terça-feira, 31 de agosto de 2010

Viúvas da direita espalham na internet a foto que reproduzo abaixo

Desespero de Serra

Falando a militares da reserva e reformados, em palestra no Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, o candidato tucano José Serra comparou o governo Lula ao de João Goulart, deposto no golpe de 1964, referindo-se a “uma república sindicalista”.

“Em 64, não sei se os senhores já estavam nas Forças Armadas, mas uma grande motivação da derrubada de Jango era a ideia, equivocada, de uma ‘república sindicalista’. Não tinha menor possibilidade, tal a fraqueza (do governo)... Mas eles (PT) fizeram agora uma república sindicalista. Não pelo socialismo, estatismo, mas para curtir”, afirmou ao grupo de cerca de 200 associados dos clubes militares.

Serra era presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) à época e discursou no comício da Central do Brasil, em 13 de março de 64, considerado um momento-chave para o golpe.

De acordo com Serra, o governo petista tem característica de “ocupação militar”, pelo loteamento de cargos na administração pública. “Quase a totalidade da administração pública está tomada, na prefeitura de São Paulo também era assim. O PT tem características, sem ironias, de ocupação militar. É um Exército que tem que ser acomodado. Tudo é hierarquizado, loteado”, disse.

Em tema caro aos militares, que rendeu polêmica ao atual governo, Serra afirmou ser contrário à retomada da discussão sobre a “Lei da Anistia”. “Eles reabriram a questão da anistia, que ao meu ver é um equívoco. Uma coisa é o conhecimento do que aconteceu... A lei pegaria a gente dos dois lados”.

Perguntado sobre por que não citava o sucesso do Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações bem sucedidas na gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso, antecessor de Lula, e porque FHC não participava mais ativamente de sua campanha, Serra afirmou que esses temas “não comovem a população”. Leia mais

A Frente em Xapuri

O candidato a governador pela Frente Popular, Tião Viana, e os candidatos às duas vagas do Senado, Jorge Viana e Edvaldo Magalhães, passaram o final de semana nos municípios do Vale do Acre.

Começando a jornada por Epitaciolândia, os candidatos da Frente saíram em passeata pela Avenida Internacional junto com o prefeito do município, José Ronaldo, a prefeita de Brasiléia, Leila Galvão, além de militantes e vários candidatos a deputado federal e estadual.


A comitiva atravessou para Brasiléia, onde Jorge, Edvaldo e Tião participaram de uma reunião com 300 produtores rurais. Todos criam frangos para vender ao abatedouro de aves do Vale do Acre, construído na gestão de Jorge Viana. Com o sucesso da produção, em escala industrial, 20 produtores estão montando seu próprio aviário de alta tecnologia.


“O nosso grande sonho era o fortalecimento da cadeia produtiva florestal. A infra-estrutura já está pronta. Precisamos consolidar um grande programa de comércio e indústria na fronteira para exportar para os países vizinhos”, afirmou Tião Viana. Depois da conversa sobre economia, candidatos e produtores rurais também saíram em passeata pelas ruas de Brasiléia.


Em Xapuri, o governador Binho Marques juntou-se à comitiva da Frente para mais uma conversa sobre economia com base florestal. Mais 300 pes-soas, todas trabalhadores das indústrias de preservativos, piso em madeira e beneficiamento de castanha, reuniram-se para falar sobre o futuro da economia acreana com Tião, Edvaldo e Jorge Viana. No final, saíram em passeata pelas ruas de Xapuri, na companhia do prefeito da cidade, Biracy Vasconcelos.

Assessoria de Imprensa do Comitê Tião Viana Governador.


Música do dia


O esperneio de José Serra

A cada pesquisa publicada, a candidata da esquerda à Presidência da República, Dilma Rousseff registra novos avanços que indicam a chance de vitória já no primeiro turno, em 3 de outubro.

Esse noticiário já virou rotina e só deixa de ser monótono pela reação da direita e de seu candidato José Serra, que esperneia diante daquilo que vai se desenhando como uma derrota inevitável. Para os tucanos, a direita, os conservadores, aqueles que apostavam até recentemente na "desmontagem" de Dilma quando o programa eleitoral na televisão começasse, há um clima de fim de mundo que pode ser constatado repetidas vezes pela leitura dos jornalões nas últimas semanas. Só um exemplo: um comentarista sugere, na Folha de S. Paulo (dia 30) que Serra pode "levar uma sova acachapante e humilhante já no primeiro turno". Para evitar esse vexame, a direita e os conservadores agora clamam pela necessidade de levar a eleição pelo menos para um segundo turno que torne a derrota menos arrasadora.

Este é o sentido da mais recente polêmica que passou a frequentar os jornais, alimentada pela acusação feita por Serra contra Dilma, de que ela teria sentado "na cadeira presidencial" antes do resultado das urnas. É uma "falta de respeito para com as pessoas. É alguém sentando na cadeira a mais de um mês da eleição”, disse ele tentando amenizar um resultado que não previu mas é obrigado a reconhecer.

As pesquisas descrevem uma "onda Dilma" que, na mesma Folha de S. Paulo, outra comentarista promoveu a "tsunami". A candidata das forças progressistas e avançadas já registra dianteira em todos os Estados e regiões brasileiras, mesmo naqueles que, como São Paulo e a região Sul, eram considerados santuários serristas. Ela ultrapassou Serra entre as mulheres, segmento onde o tucano resistia, e também em todas as camadas sociais, exceto os ricos, entre os quais o candidato neoliberal ainda está à frente. Os números são vistosos, desencorajando inclusive os apelidados "fatos políticos" que a direita poderia usar para tentar reverter a vantagem a favor de Dilma.

O último levantamento, divulgado no dia 28, mostra Dilma com 51% contra 27% de Serra - uma dianteira de 24 pontos difícil de reverter por qualquer factóide. Faltando 33 dias para a eleição, a direita precisaria tirar quase um ponto por dia da candidata (num cenário onde ela ainda tem espaço para crescer) e fazer o mais difícil, transferir estes pontos para Serra. Uma tarefa improvável.

Serra faz o previsível: acusações vãs que só confirmam o temor de um fracasso iminente. Nesse quadro, seus próprios partidários na imprensa tentam abrir um debate em duas linhas. Primeiro, especulam sobre a formação de um provável governo Dilma e começam a enxergar "crises", divisões e disputas, num procedimento cuja única utilidade é mostrar que, no próximo mandato, os jornalões vão repetir a mesma ladainha conservadora e conspiratória de sempre. Na outra ponta, tentam adivinhar como será a oposição de direita, que antevêem como enfraquecida eleitoralmente depois de 3 de outubro: quais os papéis de Serra, Aécio Neves, e Geraldo Alckmin, por exemplo; ou o deslocamento regional da liderança do PSDB, que sairá das urnas menor do que entrou.

O quadro político brasileiro, depois de outubro, vai registrar no Congresso as mudanças na base eleitoral que ocorreram durante os mandatos do presidente Lula e que levam a uma nova correlação de forças no país.

Velhas forças do passado, que se mantinham à tona por uma espécie de inércia eleitoral, como o DEM e o próprio PSDB, vão naufragar, e uma nova configuração, consentânea com aquelas mudanças, vai comandar o país. Foi um processo histórico lento, que se desdobrou desde o início da República, ganhou velocidade depois de 1930, atravessou a democracia da Constituição de 1946, a ditadura militar de 1964, a Nova República de 1985, o neoliberalismo de Fernando Henrique Cardoso e dos tucanos, e desembocou na eleição de Lula em 2002.

O coro da mídia e dos conservadores encara o fechamento desse processo como uma ameaça ditatorial e antidemocrática. Não é: é a perda de poder dessas elites carcomidas e sua troca por sangue novo na direção do país. Já havia passado do tempo da conclusão desse processo histórico, que está em franco desenvolvimento. fonte: portal vermelho


Ficha suja

MA: Procuradoria dá parecer contra candidatura de Roseana Sarney

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu nesta segunda-feira (30) parecer da vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que opina contra o registro de candidatura de Roseana Sarney (PMDB), que concorre ao governo do Maranhão.
A candidata, que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado, teve o registro deferido pelo o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), mas o candidato a deputado estadual Anderson Lago (PSDB-MA) recorreu ao TSE.

Roseana foi condenada pela Justiça Eleitoral, no final do ano passado, por desvirtuar publicidade institucional para fazer campanha antecipada e ainda é acusada em duas outras ações populares.

A Lei da Ficha Limpa barra candidaturas de políticos condenados em decisões colegiadas ou que tenham renunciado ao mandato para fugir de cassação. O recurso que questiona o registro de candidatura de Roseana Sarney aguardava parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral para ser analisado pelo plenário do TSE.

Apesar de reconhecer que não houve responsabilidade da candidata nas ações populares, a vice-procuradora defende que Roseana estaria impedida de concorrer nestas eleições por causa da condenação na Justiça Eleitoral.

No parecer, a vice-procuradora reforça o entendimento do TSE de que a inelegibilidade não se trata de uma pena, mas de uma sanção e, portanto, vale a Lei da Ficha Limpa se aplica à para condenações anteriores a sua vigência.

"As causas de inegibilidade, assim como as condições de elegibilidade, devem ser aferidas no momento do pedido de registro da candidatura", afirmou Sandra Cureau.

Fonte: G1

Frente amplia apoio

Em Sena Madureira, PMDB endossa plano de governo da Frente Popular do Acre

Simpatizantes da Frente Popular do Acre se reuniram no Parque das Acácias, em Sena Madureira, para ouvir o candidato ao governo e os candidatos às duas vagas ao Senado, Edvaldo Magalhães e Jorge Viana.

domingo, 29 de agosto de 2010

Saúde é o que interessa

Encontro debaterá a revalidação de médicos formados no exterior

TIAGO MARTINELLO

Há quase 10 meses, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) fazia a promessa de que 2010 seria o ano da revalidação do diploma de médicos formados no exterior. O Diário Oficial da União legalizou a palavra, exigindo que os acadêmicos apenas comprovassem a graduação afora e passassem por avaliação teórica e prática em uma das universidades públicas brasileiras afiliadas ao Inep (no caso local, na Ufac). Parecia o ‘final feliz’ para uma questão de anos. Porém, até agora este final ainda não virou totalmente realidade!

Para insistir na questão, a Associação Médica Nacional Maíra Fachini (AMN) realiza na segunda-feira da próxima semana, dia 6 de setembro, às 8h, no Anfiteatro da Ufac, o 1º Encontro Estadual de Estudantes e Médicos Formados no Exterior.


O evento contará com palestra do presidente nacional da AMN, dr Janilson Lopes Leite, sobre Medicina no Exterior e o processo de revalidação de diplomas da Ufac, além de relatos do quadro carente de médicos que atravessa a Saúde Pública acreana e da linha dos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) que tentam amenizar o problema. O ato deve reunir gestores da Ufac, do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério Público Estadual e Federal (MPE e MPF), do governo estadual e de prefeituras, além de representantes da sociedade civil em geral (os verdadeiros afetados pela demora. Leia mais

sábado, 28 de agosto de 2010

Música do dia

Lula e as Mulheres
Uma constatação e desabafo.

Por Eduardo Pereira

Falando seriamente . Na realidade , para a minha geração (tenho 54 anos) , é muito doloroso , triste , decepcionante , vergonhoso , atróz mesmo , vermos um homem como José Serra , com a sua biografia , estatura ( mesmo com os possíveis gravíssimos erros de trajetória política ) , um ícone para a nossa geração que lutou pela liberdade ( alguns pagando com extremo sofrimento espiritual e físico , e até com a perda de amigos queridos ou parentes ) , fazendo o que fez ontem No Rio de Janeiro no Clube da Aeronáutica !
Vermelhou a Paixão!


Dilma supera os 50% das intenções na pesquisa Ibope

A candidatura de Dilma Rousseff segue a marcha de crescimento sustentado nas pesquisas de intenção de votos e agora alcançou 51% (oito pontos a mais do que no levantamento anterior). Por outro lado, José Serra (PSDB) continua em queda, passando de 32% para 27%. Marina Silva (PV) oscilou de 8% para 7%.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

Dilma abriu uma vantagem de 24 pontos percentuais sobre Serra. Na pesquisa anterior, eram 11 pontos. Contando os votos válidos, ela está com 59% das intenções. "A performance de Dilma já se equipara à de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2006. Na época, no primeiro turno, o então candidato petista teve 59% dos votos válidos como teto nas pesquisas", diz a reportagem do Estadão.

Ultrapassagem em SP

Assim como mostrou o Datafolha, Dilma já superou Serra no estado de São Paulo (42% a 35%) e atingiu o dobro das intenções de voto em Minas Gerais (51% a 25%). Estes são os dois estados com maior número de eleitores. Se surpreende o desempenho em redutos tucanos, a liderença de Dilma no Rio de Janeiro é impressionante: 41 pontos de frente em relação ao tucano (57% a 16%).

Todas as cinco regiões do país estão com Dilma na liderança da pesquisa Ibope. O destaque é o Nordeste com o triplo de votos do tucano (66% a 20%%). No Sudeste, ela vence por 44% a 30%, e no Norte/Centro-Oeste, por 56% a 24%. O cenário no Sul é o mais apertado: 40% a 35%. "Mas também entre os sulistas se verifica a tendência de crescimento da petista: ela subiu cinco pontos porcentuais na região, e o tucano caiu nove", afirma o Estadão.

Preferida entre as mulheres

Segundo o jornal, "com boa parte de sua propaganda direcionada à conquista do eleitorado feminino - dando destaque à possibilidade de uma mulher assumir pela primeira vez a Presidência -, Dilma cresceu mais entre as mulheres (nove pontos) que entre os homens (cinco pontos)".

A taxa de rejeição à candidata petista oscilou dois pontos para baixo, mas se mantem praticamente a mesma desde junho, próxima dos 17%. No caso do candidato tucano, 27% afirmam que não votariam nele em nenhuma hipótese.

Fonte: com informaçõs do jornal
O Estado de S. Paulo.

O fim de uma era

Senadores experientes que ganharam os holofotes nos últimos oito anos estão ameaçados de sair de cena no início de 2011. Apesar de terem ocupado as páginas dos jornais e frequentado de maneira assídua a tribuna do Senado por quase uma década, eles, agora, têm a eleição ameaçada. Alguns mantiveram o discurso ultrapassado e utilizam a campanha não para apresentar novas ideias, mas para denegrir a imagem dos oponentes. Outros, além de envolvidos com esquemas de corrupção, fazem campanha semelhante à de coronéis que dividiam os Estados em currais eleitorais. De acordo com especialistas, o eleitor, cada vez mais bem-informado, vem mostrando que quer sangue novo e exige competência. “Há dois terços do Senado em disputa e haverá uma grande renovação”, diz o diretor do Diap, Antônio Augusto Queiroz. “Dos 30 que tentam a reeleição, quase a metade não deve se reeleger.”


A degola ameaça principalmente os senadores de oposição do Nordeste, que apostaram num discurso surrado e de crítica sistemática ao governo Lula no Congresso. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que utilizou a CPI dos Bingos para minar o governo, corre sério risco de ficar sem mandato. Ele está em terceiro lugar nas pesquisas, com 24% dos votos, atrás do ex-governador Wellington Dias (PT-PI), que tem 55%, e de Mão Santa (PSC-PI), com 30%. “Estou recebendo um bombardeio direto do Palácio”, reclama Heráclito. “Eles não têm o direito de usar a máquina do governo, de distribuir verbas e convênios para favorecer seus aliados. As candidaturas mais caras são as do governo”, justificou. Outro que usou a CPI para atingir o governo foi o senador Efraim Morais (DEM-PB). Com uma diferença: Efraim é acusado de envolvimento em esquemas de corrupção. As denúncias vão desde a distribuição de cargos a servidores fantasmas no Senado até a cobrança de propinas em contratos de serviços públicos. Na Paraíba, o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) lidera as pesquisas ao Senado, com 52% dos votos. Em segundo lugar está o prefeito de Campina Grande, Vital do Rego Filho (PMDB), com 25%. Efraim tem 22%.


Outra figura carimbada da política brasileira que corre o risco de ficar sem mandato é o senador Arthur Virgílio (PSDB). Dono de um discurso ácido e de críticas pesadas, ele aproveita sua campanha para desferir duros golpes nos concorrentes. Mas essa estratégia não tem garantido votos para Virgílio. O ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) tem 82% e a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB) está em segundo lugar, com 39,3%. Virgílio aparece com 39%. No Rio Grande do Norte, o senador José Agripino Maia (DEM), que chegou a bater boca com a ministra Dilma Rousseff em audiência no Senado, está em segundo lugar nas pesquisas, com 39%, mas vê o avanço de sua oponente, a ex-governadora Wilma Maia (PSB), que já tem 32%. Em primeiro lugar está o ex-presidente do Senado Garibaldi Alves Filho (PMDB), com 41%.