segunda-feira, 5 de setembro de 2011



Dia da Amazônia


Saga Da Amazônia
Geraldo Azevedo

Era uma vez na AMAZÔNIA, a mais bonita floresta
Mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
No fundo d'água as IARAS, caboclo lendas e mágoas
E os rios puxando as águas

PAPAGAIOS, PERIQUITOS, cuidavam das suas cores
Os peixes singrando os rios, Curumins cheios de amores
Sorria o JURUPARI, URAPURU, seu porvir
Era: FAUNA, FLORA, FRUTOS E FLORES

Toda mata tem caipora para a mata vigiar
Veio caipora de fora para a mata definhar
E trouxe DRAGÃO-DE-FERRO, prá comer muita madeira
E trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira.

Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
Prá o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
Se a floresta meu amigo tivesse pé prá andar
Eu garanto meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá.

O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar
E o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar??
Depois tem passarinho, tem o ninho, tem o ar
ICARAPÉ, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar.

Mas o DRAGÃO continua a floresta devorar
E quem habita essa mata prá onde vai se mudar??
Corre ÍNDIO, SERINGUEIRO, PREGUIÇA, TAMANDUÁ
TARTARUGA, pé ligeiro, corre-corre TRIBO DOS KAMAIURA

No lugar que havia mata, hoje há perseguição
Grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão
Castanheiro, seringueiro já viraram até peão
Afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé da Nana tá de prova, naquele lugar tem cova
Gente enterrada no chão:

Pois mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
Disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
Roubou seu lugar

Foi então que um violeiro chegando na região
Ficou tão penalizado e escreveu essa canção
E talvez, desesperado com tanta devastação
Pegou a primeira estrada sem rumo, sem direção
Com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
Dentro do seu coração.

Aqui termina essa história para gente de valor
Prá gente que tem memória muito crença muito amor
Prá defender o que ainda resta sem rodeio, sem aresta
ERA UMA VEZ UMA FLORESTA NA LINHA DO EQUADOR.

domingo, 4 de setembro de 2011

"A classe dominante não tem interesse em mudar a educação”

O peso de seus argumentos em programas de televisão, a clareza de suas intervenções diante das autoridades e a capacidade inata de aglutinar as massas, converteram Camila Vallejo na líder mais visível deste movimento que já derrubou um ministro e jogou o governo de Sebastián Piñera nas cordas. Usando um jeans surrado, um lenço artesanal no pescoço, um piercing no nariz e esse olhar que esconde uma das mentes políticas mais brilhantes que apareceram no Chile nos últimos anos, Camila concedeu uma entrevista exclusiva a Christian Palma, correspondente da Carta Maior em Santiago do Chile.

Música do dia

sábado, 3 de setembro de 2011

O Rio Gregório é o centro turístico de Tarauacá

Artista mexicana Beatriz Padilla em Tarauacá, na aldeia Mutum pintando um quadro do pajé Tata. Beatriz e a pajé Hushahu estaram expondo seus trabalhos em Rio Branco, no dia 5 de Setembro, no saguão da Assessoria dos Povos Indígenas
A SEMANA

A semana é um resumo de minha caminhada durante a semana. É um registro do meu trabalho nesse período que ocupo a função de gerente da secretária de produção familiar em Tarauacá.

Começamos a semana lançando um programa de aradagem e gradagem no Pólo agro florestal. Na próxima semana o programa será lançado no PA Esperança. È um trabalho inédito realizado em Tarauacá, que atende as demandas de parte dos produtores rurais que não dispõe mais do direito para o desmate e uso do fogo.

Lançamos também um programa de construção de açudes na aldeia indígena do Caucho. Em seguida visitamos o programa de açudagem no PA Taquari e floesta estadual do Mogno lançado no mês passado pelo Governador Tião Viana e o secretario estadual de produção Lourival Marques. Dos 91 açudes programados, já construímos 50.

Os produtores manifestam seus agradecimentos ao Governo pelos benefícios e ações que estão sendo realizadas em Tarauacá pelo governo. O presidente Barão da associação do pólo Agroflorestal disse que agora o governo está olhando com carinho para os trabalhadores. Estamos satisfeitos porque estamos recebendo benefícios que nunca recebemos.

O produtor Antonio de Souza da reserva estadual do mogno agradeceu emocionado. “Durante mais de 40 anos de trabalho, foi o maior troféu que ganhei na minha vida. Sei que agora não passo mais fome”. Disse.


"Agora o governo está olhando com carinho para os trabalhadores. Estamos satisfeitos porque estamos recebendo benefícios que nunca recebemos".Barão- presidente da associação do polo.

A Luta do mecanico para tirar a caixa de marcha do trator



O produtor Antonio de Souza da reserva estadual do mogno agradece o governo. “Durante mais de 40 anos de trabalho, foi o maior troféu que ganhei na minha vida. Sei que agora não passo mais fome”. Disse emocionado



A terra pronta pra plantar

O teste no solo para começar a construção de açudes no Caucho

No Congresso do PT, Dilma valoriza legado do governo Lula

Ao participar da abertura do 4º Congresso do PT nessa sexta-feira (2), em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff reagiu sobre que recebeu uma "herança maldita" do governo do Luiz Inácio Lula da Silva. Lula lançou a presidente à reeleição em 2014, o presidente do PT, Rui Falcão, defendeu novo marco regulatório para os meios de comunicação e várias lideranças se solidarizaram com José Dirceu por conta dos ataques recentes da revista Veja.

Lula valoriza aliados e lança Dilma para 2014

Em um discurso de 11 minutos, para uma plateia formada por petistas e ainda integrantes do PSB, PCdoB e PDT, Lula disse que aquele era o grupo com que Dilma poderia contar. “Na dúvida, tenha uma certeza: aqui nesse palanque, com esses companheiros, não tem maremoto, não tem vendaval, não tem furacão, vulcão que você não possa vencer. Conte conosco”, disse Lula. LEIA MAIS

Moradores do bairro corcovado em Tarauacá vão receber títulos de suas propriedades


Ação do Governo do Acre garante a regularização fundiária. Está quase tudo pronto para emissão dos títulos

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Para agilizar ainda mais o processo de titularização, o diretor-geral do Iteracre, Felismar Mesquita, e o procurador do Estado do Acre, Paulo César Barreto, reuniram-se com a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino de Siqueira (Foto:Assessoria Iteracre)
O cearense Coronel Pinheiro Cavalcante, há mais de 100 anos, quando vinha em seu navio do litoral Atlântico trazer mercadorias e visitar seus seringais no coração da floresta Amazônica, avistou um alto morro na margem do rio Tarauacá que lhe pareceu tão belo quanto o cartão postal do Rio de Janeiro. Foi assim que o Corcovado da baia de Guanabara emprestou seu nome ao bairro que agora é a porta de entrada para o município de taraucaense, pelo novo trajeto da BR-364, passando pela ponte.

Nem os moradores ainda se acostumaram. Dizem que vão à cidade quando precisam resolver alguma coisa no centro de Tarauacá. Até bem pouco tempo, o Corcovado era considerado zona rural e os terrenos eram passados a preço de troca. Agora o local é o primeiro bairro da cidade, virou área urbana, nobre, e está recebendo vários benefícios, como o programa Ruas do Povo e a regularização fundiária.

A titulação é fruto de mais de um ano de trabalho do Instituto e Terras do Acre (Iteracre), e uma forma de reconhecimento de todas as famílias radicadas no bairro fundado pelo Coronel Pinheiro. “É o meio de validar direitos adquiridos pelas famílias, promover qualidade de vida e impulsionar o desenvolvimento econômico da comunidade”, explica Felismar Mesquita, diretor-geral do Instituto.

O procedimento para titulação de 144 famílias já está concluído, e este número ainda vai aumentar à medida que as pendências legais vão sendo resolvidas. Para agilizar ainda mais este processo, o diretor-geral do Iteracre, Felismar Mesquita, e o procurador do Estado do Acre, Paulo César Barreto, reuniram-se com a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino de Siqueira, acompanhada pelo vereador Luiz Meleiro e pela presidente do bairro Corcovado, Ionara Gomes Machado, durante esta semana. Na ocasião, foi entregue à prefeita a Planta Situação da área que está sendo titulada pelo Iteracre.

A união entre o Estado e a Municipalidade é fundamental para boa gestão das áreas urbanas. O primeiro traz a infraestrutura e a prefeitura fica responsável pela gestão e manutenção dos benefícios, como coleta de lixo, iluminação e conservação das ruas pavimentadas com tijolos. “É uma parceria em que todos ganham, principalmente a população. E nós estamos aqui para ajudar e facilitar o trabalho”, afirmou a prefeita Marilete Vitorino.

De acordo com Felismar Mesquita, a prefeitura receberá o mapa detalhado da área e de cada propriedade. “Além disso, cada título vem acompanhado de todas as informações que são adquiridas durante o trabalho de levantamento, quando nossa equipe entrevista família por família”, explicou, Mesquita.

“Essas famílias estão saindo de uma situação de clandestinidade para uma situação de legalidade. Isso é muito forte. Garante direitos de família, de filhos e netos. A regularização fundiária é sinônimo de inclusão e pacificação social”, acrescentou o procurador, Paulo César Barreto.

O resultado de todo esse trabalho já está transformando a realidade e a perspectiva dos moradores do Corcovado. De acordo com a presidente do bairro, Ionara Machado, a valorização já impressiona os moradores. “Se esse vai ser o bairro chique de Tarauacá eu não sei, mas já é o bairro mais visado”, adianta Ionara. O comércio começa a se instalar na área com vista no fluxo crescente da BR-364. “É a partir daqui que o taracauense vai para o resto do Brasil. Agora nós somos a porta daqui”, finaliza a presidente que é bisneta do fundador do Corcovado.

Gerações que nasceram no Corcovado

Se você procura gente que ama o lugar onde mora, vai encontrar no bairro. A família do fundador do Corcovado, o cearense Coronel Pinheiro Cavalcante, ainda permanece representada no local. A presidente do bairro, para começar, é bisneta do Coronel. E a história da ocupação da área e do próprio fundador se emparelha com a da cidade de Tarauacá.

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"Eu nunca acreditava que tudo isso ia sair, nem a estrada, nem a ponte e nem o título da minha terrinha. Eu estou muito feliz com o governador Tião, que até já veio aqui”, disse dona Elda, ladeada por três gerações da família" (Foto:Assessoria Iteracre)
Numa curvinha do bairro que acabou de ser pavimentada você encontra a casa simples da senhora Elda Pinheiro Amauacas Gomes, a matriarca da família do Coronel. Índia, bem humorada e cheia de histórias para contar, ela foi tutelada pelo fundador quando ainda era criança novinha. Foi “pega” nas correrias no baixo Juruá e levada para o Ceará, onde foi criada, antes de voltar para o Corcovado. Casou e criou os cinco filhos no bairro. Alguns são vizinhos.

Dona Elda conta que no início era pouca gente, “nem se fechava a porta de casa para dormir”. Durante vários anos o 7º BEC foi o vizinho mais agitado da região, além de ser o responsável por reduzir o tamanho do morro que encantou Cavalcante e inspirou o empréstimo do nome do bairro. “Agora está assim, essas novidades. Eu nunca acreditava que tudo isso ia sair, nem a estrada, nem a ponte e nem o título da minha terrinha. Eu estou muito feliz com o governador Tião, que até já veio aqui”, completou a matriarca Elda, ladeada por três gerações da família.

Agencias de noticias

Bom sonhar coisas boas


A aula Inalgural do Ponto de Cultura ontem no calpão cultural da cohab alimenta minha utopia. homenageio o evento com a musica coração civil de Milton Nascimento.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

REORGANIZANDO O PARTIDO EM FEIJÓ

Ontem quinta-feira, acompanhado Do vereador Manoel Monteiro e do deputado Moisés Diniz, PCdoB, participamos a abertura do Festival da Caiçuma em Feijó e reunimos com as principais lideranças do PCdoB. O professor Tarcísio Pereira, Líder indígena Carlos Brandão, O líder comunitário Veterano e jovens da UJS Marquinhos e André.



Blues da Piedade
Cazuza


Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

EMIR SADER: DE CÉTICO AO CININISMO

O ceticismo parece um bom refúgio em tempos em que já se decretou o fim das utopias, o fim do socialismo, até mesmo o fim da história. É mais cômodo dizer que não se acredita em nada, que tudo é igual, que nada vale a pena. O socialismo teria dado em tiranias, a política em corrupção, os ideais em interesses. A natureza humana seria essencialmente ruim: egoísta, violenta, propensa à corrupção.

Nesse cenário, só restaria não acreditar em nada, para o que é indispensável desqualificar tudo, aderir ao cambalache: nada é melhor, tudo é igual. Exercer o ceticismo significa tratar de afirmar que nenhuma alternativa é possível, nenhuma tem credibilidade. Umas são péssimas, outras impossíveis. Alguns órgãos, como já foi dito, são máquinas de destruir reputações. Porque se alguém é respeitável, se alguma alternativa demonstra que pode conquistar apoios e protagonizar processos de melhoria efetiva da realidade, o ceticismo não se justificaria.

Na realidade o ceticismo se revela, rapidamente, na realidade, ser um cinismo, em que tanto faz como tanto fez, uma justificativa para a inércia, para deixar que tudo continue como está. Ainda mais que o ceticismo-cinismo está a serviço dos poderes dominantes, que costumam empregar esses otavinhos, dando-lhes espaço e emprego.

Seu discurso é que o mundo está cada vez pior , à beira da catástrofe ecológica, tudo desmorona e outros cataclismos. Concitam a essa visão pessimista, ao ceticismo e a somar-se à inercia, que permite que os poderosos sigam dominando, os exploradores sigam explorando, os enganadores – como eles – sigam enganando.

Por mais que digam que tudo está pior, que o século passado foi um horror – como se o mundo estivesse melhor no século XIX -, que nada vale a pena, não podem analisar a realidade em concreto. Para não ir mais longe, basta tomar a América Latina – tema sobre o qual a ignorância dessa gente é especialmente acentuada. Impossível não considerar que o século XX foi o mais importante da sua história, o primeira em que a região começou a ser protagonista da sua historia. De economias agro exportadoras, se avançou para economias industrializadas em vários países, para a urbanização , para a construção de sistemas públicos de educação e de saúde, para o desenvolvimento do movimento operário e dos direitos dos trabalhadores.

Mas bastaria concentrar-nos no período recente, no mundo atual, para nos darmos conta de que as sociedades latino-americanas – o continente mais desigual do mundo – ou pelo menos a maioria delas, avançaram muito na superação das desigualdades e da miséria. Ainda mais em contraste com os países do centro do capitalismo, referência central para os cético-cínicos, que giram em falso em torno de políticas que a América Latina já superou.

As populações da Venezuela, da Bolívia, do Equador, estão vivendo muito melhor do que antes dos governos de Hugo Chavez, de Evo Morales e de Rafael Correa. A Argentina dos Kirdhcner esta’ muito melhor do que com Menem. O Brasil de Lula e de Dilma esta’ muito melhor do que com FHC.

Mas o ceticismo-cinismo desconhece a realidade concreta, não conhece a história. É pura ideologia, estado de ânimo, que dá cobertura aos poderosos, lado que escolheram, ao optar por deixar o mundo como ele está. Trata de passar sentimentos de angustia diante dos problemas do mundo, mas é apenas uma isca para fazer passar melhor seu compromisso com que o mundo não mude, continue igual. Até porque a vida está bem boa para eles que comem da mão dos ricos e poderosos.

Ser otimista não é desconsiderar os graves problemas de toda ordem que o mundo vive, não porque a natureza humana seja ruim por essência, mas porque vivemos em um sistema centrado no lucro e não nas necessidades humanas – o capitalismo, na sua era neoliberal. Desconhecer as raízes históricas dos problemas, não compreender que é um sistema construído historicamente e que, portanto, pode ser desconstruído, que teve começo, tem meio e pode ter fim. Que a história humana é sempre um processo aberto de alternativas e que triunfam as alternativas que conseguem superar esse ceticismo-cinismo que joga água no moinho de deixar tudo como está, pela ação consciente, organizada, solidária dos homens e mulheres concretamente existentes.