quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um índio Juiz




Jorcimar Bandeira caxinauwá é juiz
indígena do jordão. Ele foi eleito pela população caxinauwá que representa mais de um terço dos habitantes do município.

Ontem encontrei o elegante meretíssimo juiz Bandeira pelas ruas de Tarauacá de grata, uma pasta debaixo do braço e um crachá com a identificação do cargo. Esse é um índio de verdade, não confundam com o boizinho direitista vice de Serra

José Serra pede proibição de música do Ultraje a Rigor por causa da frase "mulher pra presidente"

Representantes do PSDB nacional entraram semana passada junto ao TSE com um pedido de proibição da música "Eu gosto de mulher", da banda paulistana Ultraje a Rigor, durante o período de campanha eleitoral. A música, que fez sucesso e foi gravada no final dos anos 80, faz em determinado momento a seguinte citação: "Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente".Para Sérgio Guerra, a medida é preventiva, ou seja, estão entrando no TSE agora, para evitar que Dilma use a música durante a eleição.

Veja abaixo a letra da música que causou polêmica e ira dos tucanos:


Eu Gosto De Mulher


Vou te contar o que me faz andar


Se não é por mulher não saio nem do lugar


Eu já não tento nem disfarçar


Que tudo que eu me meto é só pra impressionar


Mulher de corpo inteiro


Não fosse por mulher eu nem era roqueiro


Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente


Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente (trecho questionado)


Mulher de qualquer jeito


[...]


Mulher faz bem pra vista


Tanto faz se ela é machista ou se é feminista


Cê pode achar que é um pouco de exagero


Mas eu sei lá, nem quero saber,


eu gosto de mulher, eu gosto de mulher


eu gosto de mulher


Ooo ooo ooo oo


Eu gosto é de mulher!


Ooo ooo ooo oo

O vice de José Serra é genro do ex banqueiro Cacciola, que está na cadeia


O vice de José Serra é índio da Costa do DEM


Entenda o caso do banco Marka e de Salvatore Cacciola


Sob a alegação de evitar uma quebradeira no mercado no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB)--que acabou ocorrendo--, o BC vendeu dólar mais barato ao Marka e ao FonteCindam, ajuda que causou um prejuízo bilionário aos cofres públicos.


Dois meses depois, cinco testemunhas vazaram o caso alegando que Cacciola comprava informações privilegiadas do próprio BC. Sem explicações, Lopes pediu demissão em fevereiro.


A chefe interina do Departamento de Fiscalização do BC era Tereza Grossi, que mediou as negociações e pediu à Bolsa de Mercadorias & Futuros uma carta para justificar o socorro. O caso foi alvo de uma CPI, que concluiu que houve prejuízo de cerca de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.


A CPI acusou a alta cúpula do Banco Central de tráfico de influência, gestão temerária e vários outros crimes. Durante depoimento na comissão, Lopes se recusou a assinar termo de compromisso de falar só a verdade e recebeu ordem de prisão.


Em 2000, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Cacciola com receio de que o ex-banqueiro deixasse o país. Ele ficou na cadeia 37 dias, mas fugiu no mesmo ano, após receber liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello --revogada em seguida. Pouco tempo depois de se descobrir o paradeiro do ex-banqueiro, o governo brasileiro teve o pedido negado pela Itália, que alegou o fato de ele ter a cidadania italiana.


No livro "Eu, Alberto Cacciola, Confesso: o Escândalo do Banco Marka" (Record, 2001), o ex-banqueiro declarou ter ido, com passaporte brasileiro, do Brasil ao Paraguai de carro, pego um avião para a Argentina e, de lá, para a Itália.


Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.


O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois entraram com recurso e respondem o processo em liberdade.


Também foram condenados na mesma sentença outros dirigentes do BC: Cláudio Mauch, Demosthenes Madureira de Pinho Neto, Luiz Augusto Bragança (cinco anos em regime semi-aberto), Luiz Antonio Gonçalves (dez anos) e Roberto José Steinfeld (dez anos). alvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, foi protagonista de um dos maiores escândalos do país. O caso atingiu diretamente o então presidente do BC (Banco Central), Francisco Lopes.


Em janeiro de 1999, o BC elevou o teto da cotação do dólar de R$ 1,22 a R$ 1,32. Essa era a saída para evitar estragos piores à economia brasileira, fragilizada pela crise financeira da Rússia, que se espalhou pelo mundo a partir do final de 1998.

Naquele momento, o banco de Cacciola tinha 20 vezes seu patrimônio líquido aplicado em contratos de venda no mercado futuro de dólar. Com o revés, Cacciola não teve como honrar os compromissos e pediu ajuda ao BC.

História das nossas Raízes

Documentário “Soldados da Borracha”, um média-metragem com duração de 30 minutos, tem o apoio da Fundação Elias Mansour é homenageado no congresso nacional

Perpétua quer justiça aos soldados da borracha

César Garcia teve roteiro selecionado para retratar a vida dos Soldados da Borracha (Foto: Divulgação)O jornalista, professor e poeta acreano César Garcia Lima teve o seu trabalho elogiado no Congresso Nacional, na tarde desta terça-feira, em reconhecimento ao desafio lançado por ele para produzir o documentário “Soldado da Borracha”, cujas gravações terão início nesta semana no Estado do Acre.


A homenagem foi feita em pronunciamento da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), autora do relatório já aprovado em comissão especial que eleva a pensão dos ex-seringueiros de dois para sete salários mínimos, e que obriga a União a pagar gratificação natalina aos nordestinos recrutados para extrair o látex durante a Segunda Guerra Mundial.

“Merece ser reconhecido aquele que sai para estudar lá fora, mas volta às suas origens por que continua envolvido com a nossa história”, disse Perpétua. César Garcia Lima, também diretor e roteirista, leciona disciplinas ligadas ao Cinema e a Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Crítico de Cinema em jornais como Folha da Tarde e Folha de S. Paulo, ele atuou como roteirista dos canais de TV à cabo Telecine, e pesquisa a trajetória dos soldados da borracha há mais de 8 anos.

Garcia entende ser justa e inadiável a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, a partir da iniciativa da deputada acreana, irá elevar para R$ 4,1 mil a pensão especial a que eles têm direito. Após a homenagem, Perpétua alertou a mesa-diretora da Câmara Federal sobre a idade avançada destas pessoas, e a necessidade de se votar logo a PEC dos soldados da borracha, o que pode ocorrer antes do recesso do meio do ano.


“Tenho certeza de que se estas pessoas fossem mais jovens, teríamos condições de mobilizá-las e fazer pressão em Brasília. Aqui nesta Casa as coisas andam mais quando existe pressão popular. É o que fazem, por exemplo, em torno da PEC 300, que prevê o piso nacional para Corpo de Bombeiros, Policiais Civis e Militares”, comparou a deputada.

O documentário “Soldados da Borracha”, um média-metragem com duração de 30 minutos, tem apoio do Governo do Acre, através da Fundação Elias Mansour, e é um dos vencedores do Etnodoc 2009 – edital criado para apoiar a documentação e difusão do patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro. O filme ficará pronto em outubro e será realizado em parceria com a Modos Operante Produções, sediada no Rio de Janeiro, e já tem garantias de veiculação nas TV’s públicas. Será inscrito na Mostra Internacional do Filme Etnográfico de 2010, além dos principais festivais de cinema do Brasil e do exterior.

O filme mostrará imagens de Rio Branco, Plácido de Castro e Xapuri, onde os soldados da borracha ainda vivos mantêm a memória acesa e não sucumbem à infelicidade, mesmo que o outono de suas vidas tenha chegado, diz a sinopse.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Música do dia

Foto do dia

Vamos a luta!

Partido Comunista da China perto de 78 milhões de membros

O número de membros do Partido Comunista da China (PCCh) chegou a 77,99 milhões em fins de 2009, 116 vezes maior que a cifra registrada em 1949, ano da fundação da República Popular da China, informou nesta segunda-feira (28) o Departamento de Organização do Comitê Central do PCCh.


Este número supõe um aumento de mais de dois milhões em relação ao ano anterior, disse Wang Qinfeng, vice diretor do Departamento de Organização do CC do PCCh em uma coletiva de imprensa.

Mais de 20 milhões de pessoas solicitaram a entrada no PCCh em 2009, e quase dois milhões foram admitidas pelo partido como novos membros, de acordo com Wang.


Entre os quase 78 milhões de membros, 18,5 milhões têm menos de 35 anos de idade, enquanto ao redor de 28 milhões contam com um diploma universitário ou superior.

Wang precisou que mais de 640 mil empresas, incluídas 438 mil coletivas e privadas, do total de 2,77 milhões de empresas da China, têm estabelecido dentro delas seu próprio comitê do PCCh.

Os membros do PCCh tomaram parte ativa nos trabalhos relacionados com os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, na celebração dos 60 anos da fundação da República Popular da China e nos trabalhos de assistência às áreas afetadas pelo terremoto de 12 de maio de 2008 em Sichuan e o de 14 de abril deste ano em Yushu.

Os membros do partido dessa província doaram mais de 27 milhões de iuanes (US$ 3,97 milhões) em termos de "cota de filiação especial" para ajudar as vítimas do terremoto de Yushu.

Fonte: Xinhua


Mais pesquisa: Dilma sobe, Serra desce

Dilma 40%, 35%, Serra. Marina têm 8%





Pesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial indica que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 35%. Marina Silva (PV), 8%. A sondagem foi feita de 24 a 26.jun.2010 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual. O Blog vai publicar mais resultados obtidos pelo Vox Populi assim que eles estiverem disponíveis.


Pela 1ª vez, Dilma passa a frente de Serra em pesquisa Vox Populi. A última sondagem do instituto (feita de 8 a 13.mai.2010) indicou empate técnico entre os candidatos, por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% (podendo variar de 34,8% a 39,2%, por conta da margem de erro). O tucano teve 34% (variando de 31,8% a 36,2%).Fernando Rodrigues


A pesquisa foi feita de 24 a 26 de junho 2010 com 3.000 eleitores. Seu registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o 16944/2010.


Na pesquisa divulgada em maio pelo instituto, Dilma estava na frente com 38% das intenções, enquanto Serra tinha 35%.


Música do dia

O "Projeto Nacional" dos tucanos é contra o desenvolvimento


O tucano José Serra e seus aliados acusam Dilma Rousseff e o campo progressista de não ter um projeto nacional. Não é verdade: os tucanos “esquecem” que esta é uma luta histórica e que eles são, hoje, os herdeiros e continuadores da política anti-nacional que, desde os tempos de José Bonifácio, impede o desenvolvimento e atrasa o país.
Por José Carlos Ruy
Aroeira

Só há uma explicação para a repetida acusação feita pelo bloco conservador e pelo candidato da oposição, o tucano José Serra, de que o governo Lula e a candidata progressista Dilma Rousseff não têm um projeto nacional. É a amnésia histórica daqueles que aderiram ao pensamento único e ao dogma neoliberal de que não existe alternativa além do fracassado projeto que impuseram ao Brasil em sua longa passagem pela presidência da República, com Fernando Collor de Mello e, depois, Fernando Henrique Cardoso.Os tucanos e conservadores insistem naquela tecla esquecendo o conflito histórico que, em todo o período independente de nossa história, opôs os desenvolvimentistas aos liberais, os pregoeiros do uso da força do Estado para fomentar o crescimento da economia aos partidários da submissão brasileira a uma divisão do trabalho que perpetua o atraso.Esse conflito eclodiu já nos anos da luta pela Independência, quando José Bonifácio defendeu o fim da escravidão, a reforma agrária e o favorecimento da produção de alimentos ao lado da agricultura de exportação, o apoio à industrialização, a instrução do povo e a inclusão de negros e índios à comunidade nacional, e a afirmação nacional soberana perante as potências estrangeiras.José Bonifácio foi nomeado ministro do Reino e dos Estrangeiros por D. Pedro no início de 1822, tornando-se nessa condição o primeiro chefe de governo no Brasil. Ele estava na contra mão dos bisavós dos atuais neoliberais, cujo campeão foi José da Silva Lisboa, o visconde de Cairu, que defendia a Inglaterra com a mesma ênfase com que os tucanos defendem, hoje, os EUA. Cairu era a expressão dos interesses da oligarquia agro-mercantil e seu projeto econômico baseado na escravidão e na monocultura latifundiária, na exportação de produtos agrícolas e na oposição à industrialização, subordinando a nação que se formava a uma economia mundial dominada pelos ingleses. José Bonifácio bateu de frente com os interesses daquela elite agro-mercantil, aliada dos ingleses sendo por isso afastado do governo, abrindo caminho para que fosse mantida, após a Independência, a arcaica estrutura social colonial, escravista e latifundiária.Venceu, com isso, a política econômica liberal e antiindustrialista que, com um pequeno interregno na década de 1840, vigorou em todo o período imperial.

Um exemplo das dificuldades que aquela política impunha ao desenvolvimento é a trajetória de Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá. Este grande empresário construiu o estaleiro de Porto de Areia, um dos maiores do mundo, mas faliu fragorosamente quando a política econômica liberal foi intensificada na década de 1850; sua história é emblemática de contradições que ainda hoje não estão resolvidas.Os primeiros anos da República significaram outro interregno, breve, naquela política antinacional. Foi uma época marcada pelas intensas disputas entre setores urbanos (classe média e parte da burguesia) radicalizados, e a coalizão de latifundiários, grandes comerciantes do comércio externo e os representantes do capital estrangeiro (na época, principalmente inglês), que dominava a economia e a política brasileira desde os tempos do império. O choque cresceu durante os dois primeiros governos republicanos, dirigido pelos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, quando as iniciativas do novo regime ameaçavam os interesses colonialistas ao apontar para a construção de uma nação autônoma do ponto de vista político e econômico.Quando o latifundiário Prudente de Moraes assumiu a presidência da República, na sucessão de Floriano Peixoto, o projeto industrialista foi abandonado. Os antepassados dos atuais neoliberais, que eram então chamados de livre-cambistas, passaram a dominar o governo e implantaram a mesma velha política econômica liberal. Rodrigues Alves, grande fazendeiro de café e ministro da Fazenda de Prudente de Moraes, dizia que a indústria prejudicava a agricultura ao atrair “a mão-de-obra e os capitais necessários à lavoura". A elite latifundiária e o capital comercial que controlava o comércio externo do país mantiveram a economia subordinada a esse princípio nocivo ao desenvolvimento nacional.Era a abertura de um período liberal que durou até 1930, quando a revolução que acabou com a República Velha e levou Getúlio Vargas ao governo sinalizou o aprofundamento do desenvolvimento capitalista brasileiro e deu ao Estado um papel decisivo na promoção do desenvolvimento. As políticas econômica, cambial, industrial e agrícola voltavam-se agora ao atendimento dos interesses desse desenvolvimento. Mas a ruptura com o passado não foi completa, pois as velhas oligarquias agromercantis foram derrotadas mas não eliminadas.De qualquer forma, depois de 1930 foi claramente rompido o vínculo com os princípios liberais; e as relações entre a indústria e o governo se tornaram mais cordiais. Vargas adotou medidas de forte impacto econômico e social, promovendo a intervenção do Estado para estimular o desenvolvimento industrial.

Sob o Estado Novo foram criados organismos técnicos de assessoria nos quais o governo e a burguesia industrial discutiam e formulavam as estratégias econômicas. Os industriais participaram de forma intensa deles, liderados por aquele que, na época, se destacou como seu maior líder: o paulista Roberto Simonsen, que propunha a proteção à produção industrial brasileira e a liberação da importação de equipamentos e matérias primas necessárias para ela. Desde então a produção nacional cresceu e se diversificou; um de seus marcos principais foi a construção da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda.A modernização acentuada no período pós-1930 foi marcada também pela emergência de outro personagem decisivo no cenário político, o proletariado que, com o Partido Comunista do Brasil à frente, engrossou a luta pelo desenvolviment que impulsionou a partir de suas próprias reivindicações de classe.Aquela política de modernização marcou a fase conhecida como “Era Vargas”, recolocando o conflito entre os dois projetos antagônicos em outro patamar. A luta pelo desenvolvimento dominou durante meio século, e entrou em crise na década de 1980, colocando o Brasil em uma encruzilhada histórica na qual emergiu a hegemonia temporária do projeto neoliberal que atualizava as velhas teses conservadoras contra o desenvolvimento industrial e pela subordinação do país aos interesses de potências estrangeiras. Essa hegemonia foi anunciada quando, em dezembro de 1994, Fernando Henrique Cardoso despediu-se do Senado para assumir a presidência da República anunciando a intenção de colocar um ponto final à Era Vargas e ao “seu modelo de desenvolvimento autárquico e ao seu Estado intervencionista”.

Os resultados funestos dessa decisão foram sentidos pelos brasileiros durante os oito anos de domínio do tucanato, sob FHC, com sua política de privatizações; desmantelamento do Estado; submissão aos Estados Unidos e às agências econômicas do imperialismo, como o FMI; ataques aos direitos sociais dos trabalhadores e aos direitos políticos dos brasileiros. Aquele foi o “projeto nacional” dos tucanos, que começou a ser desmontado desde 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a presidência da República, acelerando-se no segundo mandato, em 2007. Esta escolha pelo desenvolvimento precisa ser reafirmada e aprofundada no novo período presidencial que começa em 2011.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

assim caminha a canpanha de Serra

Nas quartas


Foto: AFP

A tradição está mantida. Assim como na semifinal de 62 e nas oitavas de 98, o Brasil não teve dificuldade para passar pelo Chile numa Copa do Mundo. Na sua melhor atuação na África do Sul, a seleção brasileira venceu por 3 a 0 no Ellis Park e se classificou para enfrentar a Holanda nas quartas de final, sexta-feira, às 11h, em Porto Elizabeth.

Pedras no caminho da direita


CESAR MAIA DÁ A ELEIÇÃO COMO PERDIDA

Na reunião de cúpula dos DEMOS, realizada domingo, no Rio, para discutir a crise aberta com a decisão de Serra de impor uma chapa puro-sangue à coalizão demotucana, Cesar Maia jogou a toalha e admitiu a derrota como favas contadas. O desalento do ex-governador do Rio não é um caso isolado e já transpira até nas colunas de aguerridos 'analistas' tucanos. Na avaliação de Cesar Maia, segundo o jornal O Globo, a eleição foi perdida no momento em que o candidato escolhido foi Serra, e não o ex-governador mineiro Aécio Neves.
Os DEMOS têm uma reunião com Serra nesta 2º feira, naquela que seria a última tentativa de reverter a escolha de Alvaro Dias para vice na chapa de oposição a Lula e Dilma. A intenção é dar um ultimato: ou o cargo será ocupado por um representante do partido, ou a agremiação romperá a aliança.
Dois minutos e 90 segundos de propaganda eleitoral estão em jogo. Ainda que a ruptura não ocorra oficialmente fica difícil imaginar uma adesão mais que formal de lideranças ressentidas, como é o caso de Cesar Maia, à campanha de Serra, que desfruta igual empenho entre as fileiras tucanas de MG, após o passa-moleque aplicado em Aécio Neves.
O agora indisfarçável mal-estar entre DEMOS e PSDB reavivou uma tese curiosa. Há tempos, circula nos meios acadêmicos, sobretudo em franjas que ainda enxergam em Serra um ‘desenvolvimentista’ (‘de boca’, retrucaria Maria da Conceição Tavares) um mito eleitoral: Serra teria como plano concorrer à presidência com o apoio da direita e da extrema-direita acantonadas nos DEMOS para --se vencer o pleito-- dar um golpe, alijando os apoiadores incômodos de qualquer influencia em um hipotético governo. O tratamento dispensado ao ex-PFL na questão da vice reforçaria essa tese, segundo alguns amigos do ex-governador de SP. O raciocínio generoso dos academicos esbarra, porém, num pequeno detalhe: desde quando Alvaro Dias é sinônimo de ruptura progressista? (Carta Maior; 28-

domingo, 27 de junho de 2010

Nossa praia

Chegou o Verão. Nossa praia continua bonita, mas nenhuma atenção do poder municipal. pequenos comerciantes se viram como podem para faturar um dinheirinho". A população prefere procurar outras praias mais distantes.

O gol da rodada

O Acre não troca a caminhada pelas pedras no caminho


A vida do menino Edvaldo Soares Magalhães começou a mudar na manhã do dia 28 de setembro de 1971. Seu pai, o comerciante Osvaldo Dílson Magalhães, era um dos 28 passageiros do avião DC-3, prefixo PP-CBV da Empresa Aérea Cruzeiro do Sul S.A., que levantou voo do aeroporto de Sena Madureira com destino a Rio Branco e caiu poucos minutos depois dentro da área do seringal Boa Esperança, na Boca do rio Caeté. Todos morreram.


A partir daquele momento trágico, a família teve que refazer os planos e mudar a forma de viver. Seringueira e analfabeta, a mãe Maria Soares Pio, a “Dona Mariquinha”, não conseguiu tocar os negócios deixados por Osvaldo Dílson, que deixou a mulher e três crianças. Edvaldo tinha apenas seis anos de idade.
Sem o suporte do pai, os meninos contaram com a solidariedade e compaixão dos Irmãos Maristas, que permitiram a todos estudar na Escola São José, que ainda hoje é uma das referências em educação em Cruzeiro do Sul.


Edvaldo Magalhães gostou do método adotado pelos maristas. Mudou-se para Tarauacá e ajudou a congregação a se instalar no município.
Chegou a fazer os votos de castidade, pobreza e obediência, mas novamente mudou o caminho ao perceber que poderia fazer mais por meio da política.
Na política foi o primeiro presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre eleito a partir do interior do Estado. Em 1994 concorreu a primeira vez a deputado estadual e perdeu por um voto.


Nas eleições de 1998 foi eleito a primeira vez e passou oito anos na liderança do petista Jorge Viana. Atualmente está no segundo mandato como presidente da Assembleia Legislativa.


No último dia 10, o presidente estadual do PC do B foi aclamado pelos partidos da Frente Popular do Acre como um dos candidatos da coligação ao Senado da República.


O deputado, que completa 45 anos de idade hoje, recebeu a reportagem no seu gabinete no terceiro andar da Assembleia Legislativa. Numa conversa que durou 43 minutos, o comunista fez uma análise da trajetória da sua vida, do governo e da Frente Popular.


Lembrança do pai
“O meu pai e a minha mãe eram seringueiros. Moravam no Seringal Russas, na boca do Valparaiso. No primeiro saldo que tirou cortando seringa, ele resolveu romper com a sina de ser explorado. Comprou uma canoa e passou a ser regatão. Regatão, naquela época, era uma espécie de amigos dos pobres, porque furava o esquema dos barracões e vendia mais barato”.

Primeira balsa
“Regateando, rapidamente o meu pai se encontrou com a atividade do comércio. Vislumbrando outras possibilidades, mudou-se com a família para Cruzeiro do Sul, onde abriu um comércio no mercado municipal. Com menos de 30 anos era proprietário da primeira balsa que transportava mercadoria de Manaus para o município. Era uma Alvarenga de madeira. Ainda lembro muito bem disso”.


Morte do pai
“A minha trajetória de vida teve uma mudança brusca com o acidente aéreo em que o meu pai faleceu. Ficaram apenas eu e mais dois irmãos. A minha mãe, a hoje professora Mariquinha, era analfabeta e não conseguiu cuidar dos negócios. Veio um tempo de muita dificuldade, mas sempre com dignidade”.


Escola e trabalho
“Na infância eu e os meus irmãos, antes de ir para a escola que os Irmãos Maristas conseguiram para os filhos da viúva por compaixão, pena e caridade, tínhamos que trabalhar vendendo banana e outros produtos da região”.


Orgulho da mãe
“Minha mãe tem uma história extraordinária. Ela resolveu estudar quando os filhos começaram a estudar. Terminou o segundo grau junto com o Osvaldo, o meu irmão mais velho, na escola Flodoardo Cabral. Ele foi padrinho de formatura dela e ela, madrinha dele. Mais recentemente, a dona Mariquinha terminou o curso de Pedagogia no Programa de Formação de Professores do governo do Estado. Hoje é professora com diploma da Universidade Federal do Acre”.


Irmãos Maristas
O meu contato começou na Escola São José, administrada e cuidada pelos Irmãos Maristas, que até hoje é uma grande referência no ensino de Cruzeiro do Sul. Comecei a adentrar por curiosidade e me identifiquei. Também queria ser professor. Entrei no Juvenato, junto com o Moisés Diniz. Entramos no mesmo dia. Eu permaneci na congregação por cinco anos. Fiz os meus votos de pobreza, castidade e obediência. Fui sagrado irmão marista nos chamados votos temporários”.


Mudança para Tarauacá
“Abrimos a comunidade dos Irmãos Maristas em Tarauacá. Tinha quatro irmãos: eu, o Moisés, o irmão Luiz, um excelente tocador de sanfona, e o Braz, que até hoje mora no município, é professor e conhecido da comunidade”.


Política e religião
“Na época existia uma visão muito conservadora por parte das nossas congregações no tocante ao envolvimento dos seus membros com os movimentos sociais. Havia posições antagônicas entre a igreja do Juruá e a igreja do Vale do Acre. Estávamos em efervescência no Brasil porque os partidos de esquerda procuravam a legalidade e os movimentos sociais ganhavam campo, espaço e legalidade”.


Choque de incompatibilidade
“Deixamos os Irmãos Maristas porque dois jovens da congregação recém-aprovados em concurso público para professor passaram a trabalhar pela organização uma associação de professores no município. Isso virou uma coisa incompatível com religião. Tínhamos o professor Pascoal Muniz na luta sindical e o ex-padre e então deputado Manoel Pacifico na Assembleia. Foram duas pessoas muito importantes na nossa formação. É bom deixar claro que estávamos vivendo o fim da ditadura e a efervescência dos movimentos sociais. A gente foi tocado por isso. Mas, apesar de ter saído da congregação, devo revelar que a base da minha formação tem uma colaboração imensa da igreja e dos irmãos maristas”.


Organização no interior
“Nessa luta de organização e de afirmação dos movimentos sociais do Acre a gente começou a fazer uma coisa que não era feita: organizar a luta no interior. Nos municípios havia uma espécie de conservadorismo, timidez e até de muita pressão para que as pessoas nem se sindicalizassem. Era uma luta convencer alguém a assinar uma ficha de filiação no sindicato”.


Primeiras eleições
“Foi nessa luta de organização que virei o primeiro presidente da Associação de Professores de Tarauacá. Ao retornar para Cruzeiro do Sul ajudei a organizar o núcleo da associação. Fui presidente durante cinco anos. No final de 1989, numa eleição histórica, consegui ser eleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre. Pela primeira vez alguém vindo de um município, disputando com as lideranças consolidadas como a professora Almerinda Cunha, era eleito”.


Mudança para capital
Para assumir o Sindicato dos Trabalhadores em Educação tive que me deslocar de Cruzeiro do Sul para morar em Rio Branco. Estava recém-casado. Foi um verdadeiro desafio na minha vida. Eu não conhecia a capital. Tinha vindo para participar de congressos. Tinha vindo umas quatro vezes. A mudança era para dirigir o maior sindicato do Estado. Foi um momento desafiador, de políticas muito conservadoras aqui no nosso Estado”.


Primeira disputa de deputado
“Depois que sai do Sinteac fui candidato a deputado estadual. A Frente Popular estava num processo de começar a se consolidar no Estado como uma força nova na política. Era um movimento que estava ajudando a construir esse caminho novo da mudança no Acre. Jorge Viana era prefeito da capital e o Tião Viana concorreu ao governo. Dentro do PC do B tínhamos dois candidatos: o Sérgio Taboada e eu”.


Uma tragédia
“Naquela eleição de 1994, o Taboada pleiteava a reeleição e conseguiu. Eu era o candidato dos municípios. Foi uma eleição interessante, mas trágica para mim. Foi quando perdi por um voto. Naquela época a votação era manual. Ficamos procurando nos boletins o voto que não apareceu na conta. E ele não apareceu nunca”.


Valor ao voto
“Aquela eleição foi uma aprendizado porque comecei a dar valor a um voto. Há políticos que gostam de dar valor a muitos votos. Eu percebi que você só chega a mil se houver a soma de um por um. Você nunca chega à grande quantidade se não houver a soma das unidades. É uma coisa normal, mas muitas vezes a gente não percebe”.


Valor aos apoios
“Dou muito valor aos apoios que recebo. Dou valor aos pequenos apoios. É a soma dos pequenos apoios que constrói uma grande vitória”.


Liderança na Aleac
“Os oito anos de liderança do governo na Assembleia Legislativa foi uma verdadeira escola. A partir de 1999 não passamos a viver apenas uma transição, que depois se transformou numa reconstrução para chegar a uma afirmação da Frente Popular e da política do Acre. A gente não estava vivendo apenas uma mudança da nossa política: tivemos que mudar o nosso jeito de olhar e de perceber”.


Comportamento político
“Quando chegamos ao governo tivemos que mudar no nosso comportamento político. Nós vínhamos de uma trajetória de comportamento de luta popular, luta sindical e de posicionamento oposicionista. Éramos especialistas em dizer não. No governo, passamos a ter obrigação de ser propositivos e começar dizer sim. De mudar atitudes e de ter outro olhar. De assumir novas responsabilidades e ter novas atitudes”.


Luta intensa
“O início do governo Jorge Viana, em janeiro de 1999, também foi o início de uma luta intensa no Estado do Acre. Tínhamos várias frentes para atuar. Tivemos que resgatar as instituições, que viviam na ilegalidade. Havia uma luta pela legalidade que envolvia muitas coisas. Envolvia mudança de comportamento e de atitude. Combate a vícios na administração pública. Não era algo simples de ser feito. A gente não tinha experiência de fazer. Tivemos que consertar a aeronave em pleno voo”.


Vocação para mediação
“Eu sempre tive a vocação da mediação. Sempre fui duro nos meus posicionamentos porque sempre tive lado. Não gosto de esconder a minha convicção. Nunca gostei de esconder um posicionamento. Não gosto de ter o comportamento do ‘murista’. Sou contra aquele que gosta de sugar a posição do outro para depois ter a sua posição. Sempre tive uma posição para confrontar, mas sempre estive aberto a construir uma nova posição. Não sou o dogmático, o fechado, o cego, o da cartilha”.


Construção da governabilidade
“Esse meu comportamento de procurar a mediação política fez com que o governador Jorge Viana me chamasse para ser o líder do governo num momento de confragação da política. O resultado da eleição foi uma sinalização da mudança que a sociedade queria, mas mudamos o Executivo sem haver a construção da governabilidade”.


Timoneiro da mudança
“Elegemos um governo num momento de fracasso da elite conservadora que governava o Estado. Esse fracasso se deu pelo desgaste profundo do que foi acumulando ao longo das décadas. Foi um fracasso político e administrativo, e o povo resolveu fazer mudança. Jorge Viana incorporou, materializou e personificou todo esse sentimento. Ele foi o grande timoneiro das mudanças. Só que não havia as condições da governabilidade”.


Base frágil
“A base de sustentação na Assembleia era frágil e reduzidíssima. Era necessário construir a cada semana, a cada batalha, a cada sessão, uma maioria. Tínhamos que fazer isso utilizando o instrumento do verbo. Foi algo verdadeiramente novo na construção de maioria. Começamos a construir um método e um jeito novo. Isso foi um aprendizado muito grande para mim”.


A boa nova
“O Jorge Viana foi a boa nova que tivemos na política do Acre. Jovem cheio de sonhos, ele trouxe para o nosso movimento a visão de que é possível sonhar as causas mais avançadas e incorporar as bandeiras mais progressistas tendo uma postura ampla. Essa química da amplitude política com bandeiras mais avançadas não havia sido incorporada no nosso movimento de esquerda do Acre. Por isso a gente sempre encontrava a balsa como maior companheira nas eleições”.


Jorge, amigo e irmão
“Comecei a conhecer o Jorge Viana como governador por conta da atividade de líder de governo. O Jorge se transformou no meu irmão mais velho. A nossa relação não é de mando e de orientação. É de alguém que sempre chama para o diálogo, o debate, a conversa. Tivemos centenas de reuniões e hoje ele é o melhor amigo que tenho no Acre. Aprendi muito com ele”.


Gestor do coletivo
“Na tarefa de presidente da Assembleia Legislativa eu tive que me transformar num gestor do coletivo, a partir do ponto de vista da gestão política da casa. Nessa função, mesmo tendo lado, você tem que garantir que o todo seja tratado com democracia”.


Imagem diferente
“O maior desafio na presidência da Assembleia Legislativa foi provar que, mesmo sendo da política, eu tinha capacidade de ser um bom gestor. Foi um desafio montar uma equipe e compartilhar com ela as responsabilidades. Trabalhamos para que a casa da política tivesse uma imagem diferente. Que não fosse uma casa apenas da arenga, da disputa e às vezes da confusão política”.


Assembleia Aberta
“Precisávamos inovar, nos deslocar e ficar mais pertos dos problemas das comunidades. Foi ai que nasceu o Programa Assembleia Aberta para que, a partir daí, a gente pudesse ter uma espécie de choque de realidade no próprio Parlamento. A gente descobriu que mais de um terço dos nossos deputados não conhecia o Estado do Acre todo. Faltava uma visão dos vinte de dois municípios. Todo mundo representava apenas uma parte e se contentava com essa parte. Isso ajudou a ter uma visão de conjunto. Percebemos que tem muitas medidas simples que podem ser tomadas para resolver problemas. O parlamento dialogou”.


Política de integração
“A aproximação com os nossos vizinhos é fundamental. O Acre deixou de ser fim de linha com a construção da Estrada do Pacifico, Vamos nos tornar uma espécie de engrenagem do nosso país com o mundo. A Assembleia investiu muito no programa de integração. Acho que temos muito a caminhar com isso. Estamos nos descobrindo como vizinhos de países irmãos como o Peru e a Bolívia”.


Desafios grandes
“Gosto de desafios grandes. Nunca gostei de ficar pensando miúdo, mas sempre gostei de dar passos firmes. Gosto de tomar decisões quando estou cem por cento convicto. Nunca fui aventureiro. Não gosto de fazer a coisa de qualquer jeito. Enfrentar desafios e diferente de ter atitude de aventura”.


Convite da Frente Popular
“O convite feito pela Frente Popular para concorrer ao Senado e o diálogo com os dirigentes dos partidos é motivo de muito orgulho. Acho que tenho as condições de bem representar o Acre. Eu amadureci na minha vivência e na minha convivência com o Parlamento. Fiquei mais experiente com a minha experiência no processo de construção do nosso movimento político”.

Chapa comprometida
“Estar numa chapa com o Tião Viana, César Messias e Jorge Viana é motivo de orgulho para qualquer acreano. Estar num movimento deste tamanho lhe confere muita responsabilidade. Temos uma chapa comprometida com o Acre”.


Campanha inovadora
“O desafio será construímos uma campanha inovadora, mantendo um dialogo com a comunidade. Temos no Acre um eleitorado muito exigente e qualificado. Esse eleitorado é fruto de um movimento político que estamos construindo de 1990 para cá. Temos uma média de eleitorado de alta consciência e de alta responsabilidade política. É por isso que a política do Acre tem mudado tanto”.


Uno no Senado
“O diálogo com o eleitorado será inovador se conseguirmos passar a importância de o Acre ser uno no Senado da República. Uno não significa ser monolítico. Significa que vai ter uma união na ação política. De que o Acre é a principal causa da bancada no Senado e não o partido do fulano ou o movimento do sicrano”.


Acre como causa
“O Acre será a causa da nossa atuação no Senado. As coisas do Acre serão a bandeira central. O desenvolvimento do Estado será a questão principal. Defendemos um projeto de desenvolvimento centrado na nossa cultura e na nossa identidade”.


Importância da Floresta
“Somos um Estado que teve e tem na floresta a construção da sua identidade. Foi a seringueira que fez com que tivéssemos uma revolução e o Acre virasse Brasil. Devemos encontrar na floresta um jeito de agregar valor, industrializar, gerar empregos e conquistar a independência financeira. Isso, no centro do debate de uma bancada no Estado, pode fazer com que tenhamos um grande salto de qualidade”.


Parto coletivo
“A eleição de um candidato majoritário é cem por cento dependente do esforço coletivo. Sou fruto do coletivo porque venho atuando dessa forma desde 1990 quando construímos a Frente Popular. A minha eleição para o Senado vai ser um parto coletivo”.


Governo Binho
“O governo e o governador Binho Marque são duas coisas extraordinárias que estão acontecendo no Acre porque conseguiram consolidar a fase da reconstrução política e administrativa que o Jorge Viana iniciou. Ele estabeleceu política e programas de inclusão, que vão marcar profundamente o seu governo e vão elevar todos os índices de desenvolvimento do Estado”.


Censo do IBGE
“Quando tivermos os índices do censo do IBGE iremos constatar que o Acre estará disputando boas posições no Brasil nas diversas áreas. Tenho absoluta certeza disso porque há programas consistentes em execução. São programas para todos. Temos um governo equitativo. O Binho põe mais onde mais precisa. Ele não trata igual, trata diferente”.


Pequenas e grandes obras
“O Binho nos surpreendeu porque fez milhares de pequenas obras, mas fez dezenas de grandes obras. As condições econômicas são favoráveis. A viabilidade dos oitos anos de Jorge Viana nos credenciou para dar um grande salto. Esse grande salto se materializa nos números, ao ponto de, nos quatro anos do governo Binho, termos o dobro de investimento em relação ao do Jorge. Temos um governo que marcará profundamente a administração pública do Estado”.


Capitulo novo
“O Tião Viana vai representar o capitulo novo que o Acre precisa vivenciar. Ele vai avançar ainda mais na construção da infraestrutura. Vamos terminar ter este ano com a Estrada do Pacifico concluída. A BR-364 só depende de verão para ser concluída porque há dinheiro para a obra. Esse capitulo novo será a fase da independência econômica do Estado por meio da industrialização. Será a fase da geração dos empregos fora da administração pública, do fortalecimento da nossa economia floresta e sustentável”.


Experiência única
“Estamos quebrando paradigmas. Somos uma experiência única no Brasil. Não existe nenhuma experiência de uma aliança política de vinte anos no país que chegue no dia da convenção e você olhe para um plenário cheio de gente animada. Tinha pessoas de cabelos grisalhos que estavam na convenção de 1990 e centenas de jovens gritando, pulando e com o sorriso largo”.


Projeto com identidade
“O segredo é a causa. Nós estamos numa aliança não disputando poder. Estamos num projeto de desenvolvimento para o Acre. Esse projeto tem identidade política, ideológica e programática. Esse algo que nos junta é a causa do Acre. Isso faz com que projeto com projeto menores, individuais, desejos legítimos, sonhos sejam adiados em função de uma coisa mais coletiva”.


Novo no conteúdo
“Somos novos no conteúdo. A Frente Popular é o movimento político que mais renovou a política do Acre. Nesses vinte anos tivemos uma renovação completa da representação política do Estado nas câmaras de vereadores, na Assembleia Legislativa, nas prefeituras, na Câmara Federal e no Senado da República”.


Oposição sem renovação
Os que fazem oposição ao nosso projeto não renovaram e nem inovaram. Um dos maiores exemplos de renovação de quadros no nosso movimento foi a aposta ousada no prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim. É o governador Binho Marques...”.


Várias lideranças
“Não temos dificuldades de catar lideranças. Para a vaga que vou disputar para o Senado, por exemplo, temos vários nomes com as condições de enfrentar a disputa. Não dependemos apenas de um nome para construir um projeto. Enquanto tivemos a causa no comando, nós vamos conseguir com que as pessoas sejam contagiadas e alimentadas com bandeiras novas e renovem as esperanças de um Acre novo”.


Vale do Juruá
“O Vale do Juruá tem uma comunidade que foi muito sacrificada pela política, desde o Movimento Autonomista. A região onde eu nasci precisa ser compreendida. O Juruá tem uma teimosia positiva porque gosta de se afirmar”.


Namoro, noivado e casamento
“Na convenção em Cruzeiro do Sul eu fiz uma afirmação que faço questão de repetir: O Jorge Viana iniciou um forte namoro da Frente Popular com o Juruá. O Binho Marques consolidou o namoro e fez o noivado. Hoje Cruzeiro do Sul e os demais municípios da região recebem os maiores investimentos do governo. O Tião Viana vai consolidar um grande casamento. Uma das grandes novidades dessa eleição será a nossa vitória no Juruá”.


Nauas na Série D
“O Nauas faz parte dessa fase nova que o Juruá está vivendo. O Juruá está se vendo na foto, inclusive no futebol. Vai estar na foto da Frente Popular com a chapa majoritária distribuída meio a meio, sendo representada pelo César Messias e por mim. Nós vamos passar da Série D para a Série C”.


[Fonte: página20.com.br]

Zé ladeira esnoba convenção do PPS e manda DEM às favas


A crise aberta na campanha do ex-governador José Serra (PSDB-SP) continua a pleno vapor e ganhou mais capítulos neste sábado (26), mas nem por isso o presidenciável tucano controla suas idiossincrasias. Num gesto de indelicadeza política e arrogância, Serra sequer compareceu à convenção nacional do PPS que formalizaria o apoio à sua candidatura.
Confiante da submissão canina e humilhante do aliado, o tucano comunicou sua ausência somente de última hora, num telefonema ao presidente do PPS, Roberto Freire. Mensagens gravadas ou escritas aos militantes do partido? Que nada. Serra simplesmente esnobou o PPS.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), também faltou à convenção – e sua ausência é emblemática dos novos tempos da coligação. "Estou cheio de coisas para fazer, atrás de voto para mim", desdenhou. Foi uma mostra claríssima de que, enquanto a chapa não desistir da indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) a vice de Serra, os “demos” não querem nada com nada.

Na próxima quarta-feira, o DEM realiza a sua convenção nacional, à espera de que Serra substitua Dias por um vice “demo” na chapa. "Vamos esperar que ele indique. Se ele não indicar, vamos aprovar o nosso nome na convenção do dia 30", reagiu Maia.

O PSS, correia de transmissão do PSDB, metralhou. “Serra mandou dizer que está firme e não vai se submeter a imposições de quem quer que seja”, disparou um provocativo Roberto Freire na convenção do PPS. No Twitter, o presidnete do PTB, Roberto Jefferson, foi ainda mais longe e chamou o DEM de partido “de merda”. O próprio Serra mandou os apelos do DEM às favas e orientou a coligação a manter tudo como está, com Álvaro Dias de vice.

Mas as reações contra a chapa puro-sangue persistem. “Se eles não querem estar com o DEM, não há motivo para o DEM ficar com eles. Assim sairíamos da aliança formal e não apoiaríamos oficialmente ninguém, como acontece com outros partidos”, ameaçou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). “Não queremos ficar só com o ônus da aliança, ainda mais hoje que a candidatura não é nenhuma Ferrari.”

Na mesma tecla bateu o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO): “Eles se acostumaram com um DEM que chia e depois se acomoda. Desta vez, não vamos deixar isso assim. Ou reagimos ou a sigla acaba como partido, vira subalterna, e não parceira do PSDB”. Mais radical é o deputado Efraim Filho (DEM-PB): "Tenho conversado com lideranças dos democratas. Cresce o sentimento para decidirmos pelo fim da aliança com o PSDB na convenção".

A saída do DEM da aliança representaria para Serra uma perda de dois minutos e nove segundos diários no horário eleitoral em rádio e TV. Sem os “demos”, o tempo de propaganda da chapa de oposição cairia de seis minutos e 46 segundos para quatro minutos e 38 segundos. A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, deve ter cerca de oito minutos.

Da Redação, com agências

sábado, 26 de junho de 2010

A raça Urugaia


Depois de 40 anos, o Uruguai voltará a disputar uma partida de quartas de final de Copa do Mundo. Num jogo dramático, os uruguaios venceram a Coreia do Sul por 2 a 1 neste sábado, em Port Elizabeth.

Mauricio Dias: para ajudar Serra,


Zé Ladeira: Você me ajuda que eu.. bom, depois a gente vê !

Artigo de Maurício Dias, publicado na CartaCapital:

A mídia se empenha em valorizar a candidatura da ex-ministra na tentativa de provocar o 2º turno

A imprensa tenta oxigenar a candidatura de Marina Silva (PV), que patina em torno de 10% em todas as pesquisas mais recentes de intenção de voto.

Cresce a convicção, no meio político, de que, sem ela no páreo, Dilma Rousseff (PT) poderia ganhar a eleição presidencial de José Serra (PSDB) ainda no primeiro turno.

O interesse da mídia pela candidatura de Marina sustenta a confiança nessa convicção. Não se pode acreditar que os jornais, tomados pela fé democrática, ajam somente para estimular a competição eleitoral.

Nas circunstâncias atuais, não há dúvida: o eleitor de Marina dará um voto para Serra. É um efeito colateral dessa decisão, um antídoto contra Dilma.

Mas, seja como for, a democracia exige respeito à escolha do eleitor. Cada um vota como quer. É preciso, no entanto, conhecer os efeitos políticos do voto.

Marina pode vir a ser um obstáculo para Dilma e, em consequência, linha auxiliar – involuntária, admita-se – de Serra. Neste momento, ela se coloca exatamente entre os dois: critica Dilma acidamente e, suavemente, critica Serra. Nessa posição pode ser facilmente triturada ao longo dos debates polarizados.

Em 2006, embora não houvesse o viés plebiscitário de agora, a disputa foi para o segundo turno em razão da dispersão do voto progressista: Heloísa Helena (PSOL) obteve 6,85% e Cristovam Buarque (PDT), 2,64%. Ambos partidariamente à esquerda do espectro político. Faltaram a Lula, que buscava a reeleição, um pouco mais de 1 milhão de votos para ganhar no primeiro turno. Isso, porcentualmente, significou 1,39% dos votos válidos.

A história eleitoral brasileira tem exemplos parecidos, que favoreceram a vitória de candidatos conservadores.
Um dos casos mais traumáticos para a esquerda foi a conquista do governo do novo estado da Guanabara pelo udenista Carlos Lacerda, em 1960. Ele obteve uma vantagem apertada sobre Sérgio Magalhães (PSB), de 2,6%. A derrota é atribuída à participação de Tenório Cavalcanti no pleito. Influente na Baixada Fluminense, Tenório, fatalmente, tirou votos certos de Magalhães.

Afinal, os pobres, por episódios como o do incêndio (provocado?) na praia do Pinto, na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, e a matança de mendigos que apareceram boiando no rio da Guarda, na Baixada Fluminense, estavam escabreados com o lacerdismo. Os dois episódios foram parar na conta da administração Lacerda. Se não era verdade, a versão superou o fato.

Uma parte desse voto da turma do Brasil de baixo migrou para Tenório Cavalcanti, que tinha apoio do Luta Democrática, um influente jornal popular na ocasião. Seriam, naturalmente, votos de Sérgio Magalhães. Lacerda ganhou por isso.

A polarização hoje tende a ser maior e pode desidratar os votos que estão à margem do confronto PT versus PSDB. Além de Marina, há dez outros postulantes que, somados, não alcançarão mais do que 3% dos votos. É o cálculo que fazem os institutos de pesquisa. Se o porcentual de Marina não minguar, haverá segundo turno.

Esse viés plebiscitário que Lula sempre buscou e que a oposição sempre temeu deve estimular o eleitor, em outubro, a evitar a cabine eleitoral pela segunda vez.

Mesmo sem o uso de uma bola de cristal é possível prever a volta da campanha pelo voto útil, estimulada pelos petistas.


Não é preciso combater à sombra


Mino Carta


Que alívio, o exército persa, perdão, a mídia nativa insiste em atirar fora do alvo

Pergunto aos meus aloprados botões por que o candidato tucano José Serra não sobe nas pesquisas a despeito de todos os esforços despendidos a seu favor pela mídia nativa e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No caso de FHC, refiro-me às informações de fonte respeitável, segundo as quais o príncipe dos sociólogos confessa ao pé de ouvidos tucanos o fracasso do seu empenho, maciço e infatigável, em prol do amigo de sempre. Amigo? Quanto à mídia, de que lado fica está na cara. E com que denodo, com que paixão.

Saiu na quarta-feira 23 a pesquisa CNI-Ibope e os números mostram que quem cresce é Dilma Rousseff. Acima do chamado empate técnico. Tivessem braços, os botões os abririam a 180 graus. Até tocar o firmamento. A manifestar todo o seu espanto. Disponho de botões muito sensíveis, bem mais do que eu, de sorte que, diante da minha expressão incolor, abalam-se a me submeter a um teste. O seguinte, que me apresso a repassar aos leitores.

Quem elaborou as perguntas abaixo e as dirigiu a quem? Primeira pergunta: “Por que para a democracia é positivo experimentar uma alternância de poder, depois de ficar oito anos na oposição?” Segunda pergunta: “Como o senhor conseguiu governar seu estado sem nunca sofrer derrota na Assembleia local e sem lançar mão de propinas e outras formas de coerção sobre deputados estaduais?”

Formuladas por quem? A) Veja; B) Time Magazine; C) Herald Tribune.
Dirigidas a quem? A) Franklin Delano Roosevelt; B) Ronald Reagan; C) José Serra.
Fiquei sem resposta. Eles gargalharam, como certos cães os meus botões conseguem rir. Com bons motivos. Haviam manipulado as perguntas para provocar minha dúvida e bondosamente esclareceram: a primeira pergunta fez referência explícita ao governo Lula. A segunda acrescenta a Prefeitura de São Paulo às conquistas do candidato tucano e fala em “mensalões”. Daí ficou fácil. Trata-se de perguntas feitas por Veja a Serra para uma entrevista das célebres páginas amarelas, publicada na edição datada de 23 de junho.

Primor de jornalismo engajado. Partidário. E também hipócrita. Como é do conhecimento do mundo mineral, a rapaziada alega independência, equidistância, isenção. Comovedor, neste sentido, o editorial do Estadão de 22 de junho, intitulado “A confissão do chanceler”. Cuida-se ali de malhar Lula e seu ministro Celso Amorim por terem saído para a mediação com o Irã, incentivados a tanto pelo próprio presidente Obama.

Extraordinário o rumo tomado pelo texto do jornal, a circum-navegar a lógica. Concorda com Amorim, segundo quem Brasília levou uma rasteira de Wash-ington, pois Obama, um mês antes da tentativa turco-brasileira em carta dirigida a Lula, diz textualmente que um acordo com Teerã “representaria uma oportunidade clara e tangível de começar a construir uma confiança mútua”.

Apesar do incentivo do presidente americano, reconhece o editorial, nos EUA “a linha-dura personificada por Hillary Clinton prevaleceu sobre os moderados da Casa Branca”. E então, onde fica a confissão do chanceler? Chegamos à conclusão de que vingou mais uma vez a prepotência do mais forte e que Obama enredou-se em um jogo indigesto, além da conta para ele mesmo. De todo modo, ainda neste caso, que jornalismo é este? Talvez valha como exercício de humorismo.

Às vezes me imaginei entre os 300 das Termópilas, a esperar no desfiladeiro pela investida fatal do exército persa. Parece-me agora que a história começa a ser escrita de forma oposta. Já me permiti comentar neste espaço o crescente fracasso dos persas, digo, da mídia nativa. Ficou claro em 2002, e mais ainda em 2006, que ela atira fora do alvo. A maioria a ignora e este é sinal peremptório de tempos diferentes. A habitual ofensiva contra o governo Lula, destinada agora a abalar a candidatura Dilma, atinge a obsessão e, frequentemente, beira o ridículo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dilma sobe, Serra desce!


Pesquisa Ibope aponta Dilma com 40% e Serra com 35%

Do G1

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta (23) em Brasília mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 40% e o candidPesquisa Ibope aponta Dilma com 40% e Serra com 35%

ato do PSDB, José Serra, com 35% na corrida eleitoral pela Presidência da República.

Marina Silva (PV) tem 9% das intenções de voto, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O cenário da pesquisa que apresentou esses resultados é o que inclui somente Dilma, Serra e Marina. No cenário que reúne12 candidatos, Dilma aparece com 38,2%, Serra, 32,3% e Marina, 7%.

É a primeira vez que Dilma aparece à frente de Serra numa pesquisa de intenção de voto para presidente.

Na pesquisa Ibope anterior, divulgada no último dia 5 e feita por encomenda da TV Globo e do jornal “O Estado de S.Paulo”, Dilma e Serra apareciam empatados com 37% das intenções de voto. Marina Silva acumulava 9%.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos (portanto, Dilma pode ter entre 38% e 42%; Serra, entre 33% e 37%; e Marina, entre 7% e 11%).

A pesquisa é a primeira realizada após a oficialização das candidaturas de Dilma, Serra e Marina pelas convenções partidárias. O Ibope entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 19 e 21em 140 cidades.

Disseram que votarão em branco ou nulo 6% dos entrevistados. Os que responderam que ainda não sabem em quem votar são 10%, segundo o Ibope.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, Dilma teria 45% e Serra, 38%, segundo o Ibope. Na hipótese de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista venceria por 53% a 19%. Serra ganharia de Marina por 49% a 22%.

Rejeição

Dentre os entrevistados, 23% disseram que não votariam em hipótese nenhuma em Dilma Rousseff. Os que rejeitam Serra são 30% e os que nunca votariam em Marina somam 29%.

Comentário do blog: Aqui desde do inicio quando a disputa eleitoral foi definida nas duas opções Serra e Dilma, assumimos um posionamento claro em defesa da continuidade das conquistas alcançadas no governo Lula, contra retrocesso Demo -Tucano. Muitos do nosso campo não acreditavam na possibilidade de vitória de Dilma, a direita reacionária nem se fala, ja contava vitória. Agora que Dilma deixou serra na poeira, Vou defender quem para fazer subir nas pesquisas?. Tião Boca...Desculpem não sei direito o nome desse candidato que está na rabeira.


Música do dia

FHC Joga a toalha

Quando o governo não cuida da população




Uma reunião emergencial do Deputado Moisés com secretários de estado nesta segunda, decidiu enviar hoje a Tarauacá, uma equipe de tecnicos na tentativa de encontrar um terreno no município para construir a praça da juventude. A novela para para construção dessa grande obra social no nosso município tem vários capítulos.


Em 2008 uma articulação da Deputada Perpétua Almeida contemplou Tarauacá com recursos no valor de 2 milhões para construção da obra. Em Março de 2009 deputado Moisés foi a Tarauacá e decidiu procurar o prefeito para solicitar da prefeitura um terreno para construção da praça. O prefeito assumiu o compromisso de disponibilizar uma área para construção. Clique aqui. O terreeno não apareceu e os recursos foram perdidos, ou seja, devolvido para Brasília.

Este ano, Tarauacá foi mais uma vez contemplado com os recursos. O prefeito mais uma vez foi acionado para solucionar o problema e deu calado como resposta.

Para evitar novamente a perda dos recursos, o governo do estado vai tentar levar a construção da praça da juventude para o Bairro corcovado, local onde o governo dispõe de um área do estado.


A praça da Junvetude é um programa do Ministério da Justiça destinado a inclusão de comunidades carentes com sérios problemas sociais. Em Tarauacá o Bairro selecionado para receber a obra foi o Bairro da Praia, local de maior exclusão e incidencia de violencia, tem um terço da população urbana e não possui nem um espaço de lazer. Uma pena! O bairro da praia perdeu uma grande obra social porque o problema de terreno não foi solucionado.




Qunando o governo cuida da cidade e tem compromisso social


Binho visita obras de habitação, urbanização e saneamento da ZAP Santa Inês

O governador Binho Marques visitou ontem, 22, as obras de habitação, urbanização e saneamento na Zona de Atendimento Prioritário (ZAP) Santa Inês. ZAP é um conceito de política pública para levar serviços básicos e estruturantes às comunidades mais carentes. As ZAPs surgiram a partir do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), o mapeamento mais detalhado que o Estado produziu acerca de seu território, população e recursos, naturais ou não. Acompanharam o governador os secretários Gilberto Siqueira (Planejamento) e Aníbal Diniz (Comunicação So-cial), além de técnicos e gestores públicos.

Binho inspecionou o trabalho de detalhamento final do conjunto habitacional do bairro Recanto dos Buritis, antigo Mauri Sérgio, onde foram construídas 195 casas para as famílias removidas de áreas social e ambientalmente críticas. O conjunto, que já tem 98% das casas prontas, fica localizado ao lado da Escola Josué Fernandes de Lima, construída há pouco mais de um ano pelo Governo do Estado. Prevista para ter a grande parte de suas obras concluídas em julho próximo, a ZAP Santa Inês será a primeira a ser inaugurada pelo governador. As obras contam com investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, além de outras fontes de recursos.


As ZAPs se somam às Zonas Especiais de Desenvolvimento e compõem os eixos do projeto socioeconômico-ambiental que estão fazendo do Acre o melhor lugar para se viver na Amazônia. As ZAPs urbanas estão localizadas em fundos de vale e as rurais estão em terras indígenas, unidades de conservação, assentamentos tradicionais e assentamentos diferenciados. Nas cidades, as ZAPs apresentam baixa urbanização, assentamento precário com baixo capital social, vulnerabilidade ambiental, elevado número de pessoas vivendo em condições de pobreza e miséria, e com alto índice de pessoas envolvidas em infrações, contravenções e crimes. A ZAP Santa Inês é também identificada como ZAP 5 e está recebendo R$ 18,7 milhões em investimentos que envolvem a construção de casas, implantação das redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário, sistema de drenagem de águas das chuvas, pavimentação e obras viárias, recuperação ambiental e outras atividades.

O conjunto habitacional tem como marca a opinião dos moradores. Foram eles que decidiram, a partir de um port-fólio de 28 protótipos, qual seria a cor e o modelo de suas casas. “Eu escolhi uma casa com varanda”, disse Joelma Xavier, que morava em um barraco na Travessa Bueiro, uma região até então tomada pelo esgoto a céu aberto.


A área de influência da ZAP Santa Inês, região que conta cerca de vinte anos de ocupação, beneficia 1.485 famílias e 5.495 pessoas. 307 famílias foram removidas de suas antigas moradias para morar no conjunto residencial, e 90 preferiram receber indenização. As ações sociais são amplas: agentes de assistência social mantém reuniões com grupos representativos daquela comunidade, são realizadas palestras sobre direitos do consumidor e destinadas a grupos da Terceira Idade; ações de conscientização ambiental que valoriza a coleta seletiva do lixo; Dia da Beleza, com atividades de corte de cabelo, limpeza facial e outras; e um dia de combate à doenças como a dengue.


Um Acre com indicadores elevados
O governador esteve na região onde será implantado o Parque do Buritizal, uma área verde de cerca de onze hectares que vinha sofrendo com ocupação desordenada e a poluição dos igarapés que o cortam. Uma área de 1,8 hectares, em que se misturam inúmeras árvores de buriti com pés de manga, coco, goiaba, jambo, mamão, abacate e açaí, servirá de escola para aula de educação ambiental. “Com certeza o Censo do IBGE vai identificar um Acre completamente diferente de 2000”, afirmou Binho Marques ao lembrar que os indicadores dos próximos anos irão confirmar o Acre como o melhor lugar para se viver na Amazônia e um dos mais justos do país.


Binho visitou o local onde está sendo construída uma das estações de tratamento de esgoto da ZAP. São duas ETEs a serem implantadas ao custo total de R$ 830 mil e capacidade de processar 150 litros de esgoto produzido por habitante ao dia. Pelo menos 2,3 mil famílias serão atendidas na ETE do lote 2, inspecionada pelo governador.

Qualificação para o trabalho já empregou 80 moradores
ZAP é ação integrada de vários órgãos e secretarias de Governo, todos com o mesmo objetivo: elevar a qualidade de vida da comunidade. Parceria entre o Instituto Dom Moacyr e a Associação Comercial do Acre (Acisa) abriu 400 vagas no mercado de trabalho para jovens e adultos da ZAP Santa Inês. O IDM capacitou os moradores em corte e modelagem de cabelos, eletricista instalador predial, cozinheira, corte e costura, manicuro, pedicuro e unhas artísticas, pedreiro, bombeiro hidráulico, mestre de obras, pintor de obras, operador de caixa e informática básica. “O acordo envolve a rede de Supermercados Araújo e outros. No Araújo foram empregadas 80 pessoas a partir desses cursos profissionalizantes”, disse Talyta Lima, coordenadora de ação social na ZAP Santa Inês. Segundo ela, todas estavam desempregadas antes dos cursos.

Praça da Juventude

Investimento do Pronasci para o Território da Cidadania

No ano passado, a ZAP Santa Inês foi instituída como Território de Paz, passando a receber importantes investimentos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) do Ministério da Justiça. “ZAP e Território de Paz têm os mesmos objetivos”, disse o governador. “É uma feliz coincidência”.


No Território de Paz jovens que antes viviam expostos à situações de risco social, participam de atividades culturais, esportivas e educacionais, recebendo apoio de psicólogos, educadores e assistentes sociais. Muitos estão no Protejo, programa dos Territórios de Paz que auxilia em R$ 100 o jovem que cumpre metas educacionais. Na cerimônia de lançamento do Território de Paz Santa Inês, evento que contou com a presença do então ministro da Justiça, Tarso Genro, o bairro recebeu investimentos de R$ 16.490.931,22 para 25 programas de inclusão social e enfrentamento à violência.


A Praça da Juventude está sendo construída com recursos do Pronasci ao custo de mais de R$ 2 milhões e tem projeto gerenciado pela Secretaria de Segurança Pública. A praça será entregue ao uso comunitário durante a inauguração do residencial. Possui equipamentos como teatro, quadras de futebol society e de vôlei, centro de convivência da Terceira Idade. Mais de cinco mil famí-lias serão beneficiadas com a praça. (Agência Acre)


terça-feira, 22 de junho de 2010

Música do dia

Lula: venda de terra a estrangeiro compromete soberania nacional


O presidente Lula está preocupado com o volume crescente de compra de terras brasileiras por estrangeiros e promete medidas para coibir a venda. Em sua opinião, respaldada pelos partidos progressistas e os movimentos sociais, a aquisição de propriedades rurais pelas multinacionais compromete a soberania alimentar da nação e não deve ser tolerada.

O governo deve encaminhar ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) “para deixar claro aos investidores que podem investir em qualquer campo, mas não em terras”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, em entrevista ao jornal Valor.

Apetite das multinacionais

De acordo com estatísticas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a área total do território brasileiro sob propriedade alienígena chega a 4,037 milhões de hectares e cresce cotidianamente. É relevante notar que o levantamento do instituto não inclui propriedades de empresas supostamente nacionais que na verdade são controladas, direta ou indiretamente, por capitalistas de outros países.

O problema torna-se mais sério na medida em que o tempo passa e as autoridades brasileiras não adotam providências, pois todo santo dia, ainda conforme o Incra, estrangeiros compram cerca de 12 quilômetros de terra brasileira, uma área seis vezes maior que o Principado de Mônaco, um pequeno país europeu.

O apetite das multinacionais tem como pano de fundo o aumento da demanda mundial por recursos naturais, a escassez de água, a crise alimentar e a elevação dos preços da terra, conforme observou o jornalista Mauro Zanatta, no Valor (22-6). Ao lado disto, pesa também o vigoroso desenvolvimento do chamado agronegócio, com destaque para a cultura da cana, no Brasil.

Concentração

Ao todo já são 34.218 propriedades rurais sob controle de capitalistas estrangeiros, sendo que 38% desses imóveis estão no Centro-Oeste, onde a área média é de 473 hectares. Os 100 maiores imóveis somam 763,2 mil hectares, sendo que o maior deles é um latifúndio com 31,3 mil hectares.

Entre 2002 e 2008 o Investimento Externo Direto (IED) em terras brasileiras somou 2,43 bilhões de dólares. Fundos internacionais com carteira superior a 10 bilhões de dólares têm sido cada vez mais agressivos nos investimentos em terra, segundo o Valor.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) critica a liberdade que o capital estrangeiro desfruta para aquisição de imóveis rurais argumentando que isto potencializa a concentração da terra no país, eleva os riscos de controle da agricultura nacional pelas transnacionais e inflaciona os preços da terra.

Herança perversa

A entidade, que defende os interesses do conjunto da classe trabalhadora rural (assalariados e agricultores familiares), entende que é preciso assegurar o controle público sobre o território nacional e uma regulação mais rigorosa do direito ao imóvel rural para garantir a soberania alimentar e a função socioambiental da propriedade, preconizada pela Constituição.

Neste caso, conforme o ministro Guilherme Cassel, ocorre uma unidade de interesses entre pequenos, médios e grandes produtores rurais, “da Kátia Abreu [presidente da CNA] ao João Pedro Stédile [dirigente do MST]”. Afinal, restringir o acesso à propriedade privada nesse terreno “não fere o capitalismo”, observou. O excesso de liberalismo no campo, assim como nas cidades, é outra herança perversa dos governos tucanos presididos por FHC.

Umberto Martins, com Valor e Contag

hipocrisia


Dinheiro do petróleo e da grande mídia financia o Greenpeace

A organização ecologista mais famosa do mundo recebe doações de grandes magnatas do petróleo, do setor automotivo e da mídia. O caso mais gritante é o dos Rockefeller — acionistas e fundadores de petrolíferas como a Exxon Mobil. Sua fundação financiou o Greenpeace com mais de um milhão de dólares.

Por Manuel Llamas, no blog Libertad Digital

Trinta anos sem Wilson Pinheiro



Nenhum mandante no banco dos réus, nenhuma nota do partido do qual foi um dos fundadores e agora mergulhado na campanha sucessória. Até meio-dia deste 21 de junho de 2010, os 30 anos do assassinato do líder sindicalista Wilson Pinheiro passam quase em silêncio.

Pinheiro foi morto em 21 de junho de 1980 com um tiro na nuca, pelas costas, a mando de latifundiários. Estava reunido numa sala, com outros dirigentes do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Brasiléia, no Acre. Além de presidente do sindicato, também presidia a Comissão Municipal do PT.

Para a compreensão da história de resistência acreana e amazônica, há diversos relatos minuciosos, cada vez mais vivos, na rede mundial de computadores. Se os assessores petistas se dessem ao cuidado de novamente apreciá-los, orientariam parlamentares a lembrar, na tribuna da Câmara e do Senado Federal, o herói de Brasiléia.

Pinheiro não era acreano, mas um amazonense. Em estudo publicado pela Fundação Perseu Abramo, o professor Francisco Dandão Pinheiro, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em São Paulo, escreve:

”Uma casa de madeira sem pintura, em frente à pequena igreja da cidade, abrigava o Sindicato dos Trabalhadores Rurais local. Ali o trabalho era sempre maior do que o número de funcionários e voluntários para fazê-lo. O presidente, um homem alto, pele queimada pelo sol, mãos calejadas pelo ofício de seringueiro desde os primeiros anos de vida, apreciador de cigarros fortes, incansável na sua faina despedia-se de dois companheiros e resolvia ficar mais um pouco, para resolver alguns assuntos pendentes.

“Estava jurado de morte por fazendeiros da região, mas não dava muita atenção para as ameaças. Sentia-se seguro no seu ambiente de trabalho. Meia hora depois, a confiança de que nada poderia acontecer-lhe mostrava-se vã. De costas para a rua, olhando distraidamente para um aparelho de televisão, enquanto arrumava uns últimos papéis, sentiu a dor súbita de projéteis entrando pelo corpo.

“O silêncio de Brasiléia foi quebrado por quatro tiros. Wilson Pinheiro tombava sem vida. O movimento seringueiro acreano perdia o seu primeiro grande líder. E se desencadeava, imediatamente, uma onda de violência que iria, oito anos mais tarde, mudar a história das relações entre homem e meio ambiente no Brasil”.

MONTEZUMA CRUZ

A GLOBO É VINGATIVA




por Eliakim Araújo, no Direto da Redação

Ninguém morre de amores pelo Dunga. Folgado, provocador, birrento e geralmente mal educado, embora não se possa negar sua dedicação ao ofício de treinador da seleção nacional. Dunga está na berlinda nesta segunda-feira depois de sua explosão de maus modos com um repórter da Globo que falava ao telefone enquanto ele respondia perguntas de outros repórteres na coletiva de imprensa após o jogo com a Costa do Marfim.

Se Dunga é esse poço de grosseria, por outro lado é uma verdade indiscutível que boa parte dos jornalistas brasileiros se acham (é plural mesmo) acima do bem e do mal, se julgam superiores ao comum e mortal ser humano, sobretudo a garotada mais nova. Se acham donos da verdade, os sabichões. Falam o que querem de pessoas ou instituições que não dispõem de um espaço na mídia para se defender.

Esse breve perfil do jornalista brasileiro ganha novos contornos quando falamos daqueles que trabalham na Globo. Esses chegaram ao Olimpo e o crachá que usam muitas vezes abre portas proibidas aos jornalistas de outras emissoras. É comum que tenham prioridade em entrevistas e eventos. Os demais ou são preteridos ou têm que esperar até que o bambambã global termine seu trabalho.

Não só a Globo, como as demais emissoras fazem vista grossa quando seus profissionais conseguem superar a concorrência mesmo que façam uso de expedientes aéticos.

Todo mundo se lembra do que a Globo fez com Leonel Brizola. Durante seu primeiro mandato no Estado do Rio de Janeiro, de 1982 a 1986, não havia um só dia em que o velho Cid Moreira, com sua grave e empostada voz, não abrisse o noticiário da cidade com a célebre frase: “A violência no Rio”. E aí vinham as estatisticas das ocorrências policiais da cidade naquele dia.

Isso era feito diariamente, um verdadeiro massacre, que resultou na derrota de Brizola na eleição presidencial de 89, por um lado. Por outro, no esvaziamento econômico do Rio com a fuga de empresas para São Paulo. A campanha do JN foi tão perfeita que até hoje muita gente desinformada de SP, ou até mesmo do Rio, prefere simplicar: “ah, quem acabou com o Rio foi o Brizola”.

Não sabemos exatamente o que aconteceu entre Dunga e o repórter da Globo, é preciso investigar se já havia alguma animosidade entre os dois em razão de incidente anterior, é regra do bom jornalismo ouvir as duas partes. De qualquer maneira, Dunga se meteu numa encrenca daquelas. E a Globo é implacável com seus adversários.

Desde já o emprego dele está ameaçado. Se o Brasil ganhar a Copa, ele talvez se salve pelo gongo. Se perder, tá ferrado. Vai ter que procurar emprego. Mas em qualquer hipótese, será dificil sua permanência no cargo. A turma da CBF não tem peito para enfrentar o poderio econômico e político dos irmãos Marinho