sábado, 8 de maio de 2010

ONU premia Lula como campeão mundial na luta contra a fome

Depois de a revista Time publicar que o presidente Lula é um dos homens mais influentes do mundo, agora ele recebe um novo prêmio, desta vez o "Campeão Mundial na Luta contra a Fome", da ONU, que será entregue pela diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos, PMA, Josette Sheeran, que inicia visita ao Brasil a partir deste domingo (9).
Segundo o PMA o prêmio destaca a importância da parceria com o Brasil em momentos como o terremoto no Haiti e representa ainda o reconhecimento dos esforços do governo do pais no cumprimento das Metas do Milênio.

Além do encontro com Lula, Sheeran visitará projetos do programa Fome Zero em cidades próximas a Brasília. E no dia 10, participa do encontro "Diálogo Brasil-Africa sobre Segurança Alimentar", que envolve o governo brasileiro e ministros da agricultura de vários países africanos.

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, Unic-Rio, Giancarlo Summa, falou à Rádio ONU sobre a importância do prêmio."É um reconhecimento do papel que o Brasil desempenha na luta contra fome, seja internamente e no cenário internacional. O Brasil está empenhado na África em cooperação técnica com dezenas de países" afirmou. Fonte: Agencia Brasil

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A união para vencer!

Começa nesta sexta o 1º encontro dos movimentos sociais de Tarauacá. A idéia de realização do evento surgiu no final de 2009, a partir de um encontro que reuniu as mais diversas entidades do movimento social e analisou o quadro caótico da administração pública municipal e a extrema precariedade e deficiência dos serviços públicos oferecidos à população do município.

Tarauacá experimenta, há já alguns anos, um processo acentuado de declínio, relativamente a sua condição de um dos municípios mais importantes no cenário acreano. Esse fato compromete seriamente o desenvolvimento de suas potencialidades, inibindo investimentos, o florescimento da democracia, dos princípios e valores éticos. De outro lado, assistimos passivamente ao recrudescimento da violência, o grande avanço do consumo e do tráfico de drogas, a precarização dos serviços públicos, o desrespeito aos direitos humanos e à explosão da corrupção.


Há muitos anos o município se ressente da falta de políticas básicas, estruturantes e transformadoras. Nos últimos cinco anos, a administração política e administrativa conheceu um retrocesso sem precedentes na prestação do serviço público à população, na democracia e nos valores civilizatórios. O mais grave é que isso ocorre justamente no momento em que o Brasil e o Acre vivem seus melhores momentos de crescimento econômico, redução das desigualdades e fortalecimento das instituições democráticas.


Nos últimos cinco anos o orçamento anual do município aumentou de 14 para 33 milhões, um aumento de mais de 100%. Isso sem incluir os convênios firmados com os governos federal e estadual. Nesse mesmo período, o município não ofereceu nenhum emprego com carteira assinada, ou seja, nenhum Taraucaense ingressou no serviço público municipal pela via de concurso de provas e títulos ou mesmo de concurso simplificado. Um emprego na prefeitura é, via de regra, uma forma de atender a interesses de familiares e apadrinhados de representantes da prefeitura e da câmara de vereadores; degradando continuamente a qualidade dos serviços públicos e ferindo o direito de igualdade de oportunidades para nossa juventude, que estuda e aspira a um emprego que lhe permita uma vida digna.


Neste momento, o município de Tarauacá encontra-se ilhado: sem estrada e com o aeroporto fechado para reforma, deixando seus moradores isolados e impedidos de resolverem problemas importantes e/ou emergenciais; sem contar a elevação do custo de vida. Também outros serviços e direitos tem sido afetados negativamente: a Justiça do Trabalho, por exemplo, que funcionava no município de Tarauacá há mais de duas décadas, transferiu-se para o município de Feijó, porque a prefeitura de Tarauacá não cedeu um terreno para construção da sua sede própria. Cogita se que, pelo mesmo motivo, será transferido o INSS e outros serviços.



Atualmente, a população taraucaense não tem voz nas instâncias decisórias das questões que lhe dizem respeito. Os conselhos populares, que tem um papel fundamental na deliberação e acompanhamento das políticas setoriais são completamente ignorados, o chefe do executivo toma decisões subterrâneas, o poder legislativo, como instituição que tem a função de legislar e fiscalizar o executivo, está dominado por uma maioria omissa e conivente.

Nesse contexto, no qual não há horizonte e perspectiva de melhoria para as gerações presentes e futuras; num cenário cinzento e de incerteza, é urgente a necessidade das mais diversas expressões do movimento social chamar para si a responsabilidade de construir uma ampla união do povo para descortinar um horizonte de desenvolvimento social, democracia e justiça. Sair da condição de espectador de um jogo triste, retrancado e desleal e entrar em campo para protagonizar um jogo alegre, de iniciativa e “bola pra frente”. Entre nesse time.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

A diferença:Vamos comparar?

Preste atenção nesta foto. Durante um corpo a corpo em uma cidade de São Paulo, o ex- governador de São Paulo e candidato à presidência, José Serra, pega na mão, mas de longe, e sem olhar na cara do eleitor...Observe: O microfone na camisa de José Serra, mostra a verdadeira intenção do aperto de mão. A imagem estava sendo gravada para o horário político na TV
Lula no Nordeste

Projeto Ficha Limpa é aprovado na Câmara dos Deputados

Os políticos condenados pela justiça que querem ser candidatos estão com "as barbas de molhos" com a aprovação do projeto Ficha Limpa. A população deseja uma verdadeira faxina na politica A Câmara dos Deputados aprovou, no início da madrugada desta quarta-feira (5/5), com 389 votos a favor e nenhum contra, o substitutivo do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) ao texto principal do projeto de lei Ficha Limpa, que impede candidaturas de condenados pela Justiça há mais de dois anos de prisão.

“Esperamos que este fato, ao lado de tantos outros que produzimos ao longo do tempo, tenha repercussão nacional, que o povo saiba que sem um Congresso soberano, não há democracia”, discursou o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP).

“Hoje, fica provado que quando a população participa da política, é possível mudar a história”, comemorou a deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS).

Agora, os deputados analisarão, no mínimo, 12 destaques que podem alterar o conteúdo do texto aprovado. Não há prazo para a conclusão da análise dessas emendas. Todavia, os parlamentares tentarão, ainda hoje, chegar a um acordo para que a tramitação seja rápida.

Ontem, cerca de 50 manifestantes fizeram uma limpeza simbólica da rampa do Congresso Nacional para pedir a votação do Ficha Limpa e que as novas regras já sejam válidas para as eleições de outubro.

“Ainda dá tempo, nossa esperança é que valha para esta eleição”, afirma a representante da organização não-governamental Avaaz, Graziela Tanaka. “O jogador tem de entrar em campo limpo”, lembra a estudante Sandra Mairol.

O juiz e coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Marlon Reis, enfatiza que a proposta parlamentar reflete um desejo da sociedade: “toda a população brasileira gostaria de ver essa faxina que está sendo feita aqui, lá dentro do Congresso”.

O MCCE, composto por mais de 40 entidades, conseguiu reunir mais de quatro milhões de assinaturas a favor da proposta legislativa. Saiba mais sobre o MCCE (www.mcce.org.br)


Categorias: Justiça, STF

Música do dia


Ô tempo duro no ambiente, ô tempo escuro na memória, o tempo é quente

E o dragão é voraz....

Vamos embora de repente, vamos embora sem demora,

vamos pra frente que pra trás não dá mais

Pra ser feliz num lugar pra sorrir e cantar tanta coisa a gente inventa,

mas no dia que a poesia se arrebenta

É que as pedras vão cantar

terça-feira, 4 de maio de 2010

Moradia Digna - Uma Prioridade Social

Nesta semana vai acontecer um ato inédito e histórico na nossa terra. será realizado o 1º encontro movimentos sociais de Tarauacá. O encontro objetiva construir e consolidar diretrizes para uma plataforma unitária de bandeiras e calendários de lutas para o conjunto do movimento social e elavar-lo a um patamar mais avançado na luta por mudanças estruturais nosso município.


pela primeira vez em Tarauacá, organizações de todos os seguimentos vão se encontrar no mesmo espaço, unir forças na articulação, formação, discussão, debate e desenvolvimento de propostas de construção de políticas públicas. O encontro se propõe fomentar, dentro do principio de respeito às diferenças e autonomia de expressão e formas de luta, directrizes comum.
Um debate que não pode ser secundarizado nesse encontro é a questão urbana. O direito a moradia digna, saneamento básico e uma cidade planejada e sustentável. Tarauacá jamais conseguiu tratar Esse tema com a prioridade necessária.

Tarauacá dos anos 50

Esse descaso acabou empurrando grande contingentes de famílias à triste situação de não ter saneamento e condições adequadas de moradia, um verdadeiro afronta a um direito garantido pelo Artigo 6º da Constituição Federal. Ainda mais enfático, o Artigo 23º estabelece que “é competência comum da União, dos Estados e dos Municípios promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico”.

Tarauacá hoje

Em conseqüência, da falta de planeamento e politicas extruturantes, a população de Tarauacá sofre com uma situação urbana deteriorada, caracterizada pelas más condições de saúde, saneamento, educação , segurança e pela desestruturação familiar.

Investir em habitação, saneamento e inclusão social significa combater diretamente estas mazelas, permitindo com isso reduzir os gastos públicos destinados a outras áreas de atendimento à população. Alem disso, também prepara a cidade para as gerações presentes e futuras

Convencido desta necessidade inadiável, comclamo as organizações sociais, representantes do poder público, parlamentares, entidades de trabalhadores e de empresários e outros segmentos a se engajarem com urgência em um movimento em defesa de uma reforma urbana capaz de democratizar o solo urbano , os serviços e equipamentos públicos, priorizar o planeamento, a construção de moradia, espaços públicos de lazer e cultura

Hoje, a população de baixa renda, especialmente nos bairros Senador Pompeu e Triângulo, enfrentam uma crescimento acelerado e desordenado e o poder público não consegue apresentar nenhuma politica de contenção da desordem urbana e oferta de soluções transformadora.

Uma Cidade que assegure paz direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais é prioridade agora.

Câmara pode votar esta semana projeto da Ficha Limpa

A Câmara dos Deputados pode votar na próxima semana o projeto da Ficha Limpa, que prevê a inelegibilidade das pessoas com condenações judiciais. A perspectiva é que a matéria seja analisada em sessão extraordinária, isso porque a pauta ordinária está trancada por nove medidas provisórias.

O projeto determina oito anos de inelegibilidade para as pessoas com condenação judicial, quando a representação for julgada procedente pela Justiça Eleitoral. A matéria, que tem origem em proposta de iniciativa popular com 1,3 milhão de assinaturas, foi assumida por um grupo de parlamentares, encabeçado por Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).

De acordo com o substitutivo ao projeto do Ficha Limpa, estarão impedidos de se candidatar por oito anos os que forem condenados por órgão colegiado e conduta dolosa, ou seja, quando há intenção de violar a lei.

Pela legislação atual, quem tem prerrogativa de foro já é julgado na primeira instância por um órgão colegiado, que pode ser o Tribunal Regional Federal (TRF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) ou a corte especias dos Tribunais de Justiça estaduais.

Têm prerrogativa de foro o presidente da República e vice, ministros, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, magistrados, integrantes do Ministério Público da União e algumas outras autoridades.

A líder do PCdoB, deputada Vanessa Grazziotin (AM), divulgou nota nesta quarta-feira (28), reiterando o apoio da bancada do PCdoB ao Projeto Ficha Limpa. Na nota, a líder também cobra da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o pronunciamento sobre o Projeto de Lei aprovado no Grupo de Trabalho. Ela quer que a matéria seja incluída na pauta do plenário para votação.


informações da Agência Câmara

domingo, 2 de maio de 2010

Musica do dia

Serra foge do 1º de Maio em São porque tem “medo de trabalhador”

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, apresentou a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, como "futura presidente do Brasil" em evento em comemoração ao Dia do Trabalho em São Paulo, e disse que o "virtual" adversário de Dilma nas eleições, José Serra (PSDB), "não gosta de trabalhador".

O ex-governador de São Paulo não compareceu ao evento, apesar de ter sido convidado por Paulinho. Provavelmente, não aceitou os convites das centrais por temer vaias dos trabalhadores e trabalhadoras. Durante a recente greve dos professores, Serra mandou a polícia descer o cassetete e reprimir os trabalhadores com gás lacrimogêneo, balas de borracha e gás pimenta. Várias pessoas saíram feridas.

Fábrica por fábrica

- Nós vamos fábrica por fábrica falar que esse sujeito (José Serra) não pode ser candidato. Toda vez que nós procuramos o ex-governador para sermos recebidos, ele não recebe... Uma coisa é fazer discurso para a imprensa, outra coisa é vir aqui enfrentar os trabalhadores e dizer por que ele não gosta dos trabalhadores. Por isso eu quero dizer, ministra Dilma, que nós, trabalhadores, vamos andar fábrica por fábrica, empresa por empresa, loja por loja, nós vamos andar o Brasil, e dizer que esse sujeito que tem medo de trabalhador não pode ser candidato para depois tirar os direitos dos trabalhadores. Ele tem que vir aqui para assumir compromisso do que vai fazer com o décimo terceiro salário e com o fundo de garantia - disse Paulinho.

O presidente da Força Sindical estimulou a platéia a cantar a música "olê, olê, olá, Dilma". A pré-candidata do PT, por sua vez, destacou no seu pronunciamento o aumento de renda do trabalhador em seu discurso.

- Nós provamos que era possível aumentar o salário mínimo, que era possível controlar a inflação para não corroer o bolso do trabalhador. Nós criamos 12,4 milhões de empregos e até o final deste ano criaremos no mínimo mais 2 milhões - afirmou Dilma, que não recebeu aplausos após seu discurso.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, apresentou a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, como "futura presidente do Brasil" em evento em comemoração ao Dia do Trabalho em São Paulo, e disse que o "virtual" adversário de Dilma nas eleições, José Serra (PSDB), "não gosta de trabalhador".

O ex-governador de São Paulo não compareceu ao evento, apesar de ter sido convidado por Paulinho. Provavelmente, não aceitou os convites das centrais por temer vaias dos trabalhadores e trabalhadoras. Durante a recente greve dos professores, Serra mandou a polícia descer o cassetete e reprimir os trabalhadores com gás lacrimogêneo, balas de borracha e gás pimenta. Várias pessoas saíram feridas.

Fábrica por fábrica

- Nós vamos fábrica por fábrica falar que esse sujeito (José Serra) não pode ser candidato. Toda vez que nós procuramos o ex-governador para sermos recebidos, ele não recebe... Uma coisa é fazer discurso para a imprensa, outra coisa é vir aqui enfrentar os trabalhadores e dizer por que ele não gosta dos trabalhadores. Por isso eu quero dizer, ministra Dilma, que nós, trabalhadores, vamos andar fábrica por fábrica, empresa por empresa, loja por loja, nós vamos andar o Brasil, e dizer que esse sujeito que tem medo de trabalhador não pode ser candidato para depois tirar os direitos dos trabalhadores. Ele tem que vir aqui para assumir compromisso do que vai fazer com o décimo terceiro salário e com o fundo de garantia - disse Paulinho.

O presidente da Força Sindical estimulou a platéia a cantar a música "olê, olê, olá, Dilma". A pré-candidata do PT, por sua vez, destacou no seu pronunciamento o aumento de renda do trabalhador em seu discurso.

- Nós provamos que era possível aumentar o salário mínimo, que era possível controlar a inflação para não corroer o bolso do trabalhador. Nós criamos 12,4 milhões de empregos e até o final deste ano criaremos no mínimo mais 2 milhões - afirmou Dilma, que não recebeu aplausos após seu discurso.

sábado, 1 de maio de 2010

Lula fala para os Brasileiros no dia do trabalhador

O presidente Lula destacou durante discurso, em São Paulo, no 1º de Maio Unificado convocado pela CTB, UGT e Nova Central, que entre outras coisas que se comemoram neste Dia dos Trabalhadores está a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais em tramitação no Congresso Nacional, cujo principal objetivo é “empregar mais trabalhadores”.
Muito bem recebido por um público estimado em 100 mil pessoas pelo presidente da CTB, Wagner Gomes, o presidente falou à tarde no ato realizado pelas três centrais, depois de prestigiar as manifestações organizadas pela Força Sindical e CUT. “Tem muita gente nova que não sabe dos sacrifícios que foram feitos no passado para que a classe trabalhadora conquistasse seus direitos”, declarou Lula, lembrando que antigamente, no capitalismo, a jornada diária de trabalho chegava a 16 horas e muita gente morreu para que o tempo de trabalho fosse reduzido a 8 horas diárias.

Valeu a pena

Segundo Lula, “valeu a pena a classe trabalhadora acreditar e eleger um metalúrgico para a Presidência. Já elegeu empresários, fazendeiros, advogados e professores, mas precisou eleger um metalúrgico para fazer o que a classe trabalhadora precisava”.

Assegurou que concluirá oito anos à frente do Executivo com a criação de 14 milhões de empregos. Com a exceção da China, de acordo com ele ninguém mais conseguiu isto. Citou também a valorização do salário mínimo e o Bolsa Família como exemplos das medidas que foram tomadas pelo seu governo em prol da classe trabalhadora.

Fora FMI

O presidente disse que tem orgulho de poder olhar no olho dos trabalhadores e trabalhadoras do país, enquanto a maioria dos presidentes “não teria coragem sequer de participar de um 1º de Maio”. Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, esta é a primeira vez desde 1951 que um presidente da República participa nas manifestações do Dia dos Trabalhadores.

Lula conclui seu discurso contando uma pequena história relacionada ao FMI. Lembrou que os companheiros sindicalistas presentes (referindo-se aos presidentes da CTB, Wagner Gomes, UGT, Ricardo Patah, e Nova Central, José Calixto) ficaram com os braços cansados de carregar faixas contra o FMI. “Pois nós mandamos o FMI embora e depois ainda emprestamos 14 bilhões de dólares ao Fundo, viramos credores em vez de devedores”.

Dilma

Recebida no ato aos gritos de “olê, olê, olá, Dilma, Dilma”, a ex-ministra Dilma Roussef e pré-candidata do PT à Presidência da República também falou na festa do 1º de Maio Unificado.
“Estamos reunidos num dia de comemoração e de luta”, ressaltou Dilma. “Temos o que comemorar. O salário mínimo hoje equivale a 300 dólares, quando o governo Lula começou valia menos que 100 dólares. O Brasil está crescendo e não só para os mais ricos, mas para todo o povo”, acrescentou.

Ao elogiar o governo Lula, a pré-candidata do PT disse que “o presidente garantiu que o país não ficasse de joelhos perante o FMI. Passamos a ser um povo orgulhoso de nós mesmos e do nosso país, criamos 12 milhões de empregos com carteira assinada, retiramos mais de 20 milhões da pobreza e provamos que o Brasil pode crescer e ao mesmo tempo distribuir a riqueza e que a distribuição mais justa da renda nacional acelera o crescimento econômico”.
“Mais desenvolvimento é o que queremos”, proclamou Dilma. “Mais salário no bolso do trabalhador, mais educação para os filhos da classe trabalhadora, mais creches e um povo com melhor qualidade de vida. É isto que queremos, é isto o que o Brasil precisa”.

Sucesso

Os presidentes das três centrais que organizaram o 1º de Maio Unificado ressaltaram, em seus pronunciamentos, a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Wagner Gomes, da CTB, considerou que o ato foi "um sucesso", destacando o seu "caráter unitário" e as seis bandeiras de luta (redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário; ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe demissões imotivadas; fim do fator previdenciário; direito à igualdade de oportunidade; desenvolvimento nacional com valorização do trabalho; e política de valorização permanete do salário mínimo).

"Tivemos um bom público", prosseguiu o sindicalista, "recebemos o parabéns da Dilma por isto e fomos prestigiado pela presença do presidente da República, um fato histórico que ocorre pela primeira vez desde 1951. Foi um grande sucesso", arrematou.

Entre outras personalidades passaram pela manifestação da CTB, UGT e Nova Central o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, os deputados federais Aldo Rebelo, Carlos Zaratine e Roberto Santiago, os senadores Aloísio Mercadante e Eduardo Suplicy, o delegado Protógenes Queiroz, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi e o presidente da UNE, Augusto Chagas.

Umberto Martins



Só é rico o país que descobre o que o povo é sua maior riqueza

Primeiro de Maio, dia da luta de classes

No dia 1 de Maio de 1886, por convocação da Federação dos Trabalhadores dos Estados Unidos e do Canadá, milhares de trabalhadores lançaram-se a uma greve geral e a manifestações de rua para lutar pela redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.

Vinte anos antes o Congresso da 1ª Internacional tinha inscrito essa bandeira em seu programa de lutas, compreendendo que a redução da jornada era condição indispensável ao êxito do esforço emancipador. As manifestações dos Estados Unidos foram ferozmente reprimidas pelas forças do capital. Espancamentos, prisões e assassinatos vitimaram centenas de pessoas, principalmente em Chicago. Oito dirigentes operários foram presos, cinco dos quais condenados à morte, dois a prisão perpétua e um a 15 anos de prisão.

Os mártires de Chicago, passaram à História como os primeiros heróis desta luta fundamental dos trabalhadores, que tem caráter libertador. Anos depois, o 1° de Maio foi internacionalizado, por decisão de um congresso socialista realizado em Paris. Pela primeira vez, em 1890, o 1° de Maio é comemorado simultaneamente em todo o mundo, transformando-se assim no Dia Internacional dos Trabalhadores.

Dia de luta, dia da luta de classes, do trabalho contra o capital. Naquela altura, já estava em plena ação o movimento operário consciente e organizado, provado em duros combates e batalhas do proletariado que crescia e se concentrava, na mesma medida em que se expandia o capitalismo. Nos principais países capitalistas surgiam e reforçavam-se os sindicatos, os partidos operários e expandia-se o movimento socialista internacional, que se orientava pelas ideias libertadoras e científicas do Manifesto Comunista de 1848, redigido por Marx e Engels.

A partir da Revolução Socialista na velha Rússia em 1917, as comemorações do 1° de Maio celebravam igualmente o exercício do poder político pelos trabalhadores e eram momentos de luta e também de reflexão sobre o alcance estratégico das lutas da classe dos explorados e oprimidos e dos seus partidos por uma nova sociedade, organizada a partir da emancipação dos trabalhadores e do exercício do poder político por estes.

A vigência do sistema econômico e político do imperialismo introduziu questões novas na luta dos trabalhadores – a luta econômica e social, além de entrelaçar-se com a luta política por um novo poder, socialista, ganhou novos contornos com os combates antiimperialistas, pela paz e pela libertação nacional e social dos povos e nações oprimidos pelo poder dos monopólios e potentados internacionais. Estes passaram a ser também os lemas das comemorações do 1° de Maio em todo o mundo.

A burguesia e seus aliados no movimento operário, ajudados por uma mídia mentirosa e uma indústria cultural degenerada e retrógrada, hoje tudo fazem para retirar do Primeiro de Maio sua conotação política, combativa e classista, transformando a data maior do movimento operário num feriado anódino ou num momento de conciliação com os exploradores e opressores.

Mas porque o tempo não para e a realidade é inexorável na sua tendência a contrariar as vontades daqueles que lutam contra o desenvolvimento histórico, o Primeiro de Maio, apesar de tudo, continua sendo comemorado pelas forças do trabalho como um dia de luta. O capitalismo, enredado em insanáveis contradições, vive crises de conseqüências terríveis para os trabalhadores. Como sempre, o instinto animal dos exploradores, leva-os a atirarem sobre os ombros de quem trabalha os efeitos mais deletérios dessa crise. Mais e mais o capitalismo se revela um “sistema superado”, como assinala o Programa do PCdoB aprovado no 12° Congresso no ano passado, incapaz de assegurar justiça, progresso, desenvolvimento, independência nacional, democracia, estabilidade e paz. Nessa medida, objetivamente o socialismo vai aparecer como a solução de fundo aos olhos dos trabalhadores.

No Brasil, também foi pontilhada de lutas e atos heróicos a história das celebrações do Primeiro de Maio. Nos últimos anos, a data tem sido um momento especial para reforçar a unidade dos trabalhadores no combate por históricas reivindicações, dentre as quais sobressai a luta, mais atual do que nunca, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, cuja conquista é um dos pressupostos para alcançar uma vida digna para os trabalhadores e impulsionar o projeto nacional de desenvolvimento, elo da luta pelo socialismo no Brasil. No dia 1 de Maio de 1886, por convocação da Federação dos Trabalhadores dos Estados Unidos e do Canadá, milhares de trabalhadores lançaram-se a uma greve geral e a manifestações de rua para lutar pela redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.

Vinte anos antes o Congresso da 1ª Internacional tinha inscrito essa bandeira em seu programa de lutas, compreendendo que a redução da jornada era condição indispensável ao êxito do esforço emancipador. As manifestações dos Estados Unidos foram ferozmente reprimidas pelas forças do capital. Espancamentos, prisões e assassinatos vitimaram centenas de pessoas, principalmente em Chicago. Oito dirigentes operários foram presos, cinco dos quais condenados à morte, dois a prisão perpétua e um a 15 anos de prisão.

Os mártires de Chicago, passaram à História como os primeiros heróis desta luta fundamental dos trabalhadores, que tem caráter libertador. Anos depois, o 1° de Maio foi internacionalizado, por decisão de um congresso socialista realizado em Paris. Pela primeira vez, em 1890, o 1° de Maio é comemorado simultaneamente em todo o mundo, transformando-se assim no Dia Internacional dos Trabalhadores.

Dia de luta, dia da luta de classes, do trabalho contra o capital. Naquela altura, já estava em plena ação o movimento operário consciente e organizado, provado em duros combates e batalhas do proletariado que crescia e se concentrava, na mesma medida em que se expandia o capitalismo. Nos principais países capitalistas surgiam e reforçavam-se os sindicatos, os partidos operários e expandia-se o movimento socialista internacional, que se orientava pelas ideias libertadoras e científicas do Manifesto Comunista de 1848, redigido por Marx e Engels.

A partir da Revolução Socialista na velha Rússia em 1917, as comemorações do 1° de Maio celebravam igualmente o exercício do poder político pelos trabalhadores e eram momentos de luta e também de reflexão sobre o alcance estratégico das lutas da classe dos explorados e oprimidos e dos seus partidos por uma nova sociedade, organizada a partir da emancipação dos trabalhadores e do exercício do poder político por estes.

A vigência do sistema econômico e político do imperialismo introduziu questões novas na luta dos trabalhadores – a luta econômica e social, além de entrelaçar-se com a luta política por um novo poder, socialista, ganhou novos contornos com os combates antiimperialistas, pela paz e pela libertação nacional e social dos povos e nações oprimidos pelo poder dos monopólios e potentados internacionais. Estes passaram a ser também os lemas das comemorações do 1° de Maio em todo o mundo.

A burguesia e seus aliados no movimento operário, ajudados por uma mídia mentirosa e uma indústria cultural degenerada e retrógrada, hoje tudo fazem para retirar do Primeiro de Maio sua conotação política, combativa e classista, transformando a data maior do movimento operário num feriado anódino ou num momento de conciliação com os exploradores e opressores.

Mas porque o tempo não para e a realidade é inexorável na sua tendência a contrariar as vontades daqueles que lutam contra o desenvolvimento histórico, o Primeiro de Maio, apesar de tudo, continua sendo comemorado pelas forças do trabalho como um dia de luta. O capitalismo, enredado em insanáveis contradições, vive crises de conseqüências terríveis para os trabalhadores. Como sempre, o instinto animal dos exploradores, leva-os a atirarem sobre os ombros de quem trabalha os efeitos mais deletérios dessa crise. Mais e mais o capitalismo se revela um “sistema superado”, como assinala o Programa do PCdoB aprovado no 12° Congresso no ano passado, incapaz de assegurar justiça, progresso, desenvolvimento, independência nacional, democracia, estabilidade e paz. Nessa medida, objetivamente o socialismo vai aparecer como a solução de fundo aos olhos dos trabalhadores.

No Brasil, também foi pontilhada de lutas e atos heróicos a história das celebrações do Primeiro de Maio. Nos últimos anos, a data tem sido um momento especial para reforçar a unidade dos trabalhadores no combate por históricas reivindicações, dentre as quais sobressai a luta, mais atual do que nunca, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, cuja conquista é um dos pressupostos para alcançar uma vida digna para os trabalhadores e impulsionar o projeto nacional de desenvolvimento, elo da luta pelo socialismo no Brasil.

FPA faz pré-lançamento de candidaturas

Militantes e dirigentes da Frente Popular realizaram uma grande festa durante o evento

O que deveria ser uma reunião de militantes e lideranças da Frente Popular do Acre para lançamento oficial das pré-candidaturas majoritárias no Parque das Acácias, ontem, terminou se transformando em um dos mais importantes atos políticos da coligação dos últimos anos, pela representatividade, participação e empenho de suas lideranças, não só na mobilização dos que para lá foram, mas pela demonstração e disposição de todos em arregaçar as mangas na campanha eleitoral deste ano para garantir ao conjunto dos 14 partidos da coligação vitória nas urnas no dia 3 de outubro.
A Frente Popular comemora 20 anos e conta com 14 partidos (PT-PCdoB-PV-PSB-PDT-PTB-PSDC-PRTB-PR-PP-PRP-PRB-PTN-PHS). Nas eleições deste ano terá como slogan a frase “Pés no chão e mãos dadas pra uma nova caminhada”. O grupo formalizou ontem pré-candidaturas do senador Tião Viana ao governo, de César Messias à vice-governadoria, Jorge Viana ao Senado, disputando a vaga da senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência pelo PV, e de Edvaldo Magalhães à segunda vaga.
Também foram confirmados os nomes do deputado federal Nilson Mourão como primeiro-suplente de Jorge Viana, por indicação do PT, e Gabriel Maia como segundo-suplente, indicação do PSB. Já os suplentes de Edvaldo Magalhães serão os médicos Júlio Eduardo, indicado pelo PV, e Carlos Beiruth, indicado pelo G8 - grupo dos oito pequenos partidos, a antiga Apinha.

O lançamento das pré-candidaturas contou com a presença dos 16 prefeitos, dezenas de vereadores, parlamentares federais e estaduais e as principais estrelas da coligação. Jorge Viana e Tião Viana foram ovacionados pela plateia ao discursarem e destacaram a importância da unidade dos 14 partidos que a integram.
Edvaldo Magalhães, candidato à segunda vaga do Senado, ao aceitar formalmente o desafio da disputa, disse que, sendo eleito, não seria um senador do PC do B, mas um “senador da Frente Popular do Acre. Depois de 20 anos a Frente Popular chega para essa disputa cimentada. Promovemos mudanças importantes na gestão da administração pública e agora estamos iniciando um novo momento, com novos desafios e novos projetos”.

A festa contou ainda com a participação especial da ex-primeira dama da França e presidente da Fundação France Libertés Danielle Mitterrand, que após café da manhã na casa do ex-governador Jorge Viana na última quinta-feira manifestou interesse de participar do ato. Ao falar ao público, a ex-primeira dama francesa assim justificou sua presença ao evento: “Estou aqui para saudar todos em nome dos princípios inaugurados por meu marido Francois Miterrand, que buscava a união das esquerdas desde a década de 1970 na França. Obrigado e bom trabalho a todos”, disse. Leia mais