairro da Cohab.



Serra se comporta como aquele que bate a carteira e sai gritando: pega ladrão!”,

Um bom artigo para conhecer a carreira de Zé ladeira abaixo

http://dilma13.blogspot.com/2010/06/vargas-serra-bate-carteira-e-grita-pega.html


Leia Também (abaixo) o artigo de Luiz Alberto Weber


O Ministério da Saúde, onde até 21 de fevereiro último despachava o candidato tucano à Presidência, José Serra, tem uma forte proximidade com escutas telefônicas — mas do outro lado balcão.

Serra, quando ainda ministro, autorizou a contratação por R$ 1,8 milhão da empresa carioca Fence Consultoria Empresarial, especialista em detectar escutas clandestinas. Só neste ano, a Fence recebeu do ministério R$ 226 mil, o que torna o órgão o maior cliente da empresa carioca dentro do governo.

Os valores recebidos pela Fence e sua própria existência acrescentam mais combustível ao dossiê que investigadores privados do PFL tentam montar para apontar o envolvimento de integrantes do governo em suposta escuta montada no escritório da empresa Lunus, de propriedade da governadora Roseana Sarney.

Atribui-se a um grampo clandestino o fato de a Polícia Federal ter sido alertada e descoberto que os cofres da Lunus guardavam R$ 1,34 milhão, que seriam usados na campanha da candidata do PFL à Presidência.

O dono da Fence, Enio Gomes Fontenelle, é um ex-coronel do Exército que por muitos anos trabalhou no extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), órgão de investigação oficial durante a ditadura militar, que desapareceu para dar vez à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Ex-chefe da área de comunicações do SNI, Fontenelle é um craque em espionagem eletrônica. Antigos agentes do SNI atribuem a Fontenelle a modernização do arsenal tecnológico da agência nos anos 80.

O coronel chegou a comandar um grupo que desenvolveu aparelhos de escutas com tecnologia nacional em substituição aos importados. Depois de aposentado, especializou-se em combater os grampos. Entre os clientes da Fence, estão o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a hidrelétrica de Itaipu. A empresa é respeitada no mercado pela competência tecnológica e discrição.

Nos últimos meses, Fontenelle esteve várias vezes no Ministério da Saúde, onde encontrou-se com Serra. Hoje, cerca de 600 telefones e ambientes (salas de reunião e gabinetes) são monitorados pela Fence no ministério.

A empresa rastreia, principalmente, a existência de grampos ou emissores de rádio clandestinos, com capacidade de transmitir conversas para um interceptador posicionado a até 100 metros de distância.

O coronel tem outro conhecido comum com Serra: o delegado da Polícia Federal Marcelo Itajiba. O delegado foi assessor do candidato tucano em Brasília. Mas, antes de desempenhar essa função burocrática, era chefe do Centro de Inteligência da PF, a mais produtiva instaladora de grampos legais a serviço do governo. No ministério, Itajiba montou uma mini-central de inteligência, que contou com a participação dos delegados da PF Onésimo e Hercídio.

Itajiba é da copa e cozinha do ex-ministro. Serra tentou, sem sucesso, fazê-lo diretor-geral da Polícia Federal, em 1999. Hoje, o delegado está no Rio, assim como Fontenelle. ‘‘Conheço o delegado, mas apenas de contatos superficiais’’, disse Fontenelle ao Correio.

Segundo a assessoria do ministério, o reforço no orçamento anual da Fence (que mal passava de R$ 100 mil) deveu-se ao temor de Serra de ser grampeado por representantes das indústrias de tabaco e de medicamentos, que tiveram interesses contrariados pelo ex-ministro.

Assessores do ex-ministro dizem que durante a campanha pela popularização dos remédios genéricos e contra o cigarro Serra amealhou muitos inimigos. Antes, a varredura (como é chamado o trabalho de localização de escutas) era mensal. Hoje, segundo informações da segurança do ministério, ela é semanal. Registre-se, porém, que as batalhas de Serra contra o fumo e contra os grandes laboratórios datam de dois anos atrás e hoje as relações estão pacificadas.

As investigações realizadas pelos arapongas do PFL sobre os autores do suposto grampo na sede da Lunus haviam apontado, primeiro, para a possibilidade de envolvimento de uma empresa de Brasília, a Interfort Sistemas de Segurança.

As suspeitas contra a Interfort deveram-se ao fato de José Heitor Nunes, gerente da empresa, ter estado várias vezes no Maranhão nas semanas que antecederam a invasão da Lunus.

O que o PFL desconhece é que o coronel Fontenelle (ex-integrante do SNI), o delegado Itajiba e Onésimo (ex-chefe da área de Inteligência da PF) e Nunes (dono de uma empresa que presta consultoria para PF na área de escutas) se conhecem.

Ex-militar do Exército, Nunes tem trânsito livre nos órgãos do governo dedicados a fazer investigação. Como consultor de segurança, Nunes dá aulas para os arapongas da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante sua militância empresarial e militar, conheceu Itajiba e o coronel Fontenelle. É ainda amigo do delegado Onésimo, que também trabalhou com Serra e hoje presta servivo à empresa ControlRisk, especialista em investigações e medidas de segurança.

OS DOSSIÊS E OS INVESTIGADOS

Ao que tudo indica, os agentes que se espalharam pelo país produziram vários dossiês diferentes. As primeiras informações sobre eles começaram a circular na semana seguinte à apreensão dos documentos e da bola de R$ 1,3 milhão no escritório da Lunus, da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e de seu marido, Jorge Murad.

Contra Lula e Roseana

O candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, foi o primeiro a denunciar a existência de uma estrutura de arapongagem. Segundo ele, havia um grupo de 40 pessoas plantado em São Paulo para bisbilhotar a vida dos possíveis adversários do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Os principais alvos seriam, segundo Ciro, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Roseana Sarney, do PFL

Sarney também se queixa

O senador José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, obtém informações semelhantes. No mês passado, ele se queixou ao presidente Fernando Henrique Cardoso sobre essas suspeitas

Dossiê para Garotinho

O governador do Rio e candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, informa que foi procurado por um político do PSDB, a mando do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ), que pretendia lhe passar um dossiê com denúncias contra Roseana Sarney

Uma revista

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, também afirma ter tido acesso a um dossiê. Ele teria informações que embasariam reportagem de uma revista de circulação nacional

Foto comprometedora

O presidente do PTB, deputado José Carlos Martinez (PR), que articula uma aliança com Ciro Gomes, foi fotografado com uma amiga durante uma viagem a Miami. Uma revista de circulação nacional iria publicar a foto. Martinez procurou a direção da empresa e conseguiu evitar a publicação

Também contra Tasso

O governador do Ceará, Tasso Jereissati, que chegou a disputar com Serra a indicação do PSDB para ser candidato à Presidência, também foi investigado. Os arapongas ainda seguiram seu irmão, o empresário Carlos Jereissati. Ele é sócio do marido de Roseana, Jorge Murad, em um shopping center em Porto Alegre (RS).


Em tempo: em 14/03/2002, quando publicou esta corajosa reportagem de Luiz Alberto Weber, o jornal Correio Braziliense provavelmente tinha um também destemido diretor de redação. Pena que, hoje, sejam raros os jornalistas dessa estirpe.

domingo, 6 de junho de 2010


Um domingo feliz e inpirado com a poesia de Vinicius e Toquinho em aquarela Aquarela

sábado, 5 de junho de 2010

Ibope: Dilma sobe 5 pontos, Serra cai 3 e os dois empatam em 37%

O Estado de S. Paulo e a TV Globo divulgaram neste sábado (5) pesquisa do Ibope em que José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão empatados, com 37% cada um. Serra caiu três pontos desde abril. Dilma subiu cinco. No segundo turno também há empate: 42% a 42%, com Serra recuando quatro pontos e Dilma avançando cinco. Na pesquisa espontânea, Dilma subiu quatro pontos, para 19% e Serra subiu um ponto, para 15%.


Fonte: Estadão Online

Marina Silva (PV) aparece com 9% na pesquisa Ibope, o mesmo número da pesquisa anterior, feita de 13 a 18 de abril. Os indecisos somam 8% dos entrevistados e 9% disseram que votarão em branco, nulo ou em nenhum candidato.

O Estadão Online atribuiu o crescimento da candidata de Lula ao programa de TV do PT, exibido em rede nacional no mês passado. O DEM também exibiu Serra em seu programa, mas segundo o jornal "a propaganda petista foi mais efetiva".

Os dois programas tiveram a mesma audiência – cerca de um quarto do eleitorado. No entanto, "Dilma tem 51% das intenções de voto no grupo que viu seu programa, e apenas 34% no segmento que não viu nenhum político na TV. No caso de Serra, praticamente não há diferenças entre os dois grupos: 41% de preferências entre os que viram o programa tucano e 37% entre os que não viram", diz o Estadão.

Estadão vê 'favoritismo' de Dilma

Apesar do empate, o jornalista José Roberto de Toledo, do Estado, aponta o "favoritismo" de Dilma. "A maior mudança detectada pela pesquisa foi no favoritismo dos presidenciáveis aos olhos dos eleitores: agora, 40% apostam que Dilma será a sucessora do presidente Lula, contra 35% que jogam suas fichas em Serra. Em abril, a situação era inversa: 43% apostavam no tucano, e apenas 34% achavam que ela venceria", analisa Toledo.

A vantagem na pesquisa espontânea também aponta uma favorita. Além da vantagem de 19% contra 15% (no limite da margem de erro do Ibope), há os 12% do eleitorado que manifestaram a intenção de votar no presidente Lula. Na região Nordeste, este índice sobe para 22%.

Os números do Ibope também desfavorecem Serra no quesito rejeição. Ele é o presidenciável mais rejeitado, 24% dos eleitores dizendo que não votarão nele, enquanto 19% rejeitam Dilma e 15% Marina. Na rodada de abril do Ibope, Dilma tinha uma rejeição dois pontos superior à de Serra: 34% contra 32%.

Além de pesquisar o cenário com os pré-candidatos do PSDB, do PT e do PV, o Ibope também apresentou aos entrevistados, pela primeira vez, uma lista com os nomes dos candidatos de pequenos partidos. Mesmo com 13 pré-candidatos no segundo cenário, o quadro fica exatamente o mesmo – Serra, Dilma e Marina mantêm seus porcentuais.

Popularidade do governo Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom por 75% dos eleitores, segundo a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. A nota média dada à gestão, em uma escala de zero a 10, é de 7,8.

A divisão do eleitorado por regiões e faixas de renda revela que o nível de apoio é mais alto entre os mais pobres e entre os moradores da região Nordeste. Para 82% dos nordestinos, o governo é ótimo ou bom. A aprovação é de 80% entre os brasileiros que têm renda familiar de até um salário mínimo.

Porém mesmo no outro extremo o Ibope registra índices recordes de popularidade: 65% dos moradores do Sul afirmaram que o governo é ótimo ou bom. Na população com renda superior a cinco salários mínimos, a aprovação é de 68%. Cerca de um quarto do eleitorado atribui nota 10 ao governo. Apenas 7% dão nota inferior a 5.

O desempenho pessoal de Lula tem índice de aprovação ainda maior que o de seu governo: 86% estão satisfeitos com a forma como o presidente governa o país. A avaliação positiva do presidente chega a 92% na região Nordeste. No Sul Lula tem seu pior desempenho: 'apenas' 75% o aprovam

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 cidades entre os dias 31 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 13642/2010.

História: Neruda lê para Prestes no Pacaembu de 100 mil



Relebrando um momento marcante da história brasileira. O estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, conhecido como o Pacaembu, foi inaugurado no dia 27 de abril de 1940. Em 15 de julho de 1945, ele foi simplesmente tomado por mais de 100 mil pessoas. Elas se acotovelavam para ouvir o líder comunista Luís Carlos Prestes, recém-libertado da prisão imposta por Getúlio Vargas após nove anos encarcerado e sem comunicação com o público. O Partido Comunista Brasileiro vivia um raro período de legalidade, e aproveitou a ocasião para promover o grande evento.

Entre os convidados, o poeta chileno Pablo Neruda, que veio ao país especialmente para a ocasião do discurso de Prestes e escreve a sua saudação ao povo brasileiro, um poema em homenagem a Prestes, intitulado “Dicho em Pacaembu”.

Assim, o poeta terminou o seu texto:

“Peço silêncio à América da neve ao pampa / Silêncio: com a palavra o Capitão do Povo / Silêncio: que o Brasil falará por sua boca”.

O discurso de Prestes hipnotizou o público, que só o interrompia para calorosos aplausos. “Organizemos as grandes massas trabalhadoras da cidade e do campo, fazendo uso das armas da democracia, livre discussão, livre associação de idéias e sufrágio universal”, conclamou. Dois anos depois, o PCB voltava à ilegalidade.

Filme
No youtube é possível assistir ao filme “Comício: São Paulo a Luiz Carlos Prestes”, que tem 9min e 14s de duração e foi dirigido pelo fotógrafo e cineasta carioca Ruy Santos, na época membro do PCB. A narrativa, feita por Amarilio de Vasconcelos, com texto de Alinôr de Azevedo, é fantástica e lembra os clássicos Cine Jornais, registrando todo o clima antes e durante o grande evento, colocando o povo como grande protagonista daquele momento histórico.

Veja abaixo: