sexta-feira, 16 de março de 2012

Secretaria de produção do Acre realiza Primeira Feira da Banana de Tarauacá

Com o objetivo de proporcionar aos produtores familiares da região de Tarauacá conhecimento sobre o manejo da banana e incentivar a ampliação do mercado para a fruta, a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) realiza no dia 24 a Primeira Feira Bananade Tarauacá

A feira, que terá programação e será montada na frente do Mercado Municipal de Tarauacá, é resultado da parceria entre a Seaprof, instituições financeiras, Fetacre, Embrapa, Caet e associações de produtores.

O evento será aberto com um café da manhã com pratos a base de banana. Haverá também premiação para o produtor que apresentar o maior cacho de banana e palestras proferidas por pesquisadores da Embrapa, técnicos da Fetacre e da Ceasa .

A Embrapa estará oferecendo treinamento sobre melhorias no cultivo da banana e prevenção de pragas. Agentes financeiros também estarão oferecendo atendimento aos produtores sobre linhas de crédito. Encerrando o evento, a Seaprof, em parceria com a Cooperativa de Produtores Rurais de Tarauacá e Ceasa, estará efetuando a compra de 30 toneladas de banana.

Segundo o secretário da Seaprof, Lourival Marques, a abertura da BR-364 possibilitou a ampliação do mercado para a venda da banana do município. “A primeira Feira da Banana não somente irá proporcionar ao produtor maior conhecimento sobre o manejo na produção de banana, como também, através de um ciclo de organização, envolvendo a Seaprof, Fetacre, Embrapa, associações de produtores, cooperativas, Ceasa de Rio Branco, parceiros da produção, a abertura de mercado para o produto, por um preço justo, e isto, incentivará o plantio. Hoje Tarauacá já fornece cerca de 40 toneladas de bananas para a Ceasa de Rio Branco”, afirmou.

O secretário da Seaprof, Lourival Marques que irá abrir o evento afirma que Tarauacá tem contribuindo muito para o aumento da produção de banana no Estado, lembrando que o solo é propício para a prática dessa cultura e que o município produz todas as variedades da fruta.

Vanessa Alves (Assessoria Seaprof)

quarta-feira, 14 de março de 2012

O processo criminal contra Curió: luz no fim do túnel


Os procuradores federais do Ministério Público Federal que denunciam o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura (o cruel “Major Curió” que agiu contra a guerrilha do Araguaia na década de 1970) pelo sequestro de cinco combatentes que, desde então, constam das listas de desaparecidos políticos, abrem uma porta para a justiça e o restabelecimento da verdade em relação às perseguições políticas, sequestros, torturas e assassinatos cometidos pela repressão da ditadura militar.

É uma luz no fim do túnel. A Lei de Anistia de 1979, feita sob pressão democrática e popular pelo último governo da ditadura dirigido pelo general João Figueiredo, cometeu o erro de beneficiar também os torturadores e criminosos que agiram em nome da ditadura na repressão política, e criou um obstáculo jurídico para o julgamento e condenação daqueles crimes.

Mas não há crimes perfeitos. Eles não puderam - nem poderiam - incluir naquele artefato jurídico a figura do crime continuado constituído pelo sequestro seguido de assassinato político e ocultação dos cadáveres de suas vítimas. Incluir um tal ponto seria uma confissão do crime.

Deixaram, assim, a janela que permite, agora, a ação judicial contra o malfeitor Curió e abre a perspectiva de novas ações contra crimes semelhantes que não estão cobertos pela Lei de Anistia.

As reações dos militares reacionários e dos setores conservadores que não se pejam de assinar um manifesto em companhia de um notório torturador, o coronel da reserva do Exército Carlos Alberto Brilhante Ulstra, manifestando o forte medo da verdade que os une - indica o caminho árduo que a iniciativa dos procuradores vai percorrer.

Oficiais hoje na reserva com estrelas de general nos ombros alegam que há a intenção de “tumultuar” a democracia ao reabrir uma questão “discutida e encerrada”, como alegou um deles. Declaração que mal esconde a vontade de interferir no processo legal e democrático, contra o avanço da Justiça. O caso vai, certamente, parar no Supremo Tribunal Federal, a quem caberá novamente dar a última palavra.

Nesta eventualidade, caso sua decisão permaneça nos marcos jurídicos da questão, apoiando o seguimento da ação criminal contra o sequestrador do Araguaia, ganha a democracia e a Justiça. Curió pode pegar entre dois a 40 anos de prisão pelos crimes que cometeu e acobertou. Se a decisão for “política”, pode estender o véu que acoberta a verdade; perde a democracia e ganha a direita mais conservadora e feroz.

O argumento de crime continuado, usado recentemente para extraditar torturadores da ditadura argentina presos no território brasileiro, cria jurisprudência. São "crimes permanentes, cuja consumação encontra-se em curso", justificou um dos autores da ação criminal contra Curió.

O argumento tem relevância por dois aspectos que merecem ser considerados. O primeiro é passivo e se refere ao ocultamento dos cadáveres, dando consistência à acusação de sequestro que ainda não terminou três décadas depois (o sequestro termina ou com a libertação dos sequestrados ou com o aparecimento de seus cadáveres). Outro é ativo e se desdobra em atividades criminosas cometidas para acobertar a verdade, multiplicando, na região do Araguaia onde foram cometidos os crimes apontados, as intimidações e ameaças contra testemunhas dos sequestros ocorridos na década de 1970 sob o comando do Major Curió. Um mateiro que colaborava com as investigações foi assassinado em 2011 e pelo menos quatro pessoas denunciaram ter sido ameaçadas de morte, entre elas o tesoureiro da Associação dos Torturados na Guerrilha do Araguaia, Sezostrys Alves da Costa, que representa o PCdoB no grupo de trabalho do Ministério da Defesa para localizar os restos mortais dos assassinados pela repressão comandada, entre outros, por Curió.

O argumento alegando que a questão já foi muito discutida tem parte de razão: de fato o debate é intenso e multilateral; de um lado os democratas buscam frestas na lei para julgar os torturadores e assassinos da ditadura. Por outro lado, os conservadores e a direita tentam fortalecer a muralha jurídica que protege aqueles criminosos. Este argumento falha, contudo, quando diz que a questão já foi decidida. Não foi. Só estará decidida quando a nação conhecer a verdade sobre os crimes da ditadura e puder identificar seus autores e agentes. Isto ainda está faltando. Portal Vermelho


O processo criminal contra Curió: luz no fim do túnel



segunda-feira, 12 de março de 2012

JUSTA HOMENAGEM!

O ex-líder sindical de Tarauacá, Chico Crente foi homenageado hoje (12) pelo governo do estado. A homenagem contou com a presença dos dois filhos do Sindicalista, do presidente do Sindicato dos trabalhadores rurais no município, José Marlindo, da vice- presidente Inês Barbosa, do Gerente da Seaprof, Chagas Batista e amigos.

Um Barco da Seaprof destinado à prestação de serviços de ATER para famílias de agricultores familiares de Tarauacá recebeu o nome de ‘Chico Crente’. O barco será utilizado para atender demandas, das quais Chico sempre lutou: Atenção aos ribeirinhos do Rio Tarauacá e afluentes.

Chico Crente era um viajante da esperança, um militante leal e disciplinado. Seu exemplo deve ser sempre lembrado por todas as pessoas que lutam por uma vida mais digna para os Trabalhadores rurais.

Chico sonhou e lutou para realizar ações de apoio e acompanhamento aos produtores desde o plantio até a comercialização da produção. É “isso que estamos começando a fazer com o apoio do Governador Tião Viana”. Disse o Gerente da Seaprof de Tarauacá. Chagas batista.

Os filhos de Chico Crente e os sindicalistas presentes, também agradeceram o governo do estado e o Gerente da Seaprof pela iniciativa e Justa homenagem.

Leia abaixo o texto escrito por Chagas Batista em 2007, por ocasião do falecimento do sindicalista.

MORRE CHICO CRENTE, UM GRANDE CAMARADA!

24 de Abril, dia do aniversário de Tarauacá, era meio dia, o telefone toca, em seguida vem logo a noticia: “Batista aqui é a Célia, o papai terminou de morrer”. Não foi qualquer notícia, fiquei sem resposta. Morre aos 84 anos, um grande companheiro, liderança sindical e militante leal do Partido Comunista do Brasil.

Conheci o Chico Crente em 1989, em uma reunião do sindicato, no seringal Sumaré. No meio dos trabalhadores, identifiquei um velho com uma fisionomia diferente, uma expressão forte, mais ou menos parecida com um índio Apache. Uma voz mansa e de sábio, como se soubesse todas as nossas intenções, começou a falar tudo que eu queria ouvir. Organizar o sindicato, abolir o pagamento da renda, fortalecer a voz dos trabalhadores rurais para lutar por transporte, saúde, educação e dignidade. Saí daquela reunião, certo de que tinha encontrado uma liderança e um amigo para lutar por um Tarauacá mais justo. Foi exatamente isso que aconteceu. Chico foi um lutador fiel até o último dia da sua vida.


Francisco Máximo Moura, o Chico Crente, era brincalhão, observador e leal. Cumpria rigorosamente todas as tarefas que eram lhes designadas. Nos momentos mais difíceis, nas minhas andanças pelo Rio Tarauacá, foi meu principal companheiro. Sem ele, a viagem ficava sem graça e os sonhos sem ousadia. São muitas as suas histórias, impossível de recordar todas nesse momento de tantas saudades. Chico nunca faltava uma reunião, no dia certo ele chegava, remando ou varejando, chovendo ou fazendo sol.


Nas campanhas eleitorais do partido, ele era o mais entusiasmado, passava dias viajando Rio acima, como um viajante da esperança, um militante Máximo. Um dia, a pedido do partido, Chico Crente aceitou se candidatar a vereador pelo município do Jordão. No dia da eleição, avaliando que suas chances não eram muito reais, decidiu votar em outro candidato a vereador do partido, a maior surpresa foi quando terminou a apuração, Chico perdeu por um voto! Se tivesse votado nele mesmo seria vereador. O PCdoB participava de uma coligação com outros partidos e ele achava que o partido não podia terminar aquela eleição sem pelo menos um vereador eleito. Chico enxergava longe, via que os interesses do partido e do povo eram bem maiores que os seus.


Certo dia, em uma manifestação dos trabalhadores rurais, reivindicando melhorias para a zona rural, eu, junto com outros companheiros, fomos presos pela polícia, a cidade foi sitiada e ninguém podia passar na rua da delegacia. Chico Crente, com sua paciência peculiar, tentou romper o bloqueio, o soldado perguntou a ele: “O senhor quer ir pra casa ou quer ir preso”? Ele, com firmeza e a mesma paciência, respondeu: “Vocês já levaram meus companheiros, podem me levar também”. Chico Crente era assim, leal, camarada, um exemplo de militante, que deixa muita saudade para todos nós.


Vai em paz meu IRMÃO. Nós vamos continuar aqui, com teus amigos, lembrando e espalhando o teu exemplo e a tua lealdade.

domingo, 11 de março de 2012

Compromissos com a Cidade

O direito à moradia é um direito garantido a todos os cidadãos brasileiros pela Constituição Federal.

O atual modelo de vida e desenvolvimento aponta para o aumento dos aglomerados urbanos. Governar as cidades democraticamente como áreas de grande riqueza e diversidade econômica, política e cultural, e de forma que sejam respeitados os direitos de seus habitantes ainda é um grande desafio.


A gestão e as políticas públicas devem visar acabar com as desigualdades e criar nas cidades o ambiente ideal e as condições necessárias para que todos vivam com dignidade.
Porém, a maioria das gestões municipais privilegia os interesses econômicos, beneficiando pequenos grupos.

Os assuntos de interesse da população, tais como melhores condições de vida e maior qualidade dos serviços públicos acabam ficando em segundo plano, resultando de um lado, elevados padrões de concentração de renda e poder, do outro, pobreza e sofrimento.

A luta pelo Direito à Cidade busca incorporar os direitos humanos básicos e democratização das gestões das cidades. Busca-se mudar as formas de planejar, governar e desenvolver as cidades, de modo que o resultado disso seja o benefício dos seus habitantes.

Para saber mais sobre os princípios, fundamentos e compromissos do Direito à Cidade, clique
aqui.

A PAISAGEM

A cidade de Tarauacá começou a ser povoada no inicio do século. Tudo começou ser construído pelo Rio Tarauacá, Na época não existia transporte terrestre e aéreo. Hoje, um século depois, a paisagem parece até que ficou mais feia, assim como uma mulher bonita mal cuidada. Casebres, desbarrancamento e o Mercado municipal formam o nosso cartão postal. É hora de mudar a paisagem e a mentalidade de quem governa.

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sexta-feira, 9 de março de 2012

GOVERNO DO ESTADO GERANDO EMPREGO EM TARAUACÁ

O secretario de desenvolvimento indústria comercio e floresta, Edvaldo Magalhães esteve nesta Sexta feira em Tarauacá para importante agenda de trabalho. À tarde o secretario reuniu com os marceneiros do município para conversar sobre o contrato firmado com a cooperativa para construção de todo mobiliário das escolas da rede estadual de educação e anunciar mais investimentos para o setor.

Segundo Edvaldo, o passo mais importante agora é a construção do polo industrial moveleiro que está entrando na fase de licitação. Os marceneiros não pouparam elogios a Edvaldo Magalhães e ao governador Tião Viana. Todos nós estamos muito agradecidos com o reconhecimentos que agora estamos tendo pelo governo do Acre, disse Florivan Mesquita, presidente da Cooperativa.

A noite Edvaldo reuniu-se com a Cooperativa dos criadores de gado. Na pauta, mais apoio e investimento para a construção de um novo matadouro, com aquisição de frigorifico e equipamentos modernos para desenvolvimento industrial do setor em Tarauacá.

"Elas me criaram e deram amor"

Minha mãe e Minha irmã mais velha. Minha mãe me pariu e junto com minha irmã Nonata, me criaram e me deram amor. Elas são responsáveis pela formação do meu caráter. Obrigado! Parabéns!!

"GOSTO DA MARIA EDUARDA E ELA TAMBÉM GOSTA DE MIM"

Maria Eduarda é filha de Viviane, minha colega de trabalho. Eduarda tinha medo de mim. Depois de uma conversa e um abraço, ela enviou-me uma doce carta.

Saudações para quem luta por igualdade e justiça

No dia internacional das mulheres a UTM- União da Tarauacaense de Mulheres deu sua mensagem de luta pela reafirmação da Mulher na sociedade, contra a desigualdades de gênero e a discriminação ainda existente. Um exemplo, testemunhei com tristeza ontem (8 de Março) a noite: Mulheres que trabalham com varredeira das ruas da nossa cidade, estavam as 10: OO horas da noite, varrendo as ruas esburacadas e cheio de lama, usando vassouras sujas e velhas, sem proteção e o mais triste, as mulheres também enlameadas. Uma cena vergonhosa para que governa o municípios. Por isso que digo, não basta ser mulher é preciso ter compromisso com a igualdade e justiça.

Mulheres da Seaprof de Tarauacá

Elas são apenas quatros, no local onde eu trabalho. Hoje elas foram homenageadas com um café da manha, servido por nos homens, colegas de trabalho. Parabéns Viviane, Cisa, Marina e Rosane.

quinta-feira, 8 de março de 2012