terça-feira, 9 de outubro de 2012

A ESPERANÇA VENCEU!



Amigos e amigas,


Neste domingo 07- 10- 2012, fica marcado como o dia em que a esperança venceu. Não foi fácil, as forças conversadoras utilizaram todos seus mecanismos de poder, jogaram bruto para impedir a nossa vitória. Muito simples de entender as condições em que foi travada a batalha. As forças conservadoras não aceitam o novo. O Rodrigo, apesar de ser filho de uma família tradicional, é um jovem idealista, com uma mensagem nova, fala de transformação, de justiça e de socialismo. Eu, de família humilde vindo das barrancas do Rio Tarauacá, sou socialista convicto, com uma vida militante de quase três décadas ininterrupta. Por essa razão, enfrentamos um aparato poderosíssimo, muito dinheiro e muita mentira.

Nossa arma mais poderosa e eficiente foi à mobilização da juventude, dos trabalhadores conscientes e dos setores mais comprometidos com o desenvolvimento econômico, social politico e cultural da sociedade Taraucaense. Um movimento que entra para nossa história politica e que terá forte repercussão na nova agenda social que iniciara a partir de 2013. 

Estou muito feliz porque foram muitos anos de sacrifícios, agora compensado com uma extraordinária vitória. Tenho muita confiança no Rodrigo e isso me da segurança para mais vez repetir: Vamos retribuir a confiança que recebemos, com muito trabalho, lealdade e respeito ao dinheiro publico. Sei que todos vocês que nos ajudaram também estão felizes e comemorando. Estou aqui escrevendo essa simples mensagem de agradecimento e estou ouvindo nossas musicas circulando nos carros pelas ruas da cidade. Muita emoção, a música “Vermelho” não para de tocar. A noite vai acontecer mais uma festa comemorativa na praça. A felicidade de vocês está entrelaçada com a minha e do Rodrigo. 

Obrigado a todos e todas que nos confiaram a grande missão de conduzir os destinos desde  belo lugar. Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos para caminhar por  caminhos seguros. Terminou a eleição, agora é hora de pensar no futuro, convidamos todos e todas, para nos ajudá construir um no novo tempo de trabalho, amor e paz.

Viva o vermelho da esperança!
Viva Tarauacá!
Obrigado!
Até sempre!


























segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O BOM DESEMPENHO DOS COMUNISTAS NAS CAPITAIS


Com 28% das intenções de votos, Angela Albino empata em 1º lugar


A candidata do PCdoB à Prefeitura de Florianópólis, Angela Albino, disputa palmo a palmo o primeiro lugar com Cesar Souza Junior, do PSD.

Ibope divulga pesquisa; Manuela D'Ávila assume liderança

O Ibope divulgou nesta madrugada a primeira pesquisa de intenção de voto após o início da campanha eleitoral para a Prefeitura de Porto Alegre. Na pesquisa estimulada, Manuela D'Ávila, do PCdoB, aparece com 37% das intenções de voto, em segundo está José Fortunati, candidato do PDT, com 35%; Adão Villaverde, do PT, com 5%; Roberto Robaina, do PSOL, com 1%.  A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.



Se eleição fosse hoje, Edmílson (Psol) ganharia no 1º turno


Ibope Inteligência em parceria com a TV Liberal realizou a segunda rodada de pesquisa sobre as intenções de voto para a Prefeitura de Belém (PA). O ex-prefeito Edmilson Rodrigues (Psol), cujo candidato a vice é Jorge Panzera, do PCdoB oscila positivamente 5 pontos percentuais em relação à primeira rodada, realizada em 11 de agosto, e aparece com 47% das menções.

Em seguida aparece o deputado federal José Priante (PMDB) com 16% das citações, com uma oscilação negativa comparado com a rodada anterior, na qual tinha 22% das intenções de voto. O também deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB) mantém o mesmo resultado, com 12% das intenções de voto.





Lula aparece em programa do PCdoB e ataca oposição em Manaus




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estreou na noite de sexta-feira (31) na campanha de Vanessa Grazziotin (PCdoB), candidata à Prefeitura de Manaus (AM), afirmando que "oposicionistas tentaram atrapalhar o governo". Grazziotin concorre às eleições com o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), desafeto de Lula. Sozinho no vídeo, Lula apareceu na abertura do programa da comunista perguntando ao eleitor: "Vocês sabem quem esteve junto comigo me ajudando? E quem esteve atrapalhando?".Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Arthur Virgílio (PSDB) fazem uma disputa acirrada, segundo o Ibope


Com 33% dos votos, Geraldo Julio (PSB) e Luciano Siqueira (PCdoB) lideram disputa no Recife




O candidato à Prefeitura do Recife, Geraldo Julio, aparece em primeiro lugar, com 33% das intenções de votos, na pesquisa Ibope divulgada nesta segunda (3). Humberto Costa (PT) perdeu a liderança e agora aparece em segundo, com 25%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.





domingo, 12 de agosto de 2012

Daria um filme: Brasil vence o favoritismo dos EUA e é bicampeão


Com um roteiro com direito a suspense, derrotas e vitórias espetaculares, o Brasil superou o time mais temido da olimpíada e, em partida emocionante, venceu, por 3 sets a 1 os Estados Unidos, invictos até então, e entrou para a história como o primeiro time do país a conseguir dois títulos seguidos nos Jogos.
A campanha brasileira daria um filme. Em Londres, o time perdeu, sofreu críticas, quase foi eliminado na primeira fase e teve que superar a crise e torcer para um de seus rivais para poder ir às quartas, quando encontraria seu maior fantasma recente: a Rússia. O gigante asiático, no entanto, foi derrotado em uma vitória surpreendente, de virada por 3 sets a 2. O time ganhou confiança e tornou-se imbatível.

O começo do jogo deste sábado (11) deu a entender que a derrota era inevitável. Os Estados Unidos começaram impossíveis e o Brasil muito mal, em uma analogia involuntária ao que aconteceu ao longo do torneio. E o time do país do Tio Sam fez a maior pontuação da história das finais olímpicas: 25 a 11 no primeiro set.

A reação começou no segundo set. Com paciência, garra e alegria, o time canarinho se superou, consertou os erros e conseguiu equilibrar as deficiências do time. A partir daí, em todo o jogo, o Brasil teve o mérito de cortar qualquer tentativa de reação dos EUA.

O técnico, José Roberto Guimarães, obteve, com esta vitória, um feito histórico: é o primeiro brasileiro a conquistar três vitórias em olimpíadas: campeão com o masculino em 1992 e com o feminino 2008 e agora.

Reconhecendo o mérito da equipe adversária, as meninas brasileiras puxaram o coro de USA ao subirem ao pódio, lembrando que os Estados Unidos poderiam ter tirado o time da competição ainda na primeira fase. E se emocionaram ao ouvir o hino nacional sendo tocado pela terceira vez em Londres. Eu chorei com elas.

Hoje o Brasil sofreu com o futebol, mas comemorou o importante ouro brasileiro no vôlei. Com a meddalha, o Brasil subiu 6 posições no ranking e ocupa agora a 20ª posição.

Da Redação do Vermelho, Vanessa Silva

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

SONHO NÃO ENVELHECE



Hoje tive a felicidade e me encontrar com o Antonio Silva, primeiro presidente da associação dos moradores do Bairro Ipepaconha. Ajudei fundar a associação em 1985, juntamente com os Maristas Moisés Diniz e Edvaldo Magalhões  Foi no Ipepaconha que, tremendo como uma “Vara verde” fiz meu primeiro discurso em publico.

Meses depois, fui convidar os moradores para vir a prefeitura cobrar do prefeito apoio para fiscalizar os comércios para evitar aumento das mercadorias. Sarney havia lançando um plano econômico congelando os preços e conclamava todos os Brasileiros para serem seus fiscais. A reunião resultou na minha primeira prisão politica. Fiquei uma noite e um dia preso numa cela. Acusação: Desacato a autoridade.

Durante muitos anos fui ao Ipepaconha no período do dia e da noite enfrentando o atoleiro. Foram muitas reuniões e mobilizações para cobrar da prefeitura, energia, água e pavimentação.

Nas reuniões sempre estavam presentes, o Antônio Silva, o Paraense, a Benedita, o Zé Rodrigues, a Tereza e o Raimundo Arcanjo. Parecia uma luta inglória, nunca éramos ouvidos. Mais grave: Nunca a prefeitura realizou serviços de melhoria no bairro. Até um conjunto habitacional que foi iniciado, nunca foi concluído. Tempos depois as casas foram arrancadas e doadas em troca de favores  políticos eleitorais.

Sem esperança na prefeitura, apelamos para o governo do estado.  Somente em 2001, conseguimos a primeira vitória. O governador Jorge Viana  decidiu leva a energia elétrica e fazer um serviço de aterro para melhorar o acesso. Hoje me encontrei com o passado e vivi  o presente.  O  Ipepaconha está feliz. O governador Tião Viana acabou de pavimentar todo o bairro.

Hoje   Encontrei o Antônio Silva, A Benedita e conversamos sobre os  velhos tempos de sacrifício e brindamos com alegria o presente.  Lembramo-nos do Paraense, e do Zé Rodrigues.  Eles já não estão entre nós, partiram para outra vida.   Certamente lá onde estão, ouviram a nossa conversa e vão dormir sonhando com a felicidade dos seus filhos e de seus amigos. 

domingo, 29 de julho de 2012

José Reinaldo: A militância é o fator decisivo do embate


Em todo o país desenvolve-se a campanha às eleições municipais, em que serão escolhidos os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. É a fase conhecida como corpo-a-corpo, em que os candidatos tomam contato direto com o povo, apresentam-se em pequenos e grandes círculos, ouvem as reivindicações da população e começam a realizar o debate programático.

Por José Reinaldo Carvalho*

Nesta etapa o eleitorado ainda não é atingido em larga escala, o que só ocorrerá a partir de meados de agosto, quando tem início o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e se realizam os grandes comícios. Mas é uma fase indispensável da campanha, que cimenta as bases para as etapas subsequentes.

Tudo está ainda indefinido, não passando de meras especulações os prognósticos de emparelhamentos para o segundo turno, onde houver, ou de resultado final. As pesquisas que começam a sair retratam apenas um momento fugaz, pois nada está sedimentado. Nem sequer apontam uma tendência principal.

As eleições se realizam em cada município para decidir quem estará à frente da administração da coisa pública nos próximos quatro anos. É natural que as questões concretas que têm a ver com o cotidiano do povo exijam respostas imediatas dos candidatos. O povo quer a solução efetiva dos seus problemas e identifica na figura do prefeito o responsável imediato pela sua execução.

Mas é ledo engano pensar que a campanha se desenvolverá sem debate político e mesmo ideológico. Inevitavelmente, as questões de fundo virão à tona desde que os debates se realizem com objetividade. Não há como apontar soluções efetivas para o caos urbano, para a crise da civilização urbana, sem tocar nos problemas de fundo do país. A alocação de recursos é uma questão eminentemente política, está relacionada com prioridades, com os critérios de direção da sociedade.

Do ponto de vista dos comunistas, está em causa a edificação de cidades mais humanas, com melhores condições de vida para o povo, o espaço urbano sendo encarado como fator de bem-estar social. Cidades com administrações democráticas, com participação efetiva do povo, transparência e lisura no uso dos recursos públicos.

A politização da campanha eleitoral é necessária também porque objetivamente o pleito municipal é uma espécie de eleição intermediária que nos separa das futuras eleições presidenciais, para os governos estaduais e a composição das assembleias legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal. No embate eleitoral de 2012 travam-se as primeiras escaramuças políticas que definirão em alguma medida a correlação de forças para 2014.

Por isso, além de bons candidatos, boas alianças, bons marqueteiros, excelentes propostas e debate político elevado com o povo, será necessário pôr à prova o fator militância, que é o motor principal do embate, principalmente para os partidos populares ligados à causa das transformações sociais . Além das propostas, o elã da militância é o fator que distingue os partidos de luta dos partidos da acomodação.

Eleição é também um momento de afirmação de identidade política e ideológica. O Brasil tem uma metodologia de votação e escrutínio eleitoral que rebaixa, quase apaga, as identidades partidárias. O eleitor quase sempre é convidado a se despolitizar, alhear-se do debate, apenas decorar um nome de candidato e um número, que será digitado na urna eletrônica.

Para os comunistas, as eleições constituem um momento de elevação da consciência política do povo e da militância e de afirmação dos elementos de identidade partidária. É o momento mais propício para dar a conhecer ao povo a nossa legenda, o nosso nome, a nossa sigla, as nossas bandeiras vermelhas, os nossos lemas, os nossos objetivos históricos de luta por uma nova sociedade.

Tudo pode ser feito de maneira plástica, estética, no nível em que se desenvolve a batalha, à altura do grau de consciência das massas, sempre tendo presente o papel pedagógico das eleições na formação do exército político de massas da luta por transformações de fundo na sociedade brasileira.

*Editor do Vermelho

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Morre um lutador!


Faleceu, na manhã desta quinta-feira (26), em Rio Branco, o vereador de Sena Madureira, Adamor das Mercês Pereira (PCdoB). Desde o começo desse ano, ele lutava contra um câncer no fígado, sendo submetido a tratamento, inclusive fora do Estado. O prefeito de Sena Madureira, Nilson Areal (PR), decretou luto oficial de sete dias.

O corpo do vereador comunista será transladado ainda nesta quinta-feira para Sena Madureira, onde residem seus familiares. Deve chegar ao município por volta das 14h e será velado na Câmara de Vereadores.

O presidente do diretório municipal do PCdoB, o radialista J. Alves, que também era amigo de Adamor, disse haver recebido com muita tristeza a notícia sobre o falecimento. “O Adamor foi um grande companheiro, era muito humano. Fica uma grande lacuna no PCdoB e uma grande perda para Sena Madureira”, frisou.

J. Alves informou que no último sábado (21) esteve visitando o amigo e as palavras proferidas por ele pareciam tratar-se realmente de uma despedida. “Pelo gesto do Adamor a gente sentia que ele estava fazendo praticamente uma despedida, onde falou dos projetos que não pôde realizar e pediu atenção para o Rio Purus, Gleba São Jorge e outros locais da Zona Rural que ele tanto defendia”, revelou.

O presidente da Câmara de Vereadores, Biléu do Incra (PR), decretou luto no Poder Legislativo e também considerou difícil o momento atual. “O Adamor foi um vereador exemplar, companheiro. A Câmara está de luto por esta grande perda”, comentou.

Adamor das Mercês Pereira estava exercendo seu primeiro mandato de vereador. Ele foi eleito em 2008. Mesmo enfrentando problemas sérios de saúde, Adamor fez questão de participar da sessão ordinária da Câmara, no dia 12 de junho e foi bastante aplaudido pelo público presente e por seus colegas de parlamento ao realizar seu discurso. Fonte: ContilNet

terça-feira, 10 de julho de 2012

Lula a Chávez: 'somos alternativa vitoriosa ao neoliberalismo'

No encerramento da XVIII edição do Foro de São Paulo, em Caracas, vídeo enviado pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva emociona presidente venezuelano Hugo Chávez. Quando o Foro foi criado, lembrou Lula, a esquerda só estava no poder em Cuba. Hoje, "somos referência internacional como uma alternativa vitoriosa ao neoliberalismo".Chavez disse a Lula que, quando voltarem a se encontrar, vão se dar um abraço “grande como este mundo”. Encontrou condenou golpe do Paraguai e manifestou total apoio ao presidente Fernando Lugo. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Caracas.




Caracas - O Foro de São Paulo organizado em Caracas concluiu sua décima oitava edição com um ato realizado no teatro Teresa Carreño, na capital venezuelana, e com uma declaração final com uma ênfase crítica ao golpe de Estado no Paraguai. O ponto 27 da declaração final diz sem ambiguidades que o Foro de São Paulo dá todo o seu apoio ao presidente paraguaio Fernando Lugo, “desconhecendo o governo ‘de facto’ encabeçado pelo golpista Federico Franco e anunciando ações continentais a favor da democracia, do respeito à vontade popular expressa em abril de 2008 e pela unidade e integração dos povos e governos da América Latina e Caribe”. Os membros do Foro também fazem uma menção explícita ao México e suas controversas eleições presidenciais. O documento que fecha os três dias de discussões do encontro assinala que “uma vez mais, a direita mexicana recorreu à manipulação midiática e das pesquisas, à compra de votos e a todo tipo de fraude para impor sua vontade contra os melhores interesses do povo mexicano”.

Em um dos discursos que fechou o Foro, José Ramón Balaguer, membro do bureau político do Partido Comunista cubano e pertencente à geração histórica que lutou contra o regime de Batitsa, declarou que “fatos como os ocorridos no Paraguai pretendem deter as mudanças progressistas na América Latina”. Balaguer acrescentou que, para ele, “os principais grupos de poder dos Estados Unidos reativam uma ofensiva hegemônica” contra o que qualificou como o principal objetivo desses grupos, a saber, “os países que compõem a Alba”. Em seus 33 pontos, a declaração final do Foro destaca que a crise financeira internacional “está longe de ser superada ao mesmo tempo em que denunciou em um extenso parágrafo as tentativas golpistas que ainda pululam na América Latina. 

Apontou como prova disso o que ocorreu na Venezuela em 2002, as “várias tentativas de golpe na Bolívia”, a derrubada do presidente de Honduras em 2009, a “quartelada do Equador”, em setembro de 2010 e, há apenas algumas semanas, a derrubada do presidente paraguaio, Fernando Lugo”. 

O ponto nº 5 do texto afirma que “o golpe de Honduras e a derrubada de Fernando Lugo assinalam que a direita está disposta a utilizar vias violentas e/ou a manipulação das vias institucionais para derrubar governos que anão atendem aos seus interesses”. O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, explicou que estes acontecimentos obedecem a uma única lógica; “a pretensão das oligarquias de recuperar o poder se deve às grandes riquezas que nossa América possui”. Patiño pronunciou um extenso discurso, cantou um “Avante, companheiros, avancemos para a revolução”, canção histórica dos sandinistas e, ao final, confirmou que Quito estava “analisando” o pedido de asilo formulado pelo fundador de Wikileaks, Julian Assange.

Os integrantes do Foro enfatizaram a posição dos meios de comunicação da direita, essas grandes corporações “capazes de colocar-se acima dos poderes públicos que emanam do sufrágio universal”. O Foro de São Paulo considera que “é este, talvez, um dos maiores desafios que têm pela frente os governos de esquerda: democratizar a comunicação”. A declaração denunciou as tentativas do imperialismo que “busca debilitar os mecanismos de integração latinos e sulamericanos, impulsionando a Aliança do Pacífico”. O ponto número 17 também arremeteu contra o falso discurso “verde” dos conservadores: “a direita tenta se apropriar simbolicamente do discurso em defesa do meio ambiente, esquecendo as políticas neoliberais depredadoras da “mãe terra” e a dívida ambiental que o capitalismo tem com o mundo”. 

Em uma intervenção tão brilhante quanto lúcida, Luis Dulci, representante da Fundação Lula e membro do PT, disse que a esquerda latino-americana deu uma extraordinária demonstração de que é capaz de governar “com mais qualidade técnica, de gestão e administrativa e com um projeto alternativo ao neoliberalismo”. Não sem razão, Dulce afirmou que “os governos progressistas da América Latina estão na vanguarda do humanismo contemporâneo”. 

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou uma mensagem em vídeo aos participantes do Foro e foi aplaudido de pé pelo próprio presidente venezuelano Hugo Chávez. Em sua mensagem, Lula lembrou que, quando o Fórum foi criado há 18 anos, “naquela época, a esquerda só estava no poder em Cuba”. Agora, acrescentou, “somos referência internacional como uma alternativa vitoriosa ao neoliberalismo”.

Imediatamente depois falou o presidente da Venezuela: Chavez disse a Lula que, quando voltarem a se encontrar em breve, vão se dar um abraço “grande como este mundo”. Chávez lembrou que a primeira vez que conheceu Lula foi em 1996, em El Salvador. Chávez também entoou um canto revolucionário rendendo uma homenagem a Fidel Castro: “Fidel, que tiene Fidel, los imperialistas no pueden com el”, cantou Chávez em coro com o público.

Nos parágrafos finais, a declaração expressou sua solidariedade com o povo do Haiti e seu “apoio ao processo de paz na Colômbia, onde segue vigente a luta por uma solução política do conflito armado, a paz com justiça social e por um novo modelo econômico e social que garanta os direitos humanos e a proteção da natureza”. O documento também respalda “a luta pela soberania autodeterminação da Palestina”, e, paralelamente, manifesta sua rigorosa oposição “a qualquer intervenção armada externa na Síria e no Irã”. Três dias de debates, ideias, trocas, contatos, confrontações e enriquecimentos através da exposição de ideias entre os representantes da esquerda do mundo terminaram com um apelo final: “Outro mundo é possível e nós o estamos construindo: um mundo socialista”.

Tradução: Katarina Peixoto

sábado, 30 de junho de 2012

LEALDADE: A CHAVE DA VITÓRIA


Numa manhã de 2005, no auge da crise do mensalão, o então vice-presidente, José Alencar, chegou contrariado ao seu gabinete. Ele estava irritado e repetiu algumas vezes que iria combater veementemente se quisessem tirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do cargo.

Quem conta isso é um amigo de Alencar, que disse ter presenciado a explosão daquele dia. "Ele deu a entender que tinha sido procurado por gente da oposição e também por gente de outros setores e que não aceitaria, que não entraria numa dessa e que combateria qualquer iniciativa de apear o Lula da Presidência", disse ao Valor esse interlocutor de Alencar que pediu para não ter seu nome citado.

A frase que o então vice-presidente (morto em 2011) usou naquele momento e que ficou na memória do amigo foi: "Tem gente da oposição e também mais gente querendo tirar o Lula". Quem ouviu isso naquela hora ficou com a sensação de que Alencar se referia aos partidos de oposição e a pessoas da área empresarial, lembra o amigo.

O episódio envolvendo Alencar foi relatado esta semana em um artigo escrito pelo ex-ministro de Lula e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT). O texto foi veiculado pela agência "Carta Maior" sob o título "Um golpe de novo tipo contra Lugo". Genro fala do que chama de "uma conspiração de direita" que votou na semana passada pelo impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e que, segundo o petista, deu um novo tipo de golpe de Estado, "pelas vias legais".

O governador compara a situação de Lugo com as pressões sofridas por Lula durante a crise do mensalão - o esquema de compra de votos de parlamentares que abalou o primeiro mandato do então presidente. E escreve que se tivesse isolado, Lula certamente teria sido afastado em meio ao uso político do mensalão.

E prossegue: "Acresce-se que aqui no Brasil - sei isso por ciência própria pois me foi contado pelo próprio José Alencar - o nosso vice-presidente falecido foi procurado pelos golpistas "por dentro da lei" e lhes rejeitou duramente."

Procurado pelo jornal Valor para dar detalhes sobre o que Alencar lhe disse, Genro não quis se pronunciar. O interlocutor de Alencar, ouvido pela reportagem, disse que nunca soube a quem exatamente Alencar se referia naquela manhã de irritação e quem o teria procurado para falar de um possível processo para afastar Lula - com a anuência do vice.

Fonte: Valor Econômico

sábado, 23 de junho de 2012

A oligarquia paraguaia depõe o presidente Fernando Lugo

 O Congresso paraguaio, formado por uma maioria de oligarcas cevados durante a longa ditadura de Alfredo Stroessner, inovou e, imitando a guerra relâmpago dos nazistas, inventou o impeachment relâmpago: entre o abandono do presidente Fernando Lugo pelos parlamentares que formavam sua frágil base parlamentar, o início do “processo” e a decisão de afastar o presidente não transcorreram sequer 48 horas!

O que ocorreu entre a manhã de quinta-feira (21) e a tarde de sexta-feira (22) em Assunção foi um golpe de Estado com disfarce de legalidade. Ele expõe, à luz do dia, a contradição larvar que havia desde a posse de Fernando Lugo, em 2008, entre o presidente que encarnava a promessa de mudança democrática e combate à pobreza e à desigualdade, e um parlamento raivosamente antidemocrático que sempre se pôs de joelhos perante os interesses dos EUA na América do Sul. Conclave de oligarcas saudoso da presença do imperialismo para assegurar seus próprios e anacrônicos privilégios e que foi entrave, por exemplo, à entrada da Venezuela no Mercosul, pois nunca votou a necessária aprovação para a incorporação da pátria de Hugo Chávez ao bloco regional – bem de acordo, é claro, com os interesses de seus patrões do hemisfério norte.

A deposição de Lugo foi um golpe oportunista, que ocorreu no momento em que as atenções, e os principais dirigentes dos países do mundo, estavam no Rio de Janeiro, na Rio+20. E baseado numa alegação hipócrita: o conjunto de latifundiários que domina o parlamento paraguaio usou como bandeira o sangue derramado num conflito de reintegração de posse em Curuguaty, na semana passada, que deixou 17 camponeses e policiais mortos. Os trabalhadores rurais sem-terra lutam para retomar lotes onde suas famílias residem há mais de cem anos mas que, durante a ditadura de Stroessner, foram “doados” a um dos homens mais ricos do país, o latifundiário Blas Riquelme. Os camponeses expulsos querem suas terras de volta. Os camponeses paraguaios querem terra para trabalhar, e se chocam com a minoria extrema (2% da população) de ricaços que controlam 80% das terras do país, colocando o Paraguai entre as nações mais pobres do continente, com quase metade da população abaixo da linha de pobreza.

O convescote dos oligarcas confiscou o mandato de Lugo mas não teve a coragem de apresentar a violência cometida com o nome adequado para sua ação: golpe de Estado. Preferiu dar a ela o disfarce de uma legalidade esfarrapada.

Nas praças, desde a manhã da quinta-feira, os paraguaios demonstram seu inconformismo contra o golpe. Deixam claro que a Câmara dos Deputados e o Senado do Paraguai estão em oposição à nação e ao povo numa luta que, agora, extravasa as fronteiras nacionais e estende-se pelo continente. Ao rasgar os compromissos continentais pela democracia, ordem constitucional e defesa das instituições democráticas, o golpe de Estado é um claro rompimento às demais nações do continente e a busca de fortalecimento da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Mercosul. O confronto com a nova legalidade democrática que se firma no continente é inegável, e inaceitável.

O golpe abre uma nova etapa na luta dos paraguaios pela democracia, que impõe a derrota da oligarquia aliada ao imperialismo. E coloca um desafio institucional para a integração continental: as nações do continente não podem aceitar o rompimento de acordos regionais solenemente proclamados, e festejados pelos povos e pelos democratas.

Se cabe aos paraguaios derrotar os golpistas, cabe aos democratas e aos governos da região agir para destruir a serpente da desunião e da traição aos povos. É preciso combater com toda a força, veemência, e com os instrumentos conquistados na última década, toda ilegitimidade institucional no continente. Basta de golpes! Basta de interferências externas. Basta de alinhamento com os interesses do imperialismo e do latifúndio atrasado! O governo ilegítimo que nasceu do golpe precisa ser isolado e derrotado, e esta tarefa cabe a todos os democratas do continente. Fonte: Portal vermelho


sexta-feira, 1 de junho de 2012

UM DIA QUE PODE VALER POE DÉCADAS


Amanha pode entrar para a história de Tarauacá como o dia do começo da reconstrução de Tarauacá. Em que pese o tema  focado ser o mais importantes no processo civilizacional, o que está em jogo é algo muito maior. É a possibilidade do despertar de uma forte consciência de luta pela reconstrução de uma nova cidade, uma nova mentalidade, capaz de unir amplos seguimentos para foi fim ao atraso politico, social e cultural do nosso município.  

O movimento em defesa do ensino superior como está sendo chamado, pode ser um marco na nossa história. Amanha pode descortinar muitos horizontes, inclusive iniciar a mudança mais profunda que precisamos fazer, não apenas na educação.  A expressão desse movimento pode detonar outros processos de conteúdo popular e de transformação. O dia primeiro de junho de 2012, pode representar mais de uma década em termo de avanços políticos e sociais.  

1º de junho pode também ser chamado de “movimento de reconstrução” pela liberdade, por um Tarauacá livre da corrupção, do fisiologismo politico, das “panelinhas”, do desrespeito a nossa juventude, nosso idosos todos nós. O dia do firmamento com novos valores. Parafraseando o poeta digo que, posso ser um sonhador, mas não sou o único, estou muito otimista, vejo luzes, muitas luzes, no MPR-1. Movimento pela reconstrução 1º de junho. Vamos juntos amanha,  de caras pintadas e a certeza  de vitória .  Como disse hoje a uma amiga, eu não vou pintar a cara porque tenho barba e de certo modo, isso já expressa rebeldia.   

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A flechada de Tashka


Caro Ninawa e demais companheiros,

Deixe-me tomar aqui meu rapé, para conseguir uma inspiração para soprar pra cima e esclarecer ao companheiro Niinawa e seus apoiadores de que eles erraram o alvo ao me atacar gratuitamente. Em vez de guardar rancor, desejo que todas suas reivindicações sejam prontamente atendidas.

Nesses últimos meses, tenho acompanhado toda movimentação em torno das reivindicações que estão sendo feitas em prol da saúde indígena, da demarcação das terras indígenas, projetos de REDD, dentre outras. Todas justas, devo dizer. Meu desejo, repito, é que todas as reivindicações sejam prontamente atendidas.

É muito feio a gente ficar trocando farpas através dos meios de comunicação dos brancos, mas é preciso repor a verdade.

Mesmo cuidando de meus compromissos com a Associação Sociocultural Yawanawá (ASCY) estou sempre atento a tudo que está ligado à questão indígena em nosso Estado. Meu posicionamento tem sido sempre de legitimar qualquer manifestação em defesa dos interesses de nossos povos indígenas. Porque eu acredito no movimento indígena. Acredito num movimento autêntico, onde nossas lideranças tenham espaço para reivindicar seus direitos e exigir dos órgãos públicos o cumprimento das políticas voltadas ao povo indígena. Os nossos direitos devem, ou pelo menos deveriam, estar acima de picuinhas, guerrinhas que são muito mais de brancos que de índios.

Lamento muito quando reivindicações do movimento, apesar de boas, são manipuladas por organizações indigenistas que tentam tirar proveito político da penúria e desgraça em que se encontra o movimento indígena. É triste quando o povo indígena serve de massa de manobra para atender interesses de terceiros. Não podemos jamais permitir que nosso povo e nossas organizações sirvam de objeto de manobra.

Confesso, com muita dor no coração, que tenho visto muitas notícias distorcidas veiculadas para criar fatos. Não precisamos desses artifícios para justificar uma luta que por si já é legitima. Assim também tenho visto inúmeras inverdades sendo ditas, como as de que as lideranças indígenas estão sendo induzidas a aceitarem projetos de carbono em seus territórios, que lideranças estão sendo compradas e manipuladas. Finalmente, hoje você se superou, meu caro Ninawa, ao afirmar para o jornal A Tribuna, inverdades, mentiras. Porque é mentira sua dizer que estou recebendo pagamentos para apoiar os projetos de carbono do governo.

Niinawa ravïwe. Mi vesu anu ravï yamai? Txanihi ravïti. Askayamawe txai, mi vakehu maki. Nawahu uïtsamapai mï teikisa ari mari tsãi putai, askayamawe. Nü hunikuishü, nu shanãihushü nukë tsãi westisi. Mï nawahãu tsãi putaisi, ma mi tsani xarawa.

Como de praxe, minha participação tem sido sempre ferrenha em defesa de nossos direitos. Nunca recebi nada por isto, quem me conhece sabe disto. Você sabe disto. Não vendo minha alma, minha dignidade e integridade. Sempre tive opinião e ponto de vista próprio, daquilo que considero correto e coerente. Quando acredito vou até as últimas conseqüências. Não estou à venda. Falo por mim. Você fala por você.

Não preciso acampar em prédios públicos para fazer minha voz chegar aos quatros cantos da terra. De onde estou faço minha guerra e a minha defesa, daqui toco meu tambor e chacoalho meu tacapi. Para mim, a defesa dos direitos do meu povo, dos meus parentes, está acima de vaidades pessoais.

Sou Yawanawá, povo da queixada. Sou guerreiro. Mas, minha guerra tem um único foco, um único objetivo: garantir que os direitos do meu povo, dos meus parentes, sejam assegurados, sejam mantidos, conquistados. Disso jamais abrirei mão. Por isso não aceito mentiras jogadas ao sabor do vento por quem deveria estar na mesma linha de frente que eu e tantos outros parentes que têm dedicado sua vida a esta causa. Sou de luta. Nunca fugi de uma boa luta. Aliás, dou um boi para entrar numa briga e dou uma boiada para não sair mais dela. Não tenho rabo preso com ninguém. Sempre tenho dito que a riqueza que Deus me deu nesta terra é ter nascido no meio de um povo tão lindo como o Yawanawá e os inúmeros amigos que tenho. Minha relação com o meu povo e com os demais povos indígenas nunca foi de trabalho, sempre foi uma relação de compromisso de vida. E, pelo meu povo, vou às últimas conseqüências. Só por isso estou aqui usando este espaço para reparar as inverdades que você disse.

Quem não deve, não teme. Por isso, sinto o ar da brisa tocar na minha face com o ar de liberdade de falar e opinar sobre qualquer coisa na hora que achar necessário. Tenho endereço fixo, Niinawa, na aldeia Mutum. Tenho um povo e um trabalho sério que desenvolvo há 12 anos, o projeto de desenvolvimento socioeconômico Yawanawá. Subo o Rio Gregório parando nas aldeias, reunindo com meu povo, discutindo nossos problemas e tentando encontrar uma solução para a coletividade. Aqui em Rio Branco , você me encontra na minha casa ou mesmo nas ruas da cidade, andando de sandálias havaianas, saudando um amigo aqui e outro acolá. Não devo nada a ninguém e nem ninguém me deve nada. Assim desfruto a cada minuto desses lugares como se o amanhã fosse hoje. Livre. Sem amarras. Sem medo. Desfruto da confiança de muita gente que me conhece bem pelo que sou e não pelo que falam de mim.

Te convido, Ninawa, a visitar o Rio Gregório e suas aldeias. Lá é a minha base, minha casa. Literalmente, minha aldeia, como gostam de dizer os brancos. Não faço só política. Faço trabalho também, pois nem só de política o homem viverá. Os bons exemplos começam dentro da nossa casa.

O Acre precisa de um movimento indígena legítimo, que venha das bases e não de um movimento surgido nos centros urbanos. O meu inimigo, txai, é outro. O inimigo é o lobo que anda ao seu lado disfarçado de ovelha. O mesmo que no passado tentou desmoralizar importantes lideranças, como Ailton Krenak e Álvaro Tucano, e hoje tenta fazer o mesmo com Almir Surui, dentre outros. Usando sempre as mesmas táticas de colocar as lideranças indígenas para se digladiarem, enquanto ficam assistindo o show lambendo os beiços, como verdadeiros chacais.

Te convido também, Niinawa, a lutar no nosso campo de batalha. Ainda há tempo. Como disse, não somos inimigos. Somos parentes. Saia do anonimato e da trincheira, meu amigo, venha pro abraço e vamos somar juntos na construção de um verdadeiro movimento indígena.

Um abraço,
Tashka Yawanawá