terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vox Populi aponta Dilma com vantagem de 30 pontos


A menos de duas semanas das eleições, a candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), abriu 30 pontos de diferença em relação a José Serra (PSDB) no tracking Vox Populi/Band/iG. A ex-ministra da Casa Civil segue com 53% das intenções de voto, de acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira. Já o tucano soma 23%, um ponto a menos que na medição anterior. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

O número de eleitores que ainda se dizem indecisos ou não responderam em quem pretendem votar é de 10%. Brancos e nulos seguem com 4%. Outros candidatos, juntos, somam 1% das intenções de voto.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, Dilma é também a candidata mais lembrada: 45%, contra 19% de José Serra e 7% de Marina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ainda lembrado por 2% dos eleitores.

A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas presenciais em todas as regiões do País, numa amostra consolidada com 2.000 pessoas. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.

Fonte: portal iG.

domingo, 19 de setembro de 2010

Rebeldia e poesia

Deputado Michel Temer desmente petecão

Em documento encaminhado à deputada federal Perpétua Almeida na sexta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados e candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, deputado federal Michel Temer (PMDB) negou ter feito qualquer gravação de apoio à candidatura de Sérgio Petecão ao Senado nas eleições deste ano.

A gravação usada por Sérgio Petecão no horário eleitoral gratuito da semana passada foi uma tentativa de atrelar à sua candidatura, o apoio do candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff. O depoimento de Temer em favor do candidato da Coligação Produzir para Empregar foi gravado em 2008 e tratava-se, segundo Temer, de apoio nas eleições municipais, jamais da disputa ao Senado.


“Declaro não ter autorizado, como não autorizo, o uso atual de minha imagem e voz, em gravações realizadas há dois anos, na campanha do candidato ao Senado Sérgio Petecão”, diz Temer no documento.


O candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff prossegue afirmando: “esclareço que quaisquer mensagens de apoio por mim gravadas tinham como objetivo a campanha de Petecão à Prefeitura de Rio Branco, nas eleições municipais de 2008, e desautorizo o seu uso para a disputa eleitoral de 2010”. Ao final do documento, Temer reafirma seu compromisso com a campanha de Dilma Rousseff e a Coligação Para o Brasil Seguir

Música do dia

sábado, 18 de setembro de 2010

Aécio não quer mais ser tucano

Não é por estar envolvido de corpo e alma na campanha para eleger seu substituto, Antonio Anastasia, ao governo de Minas Gerais, e muito menos por distração política, que Aécio Neves deixou de se manifestar sobre as recentes denúncias, encampadas por José Serra, para tentar desestabilizar Dilma Rousseff. É um silêncio significativo. Expressivo como um risco de giz. A metáfora, possível de ser imaginada, que separa o território de atuação da oposição mineira e da oposição paulista. Ambas adversárias do governo Lula. Só que a primeira é democrática e a segunda é golpista.

As duas convivem, no PSDB, por um tempo longo demais, considerando as divergências políticas que emergiram mais claramente quando os paulistas cortaram as asas de Aécio pretendente à candidatura à Presidência pelo partido. Foi a gota d’água para um tucano disposto a voar. José Serra, ainda governador, bloqueou as prévias internas que Aécio propunha e forçou o mineiro a abrir espaço para mais uma candidatura paulista. Aos 68 anos, Serra não tem mais tempo para esperar, porque, conforme anunciou no palanque que a revista Veja lhe ofereceu, preparou-se a vida inteira para ser presidente. E, tudo indica, fracassou. Leia mais aqui
O carro triste de Serra


Serra, em Sergipe, ao lado de João Alves (de camisa amarela); mais tarde, Serra recoreria a Alves para calar um orador “inconveniente” em um palanque em Itabaiana. Foto publicada no Amigos do Presidente Lula.

O orador acusou Albano Franco, aliado de Serra no estado, de votar em Dilma Rousseff.
"Onda vermelha" pode varrer a oposição golpista do Senado



Três vezes prefeito da capital fluminense e até então favorito para uma das vagas do Rio no Senado, Cesar Maia (DEM) foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT). Um dos líderes da tropa de choque oposicionista no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM) amarga agora o terceiro lugar na briga por um dos postos amazonenses na Casa.
Ex-vice do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Marco Maciel (DEM-PE) namora a terceira colocação. Um dos mais duros opositores do governo federal, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) está em quarto lugar. Embora de estados distantes entre si, os quatro enfrentam o mesmo adversário: a “onda vermelha” liderada pela coligação da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

"Há uma convergência de fatores contra a oposição: a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estabilidade macroeconômica, a ampla coalizão política de apoio a Dilma e palanques fortes nos estados", explicou o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), cientista político Geraldo Tadeu Monteiro.

Maia, que começou a disputa dividindo a liderança com Marcelo Crivella (PRB), agora luta para não cair para o quarto lugar. A disputa começou com pelo menos quatro candidatos fortes: além do ex-prefeito da capital e de Lindberg — que se elegera duas vezes prefeito na Baixada Fluminense —, brigam pela eleição o presidente licenciado da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), e o próprio Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), forte entres os evangélicos.

O petista e o peemedebista têm uma vantagem: integram a coligação local, liderada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), cujos índices de intenção de voto beiram 60%. Crivella tem apoio de Lula, mas não tem aliança, perdendo tempo de TV e volume de campanha de rua. E Maia apoia o candidato a governador Fernando Gabeira (PV), que não chega a 20%.

"A eleição para o Senado é casada", disse Monteiro. "Um bom candidato a governador ou a presidente puxa para cima o candidato a senador." Na última pesquisa Datafolha, Maia ficou com 29%, contra 40% para Crivella e 36% para o petista. Picciani apareceu com 22%.

Vermelhos e azuis

No Amazonas, Arthur Virgílio perdeu o segundo lugar na disputa pelo Senado para Vanessa Grazziotin (PCdoB), segundo pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira. Vanessa chegou a 39%, contra 34% do tucano, em um quadro de empate técnico — a liderança é do ex-governador Eduardo Braga, com 80%.

Na tentativa de sobreviver, Virgílio já disse querer o voto de "vermelhos e azuis" e tentou se descolar do presidenciável de seu partido, José Serra. Não adiantou muito: adversários lembraram o episódio em que, há cinco anos, em meio a escândalos que atingiam o governo federal, o senador, conhecido por suas declarações inusitadas, ameaçou “dar uma surra” no presidente Lula, muito popular no estado.

Mais discreto, o senador Marco Maciel, com uma eleição tranquila em 2002 em Pernambuco, agora vê que é concreta a ameaça de não se reeleger. Maciel largou na frente, mas foi ultrapassado nas pesquisas pelo petista Humberto Costa, que, de acordo com o último Datafolha, tem 44%. Maciel tem 32% e Armando Monteiro Neto (PTB), em ascensão, 30%.

Como a margem de erro é três pontos porcentuais, Maciel e Monteiro estão em empate técnico. Mesmo assim, o senador “demo” parece cada vez mais ameaçado pelo petebista. Heráclito Fortes está pior: pesquisa do Instituto Amostragem o coloca em quarto (23,04%), atrás de Wellington Dias (PT, com 61,65%), Mão Santa (PSC, 32,63%) e Ciro Nogueira (PP, 25,24%).
Tasso

Para o cientista político do IBPS, o mau desempenho na disputa para o Senado se dá em um quadro mais amplo de recuo nos votos oposicionista. "Acho que vamos assistir a uma vitória esmagadora dos partidos da coalizão do governo", disse. "PSDB e DEM ficarão restritos a poucos Estados."

Senador de vários mandatos e áspero crítico do governo Lula, Tasso Jereissati (PSDB-CE) ainda lidera, mas caiu quatro pontos na última pesquisa Datafolha. Na briga pelo segundo, estão Eunício Oliveira (PMDB), com 34%, e José Pimentel (PT), com 31%. Mesmo Jereissati, porém, depende em parte do prestígio governista: tem a ajuda do grupo político de Ciro Gomes, irmão do governador Cid Gomes (PSB), que apoia Dilma.

Da Redação do portal vermelho, com informações do O Estado de S.Paulo
Edvaldo, o senador da Educação



Mais uma vez os educadores assumem a linha de frente em defesa dos avanços conquistados para o ensino público do Acre. Na noite de quinta-feira, 1.500 professores, diretores de escolas, supervisores, coordenadores pedagógicos e outros colaboradores da Educação atenderam ao chamado do governador Binho Marques e firmaram compromisso de honra com a eleição de Dilma presidente, Tião governador e Jorge e Edvaldo senadores.

O governador Binho Marques disse que os professores acreanos, em sua grande maioria, nunca faltaram quando convocados a decidir pelo bem do Acre: “estamos diante de verdadeiros líderes da educação e que agora, com a eleição de Tião, Edvaldo e Jorge, vão garantir que a nossa Educação fique entre as cinco melhores do país”.


Edvaldo Magalhães, que é professor e ex-presidente do Sinteac, teve atenção especial: foi recebido como senador da educação, com apoio firme da maioria dos diretores de escola da Capital. Almerinda Cunha, ex-presidente do Sinteac afirmou: “a eleição de Edvaldo é uma causa de honra da nossa categoria”.


Jorge Viana se emocionou ao lembrar que, antes de chegar ao governo, conheceu estudantes na comunidade do Icuriã, entre Assis Brasil e Sena Madureira, que repetiam vários anos a 4ª série porque não havia como continuar os estudos. “Hoje, 12 anos depois, algumas daquelas crianças estão fazendo pós-gradua-ção. Esse é o reflexo de uma revolução que vem sendo feita na educação, comandada pelo Binho, e que tanto o Tião como o Edvaldo me ajudaram a fazer”, disse Jorge Viana.


Os padres acreanos declararam solidariedade à Frente Popular por causa dos ataques que a Tião e Jorge Viana, Edvaldo Magalhães e sua esposa Perpétua Almeida vêm sofrendo. “A gente conhece a história de vocês e lamenta profundamente o que está acontecendo. É muito triste a utilização de um espaço destinado ao debate político para ataques”, disse o padre Máximo Lombardi, em referência aos programas de TV dos adversá-rios da FPA.


Música do dia

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ibope - Serra cai mais 2. pontos. Dilma continua na liderança





A mais nova pesquisa Ibope, divulgada pelo Jornal Nacional, a Dilma aparece c0m 51% das intenções de voto - mesmo percentual da pesquisa anterior.

José Serra caiu dois pontos - passou de 27% para 25%. Marina Silva cresceu 3 pontos - foi de 8 para 11%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Música do dia

O golpismo da direita e a fragilidade das instituições



Em seu desabrido galope rumo ao nada, para usar a expressão de um prestigiado analista político, a oposição levanta poeira e, na iminência do desastre, sonha com uma saída golpista.

Este foi o tom da manifestação recente do ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso que, repetindo suas insistentes acusações de autoritarismo contra o presidente Lula, pediu uma "consulta ao STF [Supremo Tribunal Federal] porque, se você não tiver instrumentos para conter essa vontade política, fica perigoso”.

A oposição neoliberal, repetindo os mesmos procedimentos que a direita sempre usou, embandeira-se com a expressão "instituições em frangalhos" já usada contra Getúlio Vargas, levando-o ao suicídio em agosto de 1954, e contra João Goulart, dando a senha para o golpe militar que rasgou a Constituição e afastou o presidente do cargo em 1964, abrindo o ciclo dos generais presidentes que durou até 1985.

Vem desde o início do primeiro mandato do presidente Lula a pregação de Fernando Henrique Cardoso contra a estabilidade das instituições. Ela está registrada em inúmeros artigos publicados no jornal O Estado de S. Paulo. Neles, sinalizou a virulência do ataque da direita contra Lula quando advertiu seus pares para não recuarem nem mesmo na eventualidade de uma ruptura institucional. A alternativa para o golpe seria, alertou em um daqueles textos de 2005, Lula desistir de concorrer à reeleição. Isso não aconteceu, e o dirigente tucano continuou a cantilena golpista insistindo na exigência de apuração das denúncias do chamado mensalão e na punição de seus responsáveis. Até aí nenhuma novidade: era o que também queriam as forças políticas avançadas, inclusive o presidente Lula.

Mas o alvo de FHC era o próprio mandato presidencial e a quebra de sua continuidade. Defendeu que, em caso de crime de responsabilidade (aquele cometido pelo chefe do executivo) ou quebra de decoro parlamentar, "sigam-se as regras estabelecidas na Constituição com todas as conseqüências. Não tergiversemos nem inventemos alternativas descabidas", escreveu ele, invocando o golpe para afastar Lula do Palácio do Planalto.

Nada disso ocorreu. Lula foi reeleito, continuou o processo de mudanças iniciado em 2003, iniciou a imensa escalada na aprovação da opinião pública e deixou a oposição às voltas com seus fantasmas restauradores de um passado que vai sendo varrido do cenário político. Mas FHC continuou com sua ladainha, chegando, em novembro de 2009, a acusar o governo e o presidente de um "autoritarismo popular"!

Enquanto o país superou a crise econômica, retomou o crescimento e a criação de empregos, a oposição incitou acusações atrás de acusações na busca de uma crise para encurralar o governo. Esse percurso foi acirrado quando, mal iniciada a campanha eleitoral deste ano, seu candidato, o tucano José Serra, minguou e a candidata das forças de esquerda, Dilma Rousseff, revelou um desempenho que a arrogância oposicionista não esperava, disparando para uma larga liderança nas pesquisas de opinião.

As democracias baseiam-se em um dogma cívico que não pode ser atacado: o respeito à vontade popular, expressa no sistema político adotado por países como o Brasil, através do voto. Este respeito é o critério fundamental para a chamada "estabilidade das instituições", uma expressão que fica vaga se não houver uma definição de seu significado.

A direita e os conservadores acusam as instituições de frágeis quando seu poder político é ameaçado pela soberania popular. Neste sentido, fortalecimento das instituições significa, para eles, a imposição de regras para impedir a mudança e o avanço. E que garantam o sacrossanto "respeito aos contratos" e ao direito de propriedade. É o que disse o Nobel de Economia norte-americano Douglass North numa entrevista à Veja, em 2003: ao usar a palavra instituição, "refiro-me a uma legislação clara que garanta os direitos de propriedade e impeça que contratos virem pó da noite para o dia".

Para os trabalhadores, os democratas e os setores progressistas, o significado de instituições fortes vai além daquela definição favorável a uma estabilidade que só protege o capital. Ela significa também o respeito às regras e às liberdades democráticas, à decisão das urnas nos embates eleitorais, às leis que protejam o povo, os trabalhadores, a economia e a nação. Instituições fortes significam, nesse sentido, a condenação de todo golpismo que desvirtue resultados eleitorais para impor ao país programas políticos e econômicos que, como o programa neoliberal, condenados em sucessivas eleições. E cuja impopularidade ganhou um símbolo exatamente na figura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É significativo que a própria oposição esconda sua imagem na propaganda eleitoral tentando minimizar o desastre eleitoral. Impedido dessa forma, por seus próprios correligionários, de frequentar os palanques, ele prega o golpe e o enfraquecimento das instituições.

A eleição deste ano é a sexta em que, desde o final da ditadura militar, os brasileiros escolhem o presidente da República, além de deputados, senadores e governadores. A mera continuidade deste processo, que é o mais longo em nossa história pois já dura 21 anos desde a eleição de 1989 (no período da Constituição de 1946, foram 14 anos entre de eleições presidenciais diretas, de 1946 a 1960), demonstra que, apesar dos arreganhos da direita, as instituições democráticas no Brasil evoluem, apesar de todas as artimanhas dos líderes conservadores para preservar um poder que os eleitores já não reconhecem.
Fonte *Portal Vermelho