
Esta combinação de crescimento fomentado pelo Estado com democracia (traduzida no aspecto fundamental da melhoria da renda) foi fórmula para o Brasil superar a grave crise econômica mundial e já em meados de 2009 voltar a crescer, terminando o ano na casa de um milhão de novos empregos formais.
É um feito extraordinário, que embasa os altos índices de aprovação popular ao presidente Lula e ao seu governo. E se reflete também no amplo reconhecimento internacional do presidente brasileiro, que levou nosso país a um protagonismo inédito no cenário mundial. A mídia brasileira e a oposição neoliberal, conservadora e de direita torcem o nariz mas, em tempos de internet, não conseguem esconder com seus pobres jornais e revistas aquilo que o mundo pensa.
As opiniões favoráveis pipocam por todo lado. O presidente dos EUA, Barack Obama, já havia chamado Lula de "o Cara". O jornal francês Le Monde deu ao presidente brasileiro o título de "homem do ano"; para o espanhol El País ele foi o "personagem íbero-americano de 2009"; o circunspecto Financial Times, oráculo britânico da alta finança mundial, colocou Lula entre as 50 personalidades que fizeram a face da década de 2000. O significativo é que, na lista do Financial Time, estão apenas oito chefes de Estado: além de Lula, fazem parte dela os presidentes dos EUA George W. Bush e Barack Obama; da China, Hu Jintao; do Irã, Mahmoud Ahmadinejad; e os primeiros ministros da Grâ-Bretanha, Tony Blair; da Alemanha, Angela Merkel; e da Rússia, Vladimir Putin. Não consta nenhum outro latino americano, ou brasileiro... Até a Al Jazira, a rede de TV do mundo árabe, destacou Lula como o "porta-voz do Terceiro Mundo", rendendo-se à sua "extraordinária popularidade".
A popularidade de Lula - e as homenagens a ele prestadas - refletem o novo papel que o Brasil desempenha no mundo. Como destaca o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, hoje o Brasil não pede licença a ninguém para defender seus interesses pelo mundo afora. Este talvez seja um dos segredos desse desempenho. Antes, o Brasil precisava de autorização de autoridades externas (de governos ou de agências como o FMI e o Banco Mundial) até para fazer investimentos necessários em sua própria infraestrutura. De dedo em riste, aquelas autoridades coloniais impunham regras e normas às quais o governo brasileiro se submetia, comprometendo a soberania nacional, desprezando a democracia, promovendo o sucateamento dos vários aspectos da vida nacional, com prejuízos dos quais o povo brasileiro ainda não se recuperou completamente.
De 2003 para cá isso mudou. Hoje o Brasil é cioso de sua soberania e das necessidades de seu povo e de sua economia, que defende em todos os fóruns e conferências internacionais, onde a diplomacia brasileira não reconhece mais nenhum alinhamento automático, e subalterno, com qualquer potência estrangeira.
Foi a eleição de Lula em 2002 que apontou para este rumo, ao abrir uma nova etapa para a vida nacional. "O governo Lula, apesar da sua dualidade original, conseguiu esboçar e iniciar um novo projeto nacional de desenvolvimento, que permitiu um crescimento mais acelerado desde 2007, superando rapidamente a grande crise capitalista 2008-2009 que atingiu todo o mundo", avalia o presidente nacional do Partido Comunista do Brasil Renato Rabelo. Ele tem razão. Há ainda muito a fazer, e o principal para isso é manter este rumo. É impedir que as forças neoliberais e conservadoras, adversárias da democracia e do desenvolvimento nacional, recuperem forças para tentar a volta para trás. Nesse sentido, 2010 - as eleições de 2010 - serão decisivas. Este é um ano que, como o de 2002, poderá ficar na história, trazendo a marca do ano em que a opção pelo desenvolvimento nacional foi reafirmada nas urnas pelo povo brasileiro. Fonte: Portal Vermelho
Nenhum comentário:
Postar um comentário