sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Movimentos divulgam convocatória de Assembleia em 31 de maio
O documento que convoca a Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais, a ser realizada em 31 de maio deste ano e também a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) que será em 01 de junho, ambas atividades em São Paulo, foi aprovado nas plenárias dos movimentos sociais do Fórum Social Mundial (FSM), de Porto Alegre e de Salvador. O documento, entretanto, foi enriquecido com as propostas apresentadas durante os debates e a carta final de convocação acaba de ser divulgada.Segundo a representante da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Stumpf, que fez a leitura da carta durante a assembleia em Porto Alegre, a expectativa é que a Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais e reúna milhares de representantes das mais diversas entidades dos movimentos sociais brasileiros, de todos os estados brasileiros, afim de que o debate sobre o Projeto Brasil seja rico.
O Projeto Brasil é a plataforma de luta unificada dos movimentos sociais brasileiros que é atualizada a cada edição do FSM e em outras ocasiões importantes, como a Assembleia convocada para 31 de maio. Entidades do movimento negro, de juventude, sindical, estudantil, de mulheres, ambientalista, de luta pela moradia, de luta pela terra e diversos outros se manifestaram para contribuir ou reforçar aspectos do documento, que inclui também uma agenda política a ser desdobrada em ações de rua.
Já a Conclat havia sido convocada pelo Fórum das Centrais sindicais e foi corroborado pela assembleia dos movimentos so FSM. É a segunda vez que um evento do gênero é organizado — a 1ª Conclat ocorreu em 1981. As centrais pretendem reunir mais de 10 mil lideranças sindicais de todo Brasil na conferência.
“O objetivo da conferência será debater e expor ao Brasil a visão da classe trabalhadora sobre um novo projeto de desenvolvimento nacional. Vamos elaborar um documento com propostas unificadas que visam o desenvolvimento nacional e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras”, diz Wagner Gomes, presidente da CTB.
Leia a íntegra do documento final aprovado pela assembleia dos movimentos sociais do FSM
UJS de Feijó é campeão do carnaval com o bloco "Arrasta Kenga"
Dr. Baba e Kengada
O prefeito Dindim esteve no meio do povo o tempo todo,entou até no Bloco das Kengas- Clique aqui. Enquanto Dindim abraçava o povo em Feijó.... Em Tarauacá Vando Torquarto estava amoitado fugindo das intimações policiais.Ratos abandonado o barco 'Arruda Panetone".
Repórter da Agência BrasilO governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), vai responder a processo de impeachment na Câmara Legislativa por crime de responsabilidade e de improbidade administrativa. O relator, deputado Batista das Cooperativas (PRP), deu parecer favorável à abertura dos quatro processos contra Arruda, acusado de envolvimento em um esquema de distribuição de propina no Distrito Federal. O parecer foi aprovado por unâmidade, com cinco votos.
“Impeachment não significa culpa, não significa dar veredicto. Permite que o processo que se inicia oportunize o amplo contraditório. Dá aos acusados o direito à ampla defesa”, disse. “Nossa cidade encontra-se diante de veementes indícios, diante de vídeos e áudios tão amplamente divulgados, diante de teia magistralmente arquitetada. Nada fazer seria quase como um um convite à impunidade”, completou.
Agora, será criada uma comissão especial formada por cinco deputados para analisar os processos que, se aprovados, seguem para o plenário da Câmara Legislativa. A comissão especial vai elaborar parecer quanto ao mérito dos processos.
Arruda poderá renunciar para fugir da cassação e evitar a perda dos direitos políticos por oito anos até que o parecer chegue ao plenário. Depois de iniciada a votação em plenário do mérito do relatório da comissão especial, a renúncia não é mais aceita como forma de parar o processo na Câmara Legislativa.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
André Singer: "O lulismo pode durar 30 anos"
O cientista político e ex-porta-voz de Lula André Singer acha "possível que estejamos assistindo a um realinhamento" do eleitorado brasileiro, um encontro do "proletariado com carteira de trabalho" com o "subproletariado", capaz de durar 30 anos. Veja a entrevista de Singer para Marina Sanches, da revista Época.Singer: semelhanças e diferenças Lula-Vargas
Autor de um artigo que causou grande repercussão nos meios acadêmicos e políticos, o cientista político e ex-porta-voz da Presidência André Singer diz que as eleições presidenciais de 2010 serão o grande teste de força do lulismo. Para Singer, o lulismo alia um projeto de redistribuição de renda à manutenção da ordem social, o que atraiu eleitores conservadores e de baixa renda historicamente avessos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Singer acompanhou Lula ao longo do primeiro mandato e estudou o comportamento eleitoral brasileiro nas cinco últimas eleições para presidente. Segundo ele, o lulismo reorganizou o eleitorado brasileiro e poderá virar uma força política hegemônica por décadas.
Época: Como o senhor define o lulismo?
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André Singer: O lulismo é a execução de um projeto político de redistribuição de renda focado no setor mais pobre da população, mas sem ameaça de ruptura da ordem, sem confrontação política, sem radicalização, sem os componentes clássicos das propostas de mudanças mais à esquerda. Foi o que o governo Lula fez. A manutenção de uma conduta de política macroeconômica mais conservadora, com juros elevados, austeridade fiscal e câmbio flutuante, foi o preço a pagar pela manutenção da ordem. Diante desse projeto, a camada de baixa renda, cerca de metade do eleitorado, começou a se realinhar em direção ao presidente.Época: Quando isso aconteceu?
Singer: Em 2006. Houve um realinhamento eleitoral, um deslocamento grande de eleitores que ocorre a cada tantas décadas. A matriz desse tipo de estudo é americana. Lá, eles acham que aconteceu um realinhamento eleitoral em 1932, quando (Franklin) Roosevelt ganhou a eleição presidencial. Ele puxou uma base social de trabalhadores para o Partido Democrata que não havia antes. Aqui, em 2006 a camada de baixíssima renda da população, que sempre tinha votado contra o Lula, votou a favor dele. A diferença entre 2002 e 2006 foi que Lula perdeu base na classe média, seu eleitorado tradicional, e ganhou base entre os eleitores de baixa renda.
Época: O lulismo pode sobreviver sem o Lula? Não é preciso uma liderança carismática à frente desse projeto político?
Singer: No lulismo existe um elemento de carisma, mas isso não é o mais importante. A importância do carisma é maior nas regiões menos urbanizadas do país, onde se tende a atribuir a capacidade de execução de um projeto a características especiais da liderança. Em regiões urbanizadas existe uma adesão mais racional ao programa político. Se minha análise estiver correta, o lulismo sobreviverá sem o Lula. Uma hipótese é que o lulismo vá desaguar no PT. Essa camada social que aderiu ao Lula pode lentamente começar a votar nos candidatos do PT a prefeito, governador, senador. Vejo indícios de que isso começou a ocorrer nas eleições municipais de 2008. O PT foi mal nas capitais, mas foi bem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte. Isso pode sinalizar que o voto da camada de menor renda da sociedade está caminhando para o PT.Época: Dilma Rousseff será a herdeira do lulismo? O que acontecerá em 2010?
Singer: Mantidas as condições atuais, a tendência é que, à medida que ficar claro para o eleitor que a Dilma é a candidata de continuidade do lulismo, ela aumentará suas intenções de voto com chances consideráveis de ganhar a eleição.Época: Se o lulismo desaguar no PT, o partido terá de abrir mão de bandeiras históricas de esquerda?
Singer: O PT poderá ser uma fusão de duas forças, o petismo e o lulismo, que têm projetos com pontos de contato e diferenças. O PT continua sendo o partido do proletariado organizado, sindicalizado, com carteira de trabalho assinada. Pode vir a ser também o partido do subproletariado. Quando a gente vê a força do PT na periferia de São Paulo pode ser a expressão da confluência dessas duas forças.
Época: Se essa convergência ocorrer, haverá uma hegemonia do PT?
Singer: Pode ser. É possível que estejamos assistindo a um realinhamento como foi na época do Roosevelt, que trouxe segmentos da classe trabalhadora para o Partido Democrata por cerca de 30 anos.
Época: Essa camada que era anti-Lula, antiesquerda e a favor da ordem não teria dificuldades em se associar ao PT?
Singer: Com adaptações de parte a parte parece possível, mas será um processo lento. Não é tão simples porque o PT tem formação ideológica de esquerda e, embora tenha se transformado, mantém a identidade de um partido de esquerda. O PT é herdeiro de uma tradição de crítica ao populismo. Se o partido vier a ser caudatário desse movimento, vai haver o encontro de águas bem diferentes.
Época: O que aproxima o lulismo do populismo de Getúlio Vargas?
Singer: Em ambos há uma política de governo voltada para os setores de menor renda. Mas há uma diferença importante. Getúlio Vargas, ao fazer a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), criou direitos para o setor urbano da classe trabalhadora, em um país predominantemente rural. Deixou de fora um vasto setor da classe trabalhadora que foi incorporado agora.
Época: O lulismo pode prejudicar as instituições democráticas?
Singer: O presidente Lula tomou uma decisão fundamental ao não aceitar a proposta do terceiro mandato. Colocou um ponto final nessa questão. O Brasil sai desse processo com instituições democráticas fortalecidas. Há problemas na política partidária, cada vez mais pragmática e menos programática. Isso cria a sensação de que a política diz respeito aos políticos, e não à sociedade.Época: Lula e o PT, em sua estratégia eleitoral, fizeram uma guinada ao centro. A política econômica ortodoxa não tem a ver com esse caminho que o partido já vinha tomando antes de chegar ao poder?
Singer: O PT foi se institucionalizando, mas a ida ao centro é relativa se você olhar o aspecto programático. O partido manteve um programa com mudanças relativamente pequenas. E é isso que faz com que o PT mantenha a identidade de esquerda. Onde houve mudança foi na política de alianças do PT. Antes ele recusava alianças até o ponto de, em 1989, não querer o apoio do PMDB no segundo turno, sem contrapartida. Hoje o PT dá prioridade à aliança com o PMDB. Isso é compreensível do ponto de vista eleitoral, por causa do tempo de televisão, do tamanho do PMDB. Mas é também um problema porque não se sabe qual é a base programática dessa aliança.Época: Com Dilma na Presidência, crescem as chances de o PT aplicar um programa de governo mais à esquerda?
Singer: Depende da política de alianças. Se você tiver um vice-presidente como o Henrique Meirelles (presidente do Banco Central), as probabilidades caem muito. Mas o sentimento do PT é ter um governo mais à esquerda.
Época: A emergência dos pobres significará a marginalização da classe média?
Singer: A entrada em cena dessa força nova tirou a centralidade das decisões políticas da classe média. Se o lulismo se consolidar, teremos o setor de baixa renda em um campo político e a classe média tradicional em outro. A nova classe média é dúvida. A oposição em 2010 vai fazer tudo para não se isolar dos eleitores de baixa renda. Vai tentar a mágica de convencer os lulistas de que seu candidato é melhor para dar continuidade ao projeto do que a candidata da situação.
Quem é
André Singer é jornalista e professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo. Tem 51 anos, é casado e pai de duas filhas
O que fez
Foi porta-voz da Presidência da República entre 2003 e 2007 e secretário de Imprensa de 2005 a 2007
O que publicou
É autor de Esquerda e direita no eleitorado brasileiro (Edusp, 2000) e de O PT (Publifolha, 2009) e organizador de Sem medo de ser feliz: cenas de campanha (Scritta, 1990).
Fonte: revista Época
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Projetos para Tarauacá
Reconhece este blog como um dos mais atualizados de Tarauacá, razão pela qual acessa e ler Raízes e tronqueiras todo dia. clique aqui.
De minha parte, apesar de acreditar no entendimento possível e na capacidade de transformação do ser humano, acho que nossas divergências podem durar até a eternidade. O leitor e o Deputado sabe que não recuo e não tremo quando sou insultado.
Todavia,apesar de não ter tanta intimidade com as letras como o deputado,espero que nossos próximos embates sejam num nível mais elevado e que seus argumentos sejam de fato em defesa de causas justas, de preferencia, o debate de idéias e projetos para tirar Tarauacá da situação sofrível que se encontra
Por fim, fico grato pelo deputado ter acertado meu nome. Do mesmo modo- o tratarei.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Site da Globo mente, inventa e se faz de surdo
Mas vejam só a cara de pau do site da Globo, o G1. Segundo o site, em Salvador, Ivete Sangalo, teria dito ao governador tucano José Serra:. "Coloca bastante protetor solar, viu, se protege. Gente, cuida bem dele para ele não ficar todo queimado aqui, viu", disse Ivete"....A Globo mentiu. Quando Ivete cumprimentou José Serra, disse que ele estava com "olhinhos de sono" e que precisava de um energético. "Bota um energético para dentro. Mas diz aí... acordou cedo para ver sua cantora preferida, né?" O vídeo para você conferir está aqui
O G1, da Globo, disse aqui:Segundo a assessoria de imprensa do carnaval de Salvador, Ivete citou Dilma ao cantar o sucesso "Cadê Dalila". A cantora teria dito: "Vai buscar Dilminha... vai buscar ligeiro." A reportagem do G1 não ouviu a citação, diz o site. O vídeo está abaixo e você pode conferir Ivete cantando para Dilma e o povão acompanhando
Ivete disse na música:"Vai buscar Fatinha,(esposa do governador Jaques Wagner) "Vai buscar Dilminha... vai buscar ligeiro"cantou Ivete Sangalo neste domingo (14) de Carnaval em Salvador, improvisando sobre o hit "Vai Buscar Dalila", do ano passado.
Serra e um porco ou está fazendo Marketing?
Serra usa sempre a mesma camiseta polo azul em suas aparições carnavalescas. Tucanos que o acompanhavam tiveram de providenciar uma lavagem rápida da peça entre o desfile do Galo da Madrugada, em Recife, e o dos blocos em Salvador.Da coluna da Monica Bergamo
Vai buscar Fatinha,(esposa do governador Jaques Wagner) vai buscar Dilminha", cantou Ivete Sangalo neste domingo (14) de Carnaval em Salvador"Marchinha de Carnaval da Dilma
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Minhas raízes os índios brabos, a onça e o bando de queixada.
Em santa Maria, aos 11 anos de idade tive que me submeter mais um teste de fogo. Meu pai já preparava para o ano seguinte minha própria estrada. Minha carga de trabalho aumentaria: de quatros dias para seis por semana. Quatros dias na semana eu acompanhava meu irmão e mais dois dias iria corta sozinho. Era a transição para me formar num seringueiro independente.Eu tinha muito medo de onças e índios brabos. Minha mãe comentava que os índios anos atrás, havia matando um seringueiro com uma flechada que transpassou o corpo. Entrou no peito e saiu nas costas. Uns anos antes meu pai chegou da estrada com uma “onça pintada” morta. O animal era tão grande que ele precisou de ajuda da vizinhança para carrega-la em um “Pau de arara”.
Meu pai contou que há muito tempo a onça vinha rastejando ele na estrada , nesse dia ele estava cortando sentado no pé da seringueira quando ouviu um barulho de folhas se movimentado atrás dele. Ele se virou para ver o que estava acontecendo e foi surpreendido com a onça bem próximo, preparando-se para pular em cima dele. Meu foi rápido- pegou a espingarda, apontou e apertou o gatilho. O tiro foi certeiro.
A vida na selva na época não era fácil. Um dia meu pai andava cortando seringa e foi cercado por grande bando de queixada e foi golpeado nas pernas e só conseguiu salvar-se porque subiu numa “canela de velho”, uma arvore pequena, forte e esgalhada. Eu só pensava no dia que teria que enfrentar a selva sem companhia para corta a minha estrada.

Um dia eu e meu irmão percebemos que uma onça andava nos rastejando. A gente dava a primeira volta cortando e quando voltava na colha via as pegadas de suas patas seguindo o nosso rastro. Começamos ficar mais atentos, temendo que mais cedo ou mais tarde o encontro ia acontecer e Finalmente aconteceu.
Tínhamos acabado de cortar uma seringueira e na sequência, ouvimos que algo vinha nos seguindo pela beirada de um Igarapé. Não demorou, Uma onça pintada pulou em nossa frente a uma distancia de uns cinco metros. Ela parou, franziu o coro da testa e mostro seus agigantados dentes. Meu irmão que era mais velho e destemido pegou a espingarda calibre 16 das minhas mãos, apontou em direção à fera e apertou o gatilho. A onça caiu no chão se batend e soltando esturros. em seguida conseguiu se arrastar e entrar numa furna. Ainda pensamos ir fustigá-la, mas lembramos da sabedoria popular que aconselha ninguém “cutucar onça com vara curta”.
Eu começava ficar mais corajoso para assumir sozinho minha própria estrada. Já não tinha mais medo de onça nem de queixada, mas faltava encontrar os índios brabos. Os índios nunca encontramos, não existia mais na região, era puro terrorismo e preconceito dos barracões para justificar as matanças de índios que se convencionou chamar de Correrias, para dizimar dezenas de malocas.
ALDEIA DE "ÍNDIOS BRABOS"Os povos indígenas sofreram "correrias promovidas por patrões seringalistas para destruir as "malocas e dispersar os índios para lugares distantes. essas expedições armadas eram justificadas como necessárias para garantir a segurança dos seringueiros. Esses massacres também resultaram na captura de mulheres e crianças. O comandante do genocídio era um sujeitos conhecido como Pedro Biló que era uma espécie de anjo da guarda dos interesses dos patrões.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Os seresteiros da noite
Guma-Era um excelente profissional de perfuração de poços cartesianos e um violeiro de "Mão cheia". Perdeu a família e apegou-se ao alcoolismo, as vezes dorme pela rua quando não encontra um amigo que lhe dê abrigo. Um trabalhador e um talento musical que precisa de oportunidade para se tratar da dependência e recuperar a saúde e a felicidade.
Chico Sombra vêm numa sequência de três derrotas consecutivas. duas para Deputado e uma para prefeito. Agora sombra está em campanha e resolve relançar a lebre numa nova versão e com novo visual sem Bigode.
Comente e deixe sua opinião sobre os dois artistas.
Prisão de Arruda: oportunidade e perplexidade
A prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, é uma destas notícias que deixam o mundo da política agitado e perplexo. O esquema de corrupção revelado pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, é apenas o escancaramento de um algo que, suspeita-se com veemência, acontece em outras administrações pelo país. A prisão de Arruda não é, portanto, o começo do fim da impunidade ou da corrupção entranhada na máquina pública. Mas é uma medida exemplar e uma golfada de ar para as instituições democráticas que, a exemplo do judiciário, estão com a imagem depreciada.A prisão de Arruda foi necessária pois estava claro que seu grupo político, incluindo o próprio governador, estavam agindo nos bastidores para apagar provas, comprar testemunhas e prejudicar a investigação do esquema de propinas e corrupção.
Mas a prisão do governador e seu afastamento do governo do Distrito Federal não encerra o assunto. Já está mais do que provado que quase toda a estrutura de governo da capital federal, incluindo boa parte do legislativo, está envolvida no chamado "mensalão do DEM". É preciso, portanto, ir até o fim nas investigações e punir todos os implicados. A começar pelo afastamento do vice-governador, Paulo Otávio (DEM), também suspeito de participação no esquema.
Como todo cidadão que tem à disposição bons e caros advogados, existe a possibilidade de que Arruda seja posto em liberdade em poucos dias. Há antecedentes: isso já aconteceu com Paulo Maluf, Daniel Dantas, Celso Pitta e tantos outros. Mas a decretação da prisão, com amplo apoio dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é por si só uma garantia de que as instituições federais de controle estão atentas aos desmandos praticados por políticos que transformam a administração pública em negócio particular. O senador Agripino Maia (DEM-RN), ex-colega de partido de Arruda, confessou: "a prisão (do governador) constrange toda a classe política".
De fato, desde que as escandalosas imagens do esquema foram divulgadas, vários partidos tiveram que ir a público se explicar. E mais do que isso, os oposicionistas do DEM, PPS e PSDB, que até então brandiam alto a bandeira da moralidade e apontavam seus dedos acusadores contra o PT e aliados, agora perderam definitivamente o discurso.
Mas é preciso ressalvar que "toda a classe política" a que Agripino se refere são aqueles que, em maior ou menor grau, fazem uso de práticas ilícitas. Pois quem tem a consciência tranquila de exercer sua função pública com empenho e honestidade não tem motivos para constrangimento.
Pelo contrário. O episódio da prisão de Arruda pode ser o estímulo que faltava para que o quadro político da capital federal tome novos rumos. Ainda ontem, uma nota dos partidos de esquerda do Distrito Federal salientava que é preciso "permanecer nas ruas mobilizando a população contra a corrupção e pela instauração de um governo ético, democrático e republicano no DF".
É este o desafio que as forças populares e progressistas devem tomar para si até outubro, quando os eleitores do Distrito Federal terão finalmente a oportunidade de afastar da vida pública a quadrilha que tomou de assalto o governo da capital.
