segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Amarelou: Impressões sobre a eleição no Acre

Ainda não tenho condições de expressar uma opinião lúcida e apurada sobre resultado eleitoral no Acre e no Brasil, ainda continuo meio atordoado com os números paridos das urnas, especialmente em Rio Branco, lugar onde a frente popular detém o aparato da estrutura do governo estadual e da prefeitura da capital. Em Tarauacá apesar das bandeiras azuis na "nossa" campanha (cor da oposição) fizemos nossa parte, Jorge, Edvaldo e Tão foram os mais votados.

Volto com mais cama para fazer uma avaliação mais calma sobre o projeto da frente popular, que já não é mais tão popular. Nesse instante também não vou tripudiar com a derrota daquele deputado meu adversário, que me achincalhou uma semana inteira quando tivemos nossa eleição roubada em 2008. Nesse momento sei que ele precisa de solidariedade. Ao invés de insultos, envio minhas condolências.

Minha impressão inicial é que a eleição aqui não azulou nem vermelhou. Amerelou!

Por ultimo, reproduzo um artigo de Rodrigo Viana analisando o resultado da eleição da eleição no Brasil. Impressões que também serve para analisar o resultado da eleitoral no Acre.


Onde estavam os militantes?

Por Rodrigo Viana*


Acordei antes das seis horas da manhã nesse domingo e segui para a gelada São Bernardo do Campo. Pra quem não sabe, a cidade do Lula fica na beira da Serra do Mar. Quando chega frente fria, o vento e a garoa ali são cortantes.

Talvez isso é que tenha afastado os militantes da porta do prédio do presidente Lula.

Nas outras eleições em que estive lá, a rua ficava tomada de bandeiras, militantes. Dessa vez, só jornalistas. E a garoa.

Acompanhei a saída de Lula – sem tumulto, sem emoção. Ele votou numa escola de São Bernardo do Campo. Ali, houve alguma comoção. Mas era diferente de outras eleições. Não vi muitos militantes do PT. O que havia era o povão, feliz por ver o presidente. Não eram os “companheiros” de tantas lutas que estavam na rua, não eram os militantes de estrela no peito. Não. Era o povo, que já não vê Lula como um “companheiro”, mas como um ídolo.

E aquele povão que ficou de plantão na porta da escola, debaixo de chuva, acabou recompensado: Lula veio até a rua, abraçou e conversou com os eleitores.

Quando Lula se foi, não vi petistas pedindo voto, brigando pelos “últimos votos rumo à vitória” (como muita gente diz aqui na internet). E lembremos que no ABC até Mercadante está bem nas pesquisas, muito acima da média no Estado. Se ali não havia empolgação,onde poderia haver?

Pelo twitter, recolhi ao longo do dia relatos semelhantes de boa parte do Brasil: clima morno.

No mundo das ruas, longe dos sites e da pancadaria eletrônica, esse foi um dia de votação cinzento. Sem vermelho, nem azul, nem verde.

Depois que Lula rumou para Brasília, segui para outro mundo: Campo Belo, na zona zul de São Paulo, onde voto. Já foi um reduto malufista; hoje, a maioria é PSDB. De novo, nada de campanha. Os tucanos estavam tristes, quietos. Não havia camisetas, adesivos, nada.

Lembro bem que nos anos 90 os militantes malufistas eram barulhentos, orgulhosos de levar no peito a marca do velho líder. Esse ano, não havia nada disso.

Os tucanos, brincou um amigo, pareciam ligeiramente esverdeados…

Se Dilma dependia do “empurrão final da nossa militância” (como disseram os líderes petistas), esse empurão não se viu nas ruas.

Há uma outra questão. O Brasil virou um país normal. Eleição não é novidade. Até conheço gente que tentou “virar” votos de última hora, conversando com amigos. Esse escrevinhador mesmo teve, na família, um voto marinista que na última hora migrou para o nulo.

Na Redação – agora há tarde – soube de outras situações parecidas.

De toda forma, esse boca a boca de última hora foi um debate travado sem muita paixão, com as posições já consolidadas e argumentos muitos objetivos.

Por fim, há que se levar em conta um preço que o PT e a esquerda pagam por determinadas escolhas. Lula, como diz meu amigo Azenha, fez o país avançar sem politizar o povão. É o oposto do que faz Chavez. É uma aposta no pragmatismo.

Ok, talvez a opção de Lula seja mais madura, mais democrática – por mais que a direita que baba (e como baba) enxergue em Lula e no PT “riscos para democracia”. Mas quando a água sobe e a direita vem com tudo, falta ao povão lulista argumentos políticos para impedir a sangria de votos. Como se contrapor aos boatos religiosos de que Dilma é contra a vida, contra Jesus e a favor do aborto?

Os lulistas, nos fundões desse Brasil, não estavam preparados para esse debate (difícil, eu reconheço).

Por isso, em vez de debater a sério a necessidade de separar Igreja e Estado, Lula e o PT preferem botar a candidata pra batizar a neta. Eu sei: travar esse debate agora seria trágico. Dilma só perderia voto. Melhor é ir pro batizado. Compreendo.

Mas esse (como tantos outros) é um debate que depende de politização. Precisa ser travado ao longo de anos e anos, não na hora da eleição. A escolha de Lula é outra.

O lulismo mantem, sim, uma enorme militância com tradição e experiência políticas. Não há como negar. Talvez, ela esteja um pouco adormecida. Mas o lulismo é alimentado também por uma massa enorme de eleitores distantes do debate político.

Como diz um amigo (economista de linha búlgara – que já esteve no governo Lula e hoje trabalha na iniciativa privada – mas segue lulista até debaixo d´água), com quem jantei ontem em São Paulo: “acho que nós é que viramos maioria silenciosa”.

A esquerda sempre foi barulhenta. Hoje, quem faz barulho é a direita, são os conservadores. Tudo parecido com o quadro nos EUA, onde o “Tea Party” espalha que Obama é muçulmano e socialista.

Enquanto a direita brasileira bate pesado (na mídia e nas igrejas), a esquerda (ou centro-esquerda, vá lá), sob liderança de Lula, optou por um trabalho mais silencioso.

O lulismo precisa prestar atenção a isso: como enfrentar – sem politização – o bombardeio que certamente virá no segundo turno, e nos próximos anos? Apostar só em Lula, no carisma do líder, não parece uma opção das mais seguras.

O Brasil avançou na economia e nos indicadores sociais. Agora, precisa avançar na política – pela esquerda.

Divisão dos votos entre Dilma, Serra e Marina por região



Norte

Acre

José Serra 52,1%
Marina 23,7%
Dilma 13,6%

Amapá

Dilma 47,2%
Marina 29,8%
Serra 21,3%

Amazonas

Dilma 64,7%
Marina 25,9%
Serra 8,4%

Pará

Dilma 47,7%
Serra 37,7%
Marina 13,5%

Rondônia

Serra 45,4%
Dilma 40,6%
Marina 12,7%

Roraima

Serra 51%
Dilma 28,6%
Marina 18,8%

Tocantins

Dilma 50,9%
Serra 27,9%
Marina 20,5%

Nordeste

Alagoas

Dilma 50,9%
José Serra 36,4%
Marina 11,5%

Bahia

Dilma 62,3%
Serra 20,9%
Marina 15,9%

Ceará

Dilma 66,2%
Marina 16,3%
Serra 16,3%

Maranhão

Dilma 70,5%
Serra 15,1%
Marina 13,6%

Paraíba

Dilma 53,2%
Serra 28,4%
Marina 17,6%

Pernambuco

Dilma 61,7%
Marina 20,3%
Serra 17,3%

Piauí

Dilma 67%
Serra 20,9%
Marina 11,4%

Rio Grande do Norte

Dilma 51,7%
Serra 28,1%
Marina 19,1%

Sergipe

Dilma 47,6%
Serra 38%
Marina 13,2%

Centro-Oeste

Distrito Federal

Marina 41,9%
Dilma 31,7%
Serra 24,3%

Goiás

Dilma 42,2%
Serra 39,4%
Marina 17,1%

Mato Grosso

Serra 44,1%
Dilma 42,9%
Marina 12%

Mato Grosso do Sul

Serra 42,3%
Dilma 39,8%
Marina 16,8%

Sudeste

Espírito Santo

Dilma 37,2%
Serra 35,4%
Marina 26,2%

Minas Gerais

Dilma 46,9%
Serra 30,7%
Marina 21,2%

Rio de Janeiro

Dilma 43,7%
Marina 31,5%
Serra 22,5%

São Paulo

Serra 40,5%
Dilma 37,3%
Marina 20,7%

Sul

Paraná

Serra 43,9%
Dilma 38,9%
Marina 15,9%

Rio Grande do Sul

Dilma 46,9%
Serra 40,5%
Marina 11,3%

Santa Catarina

Serra 45,7%
Dilma 38,7%
Marina 13,9%

domingo, 3 de outubro de 2010

Bandidos anonimos avisaram a policia federal que eu estava distribuindo dinheiro em minha casa

Ontem por volta das 14 horas recebi uma ligação da minha secretária, ela aflita, me interrogava se podia assinar um termo para liberar um mandato de busca e apreensão. *Para a policia federal entrar e vasculhar minha casa.

Autorizei e em seguida dirigi-me até o local e ja encontrei minha casa cheia de policiais. Bandindos fizeram denunciar dizendo na casa, do acioly e a sede do partido estava sendo distribuido. Não encontraram nada mais que algunas velhas agendas e muito papel sem valor

Neste domingo embarque na onda: pinte o Brasil de vermelho!


Muitas foram as marcas das eleições de 2010. Sem dúvida alguma, a maior delas é a democracia. Depois de meses de campanha, vamos fazer deste 3 de outubro um dia histórico para fortalecê-la ainda mais. Vamos pintar o Brasil de vermelho, votando em candidatos comprometidos com as mudanças iniciadas pelo governo Lula. Coloque seu adesivo, pegue a sua bandeira e faça como os três jovens abaixo: deixe o seu coração ficar vermelho para comemorar mais esta vitória!

sábado, 2 de outubro de 2010

Vox e Ibope apontam Dilma eleita no 1º turno; Datafolha diverge


Ibope e Datafolha divulgaram neste sábado (2) as últimas pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial.O Vox Populi também divulgou seu último tracking de pesquisa diária. O Vox Populi traz a petista Dilma Rousseff com 53% dos votos válidos, o Ibope com 51% e o Datafolha com 50%. Mas considerando a margem de erro, Ibope e Datafolha dizem que não é possível afirmar se a disputa vai para o segundo turno. Para vencer no primeiro turno, é preciso ter 50% mais um dos votos válidos.


Dilma e Serra mantiveram-se estáveis nos últimos dias, com oscilações dentro da margem de erro. A candidata do PV Marina Silva subiu, mas registrou um crescimento tímido, insuficiente para levá-la ao segundo turno, caso ele aconteça.

Confira abaixo os dados dos três institutos

IBOPE

VOTOS VÁLIDOS (excluindo brancos, nulos e indecisos)
Dilma Rousseff (PT): 51%
José Serra (PSDB): 31%
Marina Silva (PV): 17%
Outros candidatos: 1%

Foram realizadas 3.010 entrevistas entre sexta-feira (1º/10) e sábado (2/10). O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é 33.252/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

DATAFOLHA

VOTOS VÁLIDOS
Dilma Rousseff (PT): 50%
José Serra (PSDB): 31%
Marina Silva (PV): 17%
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL): 1%
Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Rui Costa Pimenta (PCO), Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidelix (PRTB) não atingiram 1% dos votos válidos.

Foram realizadas 20.960 entrevistas entre sexta-feira (1º/10) e sábado (2/10). O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é 33.480/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".

VOX POPULI/TRACKING

VOTOS VÁLIDOS
Dilma Rousseff (PT): 53%
José Serra (PSDB): 30%
Marina Silva (PV): 16%
Outros candidatos: 1%

Segundo turno

Os institutos Ibope e Datafolha fizeram simulação para eventual segundo turno. Confira os dados.

IBOPE
Dilma Rousseff: 51%
José Serra: 37%
Brancos e nulos: 7%
Indecisos: 5%

DATAFOLHA
Dilma Rousseff: 52%
José Serra: 40%
Brancos e nulos: 5%
Não sabe: 3%

Dilma Rousseff: 52%
Marina Silva: 40%
Brancos e nulos: 5%
Não sabe: 3%

Quem paga o jatinho
de US$ 50 milhões da Marina ?




Leia aqui
ABC para votar amanhã pelo Brasil



Como vou saber onde votar?

No site do TSE é possível consultar o local de votação. Consulte, no seu título de eleitor, o número de sua zona e da seção em que vota.

Posso levar uma "cola" para votar?

Sim. Para facilitar o voto, o eleitor deve levar os números dos candidatos anotados em um papel. Imprima a sua cola.

Quando e qual é o horário de votação?

No dia 3 de outubro (domingo), das 8h às 17h, em todo o país. Às 17h, serão recolhidos os títulos dos eleitores que se encontrarem na fila, para os quais serão distribuídas senhas. O segundo turno, se houver, será no dia 31 de outubro, no mesmo horário.

É possível votar sem título de eleitor?

Sim. Diferentemente de eleições anteriores, em 2010 o eleitor está obrigado a levar um documento com foto. O título de eleitor é dispensável na hora da votação. Quem levar apenas ele NÃO poderá votar. A decisão foi tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) dias antes da eleição.

Posso votar trajando bermuda, sandália ou descalço?

Sim, o eleitor pode inclusive portar boné ou outro adereço de seu candidato ou partido, desde que se comporte de maneira discreta e silenciosa dentro do local de votação e permanecendo dentro da seção eleitoral apenas o tempo necessário para votar. Nestes eleições, o uso de camiseta de candidato foi proibido.

Posso ingressar na seção eleitoral portando meu celular?

Sim, mas os aparelhos, bem como qualquer outro equipamento de comunicação, deverão ser mantidos desligados.

Alguém tem preferência na hora de votar?

Idosos, enfermos, mulheres grávidas e deficientes físicos têm prioridade na hora da votação. Médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais em serviço e convocados a trabalhar pela Justiça Eleitoral também não precisam esperar em filas. Basta solicitar ao Presidente da Mesa a preferência.

Qual o objetivo da campanha suja contra Netinho?


Criado pobre na periferia da capital paulista, negro, cantor de pagode e, agora, candidato do Partido Comunista do Brasil – este conjunto de atributos positivos incita o preconceito de muitos que não se acostumaram a ver os espaços de poder ocupados por cidadãos como Netinho de Paula, que lidera a disputa pelo Senado em São Paulo.

A ação da polícia contra a casa dos filhos do candidato comunista em Alphaville (SP) foi o último episódio de uma campanha de baixo nível contra o candidato. O episódio uniu uma promotora eleitoral no Estado e agentes policiais numa ação ilegal semelhante à que é praticada cotidianamente contra a população pobre e de pele escura: ações sem mandato judicial, tentativas de invasão de suas residências, insultos e exposição pública da privacidade dos cidadãos. É somo se dissessem: contra ele, que é negro e de origem humilde, pode tudo.

Foi uma ação condenável sob todos os aspectos, e de evidentes intenções eleitorais. Até porque acusações de ilegalidades eleitorais devem ser investigadas pela Polícia Federal, e nunca pela delegacia do bairro. Além disso, qualquer investigação policial exige a notificação do investigado, e não a truculência da polícia, como ocorreu contra Netinho. Depois, o motivo alegado foi exagerado: ele foi acusado de fraude em sua declaração de bens para a Justiça Eleitoral, numa compreensão eleitoreira da finalidade dessa declaração, cujo objetivo é a avaliação da evolução de seus bens depois do cumprimento do mandato.

O objetivo, fracassado, da campanha e das acusações contra Netinho é tirá-lo do páreo da disputa para o Senado. A ação da terça-feira (dia 28) foi uma provocação policial que recorda os piores momentos da ditadura militar e, segundo juristas ouvidos pela direção comunista em São Paulo, um absurdo, sem base legal, cuja responsabilidade deve ser investigada pala corregedoria da polícia.

Foi um ato insano, avaliou a direção estadual do Partido Comunista do Brasil. Cometido por gente que se surpreendeu com o bom desempenho do candidato, que comporá – com Marta Suplicy – a dupla dos senadores progressistas que serão eleitos no dia 3. Imaginavam que, por sua origem e pela cor de sua pele, Netinho seria um candidato fraco, no qual “se pode bater”. Há inclusive quem o julgue “despreparado” para ser senador, repetindo contra ele o mesmo preconceito usado contra o presidente Lula.

Mas o povo não se engana. Conhece Netinho, um político atento para os problemas da população mais pobre, com propostas consistentes e comprometido com o programa do Partido Comunista do Brasil. E tem uma identidade popular muito forte que o torna imune às acusações. Não cola, como diz o povo. Ao contrário, apesar da campanha de baixarias, Netinho cresce na aprovação popular e ganha apoio de intelectuais, sindicalistas, organizações do movimento social e, principalmente, de lideranças da luta contra a opressão da mulher.

Pesquisa aponta os campeães de voto no rio




De O Globo

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) indica que Garotinho (PR) está em primeiro lugar na corrida para a Câmara dos Deputados.

Segundo o levantamento, o ex-governador cuja candidatura áinda depende de decisão do TSE, teria 702.533 votos, seguido do ex-jogador Romário (PMN), com 220.402 votos e Jandira Fedhali (PCdoB), com 104.298.

Na lista dos dez mais votados aparecem ainda: Andreia Zito (PSDB) com 94.458 votos, Leonardo Picciani (PMDB) com 92.490, Arnaldo Vianna (PDT) com 68.876, Chico Alencar (PSOL) com 68.876, Alessandro Molon (PT) com 68.876, Washington Reis (PMDB) com 66.908 e Alexandre Cardoso PSB com 64.940.

Para a Assembleia Legislativa (Alerj), Wagner Montes (PDT) aparece em primeiro lugar com 497.739, seguido de Clarissa Garotinho (PR) com 118.109 e Domingos Brazão (PMDB) com 90.550.

Na lista dos dez mais votados também aparecem: Pedro Augusto (PMDB) com 88.581 votos, Paulo Melo (PMDB) com 84.644, Sabino (PSC) com 82.676, Cidinha Campos (PDT) com 77.031, Marcelo Simão (PMN/PSB) com 68.897, Carlos Minc (PT) com 64.960 e Andréia do Charlinho (PDT) com 61.230.

A pesquisa foi registrada no TSE com o número 33.071/2010 e no TRE/RJ com o número 84422/2010. Foram entrevistados 5.027 eleitores em todo o estado do Rio, de 28 a 30 de setembro. A margem de erro é de 1,4%.


Esse jingle clássico com os reis da MPB ainda me emociona

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Votos de fichas sujas não serão contabilizados

Total de votos em candidatos com registros pendentes será tornado público apenas quando houver decisão da Justiça

O sistema de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não vai divulgar, no dia da eleição, os votos dados a candidatos que estejam com seus registros de candidaturas pendentes em função da Lei da Ficha Limpa.

Esses votos, conforme está previsto na Lei Eleitoral, serão computados, mas só serão tornados públicos quando houver uma decisão final da Justiça sobre o registro eleitoral do candidato. Se o registro de um candidato for indeferido, ao final, a Justiça Eleitoral decidirá se os votos dados a ele serão considerados nulos ou transferidos à legenda.

— Nossas máquinas estão programadas para que, no caso dos candidatos que não obtiverem registro até o momento da eleição, apareça simplesmente um zero. Esses votos irão para um arquivo separado e, futuramente, o tribunal decidirá como vai computar esses votos — disse o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski.

Mesmo não constando do sistema oficial de apuração de votos, a votação de um candidato com registro pendente deverá ser informado pelo TSE à imprensa.

Os votos só serão considerados nulos se os chamados tiverem o registro negado definitivamente.

O Globo
Saques ficarão limitados até o dia da eleição

Os saques em dinheiro estão limitados até o próximo domingo (3 de outubro) em todas as instituições financeiras que atuam no Acre. A medida visa coibir e prevenir a compra de votos antes e durante a eleição.

Os saques em espécie, acima de R$ 10 mil reais, somente poderão ser realizados com autorização judicial. Nos casos de saques de valores entre R$ 5 e R$ 10 mil reais, deverá ser informado ao juízo o nome do titular da conta bancária, o CPF, a data e a quantia sacada.

Quem realizou saque em dinheiro de quantias acima de R$ 10 mil, no período de 14 a 29 de setembro, também deverá informar à justiça. Todas as informações bancárias prestadas em razão dessa determinação deverão permanecer sob o segredo de justiça.

De acordo com a decisão liminar do juiz auxiliar Elcio Sabo Mendes, atendendo pedido do Ministério Público Eleitoral, a medida é necessária para preservar o “processo eleitoral de eventual ação danosa que que constitua captação ilícita de sufrágio, o que é vedado por lei”. (Ascom/TRE)