terça-feira, 20 de julho de 2010

De Sanctis não perdoa crime de colarinho branco

Aos meus e os seus amigos


Hoje, dia 20 de julho é comemorado o dia do Amigo. Amigo é aquele que está sempre do seu lado, não importa o que aconteça. Que não bajula,é leal e diz a verdade, mesmo que não seja o que você gostaria de ouvir. Que ouve as suas lamentações e dá conselhos sem pedir nada em troca. Aquele que já se meteu nas maiores enrrascadas com você e por você. É aquele que você pode chamar de companheiro de todas as horas.

Aos meus e minhas amig@s- e aos seus, deixo uma flor vermelha, como forma de renovar e revigorar o que há de melhor na vida. A amizade sincera!

Fidel Castro: A outra tragédia (a do meio ambiente)



Por Fidel Castro, em Cuba Debate

Na minha reunião com os economistas do CIEM, na terça-feira, 13 de julho, falei-lhes do excelente documentário do director francês Yann Arthus-Bertrand, com a participação das mais esclarecidas e bem informadas personalidades internacionais, acerca de outro terrível perigo para a espécie humana que está acontecendo perante os nossos olhos: a destruição do meio ambiente.

O documentário afirma de forma clara e lapidária:
“Na grande aventura da vida na Terra, cada espécie tem um papel a desempenhar, cada espécie tem o seu lugar. Nenhuma é inútil ou prejudicial, todas se balanceiam. E aí é onde você, homo sapiens, humano inteligente, entra na história. Você se de um fabuloso legado de 4 bilhões de anos provido pela Terra. Apenas tens 200 mil anos, mas já mudaste a face do mundo.”
Leia o artigo completo

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Marina, você é bonita com que Deus lhe deu

Eu, Marina e Fábio Vaz em 1988 no congresso da Famac


Índio da Costa associou o PT às Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico. Depois de acusar o PT de manter ligações com o narcotráfico, em entrevista a um dos sites do PSDB, o vice de José Serra , ganhou apoio de dois aliados que reforçaram as acusações tucanas pelo Twitter.

Roberto Jefferson, presidente do PTB, e Paulo Bornhausen, líder do DEM na Câmara dos Deputados, utilizaram o microblog para defender o democrata e repetir o discurso.

A companheira Marina Silva, candidata do PV Vem pautando seu discurso associando sua proposta ao que chama de conquistas do governo de FHC e do Governo Lula. Ontem durante a visita ao Piauí neste domingo (18). Marina disse que os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), fazem uma guerra de dossiês e baixaria. "É um plebiscito da baixaria". disse a companheira.

Quanando perguntada o que achava das declarações do índio de Serra, disse apenas que considerava desrespeitosa. A companheira, na tentatativa de se apresentar como alternativa, coloca a candidata de Lula e os reacionários de FHC, DEM no mesmo saco. Marina você faça tudo, mas faça um favor...

Bye Bye oposição do Acre

Saiu hoje uma pesquisa do Ibope para o Estado do Acre.

Veja os dados



A pesquisa do Ibope no Acre foi realizada de 12 a 14 de julho. O registro no TSE é 19.641/2010. Foram entrevistados 602 eleitores e a margem de erro é de 4 pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pela Federação das Indústrias do Acre. Aqui, levantamentos anteriores no Estado. Aqui, pesquisas presidenciais.


Governador:

Tião Viana (PT) – 63%
Tião Bocalon (PSDB) – 18%
Gouveia (PRTB) – 2%
Indecisos – 13%
Brancos/Nulos – 4%



Senador (2 vagas; o eleitor escolhe 2 nomes):

Jorge Viana (PT) 67%
Sérgio Petecão (PMN) – 31%
Edvaldo Magalhães (PC do B) – 27%
João Correia (PMDB) – 11%
Citou só um candidato – 32%
Indecisos – 26%
Brancos/Nulos – 5%

FONTE; BLOG DO FERNANDO RODRIGUES


domingo, 18 de julho de 2010

Viva Raul


A turma mais ligada a boa musica e poesia, realiza neste domingo em Tarauacá o festival viva Raul, uma excelente ideia e uma merecida homenagem aquele que mesmo injustiçado pela mídia se eternizou como rei do rock Brasileiro.

Gostar da musica de Raul Seixas já é uma grande virtude e possibilidade de enxergar na rebeldia, a possibilidade de construção de uma sociedade alternativa, de pensar o novo sem ter aquela velha opinião formada sobre tudo, de de acreditar que a água viva ainda está na fonte e vale a pena tentar outra vez.

Raul, assim como Cazuza, Renato Russo, não tiveram vida longa, mas deixaram poesia em abundância, marcaram uma geração e se tornaram imortais. Viva Raul, viva a sociedade Alternativa.

Bom domingo e homenagens a a turma que faz cultura pra cuspir a estrutura.


sábado, 17 de julho de 2010

O QUE TODO BRASILEIRO DEVE SABER SOBRE LEONEL BRIZOLA


Leonel Brizola não gostava do “ismo” brizolismo, considerava-o excessivamente personificado e personalizado, ao contrário de seus detratores (e foram muitos tanto na direita quanto na esquerda) que tripudiavam o “personalismo” dele, líder egocêntrico, personalista, narcisista, individualista, ou senão centralizador tal qual Lênin e Trotsky. Essa calúnia foi repetida durante décadas, muita gente nas universidades e nos sindicatos acreditou que ele fosse um homem neuroticamente obcecado pelo poder, fazendo de tudo para lá chegar, pouco importando por quais meios, se espúrios, imorais e ignominiosos.
Curiosamente a maior parte de sua vida viveu fora do poder e, durante muito tempo, exilado e perseguido. A maledicência a fim de detratá-lo não dava margem a que se perguntasse acerca do mais importante: por que e para que queria o poder? Nos cursos de ciências sociais diziam-no que não estava politicamente vinculado a nenhuma classe social, ora tido como populista, ora bonapartista, ora intersticial, mas foi um homem público que desafiou a própria morte com coragem e intrepidez pelo destino da pátria e a sorte do povo.

Leonel Brizola se identificou politicamente com o trabalhismo, reportando-se ao nome de Getúlio Vargas na história do Brasil e, antes dele, ao mártir Tiradentes. Não abdicou nunca desta filiação, mantendo-a firme no caminho do socialismo, convicto de que o capital não representa solução para a humanidade. Em sua palavra e ação, a centralidade do trabalho indigitava a concepção originada de Marx e Engels (como a do jovem Getúlio procedia de Saint-Simon), ou seja: o trabalho criador de riqueza, o homem se fazendo pelo trabalho, a história do homem como a história do trabalho.

O Trabalho de Quem Não Trabalha
A notória repulsa de Leonel Brizola à monarquia é que ela esteve associada ao latifúndio e à escravidão. Todavia, o problema hoje é que a direita, ainda que de modo transverso e caricato, se apropriou da noção de trabalho. Antonio Ermínio de Moraes se define como trabalhador, George Soros alardeia todo santo dia que começa a trabalhar às cinco horas da manhã, José Serra se vê como um infatigável trabalhador desde quando estava no útero da senhora sua mãe.

A força de trabalho tornou-se objeto de falsificação, tal como tudo no capitalismo, embora sem explorar a força de trabalho nenhum capitalista ganha nada, não obtém aquilo que é o motivo de sua existência: o lucro.
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por Gilberto Felisberto Vasconcellos
Da “Caros Amigos”

Comprar sem corrupção, maior desafio da administração pública

As compras de governo deveriam ser feitas por rodízio de fornecedores. Seria aplicado a produtos padronizados, os da mesma qualidade e condições de entrega. As secretarias de prefeituras e estado compram milhares de produtos, a maioria dos quais são os mesmos sempre ano após ano. Exemplos: lápis, caderno, seringa, pneu, cartucho de impressora, escrivaninha, água mineral, cimento, uniformes.

No início, o escritório de compras cria um cadastro de fornecedores comprovadamente capazes de entregar produtos nas especificações técnicas. Para cada produto haveria uma lista oficial de fornecedores que atenderiam em rodízio cada vez que o escritório enviar um pedido de compra.

Suponha que o governo queira comprar cinco mil pneus. O escritório de compras enviaria ao primeiro da lista o pedido de compra, citando quantidade, qualidade, prazo e preço. O primeiro da lista responderia quanto pode fornecer; digamos dois mil pneus. Em seguida, o segundo da lista seria chamado a cotar para os três mil faltantes e assim por diante, até que os cinco mil desejados pelo escritório estejam garantidos. Na próxima compra de pneus, a empresa que não participou da primeira compra seria o primeira a ser chamada a cotar. E assim por diante sempre em rodízio na lista. O fornecedor que fraudar ou errar perderá seu lugar lista e será substituído por outra empresa.

Tudo isso pode ser feito em prazo curtíssimo, usando a informática de governo. Estaria obedecido o princípio da concorrência, que se daria no momento de a empresa entrar no cadastro. Não haveria necessidade de cartas-convites, concorrência pública, envelopes fechados e toda a parafernália que permite corrupção e desvios de conduta.

O leitor curioso poderá, por exemplo, ler no rotulo de uísque escocês “By Appointment to her Majesty the Queen”; ou seja essa marca de uísque está na lista oficial de compras da Coroa da Inglaterra e pode ser chamada, a qualquer hora, a fornecer a bebida. Na Inglaterra, estar na listas da Rainha é destaque de qualidade e prestígio, daí o empenho do fornecedor de evitar qualquer falha. As forças armadas de vários países também fazem compras padronizadas.

A compra em rodízio para produtos padronizados é transparente e dificílima de ser fraudada.
Milton Nogueira
BOCALON E COMITIVA CHEGOU HOJE EM TARAUACÁ E FOI RECEPCIONADO PELAS PRINCIPAIS LIDERANÇAS LOCAIS ALIADAS, ENTRE AS QUAIS, O PRESIDENTE DA CÂMARA VALDOR DO Ó, EX-PREFEITO CLEUDON ROCHA E O EX-PREFEITO ESPERIDIÃO JUNIOR.

Feijó espera receber 50 mil turistas durante Festival do Açaí

“Se o governador Binho quiser vamos realizar o melhor e maior festival do Açai que Feijó já teve”. A declaração foi feita pelo prefeito de Feijó, Dindim, que aguarda ansioso resposta do governo do Acre sobre a ajuda que pediu para a realização do festival.

Para este ano a prefeitura investiu em nomes famosos para animar o festival. Vai ter Calcinha Preta, Tchê Garoto, KLB e a banda gospel A Arca. “Nós queremos a cidade cheia de turista e feliz”, diz o prefeito ao anunciar o início da festa para o dia 12 de agosto.

Dindim espera um público de 50 mil pessoas durante os quatro dias de festa. “Não vai faltar atração: de dia o povo participa do Festival de Praia e à noite do Festival do Açaí”, diz Dindim.

Como a rede hoteleira não comporta o numero de turistas a prefeitura espera receber, o prefeito lançou a campanha “hospede um amigo”. A idéia é abrigar em casas de famílias pessoas que não tenham onde se hospedar.

Da redação de ac24horas
Rio Branco, Acre

E sendo nuvem passageira não me levam nem a beira disso tudo que eu quero chegar!


Tudo sendo preparado com muito cuidado para um dos maiores eventos musicais da história de Tarauacá. É o Festival Toca Raul que acontece no próximo domingo, as 15 horas, no Clube do Sinteac.

O Festival é uma homenagem aos roqueiros de toda a cidade pela passagem do dia mundial do rock neste mês de julho. O evento vai reunir músicos de várias gerações e estilos em Tarauacá e será transmitido pela internet. A organização espera um grande público. Fonte: Blog do accioly

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Venício Lima: A velha mídia finge que o país não mudou

Lula e Dilma no primeiro comicio da campanha no Rio

Venício Lima*, no Observatório de Imprensa

Apesar de não haver consenso entre aqueles que estudaram o processo eleitoral de 1989 – as primeiras eleições diretas para presidente da República depois dos longos anos de regime autoritário –, é inegável que a grande mídia, sobretudo a televisão, desempenhou um papel por muitos considerado decisivo na eleição de Fernando Collor de Mello. O jovem e, até então, desconhecido governador de Alagoas emergiu no cenário político nacional como o “caçador de marajás” e contou com o apoio explícito, sobretudo, da Editora Abril e das Organizações Globo.

No final da década de 80 do século passado, o poder da grande mídia na construção daquilo que chamei de CR-P, cenário de representação da política, era formidável. A mídia tinha condições de construir um “cenário” – no jornalismo e no entretenimento – onde a política e os políticos eram representados e qualquer candidato que não se ajustasse ao CR-P dominante corria grande risco de perder as eleições. Existiam, por óbvio, CR-Ps alternativos, mas as condições de competição no “mercado” das representações simbólicas eram totalmente assimétricas.

Foi o que ocorreu, primeiro com Brizola e, depois, com Lula. Collor, ao contrário, foi ele próprio se tornando uma figura pública e projetando uma imagem nacional “ajustada” ao CR-P dominante que, por sua vez, era construído na grande mídia paralelamente a uma maciça e inteligente campanha de marketing político, com o objetivo de garantir sua vitória eleitoral [cf. Mídia: teoria e política, Perseu Abramo, 2ª. edição, 1ª. reimpressão, 2007].

2010 não é 1989

Em 2010 o país é outro, os níveis de escolaridade e renda da população são outros e, sobretudo, cerca de 65 milhões de brasileiros têm acesso à internet. A grande mídia, claro, continua a construir seu CR-P, mas ele não tem mais a dominância que alcançava 20 anos atrás. Hoje existe uma incipiente, mas sólida, mídia alternativa que se expressa, não só, mas sobretudo, na internet. E – mais importante – o eleitor brasileiro de 2010 é muito diferente daquele de 1989, que buscava informação política quase que exclusivamente na televisão.

Apesar de tudo isso, a velha mídia finge que o país não mudou.

O CR-P do pós-Lula

Instigante artigo publicado na Carta Maior por João Sicsú, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do IPEA e professor do Instituto de Economia da UFRJ, embora não seja este seu principal foco, chama a atenção para a tentativa da grande mídia de construir, no processo eleitoral de 2010, um CR-P que pode ser chamado de “pós-Lula”.

Para ler o artigo do João Sicsú, clique aqui

Ele parte da constatação de que dois projetos para o Brasil estiveram em disputa nos últimos 20 anos: o estagnacionista, que acentuou vulnerabilidades sociais e econômicas, aplicado no período 1995-2002, e o desenvolvimentista redistributivista, em andamento. Segundo Sicsú, há líderes, aliados e bases sociais que expressam essa disputa. “De um lado, estão o presidente Lula, o PT, o PC do B, alguns outros partidos políticos, intelectuais e os movimentos sociais. Do outro, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o PSDB, o DEM, o PPS, o PV, organismos multilaterais (o Banco Mundial e o FMI), divulgadores midiáticos de opiniões conservadoras e quase toda a mídia dirigida por megacorporações”.

O que está em disputa nas eleições deste ano, portanto, são projetos já testados, que significam continuidade ou mudança. Este seria o verdadeiro CR-P da disputa eleitoral para presidente da República.

A grande mídia, no entanto, tenta construir um CR-P do “pós-Lula”. Nele, “o que estaria aberto para a escolha seria apenas o nome do ‘administrador do condomínio Brasil’. Seria como se o ‘ônibus Brasil’ tivesse trajeto conhecido, mas seria preciso saber apenas quem seria o melhor, mais eficiente, ‘motorista’. No CR-P pós-Lula, o presidente Lula governou, acertou e errou. Mas o mais importante seria que o governo acabou e o presidente Lula não é candidato. Agora, estaríamos caminhando para uma nova fase em que não há sentido estabelecer comparações e posições (…); não caberia avaliar o governo Lula comparando-o com os seus antecessores e, também, nenhum candidato deveria (ser de) oposição ou situação (…); projetos aplicados e testados se tornam abstrações e o suposto preparo dos candidatos para ocupar o cargo de presidente se transforma em critério objetivo”.

Sicsú comenta que a tentativa da grande mídia de construir esse CR-P se revela, dentre outras, na maneira como os principais candidatos à Presidência são tratados na cobertura política. Diz ele: “a candidata Dilma é apresentada como: ‘a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata à Presidência’. Ou ‘a candidata do PT Dilma Rousseff’. Jamais (…) Dilma (é apresentada) como a candidata do governo (…)”. Por outro lado, “Serra e Marina não são apresentados como candidatos da oposição, mas sim como candidatos dos seus respectivos partidos políticos. Curioso é que esses mesmos veículos de comunicação, quando tratam, por exemplo, das eleições na Colômbia, se referem a candidatos do governo e da oposição”.

Novos tempos

Muita água ainda vai rolar antes do dia das eleições. Sempre haverá uma importante margem de imprevisibilidade em qualquer processo eleitoral. Se levarmos em conta, no entanto, o que aconteceu nas eleições de 2006, o poder que a grande mídia tradicional tem hoje de construir um CR-P dominante não chega nem perto daquele que teve há 20 anos. E, claro, um tal CR-P não significaria a eleição garantida de nenhum candidato (a).

O país realmente mudou. A velha mídia, todavia, insiste em “fazer de conta” que tudo continua como antes e seu poder permanece o mesmo de 1989. Aparentemente, ainda não se convenceu de que os tempos são outros.

*Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010.