domingo, 9 de agosto de 2009

Raízes e Tronqueiras e um papo com o empresário Raimundo Damasceno

No seu escritório, está sempre se comunicado com várias cidades e fazendas para conversar com os gerentes e orientar os negócios
Raimundo Soares Damasceno, Taraucaense, 47 anos, casado com Ivete Moura Damasceno, é um homem simples e cuidadoso com as palavras, ousado e guerreiro. Quem não conhece o e encontra na rua em cima de uma motocicleta, ou em um barco subindo e descendo rio nunca vai saber que é um dos empresários mais bem sucedido do Acre, pioneiro da modernização e inovação do desenvolvimento empresarial de Tarauacá.

Antes de ingressar na vida empreendedora, Raimundinho como é mais conhecido em Tarauacá, trabalhou como garçom durante o dia e a noite ajudava o pai Natávio Damasceno no Cinema Cine Apolo de sua propriedade. Quando completou o ensino médio seu pai Natávio e sua mãe Cilene decidiram mandá-lo para Belém para continuar os estudos e fazer um curso de nível superior. Começou fazer engenharia civil e ai veio a crise financeira da família, a chegada da televisão em Tarauacá quebrou completamente o cinema. Percebendo as dificuldades que seus pais estavam tendo em continuar bancando seus estudos, sem consultar-los decidiu voltar para ajudar a família.

No seu retorno Tarauacá, seu pai percebendo sua vocação empreendedora resolveu apostar- fez um empréstimo no banco para Raimundinho tocar os negócios. Logo foi ganhando crédito e simpatia na praça e crescendo no mundo dos negócios, rapidamente pagou o empréstimo e o banco abriu as portas oferecendo mais. Nesse período apareceu em Tarauacá o empresário de Cruzeiro do Sul Abranhão Cândido para montar uma filial da sua empresa no município e o convidou para trabalhar como seu empregado, oferecendo um bom salário.

Nessa época o comercio em Tarauacá estava em crise, o declínio da produção da borracha havia deixado a economia da região extremamente fragilizada. Raimundinho lembra que faltava combustíveis e vários outros produtos, para se adquirir um botija de gás era preciso entrar numa fila e "disputar no tapa". Sua gestão na empresa de abranhão começou mudar isso no município.

O sucesso do seu trabalho frente da empresa, fez o empresário Cruzeirense, em pouco tempo aumentar substancialmente seu salário. (Começou ganhando quatros salários e passou para vinte). Mesmo recebendo uma promoção salarial bastante elevada, Damasceno resolveu ousar. Desligou se da condição de empregado e decidiu organizar sua própria empresa. Segundo Raimundinho, sua esposa Ivete e o Banco da Amazônia foram as peças chaves do seu sucesso empresarial.

Era tempo de inflação alta. Eles compravam a mercadoria em Manaus e quando chegava em Tarauacá Já estava 30% mais caro, com isso era possível ganhar mais lucro e expandir seus negócios para outras cidade do Acre e do Amazonas. Atualmente Raimundo Damasceno é um dos empresários mais fortes da nossa região. O GRUPO RI, de Raimundo e Ivete não se limita apenas em crescer, desenvolve algumas ações sociais em beneficio da juventude financiando bolsas de estudos, investindo no esporte e oferecendo muitos empregos na cidade

Damasceno diz que no futuro pretende investir muito mais em ações sociais ,
pretende resgatar no história do CINE APOLO, construindo um cinema em Tarauacá que além de propiciar oportunidades e opções de lazer para população fará o resgate da sua própria história, da sua família e de Tarauacá. Para Raimundo Damasceno qualquer pessoa com algum tempo de vivência em Taruacá pode notar que do ponto de vista empresarial e da oferta de produtos, existem dois momentos na história de Tarauacá: o antes e depois da empresa RI.

Raimundinho opina a respeito da condução política e econômica do Brasil. "Temos um presidente de muitas virtudes e que está dando conta do recado. Um presidente que muita gente não acreditava, mas que hoje está distribuindo renda e fazendo o Brasil crescer e ser mais respeitado. Com o Lula acabou aquele tempo do tubarão comer todo mundo. No Acre não é diferente, basta lembrarmos o que mudou do tempo do Orleir para governo do Jorge Viana e o governo Binho, A diferença é grande. Hoje no Acre o governo é pra todos, ganha empresário e ganha a população, essa conversa que o governo é perseguidor não procede, é conversa da oposição e daqueles que queriam continuar trabalhando na ilegalidade”

Sobre a condução administrativa de Tarauacá seu pensamento é bem diferente. Diz: "se os Taraucaenses dependesse apenas do governo municipal eu estaria muito pessimista em relação ao hoje e ao amanhã, mas sou otimista porque temos o governo federal e o governo estadual investindo muito em Tarauacá, "temos os empresários e a população que com força e determinação estão sabendo enfrentar as dificuldades e certamente vão saber também encontrar novas alternativas de poder e gestão para o nosso Município".

Quando foi perguntado se é realmente um homem rico respondeu sem titubear: “ sou rico de saúde, de alegria, motivação e geração de emprego”. Perguntado se gostaria de falar sobre o seqüestro e assinado do seu filho, um acontecimento Trágico que comoveu todo o estado do Acre, respondeu que falaria sem problemas. ’ “Foi o momento mais difícil da minha vida, ainda sofro sequelas de tudo que aconteceu. Além de sofrer com a tragédia e a crueldade do sequestro e assassinato do meu filho eu ainda fui acusado injustamente de traficante, acusação inverídica que não se comprovou, eu nunca vi droga na minha vida, acho que foi uma força divina que me fez vencer”.acho que tudo que aconteceu foi o preço do meu sucesso empresarial, mas eu acredito em Deus e ele conhece o meu coração. “Acredito que nessa vida a gente tem saber nascer, viver, morrer e nascer varias vezes-e eu soube nascer de novo”.

Raimudinho finaliza falando de sua paixão por Tarauacá, “eu ainda moro aqui não mais por opção comercial, mas porque gosto muita da minha cidade. Tenho fé que no futuro ela será muito melhor , eu vou dar minha contribuição e vou continuar aqui para ver isso acontecer, não tenho pretensão de candidatar-me a nenhum cargo político , sou candidato a fazer como empresário e cidadão o melhor para Tarauacá encontrar novos caminhos para que todos os Taraucaenses possam viver melhor e com mais dignidade”

sábado, 8 de agosto de 2009

Quem é essa viajante que não pára de falar, de sorrir e semear?

Perpétua rodeada de lideranças rurais e autoridades do município: apoio ao homem do campo não pára.

Deputada perpétua entrega ao município (maior produtor de bananas do estado) um caminhão, fruto de emenda de sua autoria, que evitará as despesas dos agricultores com o frete de seus produtos.
O líder do governo na Assembléia Legislativa do Estado, fundador da cooperativa de produtores de banana de Porto Acre, deputado Moisés Diniz (PCdoB), destacou a importância de priorizar as necessidades dos mais carentes em vez das disputas politico-ideológicas"O que interessa ao povo tem que estar acima das disputas ideológicas", disse o deputado.
Para a deputada Perpétua Almeida (PCdoB), que já entregou oitenta (80) geradores de luz para beneficiar comunidades do vale do Juruá, em locais onde o programa Luz para Todos não alcança, mais de cem (100) casas de farinha, trinta (30) barcos e outros oito caminhões iguais ao que foi entregue hoje em Porto Acre, e nem sempre foi convidada para as entregas de resultados de suas emendas, o reconhecimento foi motivo de alegria. Leia mais


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Saudades do Comunismo

Leandro Fortes.

Não deixa de ser engraçado – e emblemático – o pavor físico que a presença de Hugo Chávez na presidência da Venezuela provoca numa quantidade razoável de colunistas e analistas de aleatoriedades políticas que abundam na imprensa brasileira.

De certa forma, o chavismo veio suprir a lacuna deixada pelo comunismo como doutrina do medo, expediente muito caro à direita no mundo todo, mas que no Brasil sempre oscilou entre o infantilismo ideológico e o mau caratismo.

Antes do fim dos regimes comunistas da União Soviética e de seus países satélites, no final dos anos 1980, era fácil compor um bicho-papão guloso por criancinhas, ateu e cruel, prestes a ocupar condomínios de luxo com gente grosseira e sem modos, a mijar nas piscinas e sujar o mármore dos lavabos com graxa e estrume roubado a latifúndios expropriadosAo longo dos anos 1990, muita gente ainda conseguiu sobreviver falando disso, embora fosse um discurso maluco sobre um mundo que não mais existia. Entende-se: certos vícios, sobretudo os bem remunerados, são difíceis de largar.

No vasto império da América do Norte, onde o fim do comunismo também foi comemorado como o fim da História, os falcões republicanos perceberam de cara que seria inviável continuar a assustar os eleitores com o fantasma débil e inacabado da ditadura de Fidel Castro, esse sujeito que, incrivelmente, ainda faz sujar as calças dos ruralistas brasileiros e de suas penas de aluguel.

Por essa razão, e para manter azeitado o bilionário negócio de venda de armas, os americanos inventaram a tal guerra contra as drogas, cujo resultado prático, duas décadas depois, vem a ser o aumento planetário da produção e do consumo de todo tipo de entorpecente, da maconha às super anfetaminas. O Brasil, claro, embarcou na mesma canoa furada, quando, assim como no resto da América Latina de então, o presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu militarizar o comando do combate às drogas no país – o que, aliás, não mudou muito.

Na Secretaria Nacional de Políticas Antidrogas (Senad), da Presidência da República, reina soberano, desde o governo FHC, o general Paulo Roberto Uchoa.Georg W. Bush usou o medo do terrorismo para também suprir a ausência da ameaça comunista, embora não tenha sequer tido o cuidado de mudar os métodos, baseados na mentira e na tortura, nem sempre nessa ordem. Assim foi, desde os atentados de 11 de setembro de 2001, com as invencionices sobre as armas de destruição de massa do Iraque e a prisão de Guantánamo, em Cuba, uma espécie de Auschwitz hightech. Ao sul do Equador, consolidou o tal Plano Colômbia, um desaguadouro de dólares cujo pretexto é o combate às drogas, embora qualquer índio isolado da fronteira saiba que o país de Gabriel García Márquez se tornou um estado preposto dos EUA, um Israel sulamericano.


No fim das contas, uma estratégia para se opor ao “perigo chavista”, embora não haja nenhum argumento realmente sério que sustente essa novíssima e encomendada paranóia tão bem nutrida pelas elites locais.O mote agora, replicado aqui e acolá por analistas apavorados, é a sombra de Hugo Chávez sobre Honduras, onde um golpe de Estado passou a ser descaradamente justificado nesse contexto.

Graças aos golpistas, visivelmente uma elite branca e desesperada, como aquela que faz manifestações trajando jogging em Caracas, o chavismo teria sido abortado em Honduras, antes que virasse coisa como a Bolívia, o Equador e o Paraguai – ou seja, repúblicas perigosamente dominadas por governos populares. São os novos comunistas, revolucionários da pior espécie porque, justamente, abriram mão das revoluções para tomar o poder pela via do voto, da democracia. E, pior, muitos são cristãos.


Quando tucanos e pefelistas se mobilizaram, inclusive à custa de compra de votos, para aprovar o projeto de reeleição de FHC, em 1997, os editoriais e colunas da mídia nacional se desmancharam em elogios e rapapés. Saudaram a quebra da regra eleitoral como um alento à democracia e condição essencial à continuidade do desmonte do Estado e à privatização dos setores estratégicos da economia, a qualquer custo. Quando o assunto é Chávez, no entanto, qualquer movimento institucional, todos previstos nas regras constitucionais da Venezuela, é golpe. Reeleição? É golpe. Plebiscito? É golpe. TV pública? É golpe. Usar o dinheiro do petróleo em projetos populares? Isso, então nem se fala: é mais do que golpe, é covardia


As tentativas de re-reeleição de Álvaro Uribe, na Colômbia, contudo, ainda passeiam no noticiário brasileiro como “nova reeleição” do corajoso cruzado contra os narcoguerrilheiros das Farc. No Brasil, a simples insinuação de que Lula pudesse querer o mesmo virou o “golpe do terceiro mandato”. Em Honduras, as multidões contrárias ao golpe contra o presidente Zelaya são chamadas de “manifestantes contrários ao governo interino”. Mais ou menos o que acontece com a resistência iraquiana à invasão das tropas americanas, cujos membros foram singelamente apelidados de “insurgentes” pelo jornalismo nacional.

Os tempos do anticomunismo eram estúpidos, mas pelo menos a gente sabia do que os idiotas tinham medo, de verdade.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

INDIOS ISOLADOS: A FELICIDADE MORA AO LADO

Amantes da natureza...
eles são incapazes com certeza...
de maltratrar uma fêmea ou poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico Da terra,fauna e flora A agência de notícias do Acre publicou matéria com inéditas fotos de Gleilson Miranda sobre os índios isolados. Algo impressionante. O sertanista Meireles é o nosso "véio do rio" e guardião dos isolados, responsável que é pelo cuidar deles via Funai, naquilo que obviamnete é possível nas adversas condições do nosso tempo. Um verdadeiro milagre.Veja a matéria do Edmilson Ferreira.
Leia no blog do Edvaldo



MÚSICA DO DIA


Hino Acreano- (minhas Favoritas)

VIva a revolución!!

José Plácido de Castro (foto de Percy Fawcett, 1907)

FABIO PONTES
Hoje se comemora 107 anos do início da Revolução Acreana, como ficou intitulado o movimento guerrilheiro formado por seringueiros nordestinos, que lutou contra o Exército boliviano para tornar o Acre um pedaço do Brasil. Liderados pelo gaúcho José Plácido de Castro, homens que nunca tiveram treinamento militar se embrenharam no meio da floresta numa luta em busca de um ideal.

Depois de cinco meses de combate, os acreanos saem vitoriosos em 24 de janeiro de 1903. Mas antes do dia 6 de Agosto de 1902, dentro dos seringais acreanos surgia uma revolução silenciosa, cujo maior interessado era o governo do Amazonas. Afinal de contas, o Acre era a principal fonte do ouro negro: a borracha, que no início do século passado era um dos principais insumos para a indústria automobilística, que engatinhava seus primeiros passos.


No meio da floresta, pessoas anônimas, que muitas vezes ficam de fora dos livros de História, deram os primeiros passos para tirar esse pedaço de terra das mãos da Bolívia. Entre esses heróis desconhecidos está o advogado cearense José Carvalho, que, revoltado com as ações dos bolivia-nos aqui, proclama, em 1º de maio de 1899, o Estado Independente do Acre.


Sem apoio político do governo amazonense e da então capital Rio de Janeiro, Carvalho perde forças e logo deixa o Acre. Pouco se sabe do que aconteceu com ele. Segundo alguns historiadores, ele teria se tornado deputado estadual no Pará, e morrido anos depois em sua terra, o Ceará. Logo depois, o despojado espanhol Luiz Gálvez é enviado para o Acre com o apoio de Manaus.


Em meio a onda de insatisfação dos brasileiros que aqui moravam, Gálvez contraria Amazonas e proclama, pela segunda vez, em 14 de julho de 1899, o Estado Independente do Acre. Assim como Carvalho, ele não encontra apoio político para seu ato, e logo é destituído. De 1899 até 1902, os acreanos continuam a viver sob o domínio da Bolívia, que passam a obrar fortunas de impostos da borracha que saía do Acre.

Insatisfeitos, os barões da borracha em Manaus organizam um movimento para-militar. Chamam um ex-sargento do Exército Brasileiro, Plácido de Castro, e se começa a elaboração de táticas para derrubar os bolivianos. No dia 6 de Agosto de 1902, Plácido de Castro surpreende o exército inimigo nas primeiras horas da madrugada, quando os bolivianos celebram a independência do país.


É a partir daí que nasce o famoso diálogo narrado nos livros entre Plácido de Castro e um oficial boliviano, que, ao recepcionar o gaúcho, lhe diz: és temprano para la fiesta. E então responde Plácido de Castro: No és fiesta, és revolución!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Perpétua na defesa dos combatentes de selva

Soldados da borracha da Amazônia terão pensão. É o que pede a deputada Perpétua Almeida (PCdoB). Benefício passaria dos atuais R$ 750,00 para R$ 3 mil, segundo projeto da deputada'
BRASÍLIA – A saga dos soldados da borracha – civis alistados pelo Exército para extrair o látex durante a Segunda Guerra Mundial – será contada ao país como nunca se viu. E esta história trará um forte apelo por justiça social: equiparar o benefício que eles recebem hoje ao soldo que é pago a um segundo-tenente das Forças Armadas. Ou seja, propõe-se uma mudança na lei para que a pensão especial aumente dos atuais R$ 750,00 para cerca de R$ 3 mil, acrescida de aposentadoria com proventos integrais aos 25 anos de serviço efetivo, em qualquer regime jurídico.

Este, enfim, será o teor do esperado voto a ser proferido pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB), eleita, na manhã desta quarta-feira, a relatora da Proposta de Emenda Constitucional que concede aos seringueiros os mesmos direitos dos ex-combatentes de guerra. O voto de Perpétua será apresentado à Câmara dos Deputados e ao Senado (a mudança da lei não depende de sanção presidencial) por uma comissão suprapartidária da qual também são membros titulares os deputados Nilson Mourão, Flaviano Melo e Ilderlei Cordeiro.


A parlamentar acreana é conhecida no Congresso pela emenda à Constituição, de sua autoria, que garante o direito de posse das espingardas como instrumento de defesa pessoal e subsistência dos caçadores. Visivelmente emocionada, após ser eleita relatora para mais um embate em defesa dos amazônidas, ela fez uma homenagem à memória de centenas de seringueiros que já faleceram.

"Sabemos que naquela época mais de 50 mil brasileiros foram convocados. É estranho que apenas 17.471 deles sejam pensionistas, incluindo os dependentes. Sem eles, o Brasil jamais cumpriria o acordo militar com os americanos e a indústria bélica dos Estados Unidos não teria sido abastecida como foi. Era uma ação militar de fato, inquestionável", afirmou a deputada, que coordena pessoalmente o cronograma de trabalho que terá como meta inicial identificar os seringueiros ainda não contemplados, visitá-los em seus estados de origem, ouvi-los, juntar provas documentais e fechar um relatório capaz de convencer o Congresso a votar pela aprovação da PEC.

MÚSICA DO DIA


Tarde em itapuã- Vinicius e Toquinho. ( Minhas favoritas)

Zequinha Sarney é entusiata de Marina Silva no PV

Marina com dirigentes do PV

O deputado Sarney Filho (Zequinha Sarney), uma das maiores lideranças do PV (Partido Verde) é entusiasta da entrada de Marina Silva no Partido Verde, para candidatar à presidência da República.


Zequinha Sarney (PV-MA) diz que Marina é competitiva, com base em pesquisas qualitativas e quantitativas:"- Estamos animados. Eu diria que a candidatura da Marina seria a garantia de uma discussão, na campanha presidencial, sobre o que há de mais moderno, a nova economia de baixo consumo de carbono, o novo padrão de consumo e de produção, a nova economia que o mundo precisa.[aojornal O Globo]

São as ironias da política brasileira.

Marina é uma das senadores que alinha-se à oposição demo-tucana contra a permanência de José Sarney na presidência do Senado.Zequinha Sarney apóia o pai, apóia a irmã Roseana, foi presidente do PV até recentemente, foi ministro do meio ambiente de FHC até 2002, na cota de nomeações de Sarney
.Entrevista de Marina Silva ao jornal "O Globo"

Para petistas, lideranças do movimentos populares, ou mesmo autoridades terem voz nas páginas do Jornal "O Globo", comandado por Ali Kamel, geralmente é só quando atendem (voluntariamente ou não) os interesses demo-tucanos. Até a Petrobrás, para ter acesso ao sagrado direito de reposta, só pagando um fortuna, sob forma de matéria paga.
Segue a entrevista de Marina Silva ao jornal "OGlobo"

Como recebeu o convite do PV?
MARINA SILVA: A Executiva veio a Brasília, fez o convite dentro da atualização programática, à luz do desafio do desenvolvimento sustentável. Obviamente ouvi mais do que falei. Ninguém tinha a expectativa de que eu pudesse dar uma resposta de imediato. Tenho 30 anos no PT, minha filha mais velha tem 28 anos; antes de ser mãe eu já era do PT. Falei que iria pensar, conversar com pessoas, a começar pelos meus companheiros do Acre, e é o que estou fazendo. Estou avaliando à luz dos desafios que são os mais importantes para o Brasil, dentro da perspectiva do que sempre acreditei e defendi na minha vida.

O convite balançou a senhora?
MARINA: Não é questão de balançar ou não. Aos 51 anos, você tem que pensar naquilo que é a contribuição que pode estar deixando. É isso que me mobiliza. Não sou política profissional, não faço cálculos. No Senado é a forma que tenho de continuar com as causas em que acredito.

Não teria espaço para isso dentro do PT?
MARINA: A questão de desenvolvimento sustentável é um desafio enfrentado por todos os países e economias. Lamentavelmente, ao longo desses anos todos, os partidos políticos não levaram isso como algo estratégico. Não é algo que não está em apenas um partido, não está em nenhum. Não se trata de crítica (ao PT). No Brasil já avançamos no marco regulatório, temos que colocar em prática.

A defesa do presidente Sarney pelo governo Lula pode influenciar sua decisão?
MARINA: Não. Estou fazendo uma reflexão do que penso para o mundo e para o país. Envolve algo de natureza maior, ainda que as questões ligadas à conjuntura e que se traduzem na crise do Senado têm levado a questionamentos. Nesse caso, a bancada tem uma posição e as disputas feitas são legítimas. A bancada tem sido muito acolhedora comigo, tanto no caso da MP 458 (regularização fundiária) e agora em relação ao afastamento do presidente Sarney.
PV diz ter pesquisa em que a senhora aparece com 12% das intenções de voto para presidente da República. Isso pesa na decisão? Será candidata?
MARINA: Não estou condicionando minha reflexão a questões de pesquisa, em absoluto. É uma reflexão com uma visão de país, de mundo.

Com quem a senhora conversou depois do convite?
MARINA: Liguei para o (Aloizio) Mercadante, para comunicar o convite. Ficamos de conversar. Falei com o (Eduardo) Suplicy, com o Binho (Marques, governador do Acre), com o Jorge Viana. Tenho nos companheiros uma trajetória de vida. Leia mais

A aula de política de Flávio Dino do PCdoB

Flávio Dino é deputado Federal do PCdoB pelo Maranhão. Faz oposição à Sarney no Maranhão e seu nome é lançado como pré-candidato ao governo do Estado em 2010, com chances.Em 2008 Flávio Dino foi candidato à prefeito da capital, São Luís, e alcançou o segundo turno, ultrapassando candidatos de grandes partidos locais como PDT (do então governador Jackson Lago), do PMDB e do DEMos. Perdeu para o tucano João Castelo, mas seu desempenho eleitoral foi excelente, para um político novato (é ex-juiz e está em seu primeiro mandato político).


Em seu blog ele subscreveu um texto de um amigo advogado, a respeito de não embarcar nas campanhas "genéricas contra a corrupção", ou seja, sem causas que levem a boas consequencias. Segue a íntegra da postagem:


Recebo mais um email com uma “campanha contra a corrupção”. É uma campanha absolutamente genérica. E eu não acredito em campanhas genéricas.
II Só vejo seriedade em campanhas contra a corrupção se contemplarem -a. A discussão do pré-sal.
b. A radical diminuição dos cargos “de confiança” ou “em comissão” nos três poderes. É preciso respeitar a regra do concurso.
c. Combater as terceirizações de mão-de-obra porque são uma grande fonte de desvio de recursos.
d. Acabar com as nomeações políticas para o TCU, TCEs e TCDF. Se são órgãos assessores dos poderes legislativos, que seus conselheiros ou ministros sejam concursados, e não nomeados por acordos políticos.
e. Estabelecimento de regras claras, transparentes e democráticas para as concessões de rádio e televisão.
f. Financiamento exclusivamente público das campanhas políticas.
g. Extinção das agências reguladores ou sua reformulação geral, onde somente seus próprios funcionários concursados possam ser dirigentes, e seu inconstitucional “poder legislativo” seja suprimido.
h. Fim do foro privilegiado para as autoridades.
i. Fim da prisão especial para quem tem curso superior
.j. Investigação sobre a drenagem de recursos públicos feita com as taxas de juros fixadas pelo Banco Central.
k. A proibição da propaganda dos órgãos púbicos em rádios, jornais e televisão, exceto nas questões educativas ou veiculações gratuitas como contrapartida da concessão.
Em outras palavras, só acredite em campanhas contra a corrupção se houver propostas concretas envolvidas.


O que se tem visto é apenas o grito histérico que busca apanhar os desavisados, os cidadãos de bem que acham que colaborarão ao divulgar emails evasivos, que nada trazem de concreto, apenas o grito contra a corrupção.IVQuando são levantadas as propostas concretas, como as que exemplificativamente coloquei acima, os apoios desaparecem.
Aquele político, aquele jornal, aquela televisão, não querem precisão nas propostas. Querem, apenas, o grito histérico, aquele que leva uma multidão - e uma multidão não é a cidadania em ação, é apenas a turba indignada. Ou seja, o velho udenismo.VAs tais “campanhas genéricas” nada esclarecem. Ao contrário, escondem.
Aponta-se um contrato supostamente superfaturado em 1 milhão de reais, por exemplo, enquanto é escondido o total da riqueza representado pelo pré-sal - e a possibilidade dessa riqueza ser tirada do povo brasileiro. É o gatuno que bate a carteira e ele mesmo sai a gritar “pega ladrão”. Cuidado, portanto, com essas campanhas absolutamente genéricas, tão vagas que são apoiadas pelos próprios gatunos.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

MÚSICA DO DIA


Cio da terra- milton Nascimento. ( Minhas favoritas)

A riqueza cultural e espiritual do povo Yawanawa

Povo yawanawa prepara documentáro sobre Hushahu, a mulher pajé Yawanawa. Mostra em forma de documentário, a saga que mudou a história recente do povo Yawanawa. A produção é de Silvana Ditcham uma acreana que mora em Londres.

O pajé tatá, o patriarca maior Raimundo Luis, Joquim, Hushahu e outro axiliar da pajelança
Foto da antiga sede do seringal Caxinauwa, palco de muita opressão do barracão seringalista contra índios e seringueiros
A bandeira de Tarauacá simboliza os primeiros habitantes e construtores da nossa identidade cultural, social e econômica, índios e seringueiros.
por Joaquim Yawanawa

Estive viajando nestes últimos dias para a Terra Indígena do Rio Gregório. Juntei o útil ao agradável, trabalhar em novo documentário sobre pajelança Yawanawa, com Hushahu especificamente e conversar com as 5 comunidades Yawanawa, que fazem parte da Associação Sociocultural Yawanawa.

Fui pra aldeia juntamente com uma amiga acreana, que vive em Londres, Silvana Ditcham. Conheci Silvana através de um amigo comum, Hylton Philipson. Conheço Hylton desde 98, desde então nossa amizade tem se estreitado e ele tornou-se um grande apoiador do povo Yawanawa. Em Janeiro de 2007, estive em Madrid e Silvana, veio de Londres me encontrar para a gente conversar e trocar algumas idéias sobre este trabalho que ahora estamos realizando.

Projeto este que venho pleiteando há um tempo, mais que nunca tenho tempo de concretizar, pois com muita coisas pra fazer ao mesmo tempo, a gente sempre deixa pra depois e acaba nunca realizando, ficando apenas no mundo das idéias. O trabalho se trata de um documentáro sobre Hushahu, a mulher pajé Yawanawa. Mostrar em forma de documentário, a saga que mudou a história recente do povo Yawanawa.

Ao se tornar a primeira mulher pajé, ela não apenas quebrou um tabu, ela pisou em terrenos sagrado, que jamais uma mulher antes havia entrado. Hushahu, é uma inspiração para todas as mulheres do mundo, é uma ativista espiritual, que no calado da noite, toma Uni, e não reza apenas pela comunidade, se não para o mundo inteiro viver em paz em harmonia com as pessoas e com o meio ambiente. leia mais aqui