sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A ultima Carta de Olga Benário. Uma história comovente



Queridos:

Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças - ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a idéia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte. Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Conformar-me-ia, mesmo se não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver me dado a ambos. Mas o que eu gostaria era de poder viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha?

Querida Anita, Meu querido marido, meu garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça pois parece que hoje as forças não conseguem alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que me esforço para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nas últimas e difíceis horas. Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De ti aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes como as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas... Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para ser mais forte amanhã. Beijos pela última vez.

Olga.

As águas dos rios Tauauacá e Muru continuam subindo e aumenta a preocupação


As águas dos rios Tauauacá e Muru continuam subindo e aumenta a preocupação. As imagens mostram como é a vida dos moradores no Bairro da Praia em período de enchentes.




Alerta: Enchentes dos Rios Tarauacá e Muru mobiliza todas as instituições publicas e a saciedade civil


Dois bairros já estão precisando de socorro e as previsões é de mais chuvas na região. Solidariedade é a questão principal do momento.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

INTERNAUTAS IRONIZAM O AMOR DA PREFEITA DE TARAUACÁ PELA CIDADE.

Taraucaenses que moram em outras cidades e estão de férias visitando a "erra natal" voltam com má impressão da administração do município. Outros protestam ironizando o Slogan, "Quem ama cuida!


Marcia Costa eh verdade gente....ontem passei por Tarauacá e nossa não atolei na BR mais tive mto medo de atolar em Tarauacá. E a cada buraco que tem na cidade existe uma placa na Prefeitura dizendo quem ama cuida! Imaginem se não amasse!!!!!!!


Glaucia De Oliveira Hage Concordo com vc. Estive em TK e vi o quanto era difícil trafegar..... Uma cidade tão pequena como essa merecia ao menos uma pavimentação e uma urbanização. É incrível a quantidade de lixo e consequentemente urubus por toda parte. Sinceramente fiquei com pena de nossa querida Tarauacá.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Com minha mãe, meus flihos, meus irmãos e meus parentes

A chegada de 2012 aconteceu num clima muito especial para mim. Motivado pela idéia de minha prima Francilene, resolvi receber o novo ano de um modo diferente da minha tradição nas ultimas duas décadas.

Há mais de 20 anos, minha participação nas festas comemorativas de fim de ano ocorreu junto com os camaradas do meu partido. Os camaradas eram meus irmãos, meus parentes e tudo que eu precisava em qualquer momento.

Hoje continuo a cultivar os meus mesmos valores. A camaradagem continua sendo um valor inestimável, mas a família é sempre família e eu vinha supervalorizando a camaradagem em detrimento da família e dos parentes.

Foi muito especial reunir a família, abraçar alguns que eu só havia abraçado na minha infância. Minha mãe, meu irmão e minhas irmãs, primos e sobrinhos, tios e tias, demonstraram toda a alegria e felicidade. Eu me senti forte, amado e feliz. Estou pronto, carregado de energias e esperanças para começar mais um ano e novos desafios.

























Dançando uma Valsa com tia Helena
Minha mãe reprovou minha performance e junto com tia Raimunda decidiu mostrar como se dança valsa

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011: Ofensiva imperialista, crise capitalista e lutas dos povos

O ano de 2011 termina com a situação internacional marcada por insanáveis contradições econômicas e políticas. Os aspectos mais salientes e indissociáveis são o aprofundamento da crise multidimensional do capitalismo e a intensificação da ofensiva militarista e belicista do imperialismo norte-americano e seus aliados da União Europeia. A guerra contra a Líbia foi, durante o ano que se encerra, a mais brutal manifestação dessa ofensiva.

Uma vez mais, o imperialismo estadunidense e seus aliados do velho continente fizeram valer a política de força, instrumentalizaram as Nações Unidas, transformaram em pó e cinza as normas do direito internacional e mostraram que o multilateralismo, quando referido pelos líderes dessas potências, não passa de uma palavra vazia, funcional a uma estratégia de dominação do mundo pelos grandes potentados. O que vale mesmo, para fazer valer os interesses de rapina dos donos do mundo é o belicismo e o militarismo, a profusão de bases militares, o aumento das despesas militares e a ação de seus braços armados, como a Otan, na plena vigência do novo conceito estratégico. As potências imperialistas não se detêm e levam adiante os seus planos hegemônicos, para o que prosseguem cometendo graves atentados contra as soberanias nacionais, a paz mundial, a segurança internacional, os direitos dos povos.

A ofensiva imperialista aumenta e agrava os focos de tensão, principalmente no Oriente Médio. Na sua alça de mira estão agora a Síria e o Irã e na perspectiva estratégica a China. A guerra contra a Líbia visava a ocupação militar da África e a instalação do chamado Comando Africano, o Africom. Mas a mirada estratégica imperialista volta-se também para o extremo oriente. A propaganda histérica feita contra a Coreia do Norte nas últimas semanas, que confunde mentes e espíritos incautos, combina-se com jogadas diplomáticas e pressões militares para manter sob controle uma região decisiva na disputa pelo domínio da Ásia. Tem o mesmo sentido o anúncio recente de instalação de mais bases militares estadunidenses na Oceania.

A par dessa ofensiva, caracterizou o ano de 2011 o aprofundamento da crise sistêmica do capitalismo, a partir principalmente dos Estados Unidos e Europa. A crise revela a intensificação das contradições insanáveis do capitalismo, cria um cenário que dissipa ilusões, atesta a falência das políticas neoliberais da direita e as falsetas oportunistas da social-democracia.

A crise econômica transbordou para a política e teve momentos dramáticos, quando os líderes da União Europeia foram obrigados a dar declarações catastrofistas, atestando o nervosismo que tomou conta dos círculos imperialistas. A própria existência desse bloco monopolista ficou ameaçada. Na esteira da crise, evidencia-se também o esgotamento dos arranjos políticos devido à falência tanto dos grupos conservadores como dos sociais-democratas.
2011 foi também um ano de grandes lutas. No Oriente Médio, os povos se alçaram em busca de democracia, soberania e direitos sociais, malgrado as tentativas das potências imperialistas para instrumentalizar e desvirtuar essas lutas a seu favor. Na Europa e nos Estados Unidos, com clareza meridiana manifestou-se a luta de classes. Os trabalhadores demonstraram com memoráveis greves gerais e combativas ações de rua o seu descontentamento com as políticas opressivas dos governos burgueses e se posicionaram frontalmente por novos rumos.

Cresceu e adquiriu uma dimensão política inaudita a luta do povo palestino por seu Estado nacional independente. Da heroica intifada e dos conflitos de rua contra as forças sionistas, essa luta galvanizou agora as atenções da própria ONU, só não sendo vitoriosa mercê da pressão política e chantagem econômica que os Estados Unidos e os sionistas israelenses exercem sobre não poucas chancelarias pelo mundo.

Na América Latina, avança a luta dos povos, que acumulam conquistas nos terrenos social, econômico e político. A Revolução Bolivariana caminha para mais um triunfo eleitoral na Venezuela, dirigida pelo líder anti-imperialista Hugo Chávez. Especial significado adquirem as vitórias políticas, econômicas, sociais e no terreno ideológico da Revolução Cubana, que promove vitoriosamente a atualização de seu modelo econômico, mantendo as conquistas e os princípios revolucionários do socialismo.

No quadro latino-americano, a constituição da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos - Celac, é uma vitória histórica das forças anti-imperialistas e patrióticas, uma elevada expressão do novo momento progressista que a região está vivendo.

Com o mesmo otimismo histórico observamos o desenvolvimento da situação no Brasil. Na vigência do terceiro governo das forças democráticas e progressistas, agora sob a liderança da presidente Dilma Rousseff, o Brasil vai reunindo condições políticas para deter a ofensiva neoliberal e avançar nas conquistas que pavimentarão o caminho para a construção de uma forte nação progressista, democrática e independente, um país capaz de desempenhar no mundo um papel contra-hegemônico e anti-imperialista.

O pior erro que nosso povo e as forças políticas progressistas com responsabilidades no poder nacional cometeriam no atual momento seria imaginar que o país está com seus problemas equacionados, já ocupa um lugar de destaque no mundo, está com a questão social encaminhada e a democracia consolidada. Não! Há ainda muito a fazer, muita luta a encaminhar para romper os entraves ao desenvolvimento nacional soberano e à emancipação do povo brasileiro.

As classes dominantes retrógradas e os agentes do imperialismo em nosso país pretendem impor a sua agenda. Querem continuar governando, apesar das derrotas políticas e eleitorais que sofreram na última década.

Mais do que nunca o Brasil precisa de pensamento estratégico e de sinergia entre os partidos progressistas, o governo e os movimentos sociais, que elabore e consubstancie um programa de luta capaz de despertar e mobilizar as energias criadoras do povo e fazer valer a sua vontade ainda encoberta.

É necessário promover a mais ampla unidade das forças democráticas, patrióticas e populares para forjar um projeto nacional, democrático e popular, levando a bom termo e às últimas consequências a plataforma de luta por um novo modelo político e econômico e pelas reformas estruturais democráticas, que efetivamente promovam mudanças de fundo no país.

Que em 2012 o povo brasileiro avance nessa direção. São os votos do Portal Vermelho.

Cantar... A beleza de ser um eterno aprendiz

Muito legal a confraternização dos músicos de Tarauacá realizado na sede do Sinteac. Quem não compareceu perdeu uma oportunidade rara. Muito bom ouvir, todos os músicos da terra cantando, até eu que q não canto, cantei.rs

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

CPI pretende provar propinas e ligá-las a privatizações de FHC

As primeiras menções que a grande imprensa vem fazendo à ressurreição do escândalo das privatizações da era Fernando Henrique Cardoso, ressurreição essa desencadeada pelo livro A Privataria Tucana, têm sido no sentido de desqualificar e minimizar as denúncias. A desqualificação se dá em relação ao autor da obra, como todos sabem, mas pouco tem sido dito sobre a minimização do que ela denuncia.

A imprensa minimiza as denúncias dizendo que não estabelecem ligação entre a surpreendente movimentação internacional de pequenas fortunas por parentes e assessores do ex-ministro, ex-prefeito e ex-governador José Serra e o processo de privatizações empreendido pelo governo federal do PSDB (1995-2002). Além disso, esses órgãos de imprensa acusam as denúncias de ser “requentadas” por já terem sido divulgadas por eles mesmos.

É surpreendente como às vezes é difícil enxergar as coisas com clareza. Notem que em nenhum momento esses órgãos de imprensa questionaram as denúncias ou negaram que alguma afirmação contida no livro seja verdadeira. E não fizeram isso simplesmente porque o livro comprova que filha, genro, marido da prima e tesoureiro de campanha de Serra, pelo menos, envolveram-se em movimentações financeiras das quais ninguém sabe a origem e que, essas sim, constituem fatos novos.

As relações perigosas do ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e ex-tesoureiro de campanha de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, Ricardo Sergio de Oliveira, com o empresário Carlos Jereissati, irmão do tucano Tasso Jereissati, bem como as offshores, os doleiros, o duto formado pelo MTB Bank e o Banestado, toda aquela rede suspeita e sua movimentação criminosa foram alvos da CPI do Banestado, em 2003. Todavia, nunca foram vistas provas tão sérias de que Verônica Serra enriqueceu muito, rapidamente e ainda muito jovem. LEIA MAIS

DESENVOLVIMENTO: EMPRESA RI INAUGURA GRANDE EMPREENDIMENTO NO CORCOVADO.

O empresário Raimundo Damasceno recebe homenagem pela qualidade do empreendimento: O posto de combustível inaugurado nesta terça (26) em Tarauacá está entre os cinco mais moderno da região norte.

FELIZ ANIVERSÁRIO E ANO NOVO CAMARADA!!