quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

SOMOS TODOS IGUAIS NESSA TERRA

SOMOS TODOS IGUAIS NESSA TERRA


Aproveitei o Feriado de Carnaval para visitar ribeirinhos e moradores da floresta. O percurso foi descendo o Rio Tarauacá até o limite com município Amazonense de Envira e retorno pelo Rio Acuraua até a Região que o Rio corta a BR 364, sentido Tarauacá/Cruzeiro do Sul.


Reunimos nas comunidades de PERSEVERANÇA, BELO HORIZONTE, ARATY, CUJUBIM, TAIOCA E SACADO. No segundo dia rebemos a presença do prefeito Rodrigo que esteve presente em uma reunião no Socó e Araty.

O objetivo maior da viagem foi conhecer a região incorporada há seis anos ao nosso município. Parte da área pertencia ao estado do Amazonas, foi anexada ao estado do Acre com a redefinição da linha Cunha Gomes, mas que não houve uma verdadeira acolhida das gestões anteriores.

Foi uma viagem proveitosa e simbólica. Além firmar compromissos com os moradores, colocamos uma placa na linha divisória para deixar expresso que, de agora em diante à região tem governo e que os habitantes serão tratados como Tarauacaenses. SOMOS TODOS IGUAIS NESTA TERRA.
Comunidade Araty
Comunidade  Belo Horizonte
Comunidade  Sacado Rio  Acuraua
Comunidade Brisa

Comunidade  Socó
Comunidade Polo Perseverança
Aldeia   Tribo Colinas
Comunidade  Taioca

Saúde, cansaço e política: o que levou o papa a descer da cruz?



Da cruz não se desce, disse o cardeal polonês Stanislaw Dzinisz, lembrando uma frase de seu conterrâneo Carol Wojtila, o papa João Paulo II. Mas o sucessor de Wojtila, Bento XVI (que, depois de 28 de fevereiro voltará ao nome “civil” de Joseph Ratzinger), desceu, e é difícil acreditar nas razões que alegou na carta que distribuiu nesta segunda feira (11) anunciando a decisão.

Bento XVI certamente ficará na história como o tenaz combatente contra o marxismo, responsável por desmontar a Teologia da Libertação desde o tempo em que esteve à frente da Congregação para a Doutrina da Fé (nome dado à antiga Santa Inquisição desde meados da década de 1960). E que, como papa, teve seu período marcado por uma sucessão de escândalos, acusações de pedofilia, corrupção, falcatruas financeiras, lavagem de dinheiro pelo Banco do Vaticano e por aí vai.

Conservador até a medula, Bento XVI confrontou-se com católicos mundo afora e recusou toda a agenda modernizante que envolve os costumes (do aborto ao casamento homossexual e ao uso da camisinha) ou as demandas internas da Igreja (como o fim do celibato ou o direito de mulheres celebrarem a missa).

Ele fez a opção pela direita ainda jovem. Diz-se que foi durante o levante popular de maio de 1968 que o então sacerdote que, no Concílio Vaticano 2º, havia partilhado de algumas ideias renovadoras, transformou o marxismo em alvo principal, numa virada conservadora que levaria ao papado. 

Esse conservadorismo deu a Bento XVI a glória duvidosa de ser o primeiro papa vaiado em cidades europeias (como Barcelona e Londres, em 2010, e Berlim, em 2011) e na própria Praça de São Pedro, em Roma (2012), por jovens católicos indignados com o silêncio pontifical sobre o destino da jovem católica Emanuela Orlandi, assassinada em 1983, com suspeitas de envolvimento de hierarcas do Vaticano.

Há uma rede de intrigas em torno do papa, que resulta das disputas pelo poder entre grupos de extrema direita que ele próprio fomentou e prestigiou, desde os tempos de Karol Wojtila. Há um ano, o “diário oficial” do Vaticano, L'Osservatore Romano, descrevia o papa como “cercado por lobos”. 

Os lobos eram, tudo indica, desses grupos de direita da alta burocracia católica, alimentados pelo anticomunismo de Ratzinger. E que disputam, palmo a palmo, o poder dentro da instituição. Lá está a todo-poderosa Opus Dei (ligada ao secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone), em choque mortal com organizações como Legionários de Cristo, Caminho Neocatecumenal, Comunhão e Libertação (ligada ao papável cardeal Angelo Scola, de Milão, similar e rival da Opus Dei ligada à direita italiana e ao berlusconismo).

A luta que as consome envolve desde querelas palacianas típicas de monarquias absolutas como o Vaticano, herdeiro contemporâneo deste anacronismo político, até vazamentos de informações sobre escândalos e irregularidades que, no ano passado, levaram à cadeia o próprio mordomo do papa, Paolo Gabriele. O arranca-rabo envolve altas autoridades vaticanas, como cardeais em postos-chave de comando na hierarquia católica. E revela uma fidelidade maior a interesses empresariais e materiais do que à defesa da fé.

Há fortes sinais de que, mais do que à saúde ou à debilidade para enfrentar o desafio de administrar o catolicismo, a opção de Bento XVI (reconhecidamente um político atento) deva ser atribuída à decisão de ter um papel proeminente em sua própria sucessão, dando a ele – que, tudo indica, permanecerá em Roma até a escolha do novo papa – o papel de grande eleitor. 

Pela regra canônica, só votam os cardeais com menos de 80 anos de idade; eles são 117 – todos nomeados por João Paulo II (50) e pelo próprio papa renunciante (67). Entre liberais, conservadores e o grupo que o elegeu em 2005 para o papado, Bento XVI tem forte chance de manobrar e influir na eleição de um sucessor que dê prosseguimento à orientação conservadora que marcou sua passagem pelo trono de São Pedro. 

Sucessor que vai gerir uma Igreja cada vez mais alheia aos anseios do mundo moderno e que, logo no primeiro ano sob Bento XVI, foi ultrapassada em número de fiéis pelo islamismo. Em 2005 havia 1,3 bilhão de muçulmanos no mundo, contra 1,1 milhão de católicos. E quase 800 milhões de pessoas que se declararam sem religião. No Brasil, maior país católico, esse decréscimo vem preocupando a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil: ao passar de 93% da população em 1960 para 65% em 2010 – isto é, em nosso país a Igreja Católica perdeu cerca de um cada três de seus seguidores. Editorial do Portal Vermelho


domingo, 3 de fevereiro de 2013

UNIÃO E HUMILDADE



.Durante essa semana assumi interinamente a prefeitura em função da ausência do prefeito Rodrigo que estava em Brasilia no encontro dos prefeitos.

Em que pese ser um fato de relevância histórica, durante três dias que fiquei no exercício da função, nada me fez mais importante. Procurei com discrição dar seguimento os trabalhos em curso. O que realmente se elevou foi minha sensibilidade e humildade diante dos reclamos do nosso povo.

Durante o curto tempo visitamos obras, reunimos secretários para tomadas de providencias emergenciais entre outras decisões. O que mais me marcou e impressionou foi a quantidade de pessoas humildes que me visitaram em busca de uma oportunidade de trabalho, em especial, mães solteiras desempregadas.

Tive a paciência de ouvir ( de certo modo impotente) todas as solicitações de visitas e necessidades de emprego. Uma coisa me deixou seguro: Não há possibilidades de enfrentar os graves problemas sociais do capitalismo, sem politicas sérias direcionadas para atender as demandas de erradicação da pobreza e das desigualdades sociais.

O que me resta é acreditar na consciência cidadã e solidaria da nossa equipe de governo, na pujança da nossa juventude e todos que não acham normal o sofrimento humano. Essa é uma luta que compreende, amplitude política, desenvolvimento e participação popular, visando a humanização da nossa cidade



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Deu no Portal Vermelho: Chagas Batista avalia positivamente encontro de prefeitos e vices


Entre os dias 26 e 27 de janeiro ocorreu em Brasília o Encontro Nacional dos Prefeitos e Vices do PCdoB. O vice-prefeito de Tarauacá, no Acre, Chagas Batista, fez sua avaliação sobre o evento em entrevista exclusiva para jornalista Márcia Xavier no programa Partido Vivo da Rádio Vermelho.



Chagas Batista, que participou dos dois dias do encontro, destacou que a troca de experiências é fundamental para melhorar a administração do município. 

Ouça também:

 "O debate cumpre um papel importantíssimo para levar mais experiência, mais otimismo para nossas cidades", destacou o vice-prefeito e ressaltou que apesar de Tarauacá ser uma cidade de médio porte, sustenta um dos piores indicadores na área da educação e que esta será uma das prioridades de sua gestão. 

Ouça a íntegra da entrevista:

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ato político encerra encontro dos prefeitos do PCdoB




 O Ato Político no encerramento do Encontro Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos do PCdoB, na tarde deste domingo (27), com a participação da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, serviu para reafirmar a aliança dos comunistas com o governo da presidenta Dilma. “O PCdoB é leal aos seus aliados e amigos e sabe qual o seu rumo e não abandonamos a nossa trincheira”, afirmou o presidente nacional do Partido, Renato Rabelo.


 A ministra disse que trazia aos prefeitos palavras de "otimismo e parceria"

A ministra Ideli Salvatti, por sua vez, disse que “o PCdoB é parceiro da primeira hora e de todas as horas”, destacando que o momento é delicado e que ”precisamos de muita sintonia e harmonia” para a adoção de medidas do governo Dilma que alteram dogmas, como a redução dos juros e a diminuição da tarifa de energia.“Ao longo dos últimos 10 anos demos uma guinada nas políticas públicas, derrubando dogmas, de que era preciso crescer para distribuir (a riqueza)”, afirmou, destacando que todas as políticas de distribuição de renda, inclusão social e abertura de oportunidade para ampla maioria da população para uma melhor condição do povo, mudou o dogma anterior de que era preciso crescer para distribuir.

Segundo a ministra, nos últimos dois anos outros dogmas estão sendo alterados, como a redução dos juros – que são interesses sagrados e que provocam reações porque mexem com a questão financeira – e a redução da tarifa de energia. Ela disse que todos pensavam que as concessões das companhias de energia elétrica seriam renovadas sem que se mexesse na lucratividade das empresas.

Ao propor parceria com os prefeitos do PCdoB para enfrentar os opositores da política de erradicação da miséria, redução dos juros e ampliação do emprego, ela admitiu que existem problemas nos municípios que o governo Dilma pretende ajudar a resolver.

Tarefa de todos


“A reação é contra a política para avançar para taxas de lucros comparáveis com o que acontece com a maioria dos países que adotam a política econômica que nós temos”, avalia a ministra, ao dizer que “vamos ter que enfrentar a tarefa juntos porque há redução da arrecadação do governo federal que acaba repercutindo nos municípios”, antecipando anúncio, que será feito pela presidenta Dilma no encontro com novos prefeitos que começa nesta segunda-feira (28), de novos programas e ações.

“Vamos ampliar uma série de políticas e programas e vamos também organizar uma rede de apoio à gestão para as prefeituras de menor porte que não têm equipe técnica para elaborar e acompanhar os seus projetos”, afirmou. A declaração foi acompanhada de aplausos e risos, diante do grito do prefeito de Pintópolis (MG), Arguimel Paixão, apontando a sua como a menor cidade administrada pelo PCdoB, de olho na ajuda anunciada pela ministra.

Ela disse que o governo quer renegociar das dívidas dos municípios com o INSS, oferecer empréstimos com taxas de juros baixos, reduzir o indexador da dívida das cidades com a União, insistindo em dizer que o governo federal não pode fazer sozinho e conclamando a todos os gestores a fazer obras e implementar programas para enfrentar a crise.

A ministra disse que a palavra do governo aos prefeitos é de “otimismo e parceria”. “O governo federal não consegue executar suas atividades na ponta sem parceria com os prefeitos e nem os prefeitos sem os recursos da União e quem ganha mais é a população brasileira e nós teremos o reconhecimento dela ao final do período”, concluiu a ministra.

Ajuda aos prefeitos



Para ele, no encontro vai ficar clara a situação de dificuldades dos municípios e o desejo do governo federal de resolver problemas mais candentes. Ele avalia que os anúncios do governo federal são tentativas de ajudar os prefeitos, porque o governo FHC desarticulou os órgãos de planejamento e os municípios ficam, hoje, à mercê de escritórios particulares.

Em resposta ao apelo da minista, o dirigente comunista disse que “o PCdoB sabe qual o lado e o rumo e não perdemos o rumo e nem a nossa trincheira”, reafirmando apoio à presidenta Dilma de levar à frente duas contendas – enfrentar crise econômica mundial e a defesa da democracia.

“Esse é um binômio fundamental da nossa atuação hoje. E a líder maior da nação é quem deve conduzir esse processo”, disse Renato Rabelo, para quem a presidenta Dilma demarca o nosso campo, diz quem é o campo adverso e conclama a união da nação, elogiando o pronunciamento em cadeia nacional de TV da presidenta Dilma anunciando a redução da tarifa de energia.

Minuto de Silêncio



O ato político começou com um minuto de silêncio em memória dos jovens que faleceram em incêndio de uma boate no município de Santa Maria (RS). O presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro, falou sobre a moção de pesar externando o sentimento dos comunistas aos familiares das vítimas e pediu um minuto de silêncio.

Em seguida, ele falou sobre a dinâmica e o significado do encontro dos prefeitos, dizendo que é uma prévia do encontro com a presidenta Dilma, economizando tempo e recursos dos gestores. E que, em 12 mesas temáticas, foram abordados temas como cultura, mulheres, comunicação, saúde, educação, turismo, esporte e ainda planejamento e orçamento de gestão.

Os oradores foram gestores do governo que atuam nessas áreas e gestores públicos do PCdoB que estão à frente de experiências exitosas em municípios administrados pelo Partido.

Segundo Adalberto, a presença da ministra coroa o encontro dos prefeitos que querem ajuda para honrar os compromissos assumidos com os seus eleitores e, para isso, querem contar com apoio do governo Dilma que a ministra representa.

De Brasília
Márcia Xavier



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Pula-pula de Marina Silva e a “Santa” Natureza

Recentemente Heloísa Helena divulgou que sua “amiga” Marina Silva tinha se convencido a fundar um novo partido e disputar as eleições presidenciais de 2014, no que contava com seu (dela) apoio. Nada mais legítimo.

Por Wevergton Brito Lima



O problema é que, “por coincidência”, a partir daí meu e-mail acabou sendo “sorteado” por algum marinista convicto, muito cioso de suas obrigações como militante e que tem certeza de que eu não consigo passar sem ler as colunas de Marina Silva publicadas pela Folha de S.Paulo, inclusive com direito a retrospectivas!

Nas redes sociais também já é comum encontrar este tipo de iniciativa, principalmente de jovens, encantados sobre como Marina Silva, obreira da Assembleia de Deus, é legal e moderna (pois defende a natureza).

Eu já conhecia a face colunista da presidenciável, mas desisti de ser um leitor assíduo no dia em que ela comparou Chico Mendes com Dom Eugênio Sales...

Sobre meio ambiente o que se extrai das colunas da ex-senadora vem de uma visão idealizada da natureza e, mesmo quando ela fala em melhorar indicadores sociais, fica claro que a melhora destes é subordinada ao olhar místico de uma natureza idílica e pura.
 

Aliás, raramente você consegue ler ou ouvir alguma coisa minimamente coerente de certo tipo de “ambientalista” adorador do Al Gore e defensor do “capitalismo verde”.
 

Antes que alguém fique chateado e me acuse de distorcer as posições de Marina, peço apenas que leiam artigos dos dois personagens (Marina e Al Gore). Neles, sem falta, o leitor encontrará a mesma embrulhada de moralismo pequeno-burguês, “fetichização” da natureza, teorias catastrofistas, de vez em quando acompanhadas de fartas doses de misticismo e esoterismo da pior espécie. Tanto assim que, na Campus Party de 2011, segundo reportagem da Veja, “o clímax foi atingido quando Gore agradeceu a presença no evento da ex-candidata à Presidência da República Marina Silva – chamando-a carinhosamente de ‘minha amiga’. O público foi ao delírio. A ‘verde’ Marina acompanhou o debate sentada entre os campuseiros.”
 

Antes de qualquer alusão ao significado político das movimentações de Marina Silva, creio ser importante buscar entender o que significa, do ponto de vista ideológico, o discurso que Marina e muitos dos seus seguidores fazem sobre o meio ambiente.
 

Desde a queda do Muro de Berlim uma gigantesca máquina de propaganda tenta convencer o mundo de que a luta por um novo sistema social é utópica e irreal, e busca canalizar a vocação rebelde da juventude para causas colaterais que não ataquem o que realmente possa representar perigo ao status quo.
 

A “luta pela preservação ambiental”, destituída de conteúdo político, tem servido como uma luva a este propósito.

A visão mistificada da natureza é muito bem vendida por uma sórdida aliança entre mídia hegemônica, ONGs testas de ferro de interesses imperialistas e políticos oportunistas (alguns incrivelmente usados sem terem disso consciência, outros descaradamente canalhas), e consegue fascinar um incrível número de jovens bem intencionados que acabam convencidos de que o maior problema do mundo é salvar o urso panda, contribuindo assim para a alienação da juventude das causas reais da devastação ambiental e das injustiças sociais.
 

O Urso Panda, aliás, se dependesse da “santa” natureza já tinha ido pro vinagre há muito tempo. Esse animal é um bicho que evoluiu errado. Era carnívoro, virou herbívoro e passa 16 horas por dia comendo bambu. Apesar de comer de 9 a 14 quilos por dia, sua pouca absorção de nutrientes (característica de seu sistema digestivo ineficiente para o alimento que ele passou a comer) mal lhe sustenta as funções básicas do organismo.
 

Além disso, o Urso Panda, pra desespero da Ursa Panda, só quer saber de sexo uma vez por ano (tem um motel em Botafogo que tem o Urso Panda como símbolo, ou seja, um contrassenso).
A natureza, para desgosto da “trotskista cristã” Heloisa Helena, não perdoa esse tipo de falha e só o que salvou o Urso Panda da extinção foi a ação humana, que se dá ao trabalho de preservá-lo em cativeiro, fazendo de tudo para que o pouco entusiasmado Urso Panda procure com mais constância a senhora Ursa Panda, podendo nascer assim mais pandinhas.
 

Eu, de minha parte, apoio incondicionalmente as medidas contra a extinção do Urso Panda, se temos meios de preservá-lo, mas vejam que os que trabalham com a noção da “santa natureza” e aplaudem essa iniciativa caem em contradição com seu próprio discurso pois essa ação preservacionista é uma clara intervenção direta do homem no livre curso da natureza. Mas a natureza não é boa? A natureza não é justa? A natureza não é sábia? Claro que não! A natureza apenas é.
 

A natureza está pouco se lixando para considerações éticas, morais ou filosóficas. Quem tem estas preocupações somos nós, homens e mulheres.

Quando um jovem leão expulsa o leão mais velho da liderança de um bando, a primeira providência que o novo líder toma é devorar os leõezinhos, filhotes do antigo líder. A cena é de grande violência e dramaticidade. Num primeiro momento as leoas se unem para tentar deter o invasor e salvar os filhotes, mas via de regra são facilmente derrotadas. O jovem leão sai então à caça dos filhotes que, desesperados, tentam escapar, sem sucesso. Um a um são achados, mortos e devorados.

Rapidamente as leoas se adaptam à situação e se entregam ao novo líder. A “mãe” natureza não julga o “infanticídio” do leão e a conduta, digamos, muito liberal das leoas. O jovem leão, ao matar os filhotes, o faz por instinto, pois sem os filhotes as fêmeas entram mais rápido no cio e o Leão, ao contrário do Urso Panda, é um verdadeiro tarado e gosta de uma prole numerosa. Portanto, os discursos “infantilóides” sobre como a natureza tão boazinha é maltratada pelos homens maus é de uma superficialidade tão grande que raia à indigência mental, mas se extrairmos a essência da maior parte do discursos “eco-chatos” não é justamente isso que encontramos?
 

É lógico que a questão da preservação ambiental é um assunto da maior relevância e existe muita gente boa e séria que se intitula ambientalista, título que deve orgulhar e fazer parte do ideário de todo lutador social consequente. Mas, por outro lado, é preciso que essa discussão se dê em outras bases, onde os interesses pelo desenvolvimento humano, pelo combate à pobreza e à exclusão social não sejam colocados como inimigos da preservação ambiental. Sem um debate mais qualificado vamos apenas patinar na cantilena de charlatões e aproveitadores sem jamais aprofundar a questão que nos levará inevitavelmente a questionar o modo de produção. A devastação do meio ambiente é real? Claro. Existem espécies ameaçadas pela ação predatória do homem? Sem dúvida. Mas o modo de produção e os valores dominantes que daí decorrem são os reais problemas a serem enfrentados se quisermos falar a sério em preservação ambiental e não nos perdermos no pântano de “trotskismos cristãos” e outras aberrações.

Para finalizar, nas colunas da Marina publicadas pela
 Folha li duas vezes referências a uma carta aos jovens, escrita por Chico Mendes pouco antes de morrer. É engraçado que a colunista não tenha publicado nenhuma parte da mesma, já que ela é muito curta e incisiva. Em duas colunas distintas ela menciona a carta com destaque, mas sem citar qualquer trecho. Basta, no entanto, ler a carta para compreender que, para Marina, só interessa usar a face mais midiática do Chico Mendes. Termino, pois, com a carta do líder seringueiro que a Marina parece ter vergonha de divulgar. Por ela a gente percebe que, ele sim, compreendia a verdadeira dimensão da luta ambiental.


"Atenção, jovem do futuro:

Seis de setembro de 2120, aniversário ou centenário da Revolução Socialista Mundial, que unificou todos os povos do planeta num só ideal e num só pensamento de unidade socialista, e que pôs fim a todos os inimigos da nova sociedade.
Aqui fica somente a lembrança de um triste passado de dor, sofrimento e morte.
Desculpem, eu estava sonhando quando escrevi esses acontecimentos que eu mesmo não verei.
Mas tenho o prazer de ter sonhado.

Chico Mendes"


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domingo, 20 de janeiro de 2013

UM BOM ARTIGO PARA ASSIMILAR COM MATURUDADE

Constituída uma frente partidária, todos se tornam a mesma coisa e reina um pensamento único. Certo ou errado? Erradíssimo! Tanto no curso da peleja eleitoral, como no exercício do governo.

Por Luciano Siqueira


Ora, se aliança significasse perda da identidade, da autonomia e da independência política não faria sentido partidos se conjugarem em torno de um mesmo projeto. Juntam-se, porém permanecem diferentes entre si, cada qual mantendo o seu matiz político e ideológico.

Por isso se deve assimilar com naturalidade a manifestação de opiniões críticas, e mesmo discrepantes, de um partido aliado em relação ao governo do qual participa. Nem divergência é igual a crise, tampouco significa necessariamente ensaio de dissenção futura. No entanto, lê-se com frequência em nossos jornais, blogs e portais noticiosos alusões a conflitos entre o governador Eduardo Campos, do PSB, e a presidenta Dilma porque o pernambucano, por exemplo, bate na tecla de um desejado reequilíbrio do pacto federativo. Ou menciona o crescimento do PIB aquém do esperado.

Fosse assim, o PCdoB deveria ser apontado como dissidente há muito tempo, desde os dois governos sucessivos do presidente Lula, tal a intensidade com que os comunistas criticaram a política macroeconômica herdade, na sua essência, da chamada “era FHC”, que prosseguiu com Lula. Sempre em termos afirmativos, porém fraternais – como, aliás, tem feito o governador Eduardo Campos. Do contrário, a presidenta não teria aliados, mas apenas áulicos. E ai do governo que não proporcione ambiente interno saudavelmente permeável à explicitação de pontos de vistas divergentes!

A presidenta Dilma, é bom anotar, tem essa compreensão democraticamente larga do exercício de sua liderança. Valoriza o debate na busca de solução para os ingentes problemas que se colocam na ordem do dia, tendo em vista a construção de um projeto nacional de desenvolvimento sustentável e socialmente avançado.

Fora desse parâmetro, teríamos um governo tão autoritário e ultra centralizador quanto inepto e apequenado. Muito distante dos desafios do Brasil dos nossos dias, em que a par de uma conjuntura internacional adversa – tamanha a dimensão da crise econômica, financeira e ideológica do sistema capitalista dominante -, que implica ameaças sobre a economia brasileira, e em que há que arrostar imensos obstáculos ao pleno desenvolvimento nacional. Obstáculos de natureza estrutural e, no curto prazo, de natureza crucial, como tem sido o de suplantar fundamentos macroeconômicos neoliberais, como a política de juros altos.

Assim, saudemos o bom debate de ideias – no interior do governo, da frente partidária que o sustenta e no conjunto da sociedade.


Luciano Siqueira é Vice-prefeito de Recife

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A DIMENSÃO DOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS


Estamos em uma época de plenas transformações sociais, de cumprimento de compromissos feitos no período eleitoral. O processo seletivo de títulos da SEME para professores de nível médio e superior, que contemplará as escolas rurais e urbanas do nosso município é apenas o início de um período de mudanças em nosso município. Era necessário esse concurso com validade de um ano, que para muitos pode ser pouco, mas que para a maioria da nossa população é a maneira mais democrática de fazer a coisa certa, na hora certa. E também uma forma de qualificar o serviço público, dando o direito das pessoas exercerem suas experiências profissionais e poderem ingressar no serviço publico com igualdade e oportunidade e  ter o seu emprego sem favores políticos. 

 Esperamos que esse primeiro passo contemple a necessidade profissional e pessoal de nossa população que Há exatamente 10 anos estavam vivendo de contratos provisórios, sem ter legalmente nenhuma garantia assegurada.

Desejamos e queremos poder fazer muito mais, essa foi à primeira parcela de retribuição que daremos a vocês, como forma de agradecimento por nos ter dado a oportunidade de trabalhar em prol das necessidades básicas, porém necessárias para se ter uma vida digna, contamos com a participação de todos nesse processo seletivo, que a SEME, juntamente com a nossa gestão está proporcionando à nossa querida população de lutadores da educação de nosso município.

 A luta só começou, batalhas virão, mas venceremos juntos a guerra maior que é dar diretos a quem tem e precisa, delegar deveres e junto construirmos uma Tarauacá boa de viver, onde o nosso povo comemore os progressos em todas as áreas, exaltando a qualidade do que está acontecendo e crendo que coisas boas nascem dos pequenos avanços que damos a cada dia.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Raízes e Tronqueiras em Um Novo tempo

 Estamos iniciando um novo ano, em que se renovam as esperanças e nesse novo recomeço quero agregar valores, incluir o velho que estava esquecido, discutir com as pessoas temas referentes aos problemas reais que acontecem no cotidiano de nossa querida cidade, ouvir sugestões que venham a somar em nossas decisões das mais simples até as complexas.


Fazer o certo exige ouvir reivindicações, calar quando e preciso e falar quando for necessário. Sabemos que o novo sempre traz conflitos, mas quando estamos lutando pela mesma causa podemos mediar situações e desenvolver situações inteligentes que agradem a maioria.

E como diz a música, estamos “em um novo tempo e apesar dos castigos, estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos”.

Precisamos esquecer as diferenças, de raça, de cor, de religião. Unir-nos pelo amor, esquecer a dor que nos fez chorar e planejar um novo amanhã, sem incertezas, fúrias e medos.

Vamos nos unir nos entender, enfim crescer, alcançar o impossível, viver a vida sem opressão,sonhar novos sonhos, construir no hoje o futuro que precisamos, com a firmeza dos nossos ideais e com a esperança na mudança de hábitos, de costumes arcaicos, que nos empobrecem alma e nos fazem adiar nosso progresso e comemorar novos sucessos.

Raízes e Tronqueiras estarão à disposição de seus seguidores e de qualquer usuário para receber sugestões, notícias, críticas construtivas e assim fazer desse novo tempo, o começo de um trabalho onde seremos parceiros, compartilhando sempre os mesmos desejos, anseios e acima de tudo a vontade de fazer o melhor, o que for necessário para a nossa população taraucaense que esse ano comemora o centenário de nossa querida Tarauacá.



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer morre aos 104 anos


O arquiteto Oscar Niemeyer morreu na noite desta quarta-feira (5) no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde o dia 2 de novembro. O arquiteto completaria 105 anos em 15 de dezembro. Niemeyer deixa a mulher, Vera Lúcia, 67, com quem se casou em 2006. Deixa ainda quatro trinetos, 13 bisnetos e quatro netos, filhos de Anna Maria – sua única filha, morta em junho passado, aos 82 anos – , fruto de seu casamento com Anita Baldo, de quem ficou viúvo em 2004.

Nascido no bairro de Laranjeiras, no Rio, Oscar Niemeyer se formou em arquitetura e engenharia na Escola Nacional de Belas Artes em 1934. Em seguida, trabalhou no escritório dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão, onde integrou a equipe do projeto do Ministério da Educação e Saúde.

Por indicação de Juscelino Kubitschek (1902-1976), então prefeito de Belo Horizonte, Niemeyer projetou, no início dos anos 1940, o Conjunto da Pampulha, que se tornaria uma de suas obras brasileiras mais conhecidas.

Em 1945, o arquiteto ingressou no Partido Comunista do Brasil (PCB), entrando em contato com Luiz Carlos Prestes e outros dirigentes revolucionários. Ao longo das décadas, travou amizades com diversos líderes socialistas ao redor do planeta, entre eles o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, viajando constantemente à União Soviética, a Cuba e aos países socialistas do Leste europeu.

Em 1947, Niemeyer fez parte da comissão de arquitetos que definiria o projeto da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York. A proposta elaborada por Niemeyer com o franco-suíço Le Corbusier serviu de base para a construção do prédio, inaugurado em 1952.
Durante os anos 1950, projetou obras como o edifício Copan e o parque Ibirapuera, ambos em São Paulo, além de comandar o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Novacap, responsável pela construção de Brasília.

Ao lado de Lúcio Costa, arquitetou Brasília, a nova capital do país, concebendo majestosos edifícios, como o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional.

Inaugurada em abril de 1960, Brasília transformou a paisagem natural do Brasil central em um dos marcos da arquitetura moderna.

Impedido de trabalhar no Brasil pela ditadura militar, Niemeyer se mudou em 1966 para Paris, onde abriu um escritório de arquitetura. Projetou a sede do Partido Comunista Francês, fez o Centro Cultural Le Havre, atualmente Le Volcan, realizou obras na Argélia, na Itália e em Portugal.

Deixou inúmeras obras que modificaram a paiusagem urbana de diversas cidades do mundo. Entre as mais importantes obras do arquiteto destacam-se o conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte; o Edifício Copan, em São Paulo; a construção de Brasília; a Universidade de Constantine e a Mesquita de Argel, na Argélia; a Feira Internacional e Permanente do Líbano; o Centro Cultural de Le Havre-Le Volcan, na França; os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) e a Passarela do Samba, no Rio de Janeiro; o Memorial da América Latina e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo; e o Caminho Niemeyer, em Niterói, Rio de Janeiro; além do Porto da Música, na Argentina.

Após a anistia, retornou ao Brasil, no início dos anos 1980. No Rio, projetou os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública, apelidados de "brizolões") e o Sambódromo, durante o primeiro governo de Leonel Brizola no estado (1983-1987).

Em 1988, Niemeyer se tornou o primeiro brasileiro vencedor do prêmio Pritzker, o Oscar da arquitetura. Ainda em 1988, Niemeyer elaborou o projeto do Memorial da América Latina, em São Paulo.

Nos anos 1990 e 2000, a produção de Niemeyer continou em alta, com a inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e o Auditório Ibirapuera, dentro do parque, em São Paulo.

Em 2003, exibiu sua versão de um pavilhão de exposições na tradicional galeria londrina Serpentine – que todo ano constrói um anexo temporário.

Ao completar 100 anos, em 2007, Oscar Niemeyer recebe diversas condecorações. Entre elas, a medalha ao Mérito Cultural, conferida pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reconhecimento à sua contribuição à cultura brasileira. Na França,o arquiteto é condecorado com o título de comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra.

Em 2007, projetou o Centro Cultural de Avilés, sua primeira obra na Espanha. Inaugurado em março de 2011, o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer foi fechado após nove meses, em meio ao agravamento da crise econômica, desentendimentos entre o governo local e a administração do complexo no dia do aniversário de 104 anos de Niemeyer. Em meados de 2012, no entanto, o centro foi reaberto.

Mais de 60 anos após a realização do Conjunto da Pampulha, o arquiteto voltou a assinar um projeto de grande porte em Minas Gerais em 2010, com a inauguração da Cidade Administrativa do governo do estado, na Grande Belo Horizonte.

Atualmente, em Santos, está em execução o projeto de Niemeyer para o museu Pelé. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro de 2012. Niemeyer projetou também o edifício da nova sede da União Nacional dos Estudantes.

Com informações da Folha de S. Paulo on line e Agência Brasil


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tarauacá e Jordão, uma história de resistência


Neste domingo, por ocasião da solenidade de diplomação dos vereadores, prefeitos e vice-prefeitos de Tarauacá e Jordão, lembrei-me dos tempos difíceis quando estávamos enfrentando os coronéis de barrancos para construir o partido em Tarauacá e depois na vila Jordão, quando ainda não era município.

 Foram anos de sacrifícios subindo Rios, realizando reuniões e procurando construir uma consciência nova, com base na resistência as injustiças sociais e na proposição de novo projeto de esperança, na busca para fazer a inclusão dos "sem força e sem voz" no processo politico, econômico, social e cultural da nossa região.

No Jordão, o município que elegeu o comunista Élson Farias, o primeiro contato que fizemos com os moradores  com o intuito de fundar o partido recebemos a forte reação dos seringalistas e da igreja, que na época dizia não aceitar que se falasse no partido no lugar. A Igreja fazia campanha aberta para evitar que o povo participasse das nossas reuniões. Hoje vivemos um novo tempo, além de eleger o prefeito, dos  quatros vereadores que elegemos, um é pastor evangélico.  

Os esforços não foram em vão, mais de duas décadas depois o povo elegeu e a justiça validou o processo eleitoral de Tarauacá e Jordão.  Dos 24 eleitos nos dois municípios, (vereadores, prefeitos e vice-prefeitos) nove são do PCdoB. Sete vereadores, um prefeito e um vice-prefeito. Dedicamos essa vitória, a todos e todas, que nestes anos de embates, nos seguiram. Muitos não estão mais entre nós, mas seus familiares continuarão juntos, participando do adjunto e colhendo os frutos.