Hoje, andando pela cidade, conversei com pequenos comerciantes e moradores. Fiquei impresionado com a variedades de produtos no mercado, os produtores rurais dão exemplo de força e criatividade. O Cruzeirense, como o Tarauacaense, tem orgulho de dizer que é originário de coração, mas a capital do Juruá continua também uma cidade desorganizada e sem um projeto local capaz de impulsionar transformações sociais mais profundas. Encontrei no centro da cidade muitas crianças pedindo esmolas e trabalhando como engraxates, como lamentalmente também acontece em Tarauacá.
E importante salientar que o governo da Frente Popular, têm investido pesado na Região, ainda assim, enfrenta sérias dificuldades e oposição das forças conservadora. Presenciei um Flagrante derespeito da administração municipal, a história dos Cruzeirenses, veja as fotos e texto do Deputado Edvaldo Magalhães abaixo.






Sem consultar as instituições de estado, a prefeitura de Cruzeiro do Sul iniciou a demolição do monumento alusivo ao centenário de fundação da cidade construído pelo governador Jorge Viana em 2004 em parceria com o então prefeito César Messias.
Ali foram enterrados documentos (Ata, mensagens ao próximo centenário, cartas...), uma grande bandeira da cidade assinada por muitos dos presentes conduzida durante a caravana do centenário que deslocou-se de Rio Branco pela BR 364 organizada pelo desembargador Arquilau de Castro Melo e eu.
A estátua do Marechal Thaumaturgo Azevedo em bronze, inclinado ao fixar a bandeira do Acre naquelas terras integra o monumento. A catedral de Nossa Senhora da Glória ao fundo compõe o cenário.
Recentemente um supermercado fora construído nas proximidades e um zunzum instalou-se. Consta que muita pressão estaria acontecendo para liberar a área a fim de garantir espaços para estacionamento. Ano passado um vereador entrou com projeto de lei neste sentido. Não foi reeleito.
O fato é que a forma como se iniciou a destruição do monumento é reveladora do descaso. Sem nenhum cuidado com a história. As fotos são flagrantes. Mochilas penduradas à estátua, um largo chapéu faz parte do clima de deboche.
Lamentável. A transferência de documentos históricos e símbolos não é nenhum pecado. Desde que feito de forma respeitosa, estudada e tomando todos os cuidados que se precisa ter com nossa história.
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