domingo, 24 de março de 2013

ACCIOLY: "MOISÉS DINIZ E OS 28 ANOS DE LUTA DO POVO QUE VAI COMPLETAR 100 ANOS."


O Deputado Moisés Diniz foi até o município de Tarauacá neste sábado para participar das comemorações do aniversário do PCdoB, partido do qual ele é um dos fundadores. 

Há 28 anos nascia em Tarauacá uma agremiação política diferente de tudo que a sociedade da época havia imaginado. Um grupo de jovens sonhadores vestidos com camisetas vermelhas, calças jeans surradas e tênis allstar, começaram a dizer para outros jovens que existia uma realidade que todos deveriam conhecer e lutar por ela. Era uma "tal liberdade". 

Moisés, Edvaldo, Batista, Pelezinho, João Bosco e outros companheiros nem imaginavam que ali estariam plantando uma semente para que a população reescrevesse a história do município de Tarauacá. Fundaram o Partido Comunista do Brasil - PCdoB, filiaram jovens, trabalhadores rurais e professores, abriram uma sede para o partido que até hoje nunca fechou suas portas.

Nasceram então, os movimentos culturais através dos festivais da canção onde as primeiras manifestações de liberdade começaram a se expressar."Enquanto os cuturnos rondam a cidade, eu vou dedilhar o meu rosário", é frase de uma das canções da época que protestava contra a opressão.

Depois vieram os movimentos de juventude, o fortalecimento do sindicato dos trabalhadores rurais, o sindicato dos trabalhadores em educação, as associações de moradores e a forte participação na vida política da cidade. 

Panfletos, pichações, assembleias,  passeatas, ocupações de terras improdutivas, greves e o romantismo de uma galera que enfrentou governos impopulares, processos, prisões, mortes e todo tipo de adversidade para que hoje as novas gerações pudessem pelo menos se manifestar livremente. É uma longa história que precisa ser contada e estudada por tarauacaenses, acreanos e brasileiros.

Moisés Diniz foi um dos principais protagonistas dessa história que ainda não acabou. Moisés é um Tarauacaense por opção de seu coração de luta, que está mais amadurecido. O então Deputado eleito e reeleito pelo povo que ele ensinou a lutar, deu uma verdadeira "volta ao mundo" e ainda demonstra ser o mesmo daquela época. São poucos os acreanos com uma história tão bela pra contar paras os seus netos.

Moisés não tem grandes posses, mas, tem grandes sonhos. Mais de duas décadas na política e um nome limpo. Mas não é só isso. Queremos mais do camarada, companheiro e amigo. Queremos que ele saiba o quanto nós o admiramos.

Accioly, Hevania, Giovanni e Janaínna.










































sábado, 23 de março de 2013

Ao Sul da Fronteira de Oliver Stone traça panorama Latino

Partindo da Venezuela, o renomado cineasta Oliver Stone percorre países da América do Sul entrevistando seus presidentes. O documentário Ao Sul da Fronteira traça um panorama desses governos de esquerda no continente.

Por Edu Fernandes



O diretor Oliver Stone faz questão de deixar claro seu ponto de vista quando adota alguma temática política em seus filmes, como em Platoon (1986). Dessa vez ele traz toda sua armagura com os republicanos no documentário Ao Sul da Fronteira (South of the Border), no qual alguns presidentes sul-americanos são entrevistados para mostrar como funcionam esses governos de esquerda.

Por ter sua visão bem explícita, o documetário é totalmente parcial e poderá ofender quem não tem a mesma visão de mundo. Quem vota em políticos que preferem construir pistas e viadutos para automóveis e esquecer os corredores de ônibus, ou que aprovam a progressão continuada que permite analfabetos chegando até o segundo grau, com certeza não faz parte do público alvo desse filme. Os representantes clássicos dos setores sociais que já apoiaram a ditadura militar ficarão irritados com as entrevistas. (OK, essa crítica também pode ser considerada tendenciosa).

Stone tenta entrar no filão que já é dominado por Michael Moore, mas sem os requintes que seu colega despojado domina com mais facilidade. Só há as conversas com os presidentes e algumas imagens de arquivo.Ao Sul da Fronteira não se preocupa em construir diagramas, animações ou dar espaço para piadinhas. Alguns dizem que esses recursos tiram a seriedade da obra, mas acabam deixando a mensagem mais fácil de ser assimilada.

Fonte: Cinepop

sexta-feira, 22 de março de 2013

PCdoB: "Mesma cara, mesma história, mesmo partido"


Neste sábado o PCdoB realizará um ato comemoração do seu nonagésimo primeiro aniversário de fundação no Brasil. Em Tarauacá, a data será comemorada na quadra da escola José Augusto e vai reunir militantes, filiados e amigos para referenciar a trajetória politica do partido.

Na oportunidade, será comemorado também, 28 anos de fundação em Tarauacá. São quase três décadas de trajetória sempre firme na defesa do município e do povo. Neste período o partido nunca fechou sua sede e nem traficou com os interesses da população. Foram mais de duas décadas de resistência na oposição, sempre com a mesma cara e o mesmo compromisso.

No ato comemorativo será realizado um ato de filiação de novos amigos e camaradas ao Partido. Venha você Também!!!

quarta-feira, 20 de março de 2013

IMAGEM DO DIA


Encontros, unidade e luta – os caminhos da Esquerda



Como era previsto, no ano de 2013 estão sendo realizados ou se encontram em preparação importantes encontros de forças da esquerda latino-americana e mundial. São eventos que podem ter impacto sobre as lutas dos povos em cada país em torno de questões candentes da conjuntura e contribuir para abrir perspectivas no plano estratégico.

Nos últimos dias, de 14 a 17 de março, teve lugar na Cidade do México o 17º Seminário Internacional “Os Partidos e a Nova Sociedade”, organizado pelo Partido do Trabalho (PT) do México. De composição variada, com forte presença comunista e de outras forças revolucionárias e anti-imperialistas, o encontro contou com a participação de mais de uma centena de organizações de esquerda dos cinco continentes. O conteúdo dos documentos apresentados, das rodadas de debates e as resoluções tiveram por foco a crise do sistema capitalista, as graves questões geopolíticas da atualidade, as ameaças à paz derivadas das políticas neocolonialistas e agressivas das potências imperialistas e as lutas dos povos e nações por um novo ordenamento econômico e político mundial.

Em busca de situar as forças consequentes da esquerda numa correta perspectiva tática e estratégica, o encontro organizado pelo PT mexicano debruçou-se sobre as distintas expressões do poder popular e passou em revista os caminhos para a conquista e consolidação de governos alternativos, conformados por forças transformadoras e progressistas.

Numa direção semelhante em muitos dos seus aspectos, o Foro de São Paulo anunciou no último domingo os preparativos para a realização do seu 19º Encontro, no mês de julho no Brasil. Também neste caso, esta articulação de forças de esquerda latino-americanas volta as suas atenções para o desenvolvimento e agravamento da crise do capitalismo-imperialismo e suas consequências geopolíticas. Numa região em que ao longo de uma década e meia foram acumulando-se vitórias eleitorais das forças de esquerda e vão tomando forma distintas experiências de governos alternativos sob a direção de forças progressistas, é de se esperar que tais experiências passem pelo crivo de uma avaliação sistemática e sejam enfrentados os novos desafios, tendo sempre por critério definidor os anseios de libertação nacional e social dos povos.

Está prevista também para este ano a realização do 15º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, no mês de novembro em Portugal, com agenda ainda a ser definida. Constituído por partidos e organizações com nítida identidade comunista, esses encontros dão uma contribuição especial à compreensão dos complexos problemas mundiais, à formulação de plataformas de luta dos trabalhadores e dos povos e, sobretudo, apontam a perspectiva do socialismo como alternativa ao sistema capitalista-imperialista, historicamente esgotado. Os encontros dos partidos comunistas têm insistido com toda a clareza em que a única via para a conquista do progresso social e da paz é a luta dos trabalhadores e dos povos pelo socialismo.

Os Encontros Internacionais de Partidos Comunistas e Operários firmam-se como uma dinâmica de busca da unidade, exercício de cooperação e solidariedade internacionalista, por meio da qual os partidos comunistas definem linhas de atuação comum e vão conformando um campo próprio no quadro geral da luta anti-imperialista.

Além da crise sistêmica do capitalismo – para a qual são vãs as expectativas de superação sem luta revolucionária – o mundo está vivendo enorme instabilidade, caracterizada por profundas crises políticas e por uma brutal ofensiva imperialista contra os povos. Malgrado a retórica de paz e cooperação dos Estados Unidos e demais potências imperialistas, o mundo vive uma alarmante situação, em que as conquistas democráticas e sociais são atacadas, o direito internacional é tornado letra morta, a soberania nacional é constantemente violada, configurando-se uma situação de insegurança e de graves ameaças à paz e à própria sobrevivência da humanidade. Um dos traços marcantes de nossa época é a tendência declinante nos planos econômico e político do sistema capitalista-imperialista, o que aumenta a sua agressividade e acarreta uma inarredável crise civilizacional.

Neste quadro, agigantam-se os desafios e as responsabilidades das forças de esquerda. Trilhar os caminhos da resistência à brutal ofensiva do imperialismo, da luta pelos direitos dos trabalhadores e dos povos, da defesa da soberania nacional e da paz, é tarefa irrecusável e inadiável das forças consequentes em sua opção política e ideológica de ser de esquerda.

Destaca-se o esforço pela união dos povos na luta anti-imperialista, para dar impulso à resistência e à luta, descortinar perspectivas, mobilizar as massas e fortalecer as suas organizações. Esta união é a tarefa mais importante para canalizar o descontentamento popular que se espraia e dar consistência organizativa, força e consequência aos levantamentos populares pela democracia, os direitos sociais, a soberania nacional, o desenvolvimento nacional com progresso social.

Os encontros entre as forças de esquerda podem jogar um importante papel no enfrentamento desses desafios, quando neles prevaleçam a unidade, a cooperação, a solidariedade e o espírito de luta.

Fonte: Portal vermelho

domingo, 10 de março de 2013

Uma semana de Rosas

 Nesta semana realizamos uma serie de eventos de comemoração ao Dia Internacional das Mulheres.  Hoje pela manha visitamos e distribuímos flores no mercado municipal, juntos com a União Tarauacaense de mulheres  e Rede de mulheres.  

Nesta data, saudamos todas  as mulheres  Tarauacaenses ao mesmo  tempo que expressamos nosso apoio às comemorações desta data, sempre marcada pela luta das mulheres, do Brasil e do mundo inteiro, por sua emancipação.

Esta data tem um significado especial na trajetória das brasileiras que querem avançar na construção de um mundo de igualdade.






Saiu no Escrevinhador, do Rodrigo Vianna: CHAVEZ: A MULTIDÃO VERMELHA FAZ HISTÓRIA


por Rodrigo Vianna

A multidão nas ruas nem sempre é boa medida para avaliar um sistema político. Existem as multidões enfurecidas, as multidões conduzidas por ditadores. As multidões amorfas.

Acima, vemos a multidão vermelha que tomou as ruas de Caracas para se despedir de Chavez. Do alto, imagem que impressiona. Mas é preciso baixar à rua e olhar a história da América Latina para compreender de que multidão se trata.

De táxi, eu tentava me aproximar do Forte Tiúna – sede do comando das Forças Armadas da Venezuela, onde ocorre o velório de Hugo Chavez.  O motorista que me conduzia olhava a multidão nas ruas e dizia: “quanto estão pagando a essa gente para vir até aqui?” Ah, os taxistas…

Desci do carro, segui a pé com o cinegrafista Josias Erdei. Multidões desciam dos morros. Mães com crianças de colo, homens jovens de mãos dadas com as mães já alquebradas pelas idade, pais conduzindo famílias inteiras pelas ruas. Tristeza, sim, mas sem desespero. E os gritos: “Chavez vive, la lucha sigue”.

Essa é a multidão da democracia, tantas vezes pisoteada na América Latina. Pisoteada no assassinato de Gaitán na Colômbia em 1948, no suicídio de Vargas em 54, nols golpes militares do Cone Sul dos anos 60 e 70. A multidão vermelha de Caracas é a mesma que baixou dos morros, em 2002, e garantiu o mandato de Chavez. Os golpistas tinham as televisões, os empresários, a classe média. Chavez tinha o povão. Ou seria o contrário: o povão tinha Chavez, e dele não abriu mão. 

É preciso lembrar sempre: a multidão precede Chavez na história da Venezuela. Não foi Chavez que inventou a multidão, mas a contrário: a multidão é que inventou Chavez.

1989. O governo neoliberal venezuelano anuncia um aumento geral de tarifas. A multidão, sem líder, sem controle, põe fogo em Caracas. O Caracazo era o sintoma de que a multidão retomava o fio da história que os idiotas neoliberais imaginavam extinto.

A multidão do Caracazo gerou o Chavez de 92: líder de uma rebelião frustrada. Depois, viria a vitória chavista nas urnas em 1998. E um governo sustentado pela multidão. Sempre.

Chavez é filho da multidão, por mais que dezenas de pessoas com as quais conversei nas ruas de Caracas tendam a ver o contrário: “era como um pai para nós”. Ah, a eterna necessidade humana de se proteger à sombra de um pai poderoso e justo. Mas quantas vezes são os filhos que – sem perceber – conduzem os pais!

A multidão vermelha de Caracas tem o fio da história nas mãos. Vejo cenas emocionantes nas ruas: gente que chora ao falar o nome de Chavez. E um bordão que se repete, mas que não se desgasta: “Chavez somos todos nós, Chavez é a multidão”.

Na fila que passa lentamente ao lado do caixão, senhoras desesperadas se debruçam, fazem o sinal da cruz. Soldados fardados batem continência. Mas às vezes tudo se inverte: o soldado chora, e mulheres batem continência ao “comandante”.

O taxista do começo do texto, coitado, faz parte de um outro mundo. Preso à lógica mercantil, acredita que as pessoas só se movem quando são “pagas”. Mas a multidão de Caracas se move por outros caminhos. A multidão de Caracas parece disposta a conduzir o fio da história.

Discursos derramados na TV. E de repente o aviso (chocante para mim, confeso) de que Chavez será “embalsamado”. Que apego à figura do líder! Chavez, preso numa urna de cristal, não pode fazer nada. É apenas uma alegoria – algo fantasmagórica – num país em que a história se escreve pelas multidão: em 89 no Caracazo, em 2002 na reação ao golpe, em tantas e tantas eleições… E agora também na despedida do líder.

Dia seguinte, sexta-feira: a multidão interrompe sua lenta caminhada ao largo do saguão onde ocorrre o velório. Agora são os chefes de Estado que prestam homenagem a Chavez. Simbolicamente, Nicolás Maduro ergue uma réplica da espada de Bolívar. E a deposita sobre o caixão.

Bolívar conduzia a multidão. Chavez foi conduzido por ela. A multidão vermelha de Caracas faz história.

terça-feira, 5 de março de 2013

Hugo Chávez (1954-2013)

A morte do comandante presidente Hugo Chávez Frias nesta terça-feira, 5 de março, provoca imensa dor e consternação no povo venezuelano, em todos os povos latino-americanos e na imensa legião de admiradores, seguidores, amigos e aliados que com sua força interior, seu carisma, seu talento e energia conquistou para a Revolução Bolivariana e a causa da libertação nacional e social de seu povo.

Hugo Chávez entra para a História como uma das maiores figuras já nascidas em solo latino-americano. Ao lado de Fidel Castro, o comandante da Revolução Cubana, foi o principal líder anti-imperialista dos tempos atuais, depositário da confiança dos povos da “Nuestra América”, como denominou José Martí.

Foi efetivamente um gigante. Chávez liderou um importante movimento político, que, de tão novo, ainda está no nascedouro. Com a força das suas ideias transformadoras e o seu exemplo edificante de dirigente revolucionário e estadista, tal movimento tende a se consolidar e perenizar como a grande tendência de nossa época. O movimento político protagonizado e dirigido por Chávez tem por essência o anti-imperialismo, que é o próprio espírito da nossa época, a marca da resistência tenaz dos povos à ofensiva neocolonialista dos potentados internacionais sob a égide do imperialismo estadunidense.
Outra marca indelével de seu pensamento e obra é a democracia popular, participativa, a mobilização permanente do povo, arma da vitória em qualquer batalha contra os inimigos por mais poderosos que se afigurem.

Chávez forjou a unidade do povo, bandeira da esperança, a partir das demandas e anseios dos humildes, dos trabalhadores, dos explorados e oprimidos do seu país, em luta contra oligarquias usurárias e cruéis.

Fez também da unidade dos povos latino-americanos e caribenhos uma bandeira de luta, uma meta a alcançar, cujos primeiros resultados estão em evidência nas atuais conquistas democráticas, patrióticas e no plano da integração soberana e solidária, cujas expressões maiores são a Aliança Bolivariana dos Povos de Nossa América (Alba) e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Chávez passa à história como um internacionalista, um estrategista que repôs na ordem do dia das tarefas mais importantes da época a luta pelo socialismo, pela independência nacional e a paz.

Hugo Chávez é o libertador moderno da Venezuela e da América Latina. Antes da sua primeira vitória eleitoral, em 1998, as perspectivas de seu país e de toda a América Latina eram as mais sombrias. Estava em curso uma tremenda ofensiva neocolonialista e, com a honrosa exceção de Cuba revolucionária, o imperialismo contava com o consentimento, a permissividade e o beneplácito das classes dominantes, oligarquias e governos locais. Tudo indicava no sentido da submissão ao chamado Acordo de Livre Comércio para as Américas (Alca).

Esta situação começou mudar a partir da tomada do poder por Hugo Chávez. Ele lançou o brado da integração dos povos, da unidade latino-americana e caribenha, a partir do ideário do libertador Simon Bolívar.

Chávez iniciou na Venezuela a revolução democrática, redigiu a Constituição bolivariana, que lhe deu força e legitimidade para iniciar o desmonte do sistema político das oligarquias ligadas ao imperialismo.

Chávez introduziu um modo novo de governar e de enfrentar a questão social, tão aguda em seu país. Não se deixou levar pela rotina do Estado burocrático. Lançou um ambicioso programa social e de mobilização popular a que chamou de Missões, pelo qual enfrentou os problemas da educação, da saúde, da educação, da alimentação e do bem-estar social.

Em outra frente estratégica, Chávez nacionalizou o petróleo, que passou a alimentar não mais os apetites insaciáveis de lucro das multinacionais, mas a sustentar o desenvolvimento de um país soberano.

Com isso, o líder bolivariano conquistou impressionante adesão popular, mas também, por outro lado, o ódio da burguesia e do imperialismo.

Por esta razão, foi vítima de um golpe de Estado, de sabotagens à economia e de uma tentativa de revogar seu mandato. Foram intentonas contrarrevolucionárias comandadas de fora pelo imperialismo com o apoio das oligarquias internas.

Depois de 14 anos de exercício do poder por Hugo Chávez, baseado em ampla frente política de esquerda e no imenso movimento popular que o respalda, a Venezuela avançou na construção do bem-estar social e na elevação da consciência política do povo.

Já enfermo, mas consciente das suas elevadas responsabilidades perante a Nação, o povo e os países irmãos, Chávez aceitou o desafio do embate eleitoral que culminou com sua vitória retumbante em 7 de outubro do ano passado, ocasião em que afirmou: “O que o que está em jogo é a própria Pátria”. Consciente das dimensões que essa batalha tinha para a América Latina e o mundo, o líder da Revolução cubana, Fidel Castro, disse que “poucas vezes, talvez nunca, pôde-se refletir, tão nitidamente, uma luta de ideias entre o capitalismo e o socialismo como a que se expressa hoje na Venezuela”.

Os inimigos da liberdade e da soberania dos povos percebem isto, e têm feito uma repugnante, covarde e traiçoeira campanha de desestabilização do país. Tudo indica que vão tentar aproveitar-se do momento de transe para dar curso às suas intentonas golpistas.

Nesse contexto, ganha força a afirmação do vice-presidente Nicolás Maduro, no pronunciamento em que anunciou o falecimento de Hugo Chávez: “Seu legado não morrerá nunca”, assim como o sentido apelo que fez à unidade e à mobilização do povo para defender as conquistas da Revolução e levá-la adiante.

A morte de Chávez abre imensa lacuna. Não é fácil substituir um líder do seu porte e da sua dimensão. Neste momento de profunda dor, os amigos do povo venezuelano em todo o mundo estão próximos e confiantes em que saberá marchar adiante, com a luz e a força das ideias e do exemplo de Chávez. Sempre! 








quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

SOMOS TODOS IGUAIS NESSA TERRA

SOMOS TODOS IGUAIS NESSA TERRA


Aproveitei o Feriado de Carnaval para visitar ribeirinhos e moradores da floresta. O percurso foi descendo o Rio Tarauacá até o limite com município Amazonense de Envira e retorno pelo Rio Acuraua até a Região que o Rio corta a BR 364, sentido Tarauacá/Cruzeiro do Sul.


Reunimos nas comunidades de PERSEVERANÇA, BELO HORIZONTE, ARATY, CUJUBIM, TAIOCA E SACADO. No segundo dia rebemos a presença do prefeito Rodrigo que esteve presente em uma reunião no Socó e Araty.

O objetivo maior da viagem foi conhecer a região incorporada há seis anos ao nosso município. Parte da área pertencia ao estado do Amazonas, foi anexada ao estado do Acre com a redefinição da linha Cunha Gomes, mas que não houve uma verdadeira acolhida das gestões anteriores.

Foi uma viagem proveitosa e simbólica. Além firmar compromissos com os moradores, colocamos uma placa na linha divisória para deixar expresso que, de agora em diante à região tem governo e que os habitantes serão tratados como Tarauacaenses. SOMOS TODOS IGUAIS NESTA TERRA.
Comunidade Araty
Comunidade  Belo Horizonte
Comunidade  Sacado Rio  Acuraua
Comunidade Brisa

Comunidade  Socó
Comunidade Polo Perseverança
Aldeia   Tribo Colinas
Comunidade  Taioca

Saúde, cansaço e política: o que levou o papa a descer da cruz?



Da cruz não se desce, disse o cardeal polonês Stanislaw Dzinisz, lembrando uma frase de seu conterrâneo Carol Wojtila, o papa João Paulo II. Mas o sucessor de Wojtila, Bento XVI (que, depois de 28 de fevereiro voltará ao nome “civil” de Joseph Ratzinger), desceu, e é difícil acreditar nas razões que alegou na carta que distribuiu nesta segunda feira (11) anunciando a decisão.

Bento XVI certamente ficará na história como o tenaz combatente contra o marxismo, responsável por desmontar a Teologia da Libertação desde o tempo em que esteve à frente da Congregação para a Doutrina da Fé (nome dado à antiga Santa Inquisição desde meados da década de 1960). E que, como papa, teve seu período marcado por uma sucessão de escândalos, acusações de pedofilia, corrupção, falcatruas financeiras, lavagem de dinheiro pelo Banco do Vaticano e por aí vai.

Conservador até a medula, Bento XVI confrontou-se com católicos mundo afora e recusou toda a agenda modernizante que envolve os costumes (do aborto ao casamento homossexual e ao uso da camisinha) ou as demandas internas da Igreja (como o fim do celibato ou o direito de mulheres celebrarem a missa).

Ele fez a opção pela direita ainda jovem. Diz-se que foi durante o levante popular de maio de 1968 que o então sacerdote que, no Concílio Vaticano 2º, havia partilhado de algumas ideias renovadoras, transformou o marxismo em alvo principal, numa virada conservadora que levaria ao papado. 

Esse conservadorismo deu a Bento XVI a glória duvidosa de ser o primeiro papa vaiado em cidades europeias (como Barcelona e Londres, em 2010, e Berlim, em 2011) e na própria Praça de São Pedro, em Roma (2012), por jovens católicos indignados com o silêncio pontifical sobre o destino da jovem católica Emanuela Orlandi, assassinada em 1983, com suspeitas de envolvimento de hierarcas do Vaticano.

Há uma rede de intrigas em torno do papa, que resulta das disputas pelo poder entre grupos de extrema direita que ele próprio fomentou e prestigiou, desde os tempos de Karol Wojtila. Há um ano, o “diário oficial” do Vaticano, L'Osservatore Romano, descrevia o papa como “cercado por lobos”. 

Os lobos eram, tudo indica, desses grupos de direita da alta burocracia católica, alimentados pelo anticomunismo de Ratzinger. E que disputam, palmo a palmo, o poder dentro da instituição. Lá está a todo-poderosa Opus Dei (ligada ao secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone), em choque mortal com organizações como Legionários de Cristo, Caminho Neocatecumenal, Comunhão e Libertação (ligada ao papável cardeal Angelo Scola, de Milão, similar e rival da Opus Dei ligada à direita italiana e ao berlusconismo).

A luta que as consome envolve desde querelas palacianas típicas de monarquias absolutas como o Vaticano, herdeiro contemporâneo deste anacronismo político, até vazamentos de informações sobre escândalos e irregularidades que, no ano passado, levaram à cadeia o próprio mordomo do papa, Paolo Gabriele. O arranca-rabo envolve altas autoridades vaticanas, como cardeais em postos-chave de comando na hierarquia católica. E revela uma fidelidade maior a interesses empresariais e materiais do que à defesa da fé.

Há fortes sinais de que, mais do que à saúde ou à debilidade para enfrentar o desafio de administrar o catolicismo, a opção de Bento XVI (reconhecidamente um político atento) deva ser atribuída à decisão de ter um papel proeminente em sua própria sucessão, dando a ele – que, tudo indica, permanecerá em Roma até a escolha do novo papa – o papel de grande eleitor. 

Pela regra canônica, só votam os cardeais com menos de 80 anos de idade; eles são 117 – todos nomeados por João Paulo II (50) e pelo próprio papa renunciante (67). Entre liberais, conservadores e o grupo que o elegeu em 2005 para o papado, Bento XVI tem forte chance de manobrar e influir na eleição de um sucessor que dê prosseguimento à orientação conservadora que marcou sua passagem pelo trono de São Pedro. 

Sucessor que vai gerir uma Igreja cada vez mais alheia aos anseios do mundo moderno e que, logo no primeiro ano sob Bento XVI, foi ultrapassada em número de fiéis pelo islamismo. Em 2005 havia 1,3 bilhão de muçulmanos no mundo, contra 1,1 milhão de católicos. E quase 800 milhões de pessoas que se declararam sem religião. No Brasil, maior país católico, esse decréscimo vem preocupando a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil: ao passar de 93% da população em 1960 para 65% em 2010 – isto é, em nosso país a Igreja Católica perdeu cerca de um cada três de seus seguidores. Editorial do Portal Vermelho


domingo, 3 de fevereiro de 2013

UNIÃO E HUMILDADE



.Durante essa semana assumi interinamente a prefeitura em função da ausência do prefeito Rodrigo que estava em Brasilia no encontro dos prefeitos.

Em que pese ser um fato de relevância histórica, durante três dias que fiquei no exercício da função, nada me fez mais importante. Procurei com discrição dar seguimento os trabalhos em curso. O que realmente se elevou foi minha sensibilidade e humildade diante dos reclamos do nosso povo.

Durante o curto tempo visitamos obras, reunimos secretários para tomadas de providencias emergenciais entre outras decisões. O que mais me marcou e impressionou foi a quantidade de pessoas humildes que me visitaram em busca de uma oportunidade de trabalho, em especial, mães solteiras desempregadas.

Tive a paciência de ouvir ( de certo modo impotente) todas as solicitações de visitas e necessidades de emprego. Uma coisa me deixou seguro: Não há possibilidades de enfrentar os graves problemas sociais do capitalismo, sem politicas sérias direcionadas para atender as demandas de erradicação da pobreza e das desigualdades sociais.

O que me resta é acreditar na consciência cidadã e solidaria da nossa equipe de governo, na pujança da nossa juventude e todos que não acham normal o sofrimento humano. Essa é uma luta que compreende, amplitude política, desenvolvimento e participação popular, visando a humanização da nossa cidade



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Deu no Portal Vermelho: Chagas Batista avalia positivamente encontro de prefeitos e vices


Entre os dias 26 e 27 de janeiro ocorreu em Brasília o Encontro Nacional dos Prefeitos e Vices do PCdoB. O vice-prefeito de Tarauacá, no Acre, Chagas Batista, fez sua avaliação sobre o evento em entrevista exclusiva para jornalista Márcia Xavier no programa Partido Vivo da Rádio Vermelho.



Chagas Batista, que participou dos dois dias do encontro, destacou que a troca de experiências é fundamental para melhorar a administração do município. 

Ouça também:

 "O debate cumpre um papel importantíssimo para levar mais experiência, mais otimismo para nossas cidades", destacou o vice-prefeito e ressaltou que apesar de Tarauacá ser uma cidade de médio porte, sustenta um dos piores indicadores na área da educação e que esta será uma das prioridades de sua gestão. 

Ouça a íntegra da entrevista: