domingo, 27 de junho de 2010

O Acre não troca a caminhada pelas pedras no caminho


A vida do menino Edvaldo Soares Magalhães começou a mudar na manhã do dia 28 de setembro de 1971. Seu pai, o comerciante Osvaldo Dílson Magalhães, era um dos 28 passageiros do avião DC-3, prefixo PP-CBV da Empresa Aérea Cruzeiro do Sul S.A., que levantou voo do aeroporto de Sena Madureira com destino a Rio Branco e caiu poucos minutos depois dentro da área do seringal Boa Esperança, na Boca do rio Caeté. Todos morreram.


A partir daquele momento trágico, a família teve que refazer os planos e mudar a forma de viver. Seringueira e analfabeta, a mãe Maria Soares Pio, a “Dona Mariquinha”, não conseguiu tocar os negócios deixados por Osvaldo Dílson, que deixou a mulher e três crianças. Edvaldo tinha apenas seis anos de idade.
Sem o suporte do pai, os meninos contaram com a solidariedade e compaixão dos Irmãos Maristas, que permitiram a todos estudar na Escola São José, que ainda hoje é uma das referências em educação em Cruzeiro do Sul.


Edvaldo Magalhães gostou do método adotado pelos maristas. Mudou-se para Tarauacá e ajudou a congregação a se instalar no município.
Chegou a fazer os votos de castidade, pobreza e obediência, mas novamente mudou o caminho ao perceber que poderia fazer mais por meio da política.
Na política foi o primeiro presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre eleito a partir do interior do Estado. Em 1994 concorreu a primeira vez a deputado estadual e perdeu por um voto.


Nas eleições de 1998 foi eleito a primeira vez e passou oito anos na liderança do petista Jorge Viana. Atualmente está no segundo mandato como presidente da Assembleia Legislativa.


No último dia 10, o presidente estadual do PC do B foi aclamado pelos partidos da Frente Popular do Acre como um dos candidatos da coligação ao Senado da República.


O deputado, que completa 45 anos de idade hoje, recebeu a reportagem no seu gabinete no terceiro andar da Assembleia Legislativa. Numa conversa que durou 43 minutos, o comunista fez uma análise da trajetória da sua vida, do governo e da Frente Popular.


Lembrança do pai
“O meu pai e a minha mãe eram seringueiros. Moravam no Seringal Russas, na boca do Valparaiso. No primeiro saldo que tirou cortando seringa, ele resolveu romper com a sina de ser explorado. Comprou uma canoa e passou a ser regatão. Regatão, naquela época, era uma espécie de amigos dos pobres, porque furava o esquema dos barracões e vendia mais barato”.

Primeira balsa
“Regateando, rapidamente o meu pai se encontrou com a atividade do comércio. Vislumbrando outras possibilidades, mudou-se com a família para Cruzeiro do Sul, onde abriu um comércio no mercado municipal. Com menos de 30 anos era proprietário da primeira balsa que transportava mercadoria de Manaus para o município. Era uma Alvarenga de madeira. Ainda lembro muito bem disso”.


Morte do pai
“A minha trajetória de vida teve uma mudança brusca com o acidente aéreo em que o meu pai faleceu. Ficaram apenas eu e mais dois irmãos. A minha mãe, a hoje professora Mariquinha, era analfabeta e não conseguiu cuidar dos negócios. Veio um tempo de muita dificuldade, mas sempre com dignidade”.


Escola e trabalho
“Na infância eu e os meus irmãos, antes de ir para a escola que os Irmãos Maristas conseguiram para os filhos da viúva por compaixão, pena e caridade, tínhamos que trabalhar vendendo banana e outros produtos da região”.


Orgulho da mãe
“Minha mãe tem uma história extraordinária. Ela resolveu estudar quando os filhos começaram a estudar. Terminou o segundo grau junto com o Osvaldo, o meu irmão mais velho, na escola Flodoardo Cabral. Ele foi padrinho de formatura dela e ela, madrinha dele. Mais recentemente, a dona Mariquinha terminou o curso de Pedagogia no Programa de Formação de Professores do governo do Estado. Hoje é professora com diploma da Universidade Federal do Acre”.


Irmãos Maristas
O meu contato começou na Escola São José, administrada e cuidada pelos Irmãos Maristas, que até hoje é uma grande referência no ensino de Cruzeiro do Sul. Comecei a adentrar por curiosidade e me identifiquei. Também queria ser professor. Entrei no Juvenato, junto com o Moisés Diniz. Entramos no mesmo dia. Eu permaneci na congregação por cinco anos. Fiz os meus votos de pobreza, castidade e obediência. Fui sagrado irmão marista nos chamados votos temporários”.


Mudança para Tarauacá
“Abrimos a comunidade dos Irmãos Maristas em Tarauacá. Tinha quatro irmãos: eu, o Moisés, o irmão Luiz, um excelente tocador de sanfona, e o Braz, que até hoje mora no município, é professor e conhecido da comunidade”.


Política e religião
“Na época existia uma visão muito conservadora por parte das nossas congregações no tocante ao envolvimento dos seus membros com os movimentos sociais. Havia posições antagônicas entre a igreja do Juruá e a igreja do Vale do Acre. Estávamos em efervescência no Brasil porque os partidos de esquerda procuravam a legalidade e os movimentos sociais ganhavam campo, espaço e legalidade”.


Choque de incompatibilidade
“Deixamos os Irmãos Maristas porque dois jovens da congregação recém-aprovados em concurso público para professor passaram a trabalhar pela organização uma associação de professores no município. Isso virou uma coisa incompatível com religião. Tínhamos o professor Pascoal Muniz na luta sindical e o ex-padre e então deputado Manoel Pacifico na Assembleia. Foram duas pessoas muito importantes na nossa formação. É bom deixar claro que estávamos vivendo o fim da ditadura e a efervescência dos movimentos sociais. A gente foi tocado por isso. Mas, apesar de ter saído da congregação, devo revelar que a base da minha formação tem uma colaboração imensa da igreja e dos irmãos maristas”.


Organização no interior
“Nessa luta de organização e de afirmação dos movimentos sociais do Acre a gente começou a fazer uma coisa que não era feita: organizar a luta no interior. Nos municípios havia uma espécie de conservadorismo, timidez e até de muita pressão para que as pessoas nem se sindicalizassem. Era uma luta convencer alguém a assinar uma ficha de filiação no sindicato”.


Primeiras eleições
“Foi nessa luta de organização que virei o primeiro presidente da Associação de Professores de Tarauacá. Ao retornar para Cruzeiro do Sul ajudei a organizar o núcleo da associação. Fui presidente durante cinco anos. No final de 1989, numa eleição histórica, consegui ser eleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre. Pela primeira vez alguém vindo de um município, disputando com as lideranças consolidadas como a professora Almerinda Cunha, era eleito”.


Mudança para capital
Para assumir o Sindicato dos Trabalhadores em Educação tive que me deslocar de Cruzeiro do Sul para morar em Rio Branco. Estava recém-casado. Foi um verdadeiro desafio na minha vida. Eu não conhecia a capital. Tinha vindo para participar de congressos. Tinha vindo umas quatro vezes. A mudança era para dirigir o maior sindicato do Estado. Foi um momento desafiador, de políticas muito conservadoras aqui no nosso Estado”.


Primeira disputa de deputado
“Depois que sai do Sinteac fui candidato a deputado estadual. A Frente Popular estava num processo de começar a se consolidar no Estado como uma força nova na política. Era um movimento que estava ajudando a construir esse caminho novo da mudança no Acre. Jorge Viana era prefeito da capital e o Tião Viana concorreu ao governo. Dentro do PC do B tínhamos dois candidatos: o Sérgio Taboada e eu”.


Uma tragédia
“Naquela eleição de 1994, o Taboada pleiteava a reeleição e conseguiu. Eu era o candidato dos municípios. Foi uma eleição interessante, mas trágica para mim. Foi quando perdi por um voto. Naquela época a votação era manual. Ficamos procurando nos boletins o voto que não apareceu na conta. E ele não apareceu nunca”.


Valor ao voto
“Aquela eleição foi uma aprendizado porque comecei a dar valor a um voto. Há políticos que gostam de dar valor a muitos votos. Eu percebi que você só chega a mil se houver a soma de um por um. Você nunca chega à grande quantidade se não houver a soma das unidades. É uma coisa normal, mas muitas vezes a gente não percebe”.


Valor aos apoios
“Dou muito valor aos apoios que recebo. Dou valor aos pequenos apoios. É a soma dos pequenos apoios que constrói uma grande vitória”.


Liderança na Aleac
“Os oito anos de liderança do governo na Assembleia Legislativa foi uma verdadeira escola. A partir de 1999 não passamos a viver apenas uma transição, que depois se transformou numa reconstrução para chegar a uma afirmação da Frente Popular e da política do Acre. A gente não estava vivendo apenas uma mudança da nossa política: tivemos que mudar o nosso jeito de olhar e de perceber”.


Comportamento político
“Quando chegamos ao governo tivemos que mudar no nosso comportamento político. Nós vínhamos de uma trajetória de comportamento de luta popular, luta sindical e de posicionamento oposicionista. Éramos especialistas em dizer não. No governo, passamos a ter obrigação de ser propositivos e começar dizer sim. De mudar atitudes e de ter outro olhar. De assumir novas responsabilidades e ter novas atitudes”.


Luta intensa
“O início do governo Jorge Viana, em janeiro de 1999, também foi o início de uma luta intensa no Estado do Acre. Tínhamos várias frentes para atuar. Tivemos que resgatar as instituições, que viviam na ilegalidade. Havia uma luta pela legalidade que envolvia muitas coisas. Envolvia mudança de comportamento e de atitude. Combate a vícios na administração pública. Não era algo simples de ser feito. A gente não tinha experiência de fazer. Tivemos que consertar a aeronave em pleno voo”.


Vocação para mediação
“Eu sempre tive a vocação da mediação. Sempre fui duro nos meus posicionamentos porque sempre tive lado. Não gosto de esconder a minha convicção. Nunca gostei de esconder um posicionamento. Não gosto de ter o comportamento do ‘murista’. Sou contra aquele que gosta de sugar a posição do outro para depois ter a sua posição. Sempre tive uma posição para confrontar, mas sempre estive aberto a construir uma nova posição. Não sou o dogmático, o fechado, o cego, o da cartilha”.


Construção da governabilidade
“Esse meu comportamento de procurar a mediação política fez com que o governador Jorge Viana me chamasse para ser o líder do governo num momento de confragação da política. O resultado da eleição foi uma sinalização da mudança que a sociedade queria, mas mudamos o Executivo sem haver a construção da governabilidade”.


Timoneiro da mudança
“Elegemos um governo num momento de fracasso da elite conservadora que governava o Estado. Esse fracasso se deu pelo desgaste profundo do que foi acumulando ao longo das décadas. Foi um fracasso político e administrativo, e o povo resolveu fazer mudança. Jorge Viana incorporou, materializou e personificou todo esse sentimento. Ele foi o grande timoneiro das mudanças. Só que não havia as condições da governabilidade”.


Base frágil
“A base de sustentação na Assembleia era frágil e reduzidíssima. Era necessário construir a cada semana, a cada batalha, a cada sessão, uma maioria. Tínhamos que fazer isso utilizando o instrumento do verbo. Foi algo verdadeiramente novo na construção de maioria. Começamos a construir um método e um jeito novo. Isso foi um aprendizado muito grande para mim”.


A boa nova
“O Jorge Viana foi a boa nova que tivemos na política do Acre. Jovem cheio de sonhos, ele trouxe para o nosso movimento a visão de que é possível sonhar as causas mais avançadas e incorporar as bandeiras mais progressistas tendo uma postura ampla. Essa química da amplitude política com bandeiras mais avançadas não havia sido incorporada no nosso movimento de esquerda do Acre. Por isso a gente sempre encontrava a balsa como maior companheira nas eleições”.


Jorge, amigo e irmão
“Comecei a conhecer o Jorge Viana como governador por conta da atividade de líder de governo. O Jorge se transformou no meu irmão mais velho. A nossa relação não é de mando e de orientação. É de alguém que sempre chama para o diálogo, o debate, a conversa. Tivemos centenas de reuniões e hoje ele é o melhor amigo que tenho no Acre. Aprendi muito com ele”.


Gestor do coletivo
“Na tarefa de presidente da Assembleia Legislativa eu tive que me transformar num gestor do coletivo, a partir do ponto de vista da gestão política da casa. Nessa função, mesmo tendo lado, você tem que garantir que o todo seja tratado com democracia”.


Imagem diferente
“O maior desafio na presidência da Assembleia Legislativa foi provar que, mesmo sendo da política, eu tinha capacidade de ser um bom gestor. Foi um desafio montar uma equipe e compartilhar com ela as responsabilidades. Trabalhamos para que a casa da política tivesse uma imagem diferente. Que não fosse uma casa apenas da arenga, da disputa e às vezes da confusão política”.


Assembleia Aberta
“Precisávamos inovar, nos deslocar e ficar mais pertos dos problemas das comunidades. Foi ai que nasceu o Programa Assembleia Aberta para que, a partir daí, a gente pudesse ter uma espécie de choque de realidade no próprio Parlamento. A gente descobriu que mais de um terço dos nossos deputados não conhecia o Estado do Acre todo. Faltava uma visão dos vinte de dois municípios. Todo mundo representava apenas uma parte e se contentava com essa parte. Isso ajudou a ter uma visão de conjunto. Percebemos que tem muitas medidas simples que podem ser tomadas para resolver problemas. O parlamento dialogou”.


Política de integração
“A aproximação com os nossos vizinhos é fundamental. O Acre deixou de ser fim de linha com a construção da Estrada do Pacifico, Vamos nos tornar uma espécie de engrenagem do nosso país com o mundo. A Assembleia investiu muito no programa de integração. Acho que temos muito a caminhar com isso. Estamos nos descobrindo como vizinhos de países irmãos como o Peru e a Bolívia”.


Desafios grandes
“Gosto de desafios grandes. Nunca gostei de ficar pensando miúdo, mas sempre gostei de dar passos firmes. Gosto de tomar decisões quando estou cem por cento convicto. Nunca fui aventureiro. Não gosto de fazer a coisa de qualquer jeito. Enfrentar desafios e diferente de ter atitude de aventura”.


Convite da Frente Popular
“O convite feito pela Frente Popular para concorrer ao Senado e o diálogo com os dirigentes dos partidos é motivo de muito orgulho. Acho que tenho as condições de bem representar o Acre. Eu amadureci na minha vivência e na minha convivência com o Parlamento. Fiquei mais experiente com a minha experiência no processo de construção do nosso movimento político”.

Chapa comprometida
“Estar numa chapa com o Tião Viana, César Messias e Jorge Viana é motivo de orgulho para qualquer acreano. Estar num movimento deste tamanho lhe confere muita responsabilidade. Temos uma chapa comprometida com o Acre”.


Campanha inovadora
“O desafio será construímos uma campanha inovadora, mantendo um dialogo com a comunidade. Temos no Acre um eleitorado muito exigente e qualificado. Esse eleitorado é fruto de um movimento político que estamos construindo de 1990 para cá. Temos uma média de eleitorado de alta consciência e de alta responsabilidade política. É por isso que a política do Acre tem mudado tanto”.


Uno no Senado
“O diálogo com o eleitorado será inovador se conseguirmos passar a importância de o Acre ser uno no Senado da República. Uno não significa ser monolítico. Significa que vai ter uma união na ação política. De que o Acre é a principal causa da bancada no Senado e não o partido do fulano ou o movimento do sicrano”.


Acre como causa
“O Acre será a causa da nossa atuação no Senado. As coisas do Acre serão a bandeira central. O desenvolvimento do Estado será a questão principal. Defendemos um projeto de desenvolvimento centrado na nossa cultura e na nossa identidade”.


Importância da Floresta
“Somos um Estado que teve e tem na floresta a construção da sua identidade. Foi a seringueira que fez com que tivéssemos uma revolução e o Acre virasse Brasil. Devemos encontrar na floresta um jeito de agregar valor, industrializar, gerar empregos e conquistar a independência financeira. Isso, no centro do debate de uma bancada no Estado, pode fazer com que tenhamos um grande salto de qualidade”.


Parto coletivo
“A eleição de um candidato majoritário é cem por cento dependente do esforço coletivo. Sou fruto do coletivo porque venho atuando dessa forma desde 1990 quando construímos a Frente Popular. A minha eleição para o Senado vai ser um parto coletivo”.


Governo Binho
“O governo e o governador Binho Marque são duas coisas extraordinárias que estão acontecendo no Acre porque conseguiram consolidar a fase da reconstrução política e administrativa que o Jorge Viana iniciou. Ele estabeleceu política e programas de inclusão, que vão marcar profundamente o seu governo e vão elevar todos os índices de desenvolvimento do Estado”.


Censo do IBGE
“Quando tivermos os índices do censo do IBGE iremos constatar que o Acre estará disputando boas posições no Brasil nas diversas áreas. Tenho absoluta certeza disso porque há programas consistentes em execução. São programas para todos. Temos um governo equitativo. O Binho põe mais onde mais precisa. Ele não trata igual, trata diferente”.


Pequenas e grandes obras
“O Binho nos surpreendeu porque fez milhares de pequenas obras, mas fez dezenas de grandes obras. As condições econômicas são favoráveis. A viabilidade dos oitos anos de Jorge Viana nos credenciou para dar um grande salto. Esse grande salto se materializa nos números, ao ponto de, nos quatro anos do governo Binho, termos o dobro de investimento em relação ao do Jorge. Temos um governo que marcará profundamente a administração pública do Estado”.


Capitulo novo
“O Tião Viana vai representar o capitulo novo que o Acre precisa vivenciar. Ele vai avançar ainda mais na construção da infraestrutura. Vamos terminar ter este ano com a Estrada do Pacifico concluída. A BR-364 só depende de verão para ser concluída porque há dinheiro para a obra. Esse capitulo novo será a fase da independência econômica do Estado por meio da industrialização. Será a fase da geração dos empregos fora da administração pública, do fortalecimento da nossa economia floresta e sustentável”.


Experiência única
“Estamos quebrando paradigmas. Somos uma experiência única no Brasil. Não existe nenhuma experiência de uma aliança política de vinte anos no país que chegue no dia da convenção e você olhe para um plenário cheio de gente animada. Tinha pessoas de cabelos grisalhos que estavam na convenção de 1990 e centenas de jovens gritando, pulando e com o sorriso largo”.


Projeto com identidade
“O segredo é a causa. Nós estamos numa aliança não disputando poder. Estamos num projeto de desenvolvimento para o Acre. Esse projeto tem identidade política, ideológica e programática. Esse algo que nos junta é a causa do Acre. Isso faz com que projeto com projeto menores, individuais, desejos legítimos, sonhos sejam adiados em função de uma coisa mais coletiva”.


Novo no conteúdo
“Somos novos no conteúdo. A Frente Popular é o movimento político que mais renovou a política do Acre. Nesses vinte anos tivemos uma renovação completa da representação política do Estado nas câmaras de vereadores, na Assembleia Legislativa, nas prefeituras, na Câmara Federal e no Senado da República”.


Oposição sem renovação
Os que fazem oposição ao nosso projeto não renovaram e nem inovaram. Um dos maiores exemplos de renovação de quadros no nosso movimento foi a aposta ousada no prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim. É o governador Binho Marques...”.


Várias lideranças
“Não temos dificuldades de catar lideranças. Para a vaga que vou disputar para o Senado, por exemplo, temos vários nomes com as condições de enfrentar a disputa. Não dependemos apenas de um nome para construir um projeto. Enquanto tivemos a causa no comando, nós vamos conseguir com que as pessoas sejam contagiadas e alimentadas com bandeiras novas e renovem as esperanças de um Acre novo”.


Vale do Juruá
“O Vale do Juruá tem uma comunidade que foi muito sacrificada pela política, desde o Movimento Autonomista. A região onde eu nasci precisa ser compreendida. O Juruá tem uma teimosia positiva porque gosta de se afirmar”.


Namoro, noivado e casamento
“Na convenção em Cruzeiro do Sul eu fiz uma afirmação que faço questão de repetir: O Jorge Viana iniciou um forte namoro da Frente Popular com o Juruá. O Binho Marques consolidou o namoro e fez o noivado. Hoje Cruzeiro do Sul e os demais municípios da região recebem os maiores investimentos do governo. O Tião Viana vai consolidar um grande casamento. Uma das grandes novidades dessa eleição será a nossa vitória no Juruá”.


Nauas na Série D
“O Nauas faz parte dessa fase nova que o Juruá está vivendo. O Juruá está se vendo na foto, inclusive no futebol. Vai estar na foto da Frente Popular com a chapa majoritária distribuída meio a meio, sendo representada pelo César Messias e por mim. Nós vamos passar da Série D para a Série C”.


[Fonte: página20.com.br]

Nenhum comentário:

Postar um comentário